Postagens Etiquetadas ‘Oscar 2018’

Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississipi | Crítica | Mudbound, 2017, EUA

Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississipi cria empatia com causas, cenários e pessoas que não conhecemos na esperança que possamos entender a dor de outros.

Mudbound: Lágrimas sobre o Mississipi  | Crítica

Elenco: Carey Mulligan, Jason Clarke, Jason Mitchell, Mary J. Blige, Rob Morgan, Jonathan Banks, Garrett Hedlund | Roteiro: Dee Rees, Virgil Williams | Baseado em Mudbound: Lágrimas sobre o Mississípi (Hillary Jordan) | Direção: Dee Rees | Duração: 134 minutos

Às vezes, se estamos num lugar de privilégio e conforto, fica difícil imaginar como é a vida de outros. E o que Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississipi faz, por meio do cinema, é nos tirar por pouco mais de duas horas dessa zona de conforto. O interessante é notar como o elemento da fazenda enlameada, que une as diferentes famílias da história, se transfigura para nos arrastar junto de uma parte triste da história que moldou parte da cultura dos EUA.

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Lady Bird: A Hora de Voar | Crítica | Lady Bird, 2017, EUA

Lady Bird toca no assunto de crescer e amadurecer, como várias outras produções, mas com algumas peculiaridades que fazem a trama se destacar.

Lady Bird: A Hora de Voar | Crítica

Elenco: Saoirse Ronan, Laurie Metcalf, Tracy Letts, Lucas Hedges, Timothée Chalamet, Beanie Feldstein, Stephen, McKinley Henderson, Lois Smith | Roteiro e direção: Greta Gerwig | Duração: 93 minutos

Quem nunca esteve numa situação onde se encontrou preso pelas próprias limitações, ou aquelas impostas por outros, pode não se identificar com Lady Bird: A Hora de Voar – mas não parece ser o caso da maioria, só de uns poucos privilegiados. A vontade de qualquer um que se viu em situações parecidas se acha na posição de torcer para que tudo dê certo na vida da personagem, mesmo que pelo bem da narrativa existam exageros – e compreendendo depois que a protagonista tenha usado de mentiras e quebrado regras para isso. Algo que, em suma, é moralmente questionável. Entre as muitas primeiras vezes, a produção é uma ode ao processo que é crescer, com suas dores e as outras várias alegrias.

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Três Anúncios Para um Crime | Crítica | Three Billboards Outside Ebbing, Missouri, 2017, EUA

Três Anúncios Para um Crime é um filme de mudanças, misturando drama e toque de humor sombrio para minimizar uma questão tão delicada e triste como o retratado.

Três Anúncios Para um Crime | Crítica

Elenco: Frances McDormand, Woody Harrelson, Sam Rockwell, John Hawkes, Peter Dinklage | Roteiro e direção: Martin McDonagh | Duração: 115 minutos

Existe um velho conselho que diz que devemos mudar devagar porque é difícil fazer grandes mudanças de uma hora para outra. Algo assim acontece na representação da cidade de Ebbing em Três Anúncios Para um Crime. Aquele lugar é um microuniverso de um pensamento enraizado há muito tempo na cultura ocidental – machismo e preconceito, por exemplo –, que só depois de uma tragédia coloca-se em movimento. Ao usar alguns elementos familiares de histórias de crime e investigação, McDonagh consegue enganar a plateia, até sermos puxados para a realidade, numa lembrança do que é a própria vida, um conjunto de momentos que nem sempre são justos ou fazem sentido.

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Todo o Dinheiro do Mundo | Crítica | All the Money in the World, 2017, EUA

Todo o Dinheiro do Mundo tem o mal de uma série de cinebiografias, que é apresentar uma história interessante num filme que não é tanto assim.

Todo o Dinheiro do Mundo | Crítica

Elenco: Michelle Williams, Christopher Plummer, Mark Wahlberg, Charlie Plummer, Romain Duris | Roteiro: David Scarpa | Baseado em Painfully Rich: The Outrageous Fortunes and Misfortunes of the Heirs of J. Paul Getty (John Pearson) | Direção: Ridley Scott (Alien: Covenant) | Duração: 133 minutos

Mesmo que Todo Dinheiro do Mundo não fosse marcado como o filme que Kevin Spacey foi limado, ainda assim ele seria uma produção com problemas. Longe da profundidade de outros de seus dramas, Ridley Scott sai do mundo de monstros espaciais para focar novamente naqueles que aparentam ser como nós. Poderíamos até fazer um paralelo do lingafoeda archeronsis, pois um dos personagens diz que ser um Getty é parecer conosco – se levarmos em conta que o xenoformo se esconde em nós. É um drama com o mais antigo motivo do mundo: não o dinheiro em si, mas o poder. Afinal, no fim das contas, quem lucra?

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A Forma da Água | Crítica | The Shape of Water, 2017, EUA

A Forma da Água tem temas já visitados por Guillermo Del Toro, mas o filme também é dotado de uma beleza própria e com toques de macabro.

A Forma da Água | Crítica

Elenco: Sally Hawkins, Michael Shannon, Richard Jenkins, Doug Jones, Michael Stuhlbarg, Octavia Spencer | Roteiro: Vanessa Taylor, Guillermo del Toro | Direção: Guillermo del Toro (A Colina Escarlate) | Duração: 123 minutos

Para quem já está acostumado com a filmografia de Del Toro, A Forma da Água tem algo de familiar tanto em seus personagens como na estrutura – o que não quer dizer que a nova produção seja dotada de uma beleza própria. A história de choque entre mundos, também um conto de fadas sombrio, é o transporte de um lugar de sonhos para a tela do cinema, que por natureza também tem algo de onírico. E mesmo sendo uma história fantástica, o diretor nos coloca no chão ao identificar gente capaz de amar a qualquer custo, amizade, preconceitos e monstros num cenário familiar, mas com uma suficiente dose de estranheza que nos fisga para dentro de um rio de emoções.

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The Post: A Guerra Secreta | Crítica | The Post, 2017, EUA

The Post: A Guerra secreta é, além de um filme, uma posição política e a reafirmação do antigo ditado que o preço da liberdade é estarmos sempre alertas.

The Post: A Guerra Secreta | Crítica

Elenco: Meryl Streep, Tom Hanks, Sarah Paulson, Bob Odenkirk, Tracy Letts, Bradley Whitford, Bruce Greenwood, Matthew Rhys | Roteiro: Liz Hannah, Josh Singer | Direção: Steven Spielberg (Prenda-Me Se For Capaz) | Duração: 116 minutos

Provavelmente, existem poucas pessoas que conseguiriam um feito de encaixar um filme entre a produção e a pós-produção de outro. Porém, isso não é o mais importante em The Post: A Guerra Secreta. Num mundo onde qualquer ação pode ser considerada uma manifestação política, Spielberg contou com o cenário atual da política dos EUA para defender a liberdade de imprensa e para lembrar que certas coisas são cíclicas. E pode parecer que é apenas para dizer que políticos irão sempre mentir, o que seria muito raso, mas essa história investigativa serve mais como um totem da premissa do preço da liberdade ser estarmos atentos.

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O Artista do Desastre | Crítica | The Disaster Artist, 2017, EUA

O Artista do Desastre é a tentativa de entender a mente única – o que não é necessariamente um elogio – daquele que fez um dos piores filmes da história e ficou famoso por isso.

O Artista do Desastre | Crítica

Elenco: James Franco, Dave Franco, Seth Rogen, Alison Brie, Ari Graynor, Josh Hutcherson, Jacki Weaver | Roteiro: Scott Neustadter, Michael H. Weber | Baseado em The Disaster Artist: My Life Inside The Room, the Greatest Bad Movie Ever Made (Greg Sestero, Tom Bissell) e The Room (Tommy Wiseau) | Direção: James Franco | Duração: 103 minutes | Cena Extra

Assim como é difícil entender o protagonista, é difícil entender o que querem com O Artista do Desastre. Poderia ser contar a história de uma figura controversa fazendo pouco caso dela, ou uma homenagem ao cineasta que até hoje não sabemos exatamente de onde veio nem ao que veio. Dito isso, a construção da história pende sim para humor, mesmo que depois nos perguntemos se tudo aquilo é digno de pena ou de riso. A história de uma pessoa que vive num mundo próprio tem paralelos com a figura de Ed Wood, mais pela sua excentricidade do que pela sua obra.

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Viva: A Vida é Uma Festa | Crítica | Coco, 2017, EUA

Viva: A Vida é uma Festa atinge diferentes faixas etárias por causa de suas diferentes camadas, além de mostrar como outra cultura encara a morte.

Viva: A Vida é uma Festa | Crítica

Elenco: Anthony Gonzalez, Gael García Bernal, Benjamin Bratt, Alanna Ubach, Renée Victor, Ana Ofelia Murguía, Edward James Olmos | Roteiro: Adrian Molina, Matthew Aldrich | Argumento: Lee Unkrich, Jason Katz, Matthew Aldrich, Adrian Molina | Direção: Lee Unkrich (Toy Story 3)

Bonito por fora e emocionante por dentro, assim é Viva: A Vida é uma Festa. A produção é uma daquelas com selo Disney•Pixar de qualidade onde as diferentes faixas etárias irão curtir por motivos diferentes. É um amplo espectro, vindo desde as crianças, por causa das cores e das situações engraçados, até os adultos que vão se identificar pela mensagem. A maturidade do estúdio foi atingida em Divertida Mente (Inside Out, 2015, Dir Pete Docter), mas nada que tire o brilho próprio desse filme que volta os olhos para a dificuldade de ser o que somos, a busca por um equilíbrio, perdão e amor incondicional. Além de focar numa cultura que celebra a morte de maneira diferente.

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Star Wars: Episódio VIII – Os Últimos Jedi | Crítica | Star Wars: The Last Jedi, 2017, EUA

Star Wars: Episódio VIII – Os Últimos Jedi tem tudo para agradar várias fãs e os que não são no novo capítulo da saga da família Skywalker, ainda que não aparente ser Star Wars.

Star Wars: Episódio VIII – Os Últimos Jedi | Crítica

Elenco: Mark Hamill, Carrie Fisher, Adam Driver, Daisy Ridley, John Boyega, Oscar Isaac, Andy Serkis, Lupita Nyong’o, Domhnall Gleeson, Anthony Daniels, Gwendoline Christie, Kelly Marie Tran, Laura Dern, Benicio del Toro | Roteiro e direção: Rian Johnson (Looper: Assassinos do Futuro) | Duração: 152 minutos

Possivelmente, ao sair da sessão de Os Últimos Jedi, a sensação é que vimos um ótimo filme de ação e aventura, com um roteiro bem amarrado e que não deixa de ser dinâmico na maior parte do tempo. Foi assim com Rogue One. E esse é um motivo que a nova instalação da saga tem um clima menor, pelo menos à primeira vista, de Star Wars – clima que reside, porém, no seu DNA com os sabres de luz, a Força, velhos personagens dando as caras e a continuação do que a história era na imaginação de George Lucas: uma ópera espacial, com imponentes momentos e continuando a história da família Skywalker.

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Blade Runner 2049 | Crítica | Blade Runner 2049, EUA, 2017

Sabendo que era impossível alcançar o inalcançável, Blade Runner 2049 é um misto de homenagem com procura do próprio caminho de Villeneuve.

Blade Runner 2049 | Review

Elenco: Ryan Gosling, Harrison Ford, Robin Wright, Dave Bautista, Ana de Armas, Sylvia Hoeks, Jared Leto | Roteiro: Hampton Fancher, Michael Green | Baseado em: Androides Sonham com Ovelhas Elétricas? (Philip K. Dick) e Blade Runner (Ridley Scott) | Direção: Denis Villeneuve (A Chegada) | Duração: 163 minutos

Entre fazer um trabalho autoral e refazer os gigantes passos do original, Dennis Villeuneve ficou no meio do caminho. Blade Runner 2049 procura sua própria originalidade sem esquecer de prestar homenagem ao universo iniciado em 1982 ao ampliar suas questões. Deixa-se de lado um pouco o visual neo-noir do primeiro para que seja possível passear entre outros cenários e situações e para que conheçamos um mundo expandido daquele que deixou saudade – e que sempre dissemos que não precisava de continuação. Isso continua sendo verdade, mas já que ela veio, por razões mercadológicas que sejam, foi bom que ela tenha caído nas mãos de um dos melhores diretores dessa geração.

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Dunkirk | Crítica | Dunkirk, 2017, EUA

Dunkirk é um dos melhores trabalhos de Christopher Nolan, um filme de guerra onde se derrama alma e técnica.</

Dunkirk (2017) Crítica

Elenco: Fionn Whitehead, Tom Glynn-Carney, Jack Lowden, Harry Styles, Aneurin Barnard, James D’Arcy, Barry Keoghan, Kenneth Branagh, Cillian Murphy, Mark Rylance, Tom Hardy | Roteiro e direção: Christopher Nolan (Interestelar) | Duração: 106 minutos

Nota 10 - um Tigre no cinemaO resgate das tropas inglesas na Operação Dínamo não é o momento mais lembrado da Segunda Guerra Mundial, mas não menos digno de homenagem para Christopher Nolan, como mostra em Dunkirk. Ao escolher focar não apenas nos combates, mas no drama humano, sem dar destaque demais para algum personagem em especial, a produção é uma homenagem ao espírito de união que resgatou mais 300 mil soldados ao invés da glorificação da guerra. O roteiro dosa combates aéreos, dramas pessoais e medos por meio dos personagens que servem de arquétipos para contar aqueles dias de maneira mais direta. Com poucos diálogos e bastante ação, a produção de Nolan traz o horror que é estar tão perto e ao mesmo tão longe de casa, num inferno que parece não haver escapatória.

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Corra! | Crítica | Get Out, 2017, EUA

Corra! (Get Out) é um interessante filme que critica uma sociedade que ainda vê os negros como material de trabalho forçado.

Corra! (Get Out) 2017

Elenco: Daniel Kaluuya, Allison Williams, Lil Rel Howery, Bradley Whitford, Caleb Landry Jones, Stephen Root, Catherine Keener | Roteiro e direção: Jordan Peele | Duração: 103 minutos

Nota 10 - um Tigre no cinemaConsiderando a situação e tensão que alguns casos de racismos que chamaram a atenção da mídia recentemente nos EUA, Corra! pode até ser considerado óbvio. Mas não se engane por isso, porque a necessidade de se fazer um filme com um obviedade dessas é que faz a situação ser preocupante – isso no mínimo – e até assustadora. Misturando elementos de suspense, comédia dark e até um pouco de ficção científica, Peele apresenta um retrato pessoal e intimista sobre como é ser negro hoje na nação mais poderosa do mundo. A história na tela faz isso de maneira direta e com pouca margem para interpretações, na esperança que dessa maneira a mensagem seja compreendida pela audiência.

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O Poderoso Chefinho | Crítica | The Boss Baby, 2017, EUA

O Poderoso Chefinho é uma história bem infantil e divertida para os pequenos que são o público-alvo.

O Poderoso Chefinho (The Boss Baby) 2017

Elenco: Alec Baldwin, Miles Christopher Bakshi, Steve Buscemi, Jimmy Kimmel, Lisa Kudrow | Roteiro: Michael McCullers | Baseado em: The Boss Baby (Marla Frazee) | Direção: Tom McGrath (Madagascar) | Duração: 97 minutos | 3D: Relevante | Cena Extra

É um tanto injusto falar de um filme que claramente não foi pensado para você. O Poderoso Chefinho é para audiências muito novas: entre quatro e sete anos, não muito mais que isso e avalia-lo com o peso de outras animações de ar mais questionador e sério não seria correto. É uma história muito simples, leve e indicada para aquele programa de família, e o grande trunfo é que não será uma experiência tediosa para os pais. As crianças vão se impressionar com as cores e aventuras que os personagens passam, enquanto os mais velhos que os acompanharem vão poder curtir a reação deles, essa sim uma diversão.

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