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Star Wars: Episódio VIII – Os Últimos Jedi tem tudo para agradar várias fãs e os que não são no novo capítulo da saga da família Skywalker, ainda que não aparente ser Star Wars.

Star Wars: Episódio VIII – Os Últimos Jedi | Crítica

Elenco: Mark Hamill, Carrie Fisher, Adam Driver, Daisy Ridley, John Boyega, Oscar Isaac, Andy Serkis, Lupita Nyong’o, Domhnall Gleeson, Anthony Daniels, Gwendoline Christie, Kelly Marie Tran, Laura Dern, Benicio del Toro | Roteiro e direção: Rian Johnson (Looper: Assassinos do Futuro) | Duração: 152 minutos

Possivelmente, ao sair da sessão de Os Últimos Jedi, a sensação é que vimos um ótimo filme de ação e aventura, com um roteiro bem amarrado e que não deixa de ser dinâmico na maior parte do tempo. Foi assim com Rogue One. E esse é um motivo que a nova instalação da saga tem um clima menor, pelo menos à primeira vista, de Star Wars – clima que reside, porém, no seu DNA com os sabres de luz, a Força, velhos personagens dando as caras e a continuação do que a história era na imaginação de George Lucas: uma ópera espacial, com imponentes momentos e continuando a história da família Skywalker.

Uma das principais reclamações para quem não embarcou no Despertar da Força é que a estrutura era muito similar à de Uma Nova Esperança – alguns taxando até de remake. Esse novo filme quebra um tanto isso, mas não no sentido que esse é uma produção sombria deixando a parte mais leve para o fechar dessa trilogia. Então, como fãs de Star Wars, sentimos a trama indo e voltando entre o clima denso de O Império Contra-Ataca (o começo do filme tem um comboio tentando fugir de uma frota muito superior) para o suave de O Retorno de Jedi – não quer dizer que seja infantil, mas levando em conta que esse é um filme da Disney, não parece um despropósito.

Entre a audácia de Poe Dameron (Isaac) e o pulso filme da General Leia Organa (Fisher) do lado mais dramático da guerra, temos um Luke Skywalker (Hamill) amargurado, mas que é cercado por seres fofos e engraçadinhos e com algumas atitudes que poderiam não condizer com o peso da figura lendária que é e junto dele, há uma Rey (Ridley) ainda procurando seu lugar no universo. Do lado oposto, o Supremo Líder Snoke (Serkis) ainda manipulando Kylo Ren (Driver) como seu martelo contra a Resistência. Colocando essas peças em movimento, é seguro dizer que o roteiro de Johnson é bem amarrado, mesmo que não estejamos preparados para a cena que se segue entre Luke e Rey que acontece logo depois do desfecho do Episódio VIII.

Apesar de ser uma escrita bem-feita, é essa montanha-russa de emoções que prejudica a aventura – longe, no entanto, de estragar a experiência. Essas idas e voltas mostram um problema de estrutura, como se o tecido que fabrica a história quer contar muito em pouco tempo, algo que é contornado pela duração do filme (são quase 20 minutos a mais que O Despertar da Força). Por outro lado, essa opção dá uma liberdade para o vindouro Episódio IX de se desvencilhar de fazer algo como Episódio VI. E isso já motivo suficiente para a existência da produção que sai esse ano.

Se há sacrifício e perdas, há também esperança. Se há drama, existe também diversão. Todo o propósito do filme é falar sobre equilíbrio, algo que Luke aprendeu a duras penas e precisa passar para Rey – um dos últimos desejos de seu mestre. E Johnson soube como equilibrar esses momentos ao, por exemplo, não fazer que os porgs fossem o único elemento cômico, mas ao colocar risos na plateia mesmo com momentos de sisudez de Luke que depois de anos de isolamento pode ser taxada como um velho chato. E esse é o conflito com Rey, jovem e espirituosa, ainda querendo acreditar na esperança do universo e tentando resgatar o Luke de anos antes. Não só um Jedi, o agora mestre é mais um símbolo que pessoa, o que faz todo o sentindo na maneira que ele posicionado no seu confronto principal.

Os outros personagens também têm espaço para amadurecer, com Rey enfrentando seus medos – em especial sobre sua origem – e Kylo deixando a máscara para trás e não sendo mais uma imitação de Vader e sim o seu sucessor. É verdade que Finn (Boyega) que ainda está meio congelado no mesmo lugar, insistindo em tentar resgatar Rey, algo que ela nega desde o filme de 2015, com a diferença que dessa vez é o universo que impede que ele o faça, com uma ajuda de Rose (Tran) – de novo Star Wars coloca um personagem com traços orientais com algum destaque – que representa tanto a perda quanto a coragem necessária em tempos extremos. Porém, ainda na questão de desenvolvimento, o General Hux (Gleeson) continua apagado e, numa das viradas do filme, é difícil entender como outro personagem, aparentemente poderosíssimo, é facilmente enganado.

Porém, eles não estão presos nessas personas; mesmo Poe, com seu jeito turrão, tem momentos cômicos, mas que faz jus ao personagem – uma brincadeira com seu jeito e soluções explosivas quando Finn e Rose bolam um plano para salvar os transportes da Resistência sugere o que sabe fazer melhor: explodir tudo. É uma cena tão natural, mas tão própria do personagem que faz todo o sentido dentro da trama, o que volta à questão acima do roteiro bem escrito. Ou ainda na questão dos figurinos, onde o Snoke lembra um Hugh Hefner espacial, com aquele roupão tradicional do magnata da Playboy, num salão vermelho e preto e que com seu poder – que aqui é a Força, mas poderia ser dinheiro – subjuga àqueles ao seu redor.

Como vimos no filme anterior, Star Wars é muito maior que seus novos diretores, então os elementos como a abertura, a transições em íris e as trilhas de John Williams englobam tudo. Além disso, há ambientes que replicam ou lembram cenários de outros filmes, homenagens a lugares ou momentos que servem para nos sentirmos em casa. Mas, visualmente, é importante dizer também que alguma tentativa de inovação, mesmo que pequena. Conhecemos um planeta que tem uma escória como a de Mos Eisley, porém luxuosa e dourada, e um planeta mineral e branco como Hoth, mas com um terreno salino que deixa marcas vermelhas quando se passa por ele – foi o jeito da Disney colocar sangue no filme.

É verdade que o filme apela bastante para a nostalgia – há a presença de um personagem muito especial que trará um sorriso no rosto dos fãs -, mas há momentos de atualização, principalmente na nova mensagem de esperança que começa se espalhar pela galáxia com o fim da Resistência. Com mais pontos positivos que deméritos e apesar de não ser tão bom quanto o anterior, no resumo de tudo Star Wars: Episódio VIII – Os Últimos Jedi é importante por passar a tocha e na relevância nesse nosso mundo, principalmente ao equilibrar protagonismos. Ainda teremos que apontar isso, pois precisamos de um cinema menos masculino e branco, não por uma questão de vingança de minorias (econômicas, não de tamanho) no cinema. Numa galáxia muito distante, mesmo que há muito tempo atrás, é bem mais crível uma sociedade abrangente que abrace todas as raças e culturas. E já passou da hora de seguirmos esse exemplo.

Star Wars: Os Últimos Jedi | Trailer

Star Wars: Os Últimos Jedi | Pôster

Star Wars: Episódio VIII – Os Últimos Jedi | Cartaz nacional

Star Wars: Os Últimos Jedi | Galeria

Star Wars: Episódio VIII – Os Últimos Jedi | Imagens (17)

Créditos: Lucasfilm Ltd. (Divulgação)

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Star Wars: Os Últimos Jedi | Sinopse

Enquanto a Resistência e a General Leia Organa lutam ao lado de Poe Dameron e Finn para sobreviver depois do fim da Nova República pelas mãos da Primeira Ordem e do Supremo Líder Snoke, a jovem Rey tenta resgatar da reclusão o Mestre Luke Skywalker de sua reclusão ao mesmo tempo em que ela é seduzida pelo Lado Sombrio da Força e por Kylo Ren.

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