Postagens Etiquetadas ‘Filmes de 2009’

Te Amarei Para Sempre (The Time Traveler’s Wife, 2009, EUA) [Crítica]

Com Eric Bana, Rachel McAdams, Ron Livingston e Stephen Tobolowsky. Escrito por Jeremy Leven (Don Juan DeMarco) e Bruce Joel Rubin (Ghost – Do Outro Lado da Vida). Baseado no romance de Audrey Niffenegger. Dirigido por Robert Schwentke (Plano de Voo).

Não se deixe levar pela opção brasileira de açucarar o título. O nome original é “A Mulher do Viajante do Tempo”! Nerds de plantão como eu se levaram pelo título original. Suas namoradas/esposas, pelo título brasileiro (nem em Portugal mexeram no título). Foi um risco da distribuidora, e digo que sempre um filme tem que manter seu título original (talvez ache três exceções). Apesar de ser um filme romântico, o título “A Mulher do viajante do tempo” mantém a importância tanto ao viajante Henry (Bana) e Clare (Rachel). E acredito que original à todos. Enfim… Leia mais

Lunar (Moon, 2009, Reino Unido) [Crítica]

Lunar (Moon), 2009. Com Sam Rockwell e Kevin Spacey. Escrito e dirigido por Duncan Jones (Contra o Tempo). Sam Bell (Rockwell ) é um minerador lunar que está no fim de seu contrato de três anos, e em duas semanas voltará à Terra. Isolado e só com a companhia de GERTY (Spacey), um computador dotado de Inteligência Artificial, ele se vê num cenário atormentado, e começa a duvidar da própria sanidade.

Esse filme é a prova que não precisa de muita gente pra se fazer uma ótima ficção, já que Sam Rockwell é o único em cena por mais da metade do filme! O cenário espacial te hipnotiza, a atuação de Rockwell está perfeita (e sempre é assim quando ele faz papel de malucos). É perigoso me alongar na crítica, pois o receio de falar demais me preocupa. O roteirista/diretor te leva pra um cenários inóspitos da Lua, dentro de uma construção com uma só alma, seus devaneios e a imensa saudade que ele tem de casa. Numa jogada de mestre, o diretor te propõe situações de loucura e sanidade do personagem. A grande questão é uma visitada várias vezes na ficção científica: o que nos faz humanos. E até onde podemos aguentar a solidão. Me lembra vagamente um conto de Asimov, mas se é mesmo, foi uma coisa levemente baseada. Clint Mansell assina a trilha, dividindo os momentos mais grandiosos com música clássica, dando aquela pequena homenagem à 2001, apesar dos filmes seguirem caminhos diferentes. GERTY ganha personalidade com a voz de Spacey. E o jeito dele se expressar por emoticons na tela é algo que é tão comum para nós que usamos programas como o MSN que realmente se acredita que tem alguém do outro lado mandando essa imagens para nós. Notem também o trabalho de maquiagem do segundo personagem a habitar a estação espacial (Robin Chalk) e você vai entender e provavelmente terá a mesma dúvida que eu eu tive. O final emocionante, cheio de auto-sacrifício faz o filme encerrar com chave de ouro, sem dúvidas. Fico tentando achar falhas no roteiro para diminuir a nota, mas não consigo. Original e com um roteiro bem estruturado, merece a nota.

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O Segredo dos seus olhos (El secreto de sus ojos, 2009, Argentina) [Crítica]

Com Ricardo Darín, Soledad Villamil e Guillermo Francella. Escrito por Eduardo Sacheri e dirigido por Juan José Campanella (O Filho da Noiva). Depois de alguns anos de exílio, o detetive Benjamín Esposito volta para sua cidade natal. Aposentado, ele começa a escrever um livro sobre um caso que investigou nos anos 1970, e que ficou mal-resolvido.

O filme se passa em dois momentos diferentes: 1974 e 1999. Benjamín Espósito (Dárin) é um agente federal que volta para a capital e começa a escrever um romance sobre um caso que investigou que terminou mal-resolvido, que envolvia um estupro seguido de assassinato. Ele pede opinião da juíza e amiga Irene (Soledad) porque ela também participou da investigação, e que mexeu muito com ambos. O roteiro é adaptado de um livro, mas o bom é que do próprio roteirista. Dotado de um direção belíssima, esse filme te leva pelo caminho da investigação, do romance e das paixões dos personagens. Além da maestria do roteiro, a cenografia (que vai vem entre os anos 1970 e 1990) e a maquiagem (que tanto envelhece e rejuvenesce os atores) entram no conjunto para elevar mais a qualidade da película. O filme conta com uns cortes fade-in e fade-out pretos, que parecem que vão encerrar o filme. Isso quebra um pouco o ritmo do filme, mas é o único porém. Se o cinema argentino for tão bom assim, o caminho é ver mais. Pra te dar mais um motivo pra assistir, ele ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2010.

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Anticristo (Antichrist, 2009, Escandinâvia, EUA e Reino Unido) [Crítica]

Com Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg. Escrito e dirigido por Lars von Trier (Dogville). Depois da morte do filho pequeno, a esposa se sente culpada pelo acontecimento.

O marido, um psiquiatra, tenta tratá-la ao expô-la ao cenário que mais a amedronta: as florestas. Von Trier nos apresenta um novo clássico de sua direção. O filme é centrado nos dois personagens, que não tem nome. E quando aparece algum coadjuvantes, seus rostos são desfocados, dizendo que eles não importam em nada na narrativa. Apesar de ser a marca registrada do cineasta serem de cenários lentos, contemplativos, que também acontece aqui, nada atrapalho o desenvolvimento do cenário, que fica aos poucos apavorante, tenso, pesado e violento. Pablo Villaça, crítico de cinema, diz que o filme não pode ser interpretado literalmente. Ainda sim, é um filme de terror que tem cenas que doem de ver (para os homens principalmente). O fato é que não consigo não gostar dos filmes dele.

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