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O Artista do Desastre | Crítica | The Disaster Artist, 2017, EUA

O Artista do Desastre é a tentativa de entender a mente única – o que não é necessariamente um elogio – daquele que fez um dos piores filmes da história e ficou famoso por isso.

O Artista do Desastre | Crítica

Elenco: James Franco, Dave Franco, Seth Rogen, Alison Brie, Ari Graynor, Josh Hutcherson, Jacki Weaver | Roteiro: Scott Neustadter, Michael H. Weber | Baseado em The Disaster Artist: My Life Inside The Room, the Greatest Bad Movie Ever Made (Greg Sestero, Tom Bissell) e The Room (Tommy Wiseau) | Direção: James Franco | Duração: 103 minutes | Cena Extra

Assim como é difícil entender o protagonista, é difícil entender o que querem com O Artista do Desastre. Poderia ser contar a história de uma figura controversa fazendo pouco caso dela, ou uma homenagem ao cineasta que até hoje não sabemos exatamente de onde veio nem ao que veio. Dito isso, a construção da história pende sim para humor, mesmo que depois nos perguntemos se tudo aquilo é digno de pena ou de riso. A história de uma pessoa que vive num mundo próprio tem paralelos com a figura de Ed Wood, mais pela sua excentricidade do que pela sua obra.

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Sobrenatural: A Última Chave | Crítica | Insidious: The Last Key, 2018, EUA

Sobrenatural: A Última Chave peca no quesito direção, mas tem uma história interessante – e merecia ter uma mulher dirigindo.

Sobrenatural: A Última Chave | Crítica

Elenco: Lin Shaye, Angus Sampson, Leigh Whannell, Spencer Locke, Caitlin Gerard, Bruce Davison, Kirk Acevedo | Roteiro: Leigh Whannell | Direção: Adam Robitel | Duração: 103 minutos

Há um medo comum que a longevidade de uma franquia seja inversa à qualidade de seus filmes. E Sobrenatural: A Última Chave é um exemplo desse receio, o que não quer dizer que seja uma experiência ruim. Se fossemos colocar na ordem, a nova instalação da saga – quarta no cinema e segunda cronologicamente – ocupo o último lugar principalmente por causa dos clichês de jump scares e do “agora é pessoal”. Porém, se levarmos em conta o cenário atual (não só) no cinema com iniciativas como Time’s Up, o filme ganha outro viés. Um que poderia ser melhor abordado se uma mulher dirigisse.

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Viva: A Vida é Uma Festa | Crítica | Coco, 2017, EUA

Viva: A Vida é uma Festa atinge diferentes faixas etárias por causa de suas diferentes camadas, além de mostrar como outra cultura encara a morte.

Viva: A Vida é uma Festa | Crítica

Elenco: Anthony Gonzalez, Gael García Bernal, Benjamin Bratt, Alanna Ubach, Renée Victor, Ana Ofelia Murguía, Edward James Olmos | Roteiro: Adrian Molina, Matthew Aldrich | Argumento: Lee Unkrich, Jason Katz, Matthew Aldrich, Adrian Molina | Direção: Lee Unkrich (Toy Story 3)

Bonito por fora e emocionante por dentro, assim é Viva: A Vida é uma Festa. A produção é uma daquelas com selo Disney•Pixar de qualidade onde as diferentes faixas etárias irão curtir por motivos diferentes. É um amplo espectro, vindo desde as crianças, por causa das cores e das situações engraçados, até os adultos que vão se identificar pela mensagem. A maturidade do estúdio foi atingida em Divertida Mente (Inside Out, 2015, Dir Pete Docter), mas nada que tire o brilho próprio desse filme que volta os olhos para a dificuldade de ser o que somos, a busca por um equilíbrio, perdão e amor incondicional. Além de focar numa cultura que celebra a morte de maneira diferente.

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Roda Gigante | Crítica | Wonder Wheel, 2017, EUA

Roda Gigante é muitas coisas, mas nenhuma delas se junta num todo coeso na vasta filmografia do diretor.

Roda Gigante | Crítica

Elenco: Jim Belushi, Juno Temple, Justin Timberlake, Jack Gore, Kate Winslet | Roteiro e direção: Woody Allen (O Homem Irracional) | Duração: 101 minutos

Nem sempre um grande diretor e um grande elenco fazem um grande filme e Roda Gigante é um claro exemplo disso. A impressão deixada é que ao mesmo tempo em que Woody Allen voltou no tempo para contar uma história com traços da tragédia grega, ele também voltou na maneira de contar histórias e retratar pessoas. Isso quer dizer que não apenas o filme parece se passar nos anos 1960; o filme passa uma mentalidade daquela época, porém sem crítico ou ácido em relação a isso, algo que o diretor já mostrou várias outras vezes que sabe fazer. Mas ao fugir daquele retrato que sabe bem da comunidade nova iorquina e suas neuras, o diretor não encontrou um caminho.

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O Rei do Show | Crítica | The Greatest Showman, 2017, EUA

O Rei do Show tenta enganar o espectador com músicas, coreografias e cores, embalando com beleza um personagem detestável.

O Rei do Show | Crítica

Elenco: Hugh Jackman, Zac Efron, Michelle Williams, Rebecca Ferguson, Zendaya | Roteiro: Jenny Bicks, Bill Condon | Direção: Michael Gracey | Duração: 105 minutos

Apesar de ter nenhuma experiência em filmes, é impossível não sair empolgado depois do que Michael Gracey apresenta em O Rei do Show. As músicas são bonitas, o ritmo dado pelo diretor por meio da montagem e da coreografia, é digna de qualquer show de divas pop da atualidade. É aí que o filme alcança uma audiência mais jovem, onde existe sim a vontade de sair dançando ao som das músicas. Porém, ao baixar as cortinas e a dose de adrenalina se dissipar do seu corpo, a produção é apenas um grande videoclipe de 100 minutos, com imagens de cair o queixo, mas com um brilho vindo de um impecável polimento externo que por dentro é praticamente sem substância.

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Hellraiser | TigreCast #174 | Podcast

Podcast sobre Hellraiser: Renascido do Inferno, filme de Clive Barker que introduziu um dos seres mais icônicos do cinema: Pinhead. Ouve aí!

Hellraiser | Tigrecast #174 | Podcast

We have so much sights to show you…” – Pinhead

Voltamos a 1987 para falar sobre desses seres de muita classe que são exploradores; anjos para uns, demônios para outros. Um filme de terror feito como poucos hoje em dia são, aterrorizando mais pelo clima do que apelar para o mal dos scary jumps. Hoje é dia de conversar sobre Hellraiser: Renascido do Inferno (Hellraiser) do diretor Clive Barker que contou no elenco com Ashley Laurence, Andrew Robinson, Clare Higgins e Doug Bradley, o eterno Pinhead.

Tiago Lira (@tiagoplira), Domenica Mendes (@domenica_mendes) e Marcos Moreira (@marvincosmo) para falar desse filme que completa 30 anos agora em 2017, uma produção que perturba gente crescida com barca na cara e com filhos. Além de destrincharmos os símbolos da história que envolvem desejo, luxúria, sangue, dor e prazer; falamos também das maquiagens, efeitos práticos, quebras de expectativas e de paradigmas. E encontramos aqui a origem de um personagem icônico da série Resident Evil? Descubra nessa produção que nos pega desde o começo pela carne – se é que vocês me entendem.

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Star Wars: Episódio VIII – Os Últimos Jedi | Crítica | Star Wars: The Last Jedi, 2017, EUA

Star Wars: Episódio VIII – Os Últimos Jedi tem tudo para agradar várias fãs e os que não são no novo capítulo da saga da família Skywalker, ainda que não aparente ser Star Wars.

Star Wars: Episódio VIII – Os Últimos Jedi | Crítica

Elenco: Mark Hamill, Carrie Fisher, Adam Driver, Daisy Ridley, John Boyega, Oscar Isaac, Andy Serkis, Lupita Nyong’o, Domhnall Gleeson, Anthony Daniels, Gwendoline Christie, Kelly Marie Tran, Laura Dern, Benicio del Toro | Roteiro e direção: Rian Johnson (Looper: Assassinos do Futuro) | Duração: 152 minutos

Possivelmente, ao sair da sessão de Os Últimos Jedi, a sensação é que vimos um ótimo filme de ação e aventura, com um roteiro bem amarrado e que não deixa de ser dinâmico na maior parte do tempo. Foi assim com Rogue One. E esse é um motivo que a nova instalação da saga tem um clima menor, pelo menos à primeira vista, de Star Wars – clima que reside, porém, no seu DNA com os sabres de luz, a Força, velhos personagens dando as caras e a continuação do que a história era na imaginação de George Lucas: uma ópera espacial, com imponentes momentos e continuando a história da família Skywalker.

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Extraordinário | Crítica | Wonder, 2017, EUA

Um filme como Extraordinário é importante para os dias de hoje, principalmente pela mensagem passada às crianças.

Extraordinário | Crítica

Elenco: Julia Roberts, Owen Wilson, Jacob Tremblay, Mandy Patinkin, Daveed Diggs | Roteiro: Jack Thorne, Steve Conrad, Stephen Chbosky | Baseado em: Extraordinário (R.J. Palacio) | Direção: Stephen Chbosky (As Vantagens de Ser Invisível) | Duração: 113 minutos

Extraordinário é um bom adjetivo para essa história, mas ele poderia vir acompanhado de outros, mesmo que eles não o contenham por completo: simples, forte e necessário são os que melhor se encaixam. Claramente direcionado para os mais jovens, a história dessa criança que é incomum apenas por causa do exterior tem a intenção de criar uma discussão, uma ponte até, entre pais e filhos e a importância de entender e aceitar as diferenças. E apesar de ser uma produção que tem como público-alvo crianças, a trama também abraça adolescentes e os mais velhos, principalmente pais e mães que sabem como é difícil colocar alguém nesse mundo.

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Assassinato no Expresso Oriente | Crítica | Murder on the Orient Express, 2017, EUA

Ao se afastar bastante do que já foi feito, o novo Assassinato no Expresso Oriente encontra uma identidade e se diferencia das outras versões.

Assassinato no Expresso Oriente | Crítica

Elenco: Kenneth Branagh, Penélope Cruz, Willem Dafoe, Judi Dench, Johnny Depp, Josh Gad, Derek Jacobi, Leslie Odom Jr., Michelle Pfeiffer, Daisy Ridley | Roteiro: Michael Green (Blade Runner 2049) | Baseado em: Assassinato do Expresso Oriente (Agatha Christie) | Direção: Kenneth Branagh (Thor) | Duração: 114 minutos

Lendas memoráveis sempre acham uma maneira de voltar, sendo elas verdadeiras ou não. É o caso do detetive belga de Agatha Christie e o Assassinato no Expresso Oriente, um filme que encontra na megalomania shakespeariana de Kenneth Branagh algo de moderno, mantendo a alma clássica. O diretor se afasta das outras versões do personagem – seja a do filme de Sidney Lummet, a encarnação de Peter Ustinov ou da série britânica com 13 temporadas com David Suchet – mudando trejeitos, alguns traços da personalidade e adicionando um humor que existe de maneira bem mais sutil na obra da escritora britânica, entregando uma obra que chama o interesse exatamente por tais exageros.

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Jogos Mortais: Jigsaw | Crítica | Jigsaw, 2017, EUA

É verdade que Jogos Mortais: Jigsaw é pensado para os fãs da franquia por misturar pedaços das melhores partes dela, mas ainda há algum charme.

Jogos Mortais: Jigsaw | Crítica

Elenco: Matt Passmore, Callum Keith Rennie, Clé Bennett, Hannah Emily Anderson, Laura Vandervoort, Paul Braunstein, Mandela Van Peebles, Brittany Allen, Josiah Black, Shaquan Lewis, Michael Boisvert, Tobin Bell | Roteiro: Josh Stolberg, Peter Goldfinger | Direção: Peter Spierig, Michael Spierig (O Predestinado) | Duração: 92 minutos

Dificilmente Jogos Mortais: Jigsaw angariará novos fãs; bem da verdade, o filme é uma grande homenagem/colagem do que fez o filme ser, bem, grande. Mesmo que ele funcione sem muito conhecimento prévio do anterior – basta saber que existia um assassino em série que colocava suas vítimas em engenhosos instrumentos mortais – o filme é tão cru quanto o primeiro, mais simples nas máquinas e até mesmo no desvendar com o mistério. Quem acompanhou a saga do personagem desde 2004 não levará muito tempo para sacar o que está acontecendo, pois sabemos que conhecer as regras é estar um passo à frente.

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Pai em Dose em Dupla 2 | Crítica | Daddy’s Home 2, 2017, EUA

Pai em Dose em Dupla 2 tem os melhores momentos compartilhados no trailer; além disso, é difícil extrair alguma coisa.

Pai em Dose Dupla 2 | Crítica

Elenco: Will Ferrell, Mark Wahlberg, Linda Cardellini, John Cena, John Lithgow, Alessandra Ambrosio, Mel Gibson | Roteiro: Sean Anders, John Morris | Direção: Sean Anders | Duração: 100 minutos

Se fosse um adendo ao filme original, como um especial de quinze minutos para os extras, Pai em Dose Dupla 2 se sairia melhor no principal quesito da comédia que é fazer rir. E assim como não há nada de errado com o filme, a produção não tem nada de especial. Todas as piadas são baseadas em humor físico – ou seja, quando algo cai na cabeça dos personagens – algo que montadores de trailers se aproveitam para chamar a atenção do público. Portanto, é uma diversão muito inocente e que segue uma formula, o suficiente para deixar passando na TV enquanto as festas de fim de ano acontecem.

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Human Flow: Não Existe Lar se Não Há Para Onde Ir | Crítica | Human Flow, 2017, Alemanha

Human Flow: Não Existe Lar se Não Há Para Onde Ir é um triste retrato da nossa época e traz uma mensagem importante para essa geração e as próximas.

Human Flow | Crítica

Roteiro: Ai Weiwei, Chin-chin Yap, Heino Deckert | Direção: Ai Weiwei | Duração: 140 minutos

Nota 10 - um Tigre no cinemaArte é entretenimento, mas também serve para nos questionarmos. Human FlowNão Existe Lar se Não Há Para Onde Ir está na segunda categoria, uma peça contundente para os nossos tempos; além disso, um retrato deles. Aliás é um retrato da humanidade, onde muitos preferem virar a cara e ignorar os gritos de desespero de pessoas que deixam sua pátria não por opção, mas por não ter uma. Durante mais de duas horas, Ai Weiwei nos torna testemunhas de gente como a gente que está passando por situações que, provavelmente, conhecemos só pelas notícias. Não que o filme também seja um recorte, mas o diretor usa o poder do cinema para entendermos um pouco melhor o que se passa.

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Uma Razão Para Viver | Crítica | Breathe, 2017, Reino Unido-EUA

Uma Razão Para Viver é um daqueles filmes inspiradores que te deixam mais leve depois da sessão.

Uma Razão Para Viver | Crítica

Elenco: Andrew Garfield, Claire Foy, Tom Hollander, Hugh Bonneville, Dean-Charles Chapman, Ed Speleers | Roteiro: William Nicholson (Evereste) | Direção: Andy Serkis | Duração: 117 minutos

Nem todos os filmes precisam ser profundos em sentido; alguns bastam ser inspiradores e nos fazer sentir bem depois da sessão. Uma Razão Para Viver pode se tornar uma lição para alguns ou uma reafirmação da beleza da vida para outros. É possível fazer um paralelo com a doença que acomete o protagonista com um dos grandes males modernos: assim como a depressão, a pólio não pode ser simplesmente curada por força de vontade e apesar do roteiro ter o seu protagonista, é no desenvolvimento dele com as pessoas que ele ama que o fazem se sustentar e continuar na jornada da vida apesar dos pesares. Basicamente, esse é um filme do triunfo do amor e como ele é necessário para quem aqueles que não conseguem ir para frente sozinhos precisam de alguém que esteja do lado deles.

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Liga da Justiça | Crítica | Justice League, 2017, EUA

Liga da Justiça tem seus defeitos, mas é o raio de esperança que precisávamos para continuarmos a acreditar no Universo Estendido da DC.

Liga da Justiça | Crítica

Elenco: Ben Affleck, Henry Cavill, Gal Gadot, Raymond Fisher, Jason Momoa, Ezra Miller, Ciarán Hinds | Roteiro: Chris Terrio, Joss Whedon | Argumento: Chris Terrio, Zack Snyder | Baseado nos personagens da DC Comics | Direção: Zack Snyder (Batman vs Superman: A Origem da Justiça) | Duração: 121 minutos | 3D: Irrelevante | Cena Extra

Assim como alguém que sai de um período depressivo, ainda há um resquício de tristeza e sombras em Liga da Justiça, um filme onde um grande símbolo foi tirado de um mundo que já tinha bastantes sombras. Então as coisas vão melhorando. Apesar do filme ser apressado, até bagunçado em muitos momentos, a produção tem momentos para agradar qualquer um que goste de filmes de ação com momentos divertidos, outros tanto sérios, mas que, em geral, mostra o caminho que o universo DC deverá percorrer nos cinemas a partir de agora. Não é um filme perfeito, porém é suficientemente agradável para querermos ver mais desses heróis num futuro próximo.

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Uma Verdade Mais Inconveniente | Crítica | An Inconvenient Sequel: Truth to Power, 2017, EUA

Apesar de tocar num problema verdadeiro, Uma Verdade Mais Inconveniente serve mais para enaltecer a figura de Al Gore.

Uma Verdade Mais Inconveniente

Elenco: Al Gore | Direção: Bonni Cohen, Jon Shenk

Preciso ser bem claro quanto a isso: aquecimento global é uma coisa real e nós, a raça humana, somos responsáveis. Dito isso, Uma Verdade Mais Inconveniente é importante por escancarar essa realidade, mas provavelmente não será assistido por nenhum negacionista. É sim um filme feito para quem já acredita e é militante da causa – mas o que realmente prejudica a produção, cinematograficamente falando, é o grande foco em Al Gore. O problema do documentário não é ser alarmista ou panfletário, pois a situação exige, mas sim mostrar que o ex-vice-presidente e ex-senador quase como o único político no mundo livre que vê o grande problema é faz alguma coisa.

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Terra Selvagem | Crítica | Wind River, 2017, EUA

Terra Selvagem é um grito em favor dos esquecidos e àqueles que são empurrados para debaixo do tapete.

Terra Selvagem | Crítica

Elenco: Jeremy Renner, Elizabeth Olsen, Gil Birmingham, Jon Bernthal, Julia Jones, Kelsey Chow, Graham Greene | Roteiro e direção: Taylor Sheridan (A Qualquer Custo) | Duração: 111 minutos

Existe, no meio dos mais conservadores, a ideia que a sociedade é dividida entre ovelhas, lobos e cães pastores. E Terra Selvagem é uma produção que recorre a essa ideia, não por uma paixão dos estadunidenses por armas, mas sim por mostrar que em algumas partes daquele grande país essa é a mais pura verdade. Taylor Sheridan, mais conhecido por seus trabalhos como roteirista, fecha a sua trilogia espiritual das fronteiras do EUA dessa vez dando atenção aos nativos norte-americanos e como os eles foram relegados à uma pequena parte de um território que foi deles. Apesar dos temas universais abordados, é uma carta de posicionamento à toda uma cultura do esquecimento.

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Thor: Ragnarok | Crítica | Thor: Ragnarok, 2017, EUA

Thor: Ragnarok é cheio de aventura e momentos divertidos além de tocar num assunto muito atual na sua conclusão.

Thor: Ragnarok | Review

Elenco: Chris Hemsworth, Tom Hiddleston, Cate Blanchett, Idris Elba, Jeff Goldblum, Tessa Thompson, Karl Urban, Mark Ruffalo, Anthony Hopkins | Roteiro: Eric Pearson, Craig Kyle, Christopher Yost | Baseado em: Thor (Stan Lee, Larry Lieber, Jack Kirby) | Direção: Taika Waititi (O Que Fazemos Nas Sombras) | Duração: 130 minutos | Cena Extra

Mesmo que o Universo Cinemático Marvel não traga nada de revolucionário, inclusive seguindo receitas que aparecem em outros filmes, isso não impede que Thor: Ragnarok seja um dos melhores filmes do estúdio. O primeiro filme do deus do Trovão já tinha algo de leve, colorido e engraçado – coisas postas de lado na continuação e resgatado nessa terceira aventura. Mas agora de maneira maior e cósmica com novos mundos e aparição de personagens queridos e a introdução de outros. O filme não trespassa nenhuma regra e há uma leve problematização em parte dos papéis femininos, mas é impossível não se empolgar com o duelo de titãs que acontece.

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Logan Lucky: Roubo em Família | Crítica | Logan Lucky, 2017, EUA

Logan Lucky: Roubo em Família tem momentos divertidos, mas está longe de ser lembrado com destaque na carreira de Soderbergh

Logan Lucky: Roubo em Família | Crítica

Elenco: Channing Tatum, Adam Driver, Seth MacFarlane, Riley Keough, Katie Holmes, Katherine Waterston, Dwight Yoakam, Sebastian Stan, Hilary Swank, Daniel Craig | Roteiro: Rebecca Blunt | Direção: Steven Soderbergh (Onze Homens e um Segredo)

Depois de três filmes de roubos com ares de comédia e aventura, estava claro que em Logan Lucky: Roubo em Família Steven Soderbergh se encontrasse em território familiar. A questão é que esse é o menos soderberghriano de seus filmes, principalmente nos quesitos técnicos, com muitas câmeras fixas, mas que mantém a busca para compensar injustiças. O que não quer dizer que seja uma má experiência; apenas uma de menor interesse na já vasta filmografia do diretor. Porém, o filme ganha a atenção pelas atuações carismáticas, situações exageradas e um clima que parece uma piada no estilo “um manco, um maneta e dois rednecks entram num bar“.

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