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Velozes e Furiosos 8 volta mirando no seu público cativo e na esperança de segurá-los até o próximo filme da franquia.

Velozes e Furiosos 8 (The Fate of the Furious), 2017

Elenco: Vin Diesel, Dwayne Johnson, Jason Statham, Michelle Rodriguez, Tyrese Gibson, Chris Bridges, Nathalie Emmanuel, Kurt Russell, Scott Eastwood, Charlize Theron, Helen Mirren | Roteiro: Chris Morgan | Direção: F. Gary Gray (Straight Outta Compton) | Duração: 136 minutos | 3D: Irrelevante

Velozes e Furiosos 8 é exatamente isso: um Velozes e Furiosos. Apesar de ser mais do mesmo, o filme tem se destaca na direção de Gray, com posicionamentos de câmera nos lugares certos para podermos colocar ordem nos pensamentos, enquanto presenciamos explosões, corridas, frases de efeito e pancadas – muitas pancadas, aliás – numa produção demasiadamente longa, porém divertida. A vantagem é que o filme não se vende como nada além do que é nas suas sequências de cortes rápidos, desafios extraordinários e anti-heróis que aprendemos a gostar durante os últimos anos. E repetindo a fórmula, a franquia continua agrando o seu público cativo e com receio de inovar.

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Há um prólogo no filme que a princípio parece bem inútil, mas serve para mostrar a felicidade de Dom (Diesel) e Letty (Rodriguez) em Cuba cheio das coisas que mais gostam: mulheres, carros, corridas e explosões. É um resumo da franquia contado por meio de personagens que somem e outros que irão dar as caras de novo e para fazer uma pergunta um tanto óbvia: por que Dom, um homem tão família, até agora não teve filhos? Uma dúvida não respondida e uma realidade quebrada por Cipher (Theron), vestida de vermelho, uma femme fatale quase saída do gênero noir que arrasta Dom de volta às sombras – tanto que a próxima sequência onde ele traiu Hobbs (Johnson) e seus amigos ocorre à noite.

Essa é uma situação de cenário que se confunde com a índole da personagem – que já era indicada pelo nome da personagem que tem raízes em Coração Satânico (Angel Heart, Alan Parker, 1987) – mas a construção da antagonista é exagerada. O roteiro eleva à personagem à extrema curva da maldade, uma mega-megera e potencial assassina de bebês sem uma motivação clara além da dominação global, algo que seria resolvido com algumas linhas de diálogo. E numa tentativa de equilibrar a maldade dos personagens, Morgan transforma um antigo desafeto em um personagem mais parecido com Hobbs, esquecendo que ele foi o responsável por uma das mortes do universo furioso.

Porém, trazer Gray para a direção fez uma diferença marcante. O diretor sabe usar ângulos de câmera e as posiciona em lugares estratégicos para nos fazer parte da narrativa – diferente do que tentaram fazer com o inócuo 3D – e isso é excitante. Feito para ser visto em um cinema com qualidade de som e imagem, IMAX em especial, você sente cada soco de Hobbs, cada batida, cada queda e cada explosão por causa da qualidade de Gray na cadeira de diretor. Ele traz até a física de volta ao mundo real, pelo menos em parte, sem deixar de lado a comédia ilustrada por uma bola de demolição que se movimenta em pêndulo que tem um smiley pintado.

A história é competente também em trazer um cenário um tanto mais tátil, de novo até certo ponto, com temas atuais como a ciberguerra e carros autônomos que podem ser hackeados – mas no estilo Velozes e Furiosos, onde tudo é maior e exagerado. É esse exagero que traz uma das melhores sequências do filme. Infelizmente todas as sequências de ação, e isso não é exagero, foram adiantadas pelo marketing do filme e nem o pôster escapou dessa. Se a franquia é baseada nesse tipo de segmento, faltou alguma coisa para ser deixada para a sala de cinema.

Falando em exagero, a duração do filme é um ponto negativo e se alguns momentos fossem retirados, o filme teria um ritmo melhor. Além da sequência final, repetindo o erro do sexto filme, a sequência da prisão em que Hobbs e Deckard (Statham) se engalfinham numa revanche da produção anterior é praticamente um jogo beat ‘em up: uma luta corpo a corpo, mas que para a narrativa não serve para nada e poderia ser deixada de fora. A discussão entre os dois, quando são forçados a ficar do mesmo lado a contragosto, com insultos é muito melhor e uma quebra de expectativa de personagens que já eram estereotipados nas aventuras anteriores. Assim como os flashbacks da volta de um determinado personagem, são elementos que arrastam a narrativa.

Velozes e Furiosos 8 acerta na medida da ação e na aposta de um elenco diversificado (entre negros, latinos e dando papeis de destaque à mulheres), frases cafonas e muitos momentos espirituosos que não deixam muito tempo para o expectador pensar no que está acontecendo – tanto que quando vem uma necessária explicação é provável que você se pergunte afinal de contas de onde veio aquela informação. E quem é fã não ficará decepcionado quando o dedo de exagero apertar o nitro no terceiro ato com direito a mais explosões, ex-machinas, pulsos eletromagnéticos que mantém câmeras e rádios funcionando, referências à fênix e uma sensação de coito interrompido quando lembramos que, quando as coisas se acalmam, a franquia está prevista para mais dois filmes.

Velozes e Furiosos 8 | Trailer

Velozes e Furiosos 8 | Pôster

Velozes e Furiosos 8 | Cartaz nacional

Velozes e Furiosos 8 | Galeria

Velozes e Furiosos 8 | Imagens (1)

Créditos: Universal Pictures/Divulgação

Velozes e Furiosos 8 | Imagens (2)

Créditos: Universal Pictures/Divulgação

Velozes e Furiosos 8 | Imagens (3)

Créditos: Universal Pictures/Divulgação

Velozes e Furiosos 8 | Imagens (4)

Créditos: Universal Pictures/Divulgação

Velozes e Furiosos 8 | Imagens (5)

Créditos: Universal Pictures/Divulgação

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Velozes e Furiosos 8 | Imagens (14)

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Velozes e Furiosos 8 | Imagens (14)

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Velozes e Furiosos 8 | Imagens (15)

Créditos: Universal Pictures/Divulgação

Velozes e Furiosos 8 | Sinopse

Tentando um momento de descanso entre fugir da lei e ter uma vida mais próxima do normal, Dom (Diesel) é arrancado da lua-de-mel com Letty (Rodriguez) pela misteriosa Cipher (Theron) de volta ao mundo do crime, o forçando a trair seus amigos por um motivo incerto. Hobbs (Johnson) e os outros terão de se aliar com antigos inimigos para tentar trazer de volta o membro da grande família furiosa.

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