Postagens Etiquetadas ‘viagem no tempo’

Looper – Assassinos do Futuro (Looper, 2012, EUA) [Crítica]

Com Joseph Gordon-Levitt, Bruce Willis, Emily Blunt, Paul Dano, Noah Segan, Piper Perabo, Jeff Daniels, Pierce Gagnon, Tracie Thoms, Frank Brennan, Garret Dillahunt, Nick Gomez e Marcus Hester. Roteirizado e dirigido por Rian Johnson.

Não é fácil trabalhar com histórias que envolvam viagem no tempo. Os mais exigentes podem questionar fatores como os desdobramentos e realidades paralelas. Quem não está muito interessado pode se perder a história. Rian Johnson (que vem de uma carreira curta) nos apresenta um filme muito envolvente, fluido e coeso. Apesar de em dois momentos o diretor criar uma explicação, o que ao meu ver não seria necessário, “Looper” é um filme quase completo: dramático, com ação, redenção e ainda acha espaço para pequenos momentos de humor e outros mais doces. O que o faz ser um dos melhores filmes de ficção científica dos últimos anos, e um dos mais interessantes de 2012.

Leia mais

Homens de Preto 3 (Men in Black 3, 2012, EUA) [Crítica]

Com Will Smith, Tommy Lee Jones, Josh Brolin, Jemaine Clement, Michael Stuhlbarg, Alice Eve e Emma Thompson. Roteirizado por Etan Cohen (Trovão Tropical), David Koepp (Missão Impossível), Jeff Nathanson (Prenda-me se for capaz) e Michael Soccio. Dirigido por Barry Sonnenfeld (Homens de Preto)

Os dez anos que separaram “Homens de Preto 3″ de seu antecessor fizeram bem para a franquia e para esquecermos um filme… bem, esquecível. Parece até que essa é a continuação direta do original. O filme abraça mais o mundo da ficção científica com um dos poucos temas que faltava abordar, aliando-se com uma boa história com doses de ação, momentos tocantes e pequenas homenagens que vão desde o visual, diálogos e até os sons. A história não supera a da primeiro filme da franquia, conta com alguns furos, mas é divertido, merecendo alguns minutos a mais para fechar a produção com menos correria.

Leia mais

Te Amarei Para Sempre (The Time Traveler’s Wife, 2009, EUA) [Crítica]

Com Eric Bana, Rachel McAdams, Ron Livingston e Stephen Tobolowsky. Escrito por Jeremy Leven (Don Juan DeMarco) e Bruce Joel Rubin (Ghost – Do Outro Lado da Vida). Baseado no romance de Audrey Niffenegger. Dirigido por Robert Schwentke (Plano de Voo).

Não se deixe levar pela opção brasileira de açucarar o título. O nome original é “A Mulher do Viajante do Tempo”! Nerds de plantão como eu se levaram pelo título original. Suas namoradas/esposas, pelo título brasileiro (nem em Portugal mexeram no título). Foi um risco da distribuidora, e digo que sempre um filme tem que manter seu título original (talvez ache três exceções). Apesar de ser um filme romântico, o título “A Mulher do viajante do tempo” mantém a importância tanto ao viajante Henry (Bana) e Clare (Rachel). E acredito que original à todos. Enfim… Leia mais

Contra o Tempo (Source Code, 2011, EUA) [Crítica]

Com Jake Gyllenhaal, Michelle Monaghan e Vera Farmiga. Escrito por Ben Ripley (A Experiência III) e dirigido por Duncan Jones (Lunar). O código-fonte é um programa militar, onde é possível assumir a identidade de outra pessoa nos seus últimos oito minutos de vida. O Cap Colter Stevens (Gyllenhaal) está dentro do código-fonte para descobrir a identidade de um terrorista que explodiu uma bomba dentro de um trem, e que matou a pessoa a qual a identidade ele agora incorpora.

Faltam filmes de ficção inteligentes assim no cinema. O filme nos dá base científicas para o que está acontecendo. Mas, se você disser que não gostou porque é o cenário é impossível, você é apenas um físico, e não um apreciador de cinema. O cenário é direto, não te dá distrações, sendo possível você sacar qual a situação de Colter sem muito esforço. Também é um filme de romance, além de mexer com o brio patriota do personagem, que é questionado se não valeria a pena morrer incontáveis vezes pelo seu país. O ponto negativo fica mais uma vez pela trilha sonora de Chris Bacon, que não te passa a emoção que o filme precisa. Acho também que o filme deveria ter terminado cinco minutos antes. Seria mais poético, mas também minaria as chances desse virar série de TV.

Uma curiosidade é que não é a primeira vez que esse tipo de “viagem no tempo” foi usada. Existe uma série de TV chamada “Quantum Leap” (que aqui se chamava “Contatempos”) onde a situação era a mesma, com o personagem viajando pela consciência das pessoas. É tanto assim que o fime tem uma ponta do personagem principal da série, Scott Bakula, como o pai do Cap Colter.

Volte para a HOME

Primer (Primer, 2004, EUA) [Crítica]

Com Shane Carruth e David Sullivan. Escrito e dirigido por Shane Carruth. Dois físicos trabalham juntos em um projeto quando, acidentalmente, criam uma máquina do tempo.

Partindo do princípio de que vários avanços científicos foram descobertos por acidente, “Primer” pega um tema que já foi usado centenas de vezes e nos dá uma visão científica do caso. Mas é tão científico e tão detalhista que você vai ficar metade do tempo perdido nas explicações. Eu vi sem legendas, e tive partes em que voltei duas ou três vezes para pegar o que estava acontecendo. A relação entre os amigos vai mudando ao longo do curto filme, passando por dúvidas éticas, filosóficas e da física. A premissa é “e se funcionasse”, que depois passa para um “o que poderia dar errado”. No final, se você não for um físico/matemático, seus olhos vão ficar tortos e seu cérebro vai ter um nó. O melhor do filme é que o valor investido (US$ 7 mil) não dá um ar de algo mal-feito nem mal-atuado. Além disso mexe com questões do dia-a-dia, ao que você se pergunta se faria como eles. Apesar de competente, não é um primor de direção, e o ritmo podia ser mais simples para a mentes mais limitadas, como a minha, entenderem. Prepare-se para muitas viagens, dúvidas quânticas, dimensões paralelas e como tudo isso vai afetar os personagens e pra dizer, várias vezes, “eu não entendi”. Premiado em Sundance, é um filme crânio. Talvez até demais. “Primer” não foi lançado no Brasil, nem em festivais, pelo que eu sei. Só se pode adquirir DVD importado, que está bem caro e fora dos padrões do preço da mídia.

Volte para a HOME

Para cima