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O Filme da Minha Vida | Crítica | 2017, Brasil

O Filme da Minha Vida é um recorte dessa nossa jornada pelo mundo, com bons e maus momentos – assim como a própria vida.

O Filme da Minha Vida | Crítica

Elenco: Johnny Massaro, Vincent Cassel, Bruna Linzmeyer, Selton Mello, Ondina Clais, Bia Arantes, Martha Nowill, Erika Januza, Miwa Yanagizawa, Rolando Boldrin | Roteiro: Selton Mello, Marcelo Vindicatto | Baseado em: O Filme da Minha Vida (Antonio Skármeta) | Direção: Selton Mello (Feliz Natal)

Filmes sobre amadurecimento existem aos montes e nem sempre é fácil encontrar um caminho para destaca-los. Em O Filme da Minha Vida o diretor Selton Mello está no auge na função e  o caminho que ele escolheu é tornar o filme mais poético, com um protagonista apaixonado por livros, dotado de lirismo, envolvendo drama e um pouco de espaço para romance – e com algumas piadas para quebrar a sensação de melancolia que permeia toda a narrativa. Apesar da beleza visual e plástica do filme se destacar, o roteiro conta com ótimos momentos e viradas que dão vontade de rever logo depois para perceber as pistas deixadas pelo roteirista/diretor em cenas que podemos pensar estar perdidas, mas que são amarradas tranquilamente na conclusão.

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É Apenas o Fim do Mundo | Crítica | Juste la fin du monde, 2016, Canadá-França

É Apenas o Fim do Mundo (2016)

Elenco: Gaspard Ulliel, Léa Seydoux, Vincent Cassel, Marion Cotillard, Nathalie Baye | Roteiro: Xavier Dolan | Baseado em: Juste la fin du monde (Jean-Luc Lagarce) | Direção: Xavier Dolan (Mommy)

Xavier Dolan descarta uma boa história por esquecer que está fazendo cinema em É Apenas o Fim do Mundo.

4/10 - "tem um Tigre no cinema"Podemos enxergar no cerne de É Apenas o Fim do Mundo um discurso interessante. Adaptado de uma peça teatral, portanto fora da originalidade do diretor, é a história do filho pródigo e suas consequências da volta para casa. Apesar da sensibilidade inerente ao tema, o desenvolvimento da narrativa não funciona. Dolan não entendeu que estava tratando de cinema e não de teatro, e a passagem de uma arte para outra, pelo menos nas mãos do canadense, é cheia de problemas que passam pela montagem, diálogos, dinamismo e até na direção de personagens. A pessoalidade da trama é totalmente apagada por esses motivos, frustrando o drama proposto.

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Jason Bourne | Crítica | Jason Bourne (2016) EUA

Jason Bourne (2016)

Elenco: Matt Damon, Tommy Lee Jones, Alicia Vikander, Vincent Cassel, Julia Stiles, Riz Ahmed | Roteiro: Paul Greengrass, Christopher Rouse | Direção: Paul Greengrass (Voo United 93)

7,5 - "tem um Tigre no cinema"Jason Bourne volta homenageando o próprio passado e é um presente para seus fãs.

O maior desafio de Paul Greengrass era tornar Bourne relevante novamente. É um exagero dizer que o novo filme revitaliza a franquia, quando em si ele a homenageia e apenas a atualiza com elementos conhecidos por nós. Sendo essa a terceira vez que dirige o personagem, Jason Bourne é tudo que já vimos desde o filme de 2002, com os mesmos arcos dramáticos, os mesmos conflitos e o mesmo clichê do chefe que tenta esconder seus planos dos comandados. Em suma, é Bourne: muito intenso, com câmeras tremendo, uma sensação de realismo e o equilíbrio que são marcas do diretor.

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O Pequeno Príncipe | Crítica | Le Petit Prince, 2015, França

A versão de 2015 d’O Pequeno Príncipe é uma homenagem à obra de Antoine de Saint-Exupéry, mas consegue ir muito além disso.

Le Petit Prince, 2015

Com André Dussollier, Florence Foresti, Vincent Cassel, Marion Cotillard, Guillaume Gallienne, Laurent Lafitte, Vincent Lindon. Dublado por Marcos Caruso, Larissa Manoela, Priscila Amorim, Mattheus Caliano. Roteirizado por Irena Brignull, Bob Persichetti, baseado na obra de Antoine de Saint-Exupéry. Dirigido por Mark Osborne (Kung-Fu Panda).

10/10 - "tem um Tigre no cinema"A melhor coisa da nova versão de O Pequeno Príncipe é que o diretor Mark Osborne e os roteiristas Irena Brignull e Bob Persichetti fogem do clichê de contar de novo a história que já conhecemos. A produção é, no cerne, uma homenagem à obra de Antoine de Saint-Exupéry, mas consegue ir além ao contar como podemos relacionar essa história simples e singela com a nossa própria vida, o crescer e as perdas que encaramos no caminho, mas sem esquecer aquele passado alegre e colorido dos tempos de criança. Some isso a uma fantástica animação 3D que se mistura com stop-motion, e você terá uma das melhores experiências cinematográficas desse ano.

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Cisne Negro | TigreCast #94 | Podcast

Podcast sobre Cisne Negro, filme de 2010 dirigido por Darren Aronofsky, com Natalie Portman, Mila Kunis, Vincent Cassel e Winona Ryder.

Cisne Negro | Podcast

I felt it. Perfect. I was perfect.” – Nina

Voltamos ao último ano da década de 2000. O ano de 2010 foi bem maluco, cheio de altos e baixos. Porém, Darren Aronofsky surpreendeu com um filme que mistura suspense, drama e até toques de terror psicológico: Cisne Negro (Black Swan), com Natalie Portman, Mila Kunis, Vincent Cassel e Winona Ryder.

Tiago Lira, o Tigre (@otigre1982), Matheus Des (@matheusdes) e Rodrigo Cliff (Plano 9) conversam as produções e eventos de 2010, os trabalhos do diretor, do elenco belíssimo em todos os quesitos enquanto tentam definir o perfil desse perfeito filme.

E atenção: há spoilers do começo ao fim!

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Um Método Perigoso (A Dangerous Method, 2011, Canadá) [Crítica]

Com Viggo Mortensen, Michael Fassbender, Keira Knightley , Sarah Gadon e Vincent Cassel. Roteiro de Christopher Hampton, baseado em seu livro e na peça de John Kerr. Dirigido por David Cronenberg (Senhores do Crime).

Sigmund Freud e Carl Jung são os personagens mais importantes da psicanálise, e não importa o seu ramo de atuação, você já ouviu falar desses nomes. As frustrações do homem moderno foram destrinchadas por esses dois senhores e muitos acreditam que o conhecimento de suas obras é essencial. Como leigo que sou, ao assistir “Um Método Perigoso” tive a impressão que a personalidade dos dois foi apenas pincelada e que faltou profundidade. E apesar disso não fazer mal ao filme, o torna apenas razoável. É certo que entrar mais profundamente nas nuances do pensamento freudiano ou jungiano deixaria a trama arrastada (algo que Cronenberg fez em “Spider – Desafie a sua Mente”, de 2002), mas o diretor tem competência para isso. As qualidades do filme passam pelo ótimo trabalho vocal do trio principal e todos atuando muito bem. E apesar de algumas decisões de como o diretor usou para contar a história não cansar, parece que podia ser feito de outro jeito, um pouco mais poético.

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