Postagens Etiquetadas ‘Filmes de 2015’

Um Homem Chamado Ove | Crítica | En man som heter Ove, 2015, Suécia

Um Homem Chamado Ove ganha pela simpatia dos personagens, mas sobram poucas diferenças do que já vimos em outras comédias dramáticas.

Um Homem Chamado Ove (2015)

Elenco: Rolf Lassgård, Bahar Pars, Filip Berg, Ida Engvoll | Roteiro: Hannes Holm | Baseado em: Um Homem Chamado Ove (Fredrik Backman) | Direção: Hannes Holm | Duração: 118 minutos

Você já viu essa história antes: o idoso rabugento e chato que se incomoda com qualquer coisa. Assim é Um Homem Chamado Ove que realmente não trás nada de novo ao gênero da comédia dramática. Mas há risadas garantidas com a personalidade do protagonista, seu jeito de viver e suas lembranças. O diretor Hannes Holm sabe como manipular a plateia, o que não é algo ruim, deixando aquela linha para ser puxada na hora certa e assim emocionar os mais sensíveis. E se por quase duas horas um filme de comédia misturado com drama faz rir e chorar, a tarefa foi cumprida.

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Demon | Crítica | Demon , 2015, Polônia/Israel

Provando que um filme não precisa ser aterrorizante para ser marcante, Demon fala sobre tradição e aborda o passado da Polônia de maneira metafórica.

Demon (2015)

Com Itay Tiran, Agnieszka Zulewska, Tomasz Schuchardt, Andrzej Grabowski, Adam Woronowicz, Wlodzimierz Press, Tomasz Zietek, Katarzyna Gniewkowska
. Roteirizado por Pawel Maslona e Marcin Wrona, baseado na peça de Piotr Rowicki. Dirigido por Marcin Wrona
.

8/10 - "tem um Tigre no cinema"A não ser que você seja muito sensível a isso tipo de coisa, é praticamente impossível, depois de a vida adulta, achar um filme que te faça sentir medo de verdade. O susto vai embora tão rapidamente quanto vem, então um filme de terror eficiente é aquele que te deixa tenso, caso do polonês Demon. O diretor não apela para elementos como aumentar a música para pegar o espectador desprevenido, preferindo escalar sutilmente os problemas do protagonista, ao mesmo tempo em que não entrega facilmente se há algo de sobrenatural no casamento. E é essa dubiedade que vai te deixar na ponta da cadeira enquanto tentamos tirar o verdadeiro sentido da narrativa.

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2015: Os Piores e os Melhores | TigreCast #130 | Podcast

2015: Os Piores e os Melhores | Nesse podcast, conversamos sobre os Piores e os Melhores filmes lançados em 2015 no Brasil.

2015: Os Piores e os Melhores | Podcast

No podcast de hoje, Tiago Lira, o Tigre (@otigre1982), Marcelo Paradella (@bolapucc), Matheus Des (@matheusdes) e Tullio Dias (@2tdias) comentam sobre os Piores e Melhores filmes lançados comercialmente no Brasil!

Falamos de ursos falantes, contos de fadas do espaço, do resumo que de tudo que tem de errado em Hollywood, daquele que queríamos gostar e outro que merecia umas belas palmadas. Também voamos por aí ao som de baterias, viajamos na ópera espacial, no bullying musical, de outro que fez a maioria chorar… para finalmente testemunharmos!

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Boa Noite, Mamãe | Crítica | Ich seh, Ich seh, 2015, Áustria

Boa Noite, Mamãe subverte alguns clássicos do terror num filme extremamente perturbante, fugindo dos sustos fáceis.

Boa Noite, Mamãe (2015)

Com Susanne Wuest, Elias Schwarz e Lukas Schwarz. Roteirizado e dirigido por Veronika Franz e Severin Fiala.

8/10 - "tem um Tigre no cinema"Existem elementos no terror que já são clichês enormes e que devem ser descartados ou subvertidos. E os austríacos Veronika Franz e Severin Fiala escolheram sabiamente a segunda opção. Em Boa Noite, Mamãe há uma plantação – quase uma floresta –, uma casa isolada, lugares escuros, crianças perturbadas e o conhecido possuído. Que serve, porém, apenas de referência para situar o espectador. Todos esses elementos são colocados de modo pouco usual, com seu terror aberto e à luz do dia, com exceção de seu desfecho, indo no caminho inverso do susto fácil de aumentar o som da trilha sonora. É uma maneira diferente de fazer terror, mais sutil e não menos perturbante.

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O Quarto de Jack | Crítica | Room, 2015, EUA

Tenso, pesado e triste são poucas, mas fortes palavras para descrever O Quarto de Jack, um drama tão marcante e tão cheio de momentos belos desse concorrente ao Oscar de Melhor Filme.

O Quarto de Jack (2015)

Com Brie Larson, Jacob Tremblay, Joan Allen, Sean Bridgers, William H. Macy. Roteirizado por Emma Donoghue. Dirigido por Lenny Abrahamson.

10/10 - "tem um Tigre no cinema"Imagine o seu universo hoje. Onde você pode ir a partir da sua casa: fazer viagens, visitar amigos, ir ao cinema, visitar seus parentes, namorar, ir ao cinema. Imagine agora alguém cujo universo se resume a 10m². Esse exercício é posto para nós em O Quarto de Jack, um drama que tenta traduzir em imagem e palavras as descobertas de uma criança num assustador, novo, barulhento e infinito mundo. Emma Donoghue e Lenny Abrahamson descrevem um cenário assustador que te fará sentar à beira da cadeira, ao mesmo tempo que é cheio de lirismos e belezas.

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Brooklyn | Crítica | Brooklyn, 2015, Irlanda-Reino Unido-Canadá

Longe de ser uma joia de filme ou maravilhoso, Brooklyn encontrará lugar nos que preferem um romance como tantos outros.

Brooklyn (2015)

Com Saoirse Ronan, Emory Cohen, Domhnall Gleeson, Jim Broadbent e Julie Walters. Roteirizado por Nick Hornby, baseado no romance de Colm Tóibín. Dirigido por John Crowley.

5/10 - "tem um Tigre no cinema"O Oscar não é parâmetro para nada e já discutimos isso tantas vezes. Na lista dos indicados sempre aparece um filme que nos perguntamos o porquê de estar lá. Podem ser boas surpresas – como foi o ótimo Selma – ou uma a coleção de clichês Brooklyn. Há bons momentos na produção britânica, que vão desde quesitos técnicos e a atuação da protagonista. Porém não é o suficiente para arrebatar os corações de quem já viu histórias de amor, ainda que dentro desse nicho ache defensores. No fim, é uma ovação tão grande aos EUA que parece ter sido feito apenas para agradar aquela audiência.

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A Garota Dinamarquesa | Crítica | The Danish Girl (2015) EUA

A Garota Dinamarquesa (2015)

Com Eddie Redmayne, Alicia Vikander, Matthias Schoenaerts, Ben Whishaw e Sebastian Koch, Amber Heard. Roteirizado por Lucinda Coxon, baseado na obra de David Ebershoff. Dirigido por Tom Hooper (Os Miseráveis).

Abordando um tema tão em voga e tão necessário ser discutido, o novo filme do diretor de Os Miseráveis peca por parecer documental demais.

6/10 - "tem um Tigre no cinema"Tom Hooper é tão aficionado em contar histórias baseadas em fatos reais – como percebemos em três dos seus filmes – que em A Garota Dinamarquesa esqueceu de estar fazendo um filme. É uma história necessária para esses tempos de representatividade, sem sombra de dúvida. Mas é importante nos questionarmos a maneira que a história pioneira sobre uma transgênero chegou até nós. Há momentos belos, de dor e dúvida na trajetória da dupla de protagonistas, o que justificava um tom menos histórico e mais poético. Todos os elementos estavam lá, e é uma pena que o diretor preferiu não os usar.

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O Regresso | Crítica | The Revenant, 2015, EUA

O Regresso, novo filme de Alejandro Iñárritu, é contemplativo e tecnicamente impecável, podendo se mostrar um desafio para muitos, mas que vale a pena ser apreciado.

O Regresso (2015)

Com Leonardo DiCaprio, Tom Hardy, Domhnall Gleeson, Will Poulter, Forrest Goodluck, Arthur Redcloud e Grace Dove. Roterizado por Mark L. Smith e Alejandro G. Iñárritu baseado na obra de Michael Punke. Dirigido por Alejandro G. Iñárritu (Birdman).

8/10 - "tem um Tigre no cinema"É verdade que O Regresso traz alguns desafios, sendo o principal a sua longa duração – 156 minutos – o que permite que o diretor use e abuse de longos planos, contemplações da natureza, flashbacks em misto de sonhos e poucos diálogos. Também é verdade que Iñárritu poderia ser mais breve em suas contemplações, o que não quer dizer que o filme se torne maçante em todo o tempo que ele aponta sua câmera para a natureza. O diretor busca mostrar a jornada do herói por meio de vários símbolos, sendo a duração um deles. Ainda que não agrade a todos – perfeitamente compreensível – é inegável a qualidade da direção do mexicano e sua paixão por fazer cinema.

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Anomalisa | Crítica | Anomalisa (2015) EUA

Anomalisa

Com David Thewlis, Jennifer Jason Leigh, Tom Noonan. Roteirizado por Charlie Kaufman. Dirigido por Duke Johnson, Charlie Kaufman.

Mais uma vez Charlie Kaufman te fará refletir sobre a vida num filme denso e que fala das dores que cada um pode ter.

10/10 - "tem um Tigre no cinema"Tudo é muito estranho em Anomalisa. Não é a típica animação que você está acostumado. Se hoje há uma tentativa de fazer você se perguntar se aquilo que está vendo é CGI ou filme, Kaufman e Johnson apresentam elementos claramente fora do eixo como o escritor ouve e vê as pessoas a seu redor. Durante todo o primeiro ato a audiência se sentirá incomodada com vozes masculinas e iguais saindo de todos os outros personagens – sejam mulheres ou crianças – e é nesse questionamento que o filme não sairá da sua cabeça. E não se preocupe, as respostas virão. Mesmo que demore um pouco.

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Creed: Nascido Para Lutar | Crítica | Creed (2015) EUA

Creed (2015)

Com Michael B. Jordan, Sylvester Stallone, Tessa Thompson, Phylicia Rashad, Anthony Bellew. Roteirizado por Ryan Coogler, Aaron Covington. Dirigido por Ryan Coogler.

A passada de bastão de um personagem para outro é um tema batido, mas muito bem desenvolvido nesse emocionante filme.

9/10 - "tem um Tigre no cinema"Fazendo aquela rápida retrospectiva de 2015, ano de origem do filme, Creed: Nascido Para Lutar entra naquele rol de produções milionárias, com apoio de grandes produtores e estúdios, mas com alma. Verdadeiramente o novo round de uma franquia já querida por tantos tem um dos elementos que mais criticamos em Hollywood: as continuações. Porém, devemos dar admitir que esse filme renova ao mesmo tempo que honra o material original. Sem perder o foco ao encontrar sua própria assinatura e caminho.

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A Grande Aposta | Crítica | The Big Short, 2015, EUA

A Grande Aposta é um filme hilário e dramático que vai te fazer odiar ainda mais o sistema financeiro.

A Grande Aposta (2015)

Com Christian Bale, Steve Carell, Ryan Gosling, John Magaro, Finn Wittrock, Margot Robbie, Selena Gomez, Brad Pitt. Roteirizado por Adam McKay, Charles Randolph, baseado no livro de Michael Lewis. Dirigido por Adam McKay.

Sentimentos conflitantes vêm à tona nessa excelente produção que tenta explicar a crise da bolha imobiliária americana de 2007.

10/10 - "tem um Tigre no cinema"A Grande Aposta é um filme hilariante e genial. E ao mesmo tempo causa asco ao espectador. O diretor Adam McKay destrinchou uma história bem complicada para os mais leigos e tentou trazer para um nível mais popular uma das piores crises financeiras da história. A maneira que ele faz isso é de bater palmas. Ao mesmo tempo não deixa de lado os culpados de lado nessa questão. É aí que o espectador tem vontade não de levantar e bater palmas, mas sim bater no primeiro banqueiro que encontrar.

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O Bom Dinossauro | Crítica | The Good Dinosaur (2015) EUA

O Bom Dinossauro (2015)

Com Raymond Ochoa, Jack Bright, Sam Elliott, Anna Paquin, A. J. Buckley, Jeffrey Wright, Frances McDormand e Steve Zahn. Roteirizado por Peter Sohn, Erick Benson, Meg LeFauve, Kelsey Mann e Bob Peterson. Dirigido por Peter Sohn.

A nova produção da Pixar grita “mamãe, eu quero ser Rei Leão”!
3/10 - "tem um Tigre no cinema"A Pixar sempre foi sinônimo de qualidade pelo menos em geral (com uma derrapada ou outra com a duologia Carros). Com O Bom Dinossauro a qualidade continua apenas no quesito técnico, pois é uma história arrastada, clichê e nem para as crianças irá servir por ser extremamente depressiva – alguns menores saíram inconsoláveis da sessão que estava. Quando os créditos começam a aparecer, fica a impressão clara que o filme é um daqueles videos reel para mostrar a qualidade do animador. É a empresa mostrando o que podem fazer animações 3D incrivelmente bem produzidas. Mas nesse caso, um tanto vazia.

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Spotlight: Segredos Revelados | Crítica | Spotlight (2015) EUA

Spotlight

Com Mark Ruffalo, Michael Keaton, Rachel McAdams, Liev Schreiber, John Slattery e Stanley Tucci. Roteirizado por Tom McCarthy e Josh Singer. Dirigido por Tom McCarthy.

Se o jornalismo está morto, eis uma chance de aprender como ressuscitá-lo.

9/10 - "tem um Tigre no cinema"Umas das primeiras declarações em Spotlight: Segredos Revelados mostra o aspecto geral de como as coisas funcionam contra uma instituição tão poderosa quanto a Igreja Católica. Um policial pergunta ao outro que denúncia poderia existir contra um clérigo. Há um pulo de 30 anos. Quantos choros e ranger de dentes marcaram essas décadas? O filme investigativo e um tanto longo de Tom McCarthy vem num momento interessante da profissão, onde qualquer assunto é definido pelas chamadas e listas que conseguem o nosso clique por meio do sensacionalismo. É uma lição de como podemos e devemos fazer mais.

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Os Oito Odiados | Crítica | The Hateful Eight (2015) EUA

Em Os Oito Odiados, Tarantino mostra que a história americana foi escrita a sangue. E que não foi nada bonito.

Os Oito Odiados

Com Samuel L. Jackson, Kurt Russell, Jennifer Jason Leigh, Walton Goggins, Demián Bichir, Tim Roth, Michael Madsen, Bruce Dern. Roteirizado e dirigido por Quentin Tarantino (Cães de Aluguel).

8/10 - "tem um Tigre no cinema"Os Oito Odiados é longo, não economiza película – literalmente, já que a produção foi original concebida em 70mm, apesar de não podermos vê-la assim no Brasil. Por isso acaba sendo contemplativo e até difícil de acompanhar. Porém, é uma produção interessante desde a tipografia usada no título do filme, na épica trilha de Ennio Morricone, no desenvolvimento dos personagens pelos diálogos e no belíssimo contraste do vermelho com o branco. O clima de mistério envolvente nesse faroeste invernal – algo bem incomum no gênero – não é o melhor trabalho do diretor, mas ainda é um bom filme com o já tradicional humor e ação de Quentin Tarantino.

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Top 11 | Os Piores e os Melhores Filmes de 2015

Compilação do crítico de cinema Tiago Lira com Os Piores e os Melhores Filmes de 2015 lançados comercialmente no Brasil!

Top11 - Os Piores e os Melhores Filmes de 2015

Como comentamos na Retrospectiva 2015, o ano teve ótimas surpresas. E também algumas boas bombas. Como todo mundo gosta e faz listas, é hora de olhar para trás numa visão pessoal e falarmos dos 11 destaques no cinema. São filmes lançados no mercado nacional oficialmente, pois seria injusto fazer uma listagem no alto da meu privilégio de ter assistido algumas produções que aqui só saem no começo do ano que vem aqui.

E por que 11? Sempre fica aquela pontinha de frustração por não colocar aquele nota 10 que ficou de fora porque o outro era só um pouco melhor. O mesmo vale para aquele filme muito ruim que merece muito mesmo entrar na lista. Vamos lá então?

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Macbeth: Ambição e Guerra | Crítica | Macbeth (2015) Reino Unido-França-Estados Unidos

MacBeth, 2015
Com Michael Fassbender, Marion Cotillard, Paddy Considine, Sean Harris, Jack Reynor, Elizabeth Debicki, David Thewlis. Roteirizado por Jacob Koskoff, Michael Lesslie, Todd Louiso, baseado na obra de William Shakespeare. Dirigido por Justin Kurzel.

A segunda melhor história já escrita na humanidade ganha nova versão cinematográfica que leva todo o ritmo do material original.
10/10 - "tem um Tigre no cinema"Uma das coisas que aprendi no storytelling é que William Shakespeare foi o último dos originais. Todas as histórias são remakes, reimaginações ou misturas das mitologias clássicas ou do autor inglês. Macbeth: Ambição e Guerra chama a atenção porque o diretor Justin Kurzel emprega um clima lento, porém reflexivo, mas extremamente visual. É provável que o público em geral estranhe a passagem quase literal de papel para filme. O diretor, porém, dosa esse problema na duração, trazendo uma das mais belas produções do ano.

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Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força | Crítica | Star Wars: The Force Awakens (2015) EUA

Star Wars: The Force Awakens, 2015

Com Harrison Ford, Mark Hamill, Carrie Fisher, Adam Driver, Daisy Ridley, John Boyega, Oscar Isaac, Lupita Nyong’o, Andy Serkis, Domhnall Gleeson, Anthony Daniels, Peter Mayhew, Kenny Baker, Gwendoline Christie e Max von Sydow. Roteirizado por Lawrence Kasdan, J. J. Abrams e Michael Arndt. Dirigido por J. J. Abrams (Star Trek: Além da Escuridão).

Finalmente, essa geração tem um Star Wars para chamar de seu!

10/10 - "tem um Tigre no cinema"Star Wars não é apenas um filme: é um evento. Episódio VII – O Despertar da Força é Star Wars na sua definição mais pura. A nova história se passa em um futuro usado e empoeirado, têm personagens carismáticos, uma história interessante, lutas de sabre de luz com intenção – e não um sequência de danças coreografadas – e responde àquela pergunta que, no seu âmago, cada fã se fez um dia: onde os nossos queridos personagens estão agora. Além disso, a produção abre caminho para uma nova jornada respeitando suas origens e encontra alguns meios para conquistar o coração dos fãs. Essa sim é a história que gostaríamos e merecíamos ver – e que oportunidade é estarmos vivos para recebê-la!

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No Coração do Mar | Crítica | In the Heart of the Sea (2015) EUA

No Coração do Mar (In the Heart of the Sea), 2015

Com Chris Hemsworth, Benjamin Walker, Cillian Murphy, Tom Holland, Ben Whishaw, Brendan Gleeson. Argumento de Charles Leavitt, Rick Jaffa, Amanda Silver. Roteirizado por Charles Leavitt, baseado na obra de Nathaniel Philbrick. Dirigido por Ron Howard (Rush: No Limite da Emoção).

7/10 - "tem um Tigre no cinema"Uma história com um personagem tão grandioso parece ter sido feita para ser apresentado na tela do cinema. No Coração do Mar é uma produção visualmente arrebatadora, assim como o seu design de som e tantos outros elementos como a fotografia e o design de produção. A base para a história de Moby Dick é de uma época nefasta, que dava glórias em caçar esses seres tão belos. Na narrativa, Ron Howard conta aventuras, soberbas, desesperos e redenções, pintando a tela do cinema como uma pintura bucólica e triste na maior parte do tempo. Se era melhor contar o mito à realidade, como diz o ditado popular, fica a cargo do espectador. Agora, por causa da popularidade do cinema, podemos ter os dois.

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