Postagens Etiquetadas ‘Filmes de 2008’

A Partida (Okuribito ou おくりびと, 2008, Japão) [Crítica]

Com Masahiro Motoki, Ryoko Hirosue, Kazuko Yoshiyuki e Tsutomu Yamazaki. Escrito por Kundo Koyama. Dirigido por Yōjirō Takita.

Muitos temem a morte. Pelo medo do desconhecido, saber que o destino que os espera não é dos melhores, ou pelo simples fato do ser o fim. Mas a preocupação dos que se foram acaba, e é a missão dos que ficam de cuidar dos receptáculos daqueles que partiram. “A Partida” mostra a morte como ela é: algo natural e que não deve ser negada ou esquecida e a difícil tarefa dos profissionais que trabalham como agentes funerários (no Japão, “nokanshi”). Com lindas paisagens, uma trilha sonora com toques clássicos e uma história com muito sensibilidade, o filme se firma como uma grata surpresa do cinema oriental. Leia mais

Deixa ela entrar (Låt den rätte komma in, 2008, Suécia) [Crítica]

Com Kåre Hedebrant, Lina Leandersson, Per Ragnar e Henrik Dahl. Escrito por John Ajvide Lindqvist,baseado em seu próprio romance. Dirigido por Tomas Alfredson. Na gelada Estocolmo de 1982, o garoto Oskar (Hedebrant) vive com a mãe e tem problemas na escola por ser vítima de bullying. Ele conhece Eli (Lina) uma garota reservada como ele. Ao mesmo tempo em que ocorre um assassinato cruel nos arredores de onde eles moram.

Atenção: a crítica tem alguns spoilers! Leia mais

O Reino Proibido (The Forbidden Kingdom, 2008, China-EUA) [Crítica]

Com Jackie Chan, Jet Li e Michael Angarano. Escrito por John Fusco (Young Guns) e baseado no conto de Wu Cheng’en. Dirigido por Rob Minkoff (O Rei Leão). Um adolescente americano viciado em filmes de arte-marciais orientais compra vários filmes de uma loja de penhores em Chinatown e tem amizade com o dono. Quando alguns marginais o usam para entrar na loja com o intuito de roubá-la, o velho chinês dono da loja é baleado. Então entrega a Jason um bastão e diz que ele deve entregá-lo ao verdadeiro dono. Jason é seguido pelos marginais até o topo de um prédio, de onde cai. Ao acordar, ele está na China antiga. Lá ele conhece um andarilho, que lhe conta a história do Rei Macaco, o dono do bastão.

Às vezes uma palavra nos aparece na mente: Crossover! Sim, uma tática corriqueira nos quadrinhos e que começou a ser usada no cinema mais recentemente. Não foi uma ótima ideia  juntar Freddie Krueger e Jason, ou Alien e Predador, mesmo que os filmes não tenham sido grande coisa?…e por que não Jackie Chan e Jet Li? Só por isso, o filme chamou a minha atenção. Leia mais

Primer (Primer, 2004, EUA) [Crítica]

Com Shane Carruth e David Sullivan. Escrito e dirigido por Shane Carruth. Dois físicos trabalham juntos em um projeto quando, acidentalmente, criam uma máquina do tempo.

Partindo do princípio de que vários avanços científicos foram descobertos por acidente, “Primer” pega um tema que já foi usado centenas de vezes e nos dá uma visão científica do caso. Mas é tão científico e tão detalhista que você vai ficar metade do tempo perdido nas explicações. Eu vi sem legendas, e tive partes em que voltei duas ou três vezes para pegar o que estava acontecendo. A relação entre os amigos vai mudando ao longo do curto filme, passando por dúvidas éticas, filosóficas e da física. A premissa é “e se funcionasse”, que depois passa para um “o que poderia dar errado”. No final, se você não for um físico/matemático, seus olhos vão ficar tortos e seu cérebro vai ter um nó. O melhor do filme é que o valor investido (US$ 7 mil) não dá um ar de algo mal-feito nem mal-atuado. Além disso mexe com questões do dia-a-dia, ao que você se pergunta se faria como eles. Apesar de competente, não é um primor de direção, e o ritmo podia ser mais simples para a mentes mais limitadas, como a minha, entenderem. Prepare-se para muitas viagens, dúvidas quânticas, dimensões paralelas e como tudo isso vai afetar os personagens e pra dizer, várias vezes, “eu não entendi”. Premiado em Sundance, é um filme crânio. Talvez até demais. “Primer” não foi lançado no Brasil, nem em festivais, pelo que eu sei. Só se pode adquirir DVD importado, que está bem caro e fora dos padrões do preço da mídia.

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