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Eis a nossa lista com os Piores e os Melhores Filmes de 2016!

Os Piores e os Melhores Filmes de 2016

As listas podem ser simplificadoras, mas é até satisfatório criá-las. Nessa época de passagem do ano é comum termos retrospectivas e lembranças. Então vale a pena ver o que esse ano nos trouxe também no mundo dos cinemas.

E por que onze o invés de dez? Porque sempre fica aquela ponta de querer colocar uma menção honrosa, aquele filme que merece fazer parte das lembranças, mas que ficou para trás por causa de espaço.

Lembrando que essa é uma lista dos lançamentos comerciais nos cinemas brasileiros em 2016! E você pode ver os filmes lançados aqui nesse ano na lista que fiz no Letterboxd.

OS PIORES FILMES DE 2016

11 – Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos (Warcraft, Duncan Jones)
Warcraft (2016)

Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos cansa. Infelizmente, é uma experiência terrível para todos os sentidos. Ação demais e tempo de menos para assimilar os elementos. Não bastasse ser um filme de magia genérico – mesmo que não fossemos esperar mais que isso – tem atuações horríveis, é mal editado, conta com uma trilha sonora que não para de martelar na sua cabeça e tem um dos piores males do cinema de entretenimento, que é ter sido criado claramente para ser uma saga cinematográfica, sofrendo do mal de não se fechar em si. Ainda que seja deslumbrante e extremamente bem feito na área do som e dos efeitos especiais, é uma produção sequer divertida.

Leia mais em http://umtigrenocinema.com/warcraft-critica/

10 – Alice Através do Espelho (Alice Through the Looking Glass, James Bobin)
Alice Através do Espelho (2016) | Piores filmes de 2016

Se a primeira adaptação do universo de Lewis Caroll nas mãos de Tim Burton era uma aventura passageira, a continuação é menos que um reflexo do primeiro. Alice Através do Espelho peca por se concentrar demais no vislumbre visual que é – tanto que a sinopse dada no canal oficial do Youtube da Disney destaca mais as partes técnicas – sem ter o cuidado de criar uma história no mínimo cativante. Pelo contrário, é uma narrativa óbvia demais, que mal serve para divertir o espectador ou até mesmo crianças. É o retrato extremo dos blockbusters, feito na esperança de arrancar algum dinheiro da plateia incauta.

Leia mais em http://umtigrenocinema.com/alice-atraves-do-espelho-critica/

9 – A Era do Gelo: O Big Bang (Ice Age: Collision Course, Mike Thurmeier e Galen T. Chu)
A Era do Gelo: O Big Bang | Scrat

Os produtores de A Era do Gelo tem um negócio rentável nas mãos. Não importa como, cada um dos filmes anteriores rendeu quase dez vezes o custo de produção – mercadologicamente, faz sentido continuar a saga deve garante a vida da Fox e da Blue Sky. Por isso, eles pouco se preocupam em entregar uma história coesa, desde que ela seja agradável aos olhos. Pois bem, O Big Bang é praticamente sem substância, mas uma beleza visual. Têm gracejos, as crianças vão sem dúvida se divertir, mas já é a quarta vez seguida que o estúdio não sai de sua zona de conforto.

Leia mais em http://umtigrenocinema.com/era-do-gelo-o-big-bang-critica/

8 – O Bom Dinossauro (The Good Dinosaur, Peter Sohn)
O Bom Dinossauro | Arlo e Spot

A Pixar sempre foi sinônimo de qualidade pelo menos em geral (com uma derrapada ou outra com a duologia Carros). Com O Bom Dinossauro a qualidade continua apenas no quesito técnico, pois é uma história arrastada, clichê e nem para as crianças irá servir por ser extremamente depressiva – alguns menores saíram inconsoláveis da sessão que estava. Quando os créditos começam a aparecer, fica a impressão clara que o filme é um daqueles videos reel para mostrar a qualidade do animador. É a empresa mostrando o que podem fazer animações 3D incrivelmente bem produzidas. Mas nesse caso, um tanto vazia.

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7 – A 5ª Onda (The 5th Wave, J Blakeson)
A 5ª Onda | Piores filmes de 2016

Existe um lado bom na literatura de acesso. É bem comum que alguém que na sua infância leu as aventuras de Harry Potter tenha descoberto um número interminável de possibilidades literárias. A dúvida fica porque isso não acontece no cinema e por que o método de contar histórias que não saem da zona de conforto. A 5ª Onda é assim com seu triângulo amoroso, cenário distópico – ainda que não seja um futuro – e nada de ousadia. Se os leitores evoluíram, já passou da hora do gênero se reinventar.

Leia mais em http://umtigrenocinema.com/a-5a-onda-critica/

6 – O Caçador e a Rainha do Gelo (The Huntsman: Winter’s War, Cedric Nicolas-Troyan)
O Caçador e a Rainha do Gelo | Piores filmes de 2016

Seria bem fácil rotular O Caçador e a Rainha do Gelo principalmente porque esse é um filme que não tem nenhum tipo de ambição – além de fazer dinheiro. O diretor não apenas repete os erros do filme anterior como os extrapola. As motivações da personagem título são fracas, todos os elementos costurados de outras histórias de fantasia fazem uma colcha de retalhos preguiçosa, sem nenhum destaque. A atuação de todos é automática, não nota-se nenhum tipo de esforço em transmitir emoções. O elenco principal parece um bando de iniciantes, fazendo um serviço apenas por obrigação. Do começo ao fim, o filme é uma enganação.

Leia mais em http://umtigrenocinema.com/o-cacador-e-rainha-do-gelo-critica/

5 – As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras (Teenage Mutant Ninja Turtles: Out of the Shadows, Dave Green)
As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras | Piores Filmes de 2016

Depois de quase 120 minutos, percebemos que As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras é um filme bagunçado. Dave Green, acostumado em dirigir vídeo clipes, ora faz uma aventura descompromissada do tamanho de tartarugas mutantes, ora dá um ar (pseudo) científico, querendo explicar o inexplicável e dar um ar de seriedade à sua trama. Seria melhor se ele abraçasse totalmente o nonsense dos quadrinhos e desenhos, deixando de lado teorias de como funcionam mutações e genética ou universos paralelos e buracos negros. Infelizmente, a trama não ajuda, dando muitas perguntas sem respostas – diferente daquelas que te fazem refletir sobre um assunto – decisões dos personagens sem sentido e com um ritmo tão alucinante que deixa uma sensação de ser um filme interminável.

Leia mais em http://umtigrenocinema.com/as-tartarugas-ninja-fora-das-sombras-critica/

4 – A Série Divergente: Convergente (The Divergent Series: Allegiant, Robert Schwentke)
A Série Divergente: Convergente (Foto)

O sucesso transforma as pessoas. Uma história que foi pensada em três partes – colocando de lado a qualidade da escrita – transformada em quatro apenas por causa do lucro é um problema que, vendo exemplo atrás de exemplo, não funciona. A Série Divergente: Convergente é lento, pessimamente atuado e tem efeitos especiais aquém da sua importância mercadológica, reforçando a impressão do anterior e cada vez mais confirmada que não passa de uma colagem de outras histórias com temas similares. Para piorar as coisas, depois de 120 minutos de projeção procuramos bons motivos para os outros 120 minutos existirem em 2017.

3 – Esquadrão Suicida (Suicide Squad, David Ayer)
Esquadrão Suicida | Piores filmes de 2016

O filme é uma bagunça na montagem, no estilo vídeo clipe e nas escolhas óbvias de música para montar a personalidade dos vilões. Não se cria empatia com nenhum dos personagens, cria plot twists do nada – o que é aquele Diablo encarnando uma divindade asteca/maia? – tem péssimas atuações, efeitos especiais que falham e um potencial enorme desperdiçado.

Não escrevi sobre o filme, mas sugiro o podcast do Visual+Mente

2 – É Fada (Cris D’Amato)
É Fada! | Galeria

Uma abordagem bem comum é a exploração de nichos, e o de Youtubers indo ao cinema é apenas mais um deles. Ainda é cedo para dizer, mas se É Fada é o exemplo de material cinematográfico que os produtores têm na manga, serão muitas experiências frustradas. Fazendo um apelo para os fãs de uma estrela que tem nove milhões de inscritos – e com vídeos que conseguem até três milhões de visualizações – faltou cuidado com todos os quesitos, passando pelo roteiro, direção, fotografia e outros quesitos técnicos. É um dos piores tipos de caça-níqueis. Mas não é culpa da dupla principal, o destaque do filme.

1 – Deuses do Egito (Gods of Egypt, Alex Proyas)
Deuses do Egito | Piores filmes de 2016

Não satisfeito em fazer um filme ruim, Gerard Butler foi lá e fez dois. Não escrevi sobre o filme, mas sugiro a crítica de Cecília Barroso.

OS MELHORES FILMES DE 2016

11 – Aquarius (Kleber Medonça Junior)
Aquarius | Imagens do Filme

Assim como em O Som ao Redor, a nova produção é um recorte de uma vida, dessa vez se concentrando em apenas uma história. Durante a longa projeção de 140 minutos há risos, dramas e uma contemplação nem sempre necessária. Se a mensagem fosse menos relevante e se a protagonista fosse menos interessante, a falta de dinâmica enterraria o filme. Do mesmo jeito que a vida, é difícil acompanhar toda a narrativa da última resistente do prédio, e apenas faltou um equilíbrio por parte de Mendonça ao usar o tempo como elemento, ainda que ele seja um ótimo diretor.

Leia mais em http://umtigrenocinema.com/aquarius-critica/

10 – Rogue One: Uma História Star Wars (Rogue One: A Star Wars Story, Gareth Edwards)

Rogue One: Uma História Star Wars | Galeria

Créditos: Divulgação

É perigoso – e inadequado – simplificar uma produção, seja ela literária ou cinematográfica, em poucas palavras. Podemos começar com uma para chamar a atenção, como um resumo ou chamada. Então, Rogue One: Uma História Star Wars é ousado, mas antes de tudo é um filme de guerra. Para nos aprofundarmos mais, numa das funções da crítica, a produção é tanto um olhar para frente quanto uma homenagem aos fãs. E entendendo que a maioria dos apreciadores de Star Wars não são mais crianças, a produção aposta na mescla de uma história mais sombria e madura, porém sem deixar de lado o espírito aventureiro da saga da família Skywalker, fazendo um resumo do que é a mais famosa das óperas espaciais.

Leia mais em http://umtigrenocinema.com/rogue-one-uma-historia-star-wars-critica/

9 – Deadpool (Deadpool, Tim Miller)
Deadpool

Sejamos francos. A esperança que Deadpool fosse um filme legal estava apenas na mente dos fãs do personagem. Qualquer um com um pouco mais de pés no chão tinha vários motivos para duvidar do filme. Desde a inexperiência como diretor Tim Miller (apesar de ter roteirizado o fantástico Scott Pilgrim), passando pela própria Fox que trouxe um recente e horrível Quarteto Fantástico até a escalação de Ryan Reynolds que nas duas oportunidades que teve para fazer um herói recebeu pesadas críticas. Pois eu te digo, Estúdio da Raposa, e creio que muitos se juntaram ao coro: estás devidamente perdoada. Só não vá acabar com tudo no próximo filme, certo?

Leia mais em http://umtigrenocinema.com/deadpool-critica/

8 – De Palma (De Palma, Noah Baumbach e Jake Paltrow)

De Palma | Galeria

Créditos: Divulgação

Existem poucas oportunidades de ouvir da própria boca dos mestres seus ensinamentos. Portanto, De Palma é um filme obrigatório para qualquer fã da sétima arte. São quase duas horas absorvendo palavras, curiosidades e histórias engraçadas desse diretor que começou como muitos nos anos 1960, tornando-se relevante nos 1970 e que ainda hoje é reconhecido. É um daqueles filmes referência, que deve ser revisitado pela experiência que o diretor nos passa cobrando tão pouco. É uma catarse e paixão cinéfila pura. Simples na execução e tão cheia do que dizer, o documentário é necessário para entender melhor Hollywood e o Cinema.

Leia mais em http://umtigrenocinema.com/de-palma-critica/

7 – Jogo do Dinheiro (Money Monster, Jodie Foster)
Jogo_do_Dinheiro-01

Você é um fracassado: é isso que a mídia quer te fazer acreditar e que tudo se resolveria com roupas de marca ou a compra de um carro. Dizem os economistas que 99% de nós nadam entre tubarões. Em Jogo do Dinheiro a diretora Jodie Foster nos mostra uma nação inescrupulosa, midiática, imediatista e iludida. Além do óbvio contexto socioeconômico, ela nada entre seus próprios predadores, numa Hollywood que dá poucas chances às mulheres na direção e em papeis de destaque. Então ela subverte contextos, alguns poderiam até dizer exageradamente, mas se você pensar o quanto papeis femininos foram relegados a secretárias bonitas, é justificado.

Leia mais em http://umtigrenocinema.com/jogo-do-dinheiro-critica/

6 – A Grande Aposta (The Big Short, Adam McKay)
A Grande Aposta (The Big Short)

A Grande Aposta é um filme hilariante e genial. E ao mesmo tempo causa asco ao espectador. O diretor Adam McKay destrinchou uma história bem complicada para os mais leigos e tentou trazer para um nível mais popular uma das piores crises financeiras da história. A maneira que ele faz isso é de bater palmas. Ao mesmo tempo não deixa de lado os culpados de lado nessa questão. É aí que o espectador tem vontade não de levantar e bater palmas, mas sim bater no primeiro banqueiro que encontrar.

Leia mais em http://umtigrenocinema.com/a-grande-aposta-critica/

5 – O Cavalo de Turim (A torinói ló, Béla Tarr)
O Cavalo de Turim | Melhores de 2016

É muito difícil um filme com duas horas e meia manter a atenção do espectador, mas O Cavalo de Turim é um ótimo exemplo. A trama filosófica belamente fotografada em preto e branco tem uma agonia presente na ação repetida dos personagens e é quase um filme de terror que anuncia o fim: não dos personagens, mas de nós todos. Saiu em 2011 originalmente, mas no Brasil só chegou no começo de 2016. Espero que saia em algum festival de repescagem porque merece ser visto no cinema.

4 – Capitão Fantástico (Captain Fantastic, Matt Ross)

Capitão Fantástico | Galeria

Créditos: Divulgação

Talvez o ar indie ou hipster das imagens de divulgação ou o trailer de Capitão Fantástico te afastem da produção. Porém, não se assuste com isso. Em primeiro lugar porque a produção foge dessas amarras de definição ao entregar uma história que vai além do belo visualmente, mas que conversa com nosso âmago. Não é apenas um filme sobre das belezas da natureza ou uma crítica às sociedades alternativas; é algo mais complexo sobre isso. Assim como outras produções já fizeram, é uma história sobre aprendizado e como o amor dos pais servem ou não para seus filhos e que existem casulos mesmo estando num lugar tão amplo e aberto quanto uma floresta.

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3 – Anomalisa (Anomalisa, Duke Johnson e Charlie Kaufman)
Anomalisa | Melhores filmes de 2016

Tudo é muito estranho em Anomalisa. Não é a típica animação que você está acostumado. Se hoje há uma tentativa de fazer você se perguntar se aquilo que está vendo é CGI ou filme, Kaufman e Johnson apresentam elementos claramente fora do eixo como o escritor ouve e vê as pessoas a seu redor. Durante todo o primeiro ato a audiência se sentirá incomodada com vozes masculinas e iguais saindo de todos os outros personagens – sejam mulheres ou crianças – e é nesse questionamento que o filme não sairá da sua cabeça. E não se preocupe, as respostas virão. Mesmo que demore um pouco.

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2 – O Quarto de Jack (Room, Lenny Abrahamson)
O Quarto de Jack | Melhores filmes de 2016

Imagine o seu universo hoje. Onde você pode ir a partir da sua casa: fazer viagens, visitar amigos, ir ao cinema, visitar seus parentes, namorar, ir ao cinema. Imagine agora alguém cujo universo se resume a 10m². Esse exercício é posto para nós em O Quarto de Jack, um drama que tenta traduzir em imagem e palavras as descobertas de uma criança num assustador, novo, barulhento e infinito mundo. Emma Donoghue e Lenny Abrahamson descrevem um cenário assustador que te fará sentar à beira da cadeira, ao mesmo tempo que é cheio de lirismos e belezas.

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1 – A Chegada (Arrival, Denis Villeneuve)

A Chegada | Galeria

Créditos: Divulgação

A ficção científica mais nobre, aquela passa longe do kitsch, serve de reflexão para a humanidade. Ainda que seres alienígenas e naves espaciais sejam improváveis de existirem, pelo menos para uma grande parte do mundo, precisamos dissecar a mensagem que vem em forma de alegoria. A Chegada entra nesse seleto grupo. Não é preciso então louvar os efeitos técnicos da produção que tem muito mais a dizer além do simples fato de não estarmos sozinhos no universo. Villeneuve, acertando pela quinta vez seguida, usa de símbolos para falar sobre a maior das nossas ferramentas, subverte conceitos e faz um chamado importante para todos os povos desse planeta que habitamos.

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