Arquivo para a Categoria ‘Drama’

O Artista do Desastre | Crítica | The Disaster Artist, 2017, EUA

O Artista do Desastre é a tentativa de entender a mente única – o que não é necessariamente um elogio – daquele que fez um dos piores filmes da história e ficou famoso por isso.

O Artista do Desastre | Crítica

Elenco: James Franco, Dave Franco, Seth Rogen, Alison Brie, Ari Graynor, Josh Hutcherson, Jacki Weaver | Roteiro: Scott Neustadter, Michael H. Weber | Baseado em The Disaster Artist: My Life Inside The Room, the Greatest Bad Movie Ever Made (Greg Sestero, Tom Bissell) e The Room (Tommy Wiseau) | Direção: James Franco | Duração: 103 minutes | Cena Extra

Assim como é difícil entender o protagonista, é difícil entender o que querem com O Artista do Desastre. Poderia ser contar a história de uma figura controversa fazendo pouco caso dela, ou uma homenagem ao cineasta que até hoje não sabemos exatamente de onde veio nem ao que veio. Dito isso, a construção da história pende sim para humor, mesmo que depois nos perguntemos se tudo aquilo é digno de pena ou de riso. A história de uma pessoa que vive num mundo próprio tem paralelos com a figura de Ed Wood, mais pela sua excentricidade do que pela sua obra.

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Roda Gigante | Crítica | Wonder Wheel, 2017, EUA

Roda Gigante é muitas coisas, mas nenhuma delas se junta num todo coeso na vasta filmografia do diretor.

Roda Gigante | Crítica

Elenco: Jim Belushi, Juno Temple, Justin Timberlake, Jack Gore, Kate Winslet | Roteiro e direção: Woody Allen (O Homem Irracional) | Duração: 101 minutos

Nem sempre um grande diretor e um grande elenco fazem um grande filme e Roda Gigante é um claro exemplo disso. A impressão deixada é que ao mesmo tempo em que Woody Allen voltou no tempo para contar uma história com traços da tragédia grega, ele também voltou na maneira de contar histórias e retratar pessoas. Isso quer dizer que não apenas o filme parece se passar nos anos 1960; o filme passa uma mentalidade daquela época, porém sem crítico ou ácido em relação a isso, algo que o diretor já mostrou várias outras vezes que sabe fazer. Mas ao fugir daquele retrato que sabe bem da comunidade nova iorquina e suas neuras, o diretor não encontrou um caminho.

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O Rei do Show | Crítica | The Greatest Showman, 2017, EUA

O Rei do Show tenta enganar o espectador com músicas, coreografias e cores, embalando com beleza um personagem detestável.

O Rei do Show | Crítica

Elenco: Hugh Jackman, Zac Efron, Michelle Williams, Rebecca Ferguson, Zendaya | Roteiro: Jenny Bicks, Bill Condon | Direção: Michael Gracey | Duração: 105 minutos

Apesar de ter nenhuma experiência em filmes, é impossível não sair empolgado depois do que Michael Gracey apresenta em O Rei do Show. As músicas são bonitas, o ritmo dado pelo diretor por meio da montagem e da coreografia, é digna de qualquer show de divas pop da atualidade. É aí que o filme alcança uma audiência mais jovem, onde existe sim a vontade de sair dançando ao som das músicas. Porém, ao baixar as cortinas e a dose de adrenalina se dissipar do seu corpo, a produção é apenas um grande videoclipe de 100 minutos, com imagens de cair o queixo, mas com um brilho vindo de um impecável polimento externo que por dentro é praticamente sem substância.

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Extraordinário | Crítica | Wonder, 2017, EUA

Um filme como Extraordinário é importante para os dias de hoje, principalmente pela mensagem passada às crianças.

Extraordinário | Crítica

Elenco: Julia Roberts, Owen Wilson, Jacob Tremblay, Mandy Patinkin, Daveed Diggs | Roteiro: Jack Thorne, Steve Conrad, Stephen Chbosky | Baseado em: Extraordinário (R.J. Palacio) | Direção: Stephen Chbosky (As Vantagens de Ser Invisível) | Duração: 113 minutos

Extraordinário é um bom adjetivo para essa história, mas ele poderia vir acompanhado de outros, mesmo que eles não o contenham por completo: simples, forte e necessário são os que melhor se encaixam. Claramente direcionado para os mais jovens, a história dessa criança que é incomum apenas por causa do exterior tem a intenção de criar uma discussão, uma ponte até, entre pais e filhos e a importância de entender e aceitar as diferenças. E apesar de ser uma produção que tem como público-alvo crianças, a trama também abraça adolescentes e os mais velhos, principalmente pais e mães que sabem como é difícil colocar alguém nesse mundo.

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Uma Razão Para Viver | Crítica | Breathe, 2017, Reino Unido-EUA

Uma Razão Para Viver é um daqueles filmes inspiradores que te deixam mais leve depois da sessão.

Uma Razão Para Viver | Crítica

Elenco: Andrew Garfield, Claire Foy, Tom Hollander, Hugh Bonneville, Dean-Charles Chapman, Ed Speleers | Roteiro: William Nicholson (Evereste) | Direção: Andy Serkis | Duração: 117 minutos

Nem todos os filmes precisam ser profundos em sentido; alguns bastam ser inspiradores e nos fazer sentir bem depois da sessão. Uma Razão Para Viver pode se tornar uma lição para alguns ou uma reafirmação da beleza da vida para outros. É possível fazer um paralelo com a doença que acomete o protagonista com um dos grandes males modernos: assim como a depressão, a pólio não pode ser simplesmente curada por força de vontade e apesar do roteiro ter o seu protagonista, é no desenvolvimento dele com as pessoas que ele ama que o fazem se sustentar e continuar na jornada da vida apesar dos pesares. Basicamente, esse é um filme do triunfo do amor e como ele é necessário para quem aqueles que não conseguem ir para frente sozinhos precisam de alguém que esteja do lado deles.

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Terra Selvagem | Crítica | Wind River, 2017, EUA

Terra Selvagem é um grito em favor dos esquecidos e àqueles que são empurrados para debaixo do tapete.

Terra Selvagem | Crítica

Elenco: Jeremy Renner, Elizabeth Olsen, Gil Birmingham, Jon Bernthal, Julia Jones, Kelsey Chow, Graham Greene | Roteiro e direção: Taylor Sheridan (A Qualquer Custo) | Duração: 111 minutos

Existe, no meio dos mais conservadores, a ideia que a sociedade é dividida entre ovelhas, lobos e cães pastores. E Terra Selvagem é uma produção que recorre a essa ideia, não por uma paixão dos estadunidenses por armas, mas sim por mostrar que em algumas partes daquele grande país essa é a mais pura verdade. Taylor Sheridan, mais conhecido por seus trabalhos como roteirista, fecha a sua trilogia espiritual das fronteiras do EUA dessa vez dando atenção aos nativos norte-americanos e como os eles foram relegados à uma pequena parte de um território que foi deles. Apesar dos temas universais abordados, é uma carta de posicionamento à toda uma cultura do esquecimento.

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Detroit em Rebelião | Crítica | Detroit, 2017, EUA

Detroit em Rebelião revisita um retrato para entendermos que algumas coisas erradas no mundo não são novidades.

Detroit em Rebelião | Review

Elenco: John Boyega, Will Poulter, Algee Smith, Jason Mitchell, John Krasinski, Anthony Mackie | Roteiro: Mark Boal (Guerra ao Terror) | Direção: Kathryn Bigelow (A Hora Mais Escura)

O estudo da condição humana já é alvo de Kathryn Bigelow há algum tempo e Detroit em Rebelião é mais um exemplo disso. A diretora usa da atualidade de eventos recentes como os de Charlotsville e Ferguson para fazer uma ligação com os movimentos de direitos civis que vem desde os anos 1960 para apontar que a história de opressão aos negros nos EUA não é nenhuma novidade. É fácil apontar que esse seja um tema comum e até óbvio, mas os casos citados mostram que mesmo a obviedade não é suficiente para que eles sejam menos propícios a acontecer. E usar o cinema como meio para esse discurso serve para entregar a mensagem de maneira mais fácil.

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Blade Runner 2049 | Crítica | Blade Runner 2049, EUA, 2017

Sabendo que era impossível alcançar o inalcançável, Blade Runner 2049 é um misto de homenagem com procura do próprio caminho de Villeneuve.

Blade Runner 2049 | Review

Elenco: Ryan Gosling, Harrison Ford, Robin Wright, Dave Bautista, Ana de Armas, Sylvia Hoeks, Jared Leto | Roteiro: Hampton Fancher, Michael Green | Baseado em: Androides Sonham com Ovelhas Elétricas? (Philip K. Dick) e Blade Runner (Ridley Scott) | Direção: Denis Villeneuve (A Chegada) | Duração: 163 minutos

Entre fazer um trabalho autoral e refazer os gigantes passos do original, Dennis Villeuneve ficou no meio do caminho. Blade Runner 2049 procura sua própria originalidade sem esquecer de prestar homenagem ao universo iniciado em 1982 ao ampliar suas questões. Deixa-se de lado um pouco o visual neo-noir do primeiro para que seja possível passear entre outros cenários e situações e para que conheçamos um mundo expandido daquele que deixou saudade – e que sempre dissemos que não precisava de continuação. Isso continua sendo verdade, mas já que ela veio, por razões mercadológicas que sejam, foi bom que ela tenha caído nas mãos de um dos melhores diretores dessa geração.

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Esta é a Sua Morte: O Show | Crítica | This is Your Death, 2017, EUA

Esta é a Sua Morte: O Show trata de um tema sensível, mas é preciso se perguntar se uma abordagem dessas beira o perigoso.

Esta é a Sua Morte: O Show | Crítica

Elenco: Josh Duhamel, Famke Janssen, Giancarlo Esposito, Sarah Wayne Callies, Caitlin Fitzgerald | Roteiro: Kenny Yakkel, Noah Pink | Direção: Giancarlo Esposito | Duração: 104 minutos

Dizer apenas que o ódio intolerável está demolindo a nossa sociedade não parece ser mais suficiente para Esposito e eis a motivação para o desenvolvimento que aborda um tema delicado como suicídio de maneira tão pesada em Esta é a Sua Morte: O Show. Enquanto faz uma crítica já comum aos reality shows, o diretor tenta também decifrar o fascínio que espectadores tem desde muito tempo – apesar da explosão no fim dos anos 1990 e o começo dos anos 2000 – em presenciar uma realidade passivamente, como grandes voyeurs de uma sociedade que parece tão perdida ao ponto de preferir à vida dos outros em detrimento da própria.

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Mãe! | Crítica | Mother!, 2017, EUA

Mãe! É um passeio entre loucura e genialidade e o trabalho mais pessoal do diretor.

Mãe! (Mother!) | Review

Elenco: Jennifer Lawrence, Javier Bardem, Ed Harris, Michelle Pfeiffer, Domhnall Gleeson, Kristen Wiig | Roteiro e direção: Darren Aronofsky (Noé) | Duração: 121 minutos

Nota 10 - um Tigre no cinemaAssim como outros grandes diretores, Aronofsky tem uma assinatura tanto estética quanto temática, algo que ele leva ao extremo em Mãe! Falando sobre como ambições podem levar à obsessão e consequentemente à queda, elementos comuns em sua filmografia, esse é o trabalho mais pessoal do diretor, que dessa vez assina o roteiro sozinho. É uma produção tanto inspirada quanto insana, onde criação e destruição andam de mãos dadas numa história contada por meio de fantasia e muitos toques de terror, onde a beleza e a performance elevam-se ao máximo. No fim, é uma daquelas experiências que é impossível sair indiferente – e isso vai muito além de gostar ou não do que acabamos de assistir.

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As Duas Irenes | Crítica | Brasil, 2017

As Duas Irenes é um diferente tipo de aventura juvenil, um que não trata seus retratados com desdém.

As Duas Irenes | Review

Elenco: Priscila Bittencourt, Isabela Torres, Marco Ricca, Susana Ribeiro, Inês Peixoto, Teuda Bara, Maju Souza, Ana Reston | Roteiro e direção: Fabio Meira | Duração: 88 minutos

Um conto de aventura e de amadurecimento como As Duas Irenes poderia, à princípio, fazer parte de uma sessão vespertina na televisão.  Porém o mais interessante da produção é como ela subverte o clima dos ditos filmes para toda a família, apesar desses elementos. A produção é sim dotada de uma doçura, mas também traz um clima melancólico que não chega a ser sobrepor na trama, mas que está sempre presente na história das duas protagonistas e também nos coadjuvantes. É também uma história de amizade, dúvidas e confrontos que mimetiza o universo jovem como poucas obras tem a competência de fazer.

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O Acampamento | Crítica | Killing Ground, 2017, Austrália

O Acampamento é um thriller tenso que homenageia um estilo, mas que consegue encontrar a sua própria dose de originalidade.

O Acampamento | Crítica

Elenco: Aaron Pedersen, Ian Meadows, Harriet Dyer, Aaron Glenane | Roteiro e Direção: Damien Power | Duração: 88 min

O Acampamento não tem a intenção de ser original ou inovador, mas sim uma homenagem a outros filmes onde pessoas que só querem paz e tranquilidade se encontram com gente perturbada. Mesmo tendo isso em mente, a produção australiana consegue, dentro desse universo estabelecido, trazer tensão e drama com cenários terríveis do tipo que deixam o espectador grudado na cadeira, num misto de querer e não querer tirar os olhos da tela. E mesmo usando elementos clássicos dos filmes do gênero, como a força da personagem feminina, Power, em contrapartida, introduz algumas subversões que dão um frescor à história. Em suma, o diretor/roteirista mostra que uma boa produção pode ser feita com pouco dinheiro e ainda nos manter interessados.

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Como Nossos Pais | Crítica | Brasil, 2017

Como Nossos Pais é uma carta aberta ao cotidiano e como as relações entre família funcionam e a típica cobrança inumana da mulher na nossa sociedade.

Como Nossos Pais | Crítica

Elenco: Maria Ribeiro, Clarisse Abujamra, Paulo Vilhena, Felipe Rocha, Jorge Mautner, Herson Capri, Sophia Valverde, Annalara Prates, Cazé Peçanha | Roteiro: Laís Bodanzky, Luiz Bolognesi | Direção: Laís Bodanzky (Bicho de Sete Cabeças) | Duração: 102 minutos

Há um drama um tanto novelesco envolvendo a trama de Como Nossos Pais. Mas é interessante em contrapartida por parecer algo que poderia ser tirado do cotidiano da maioria de nós. Lidando com temas de maternidade, casamento, sexo e relações fraternas, é bem fácil nos identificarmos, pelo menos em algum ponto, com a narrativa da protagonista ou dos coadjuvantes. O filme levanta questionamentos importantes que ecoam na nossa atualidade, mas tem problemas de desenvolvimento no quesito filme – algumas dessas questões são mais ou menos relevantes, o que acaba comprometendo o resultado desse trabalho menos provocativo e mais direto que outros trabalhos da diretora.

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O Castelo de Vidro | Crítica | The Glass Castle, 2017, EUA

O Castelo de Vidro é uma história inspiradora, mas que deixa um gosto de já termos visto isso antes.

O Castelo de Vidro | Crítica

Elenco: Brie Larson, Woody Harrelson, Max Greenfield, Sarah Snook, Ella Anderson, Chandler Head, Naomi Watts | Roteiro: Destin Daniel Cretton, Andrew Lanham, Marti Noxon | Baseado em: O Castelo de Vidro (Jeannette Walls, Editora Globo) | Direção: Destin Daniel Cretton (Temporário 12) | Duração: 127 minutos


É certo que Hollywood faz coisas muito divertidas, mas também é certo que a grande indústria do cinema se apropria de tudo que pode espremer, mesmo que, no fechar das cortinas, parece muito tudo igual. Apesar de ser uma história bonita e emocionante O Castelo de Vidro é o que chamamos pejorativamente de indie de boutique. No filme, a protagonista vive uma juventude de aventuras, percebe que os extremos são exagerados e no final encontra ou descobre o equilíbrio. O que não é, por si só, um demérito. Mas num mundo onde noventa por cento das produções são adaptação (o caso aqui) ou remakes, buscar um pouco de originalidade não faria mal a ninguém. Leia mais

Dunkirk | Crítica | Dunkirk, 2017, EUA

Dunkirk é um dos melhores trabalhos de Christopher Nolan, um filme de guerra onde se derrama alma e técnica.>

Dunkirk (2017) Crítica

Elenco: Fionn Whitehead, Tom Glynn-Carney, Jack Lowden, Harry Styles, Aneurin Barnard, James D’Arcy, Barry Keoghan, Kenneth Branagh, Cillian Murphy, Mark Rylance, Tom Hardy | Roteiro e direção: Christopher Nolan (Interestelar) | Duração: 106 minutos

Nota 10 - um Tigre no cinemaO resgate das tropas inglesas na Operação Dínamo não é o momento mais lembrado da Segunda Guerra Mundial, mas não menos digno de homenagem para Christopher Nolan, como mostra em Dunkirk. Ao escolher focar não apenas nos combates, mas no drama humano, sem dar destaque demais para algum personagem em especial, a produção é uma homenagem ao espírito de união que resgatou mais 300 mil soldados ao invés da glorificação da guerra. O roteiro dosa combates aéreos, dramas pessoais e medos por meio dos personagens que servem de arquétipos para contar aqueles dias de maneira mais direta. Com poucos diálogos e bastante ação, a produção de Nolan traz o horror que é estar tão perto e ao mesmo tão longe de casa, num inferno que parece não haver escapatória.

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O Estranho Que Nós Amamos | Crítica | The Beguiled, 2017, EUA

Sophia Copolla muda o ponto de vista original de O Estranho Que Nós Amamos para entregar uma mensagem poderosa, mesmo que seja óbvia.

O Estranho Que Nós Amamos (The Beguiled) 2017

Elenco: Colin Farrell, Nicole Kidman, Kirsten Dunst, Elle Fanning, Angourie Rice, Oona Laurence, Emma Howard, Addison Riecke | Roteiro: Sofia Coppola | Baseado em: A Painted Devil (Thomas P. Cullinan) | Direção: Sofia Coppola (Encontros e Desencontros) | Duração: 94 minutos

Quando alguém perguntar porque precisamos de mais mulheres dirigindo e roteirizando, apresente O Estranho Que Nós Amamos para essa pessoa. Nessa produção, Sofia Coppola que muda o ponto de vista da primeira adaptação de 1971 para expor os problemas que mulheres podem passar pelo simples fato de serem mulheres, além de ser uma produção estaticamente bela. Em todos os momentos da projeção, Coppola mostra com as posições da câmera, montagem e fotografia que estudou muito para ser uma excelente diretora – principalmente sabendo quanto é cobrada pro ser filha de quem é.  Felizmente, a produção também tem alma e não apenas uma roupagem bonita.

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O Filme da Minha Vida | Crítica | 2017, Brasil

O Filme da Minha Vida é um recorte dessa nossa jornada pelo mundo, com bons e maus momentos – assim como a própria vida.

O Filme da Minha Vida | Crítica

Elenco: Johnny Massaro, Vincent Cassel, Bruna Linzmeyer, Selton Mello, Ondina Clais, Bia Arantes, Martha Nowill, Erika Januza, Miwa Yanagizawa, Rolando Boldrin | Roteiro: Selton Mello, Marcelo Vindicatto | Baseado em: O Filme da Minha Vida (Antonio Skármeta) | Direção: Selton Mello (Feliz Natal)

Filmes sobre amadurecimento existem aos montes e nem sempre é fácil encontrar um caminho para destaca-los. Em O Filme da Minha Vida o diretor Selton Mello está no auge na função e  o caminho que ele escolheu é tornar o filme mais poético, com um protagonista apaixonado por livros, dotado de lirismo, envolvendo drama e um pouco de espaço para romance – e com algumas piadas para quebrar a sensação de melancolia que permeia toda a narrativa. Apesar da beleza visual e plástica do filme se destacar, o roteiro conta com ótimos momentos e viradas que dão vontade de rever logo depois para perceber as pistas deixadas pelo roteirista/diretor em cenas que podemos pensar estar perdidas, mas que são amarradas tranquilamente na conclusão.

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Planeta dos Macacos: A Guerra | Crítica | War for the Planet of the Apes, 2017, EUA

No fechar das cortinas Planeta dos Macacos: A Guerra encontra a sua merecida maturidade.

Planeta Macacos: A Guerra (War for the Planet of the Apes) | Review

Elenco: Andy Serkis, Woody Harrelson, Steve Zahn, Amiah Miller, Toby Kebbell | Roteiro: Mark Bomback, Matt Reeves | Baseado em: Planeta dos Macacos (Pierre Boulle) | Direção: Matt Reeves (Planeta dos Macacos: O Confronto) | Duração: 140 minutos | 3D: Relevante

Planeta dos Macacos sempre foi uma grande metáfora, seja no livro de Pierre Boulle, a versão de 1968 ou reboot de 2011. E Planeta dos Macacos: A Guerra entra no rol das trilogias não devem ser separadas para ser degustada. Tirando a roupagem da ficção científica e analisando com mais atenção, esse é mais uma história que tenta explicar a razão do ódio contra uma raça inteira, sendo que esses alvos nunca foram responsáveis ou culpados de nada – esse peso recaí nos ombros do outro lado. Sem receio de fechar a história de maneira messiânica, a nova produção de Matt Reeves é a mais séria e madura dos três filmes ao mostrar os horrores da guerra e como ela muda as pessoas.

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