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De Canção em Canção | Crítica | Song to Song, 2017, EUA

De Canção em Canção traz novamente a assinatura visual tão conhecida de Malick que ainda leva o público para uma experiência muito intimista.

De Canção em Canção (Song To Song) Crítica

Elenco: Michael Fassbender, Ryan Gosling, Rooney Mara, Natalie Portman | Roteiro e direção: Terrence Malick (O Novo Mundo) | Duração: 129 minutos

Pode ser fácil dizer como um filme de Terrence Malick começa – nessa estética que vem desde de Árvore da Vida (Tree of Life, 2011)  -, mas tal facilidade é inversamente proporcional dizer como termina. De Canção em Canção é ao mesmo tempo o ápice da sua assinatura e visão cinematográfica como é o momento de colocar tudo que fez nos últimos seis anos em perspectiva. É verdade também que a maneira de criar do diretor/roteirista – que chega a sequer dar um roteiro para atores e atrizes – é um desafio para quem escolhe participar dessa aventura, usando ao máximo seu poder de interpretação e improvisação com apenas algumas dicas vindas do diretor. No entanto, falta para Malick um desafio próprio: o de saber se ele consegue contar uma história como antigamente, estruturada de maneira tradicional.

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O Novo Mundo (The New World, 2005, EUA e Reino Unido) [Crítica]

Com Colin Farrell, Q’orianka Kilcher, e Christian Bale. Escrito e dirigido por Terrence Malick (Árvore da Vida). Filme sobre o choque de culturas, com a chegada de ingleses e os nativos norte-americanos, na região que hoje é a Virginia, em 1607. E no centro dela, a relação do Cap. John Smith (Farrell) e Pocahontas (Q’orianka), do povo Powhatan.

Um dos mais belos dramas que tive o prazer de ver. Malick conduz a história mostrando as belezas do novo mundo, com pouca interferência do velho. Pensamentos se misturam com as falas dos personagens, tirando um pouco a linearidade do roteiro (mas não tanto quanto em “Árvore da Vida”). James Horner escreveu a trilha sonora, e devia estar num momento inspirado, fazendo passagens musicais ao estilo Vivaldi, dando sons de orquestra aos sons da natureza. Tenho que destacar também a fotografia de Emmanuel Lubezki, fazendo o jogo de luz e sombra com o realismo necessário para uma história tão bonita e triste como essa. Se você viu e gostou de Pocohantas 1 e 2, precisa ver esse filme. Mas precisa entender a diferença que faz a história ser triste, e não um conto de fadas da Disney. Assistam com a mente livre e aberta, e não simplesmente com um filme Colin Farrell e Christian Bale.

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