Postagens Etiquetadas ‘Oscar 2017’

Silêncio | Crítica | Silence, 2016, EUA-Japão

Silêncio é uma reflexão da ligação do humano com o divino e um dos melhores filmes de Martin Scorsese.

Silêncio (Silence, 2016)

Elenco: Andrew Garfield, Adam Driver, Ciarán Hinds, Liam Neeson, Tadanobu Asano, Issey Ogata, Yōsuke Kubozuka | Roteiro: Jay Cocks, Martin Scorsese | Baseado em: Silêncio (Shūsaku Endō) | Direção: Martin Scorsese (Taxi Driver) | Duração: 161 minutos

A obsessão de Martin Scorsese com a religião não é novidade: desde a culpa católica até a sua versão do Cristo, considerada profana por muitos, e visitando até a figura do Dalai Lama. E em Silêncio o diretor faz uma reflexão do humano em relação com o divino, da dureza do Criador, cheia de caminhos tortuosos e dolorosos. A virtude dos personagens é testada longamente, refletindo a extensão pouco usual de um filme de padrões comerciais. E assim como os protagonistas, é no silêncio que devemos refletir se existe alguma resposta, uma experiência que funciona tanto para aqueles que acreditam em alguma força divina quantos os que não.

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Um Limite Entre Nós | Crítica | Fences, 2016, EUA

Um Limite Entre Nós funciona pela mensagem, mas se perde na transição dos palcos ao cinema.

Um Limite Entre Nós (Fences), 2016

Elenco: Denzel Washington, Viola Davis, Stephen Henderson, Jovan Adepo, Russell Hornsby, Mykelti Williamson, Saniyya Sidney | Roteiro: August Wilson | Baseado em: Um Limite Entre Nós (August Wilson) | Direção: Denzel Washington (O Grande Debate) | Duração: 139 minutos

Mesmo que o diretor Denzel Washington não tenha conseguido separar-se da origem teatral, Um Limite Entre Nós é uma forte narrativa que envolve questões raciais, pragmatismo, sexismo e responsabilidade na visão de alguém que foi criado de maneira rígida e que na sua ignorância imposta por uma sociedade segregacionista não o permitiu que fosse só um pouco além.  Faltou sim tato ao diretor ao fazer mais cinema, o que o deixou seus dirigidos um tanto caricatos nos gestos e na maneira que se expressam – ainda que esse mesmo elenco seja tão forte quanto a mensagem expressa nas páginas do roteiro.

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Moonlight: Sob a Luz do Luar | Crítica | Moonlight, 2016, EUA

Moonlight: Sob a Luz do Luar é tão impactante quanto socos de verdade.

Moonlight: Sob a Luz do Luar (2016)

Elenco: Trevante Rhodes, André Holland, Janelle Monáe, Ashton Sanders, Jharrel Jerome, Naomie Harris, Mahershala Ali | Baseado em: In Moonlight Black Boys Look Blue (Tarell Alvin McCraney) | Roteiro e direção: Barry Jenkins | Duração: 111 minutos

Nota 10 - um Tigre no cinemaApesar da pouca violência gráfica Moonlight: Sob a Luz do Luar é um daqueles filmes que saímos o impacto das pancadas. É um retrato por meio de filme de um ciclo de violência que acomete os isolados da sociedade. Focando na questão da representatividade negra e homossexual, o diretor Barry Jenkins nos conta por momentos distintos de um jovem descobrindo a si mesmo a análise de um cenário para entendermos melhor o peso da criação quando se trata das escolhas que tomamos na vida – ou achamos que tomamos – em um ambiente quase atemporal, numa viagem melancólica, bela e triste como os tons da fotografia.

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Eu Não Sou Seu Negro | Crítica | I Am Not Your Negro, 2016, EUA

Eu Não Sou Seu Negro é um importante documentário sobre a vida e a morte dos principais ativistas negros dos Estados Unidos pelos olhos de um grande amigo deles.

Eu Não Sou Seu Negro (I Am Not Your Negro, 2016)

Elenco: Samuel L. Jackson | Roteiro: James Baldwin, Raoul Peck | Baseado em: Remember This House (James Baldwin) | Direção: Raoul Peck | Duração: 96 minutos

Pode ser que eu, um homem branco de classe média que nunca foi abordado na rua por causa da cor da minha pele, não seja o mais indicado para falar da importância do documentário Eu Não Sou Seu Negro. Por outro lado, as palavras de James Baldwin ecoam na sala e na mente depois da sessão, exatamente a intenção do ativista social falecido em 1987. Apesar das reflexões do autor serem mais pertinentes à realidade do povo estadunidense, é impossível não se sentir mal com as cenas de violência direcionadas aos nossos semelhantes numa época que está distante apenas cronologicamente, e que infelizmente se aproxima cada vez mais de nós.

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Um Homem Chamado Ove | Crítica | En man som heter Ove, 2015, Suécia

Um Homem Chamado Ove ganha pela simpatia dos personagens, mas sobram poucas diferenças do que já vimos em outras comédias dramáticas.

Um Homem Chamado Ove (2015)

Elenco: Rolf Lassgård, Bahar Pars, Filip Berg, Ida Engvoll | Roteiro: Hannes Holm | Baseado em: Um Homem Chamado Ove (Fredrik Backman) | Direção: Hannes Holm | Duração: 118 minutos

Você já viu essa história antes: o idoso rabugento e chato que se incomoda com qualquer coisa. Assim é Um Homem Chamado Ove que realmente não trás nada de novo ao gênero da comédia dramática. Mas há risadas garantidas com a personalidade do protagonista, seu jeito de viver e suas lembranças. O diretor Hannes Holm sabe como manipular a plateia, o que não é algo ruim, deixando aquela linha para ser puxada na hora certa e assim emocionar os mais sensíveis. E se por quase duas horas um filme de comédia misturado com drama faz rir e chorar, a tarefa foi cumprida.

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Aliados | Crítica | Allied, 2016, EUA

Aliados consegue prender a atenção pela empatia criada com os protagonistas, apesar de tropeçar ao desenvolver personagens e o andamento da história.

Aliados (Allied, 2016)

Elenco: Brad Pitt, Marion Cotillard, Jared Harris, Simon McBurney, Lizzy Caplan | Roteiro: Steven Knight | Direção: Robert Zemeckis (A Travessia) | Duração: 124 minutos

Há em Aliados ótimos momentos, principalmente para quem gosta de filmes de época. No entanto a produção falha em desenvolver personagens e o segundo ato. Mas graças ao esforço de Knight e a Zemeckis conseguimos criar uma empatia sincera com a dupla de protagonistas, algo potencializado pela atuação esplêndida de ambos. Mas esse querer fica relegado a outros momentos do roteiro que lapidam com menor atenção os outros elementos do filme, o que é uma pena quando consideramos o carinho que criamos pela dupla.

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Lion: Uma Jornada para Casa | Crítica | Lion, 2016, EUA

Com personagens carismáticos, Lion: Uma Jornada para Casa emociona e é um apelo dos invisíveis à sociedade.

Lion: Uma Jornada para Casa (Lion, 2016)

Elenco: Dev Patel, Rooney Mara, David Wenham, Nicole Kidman, Abhishek Bharate, Divian Ladwa, Sunny Pawar | Roteiro: Luke Davies | Baseado em: A Long Way Home (Saroo Brierley, Larry Buttrose) | Direção: Garth Davis | Duração: 118 minutos

A insensibilidade não é nada fora da nossa realidade e ela se manifesta naqueles que se tornam invisível seja pela correria da vida moderna ou pela nossa própria decisão de fingir não os ver. Lion: Uma Jornada para Casa, além da óbvia mensagem de superação, é também uma voz dessas crianças que, por um motivo outro, ficaram à margem da sociedade. Mesmo que possamos ver o diretor puxando seus fios e de certa maneira manipulando a audiência não há nada de errado nisso, pois Davis nos leva a um caminho que podemos até não querer, mas que durante duas horas seremos obrigados a encarar.

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Toni Erdmann | Crítica | Toni Erdmann, 2016, Alemanha-Áustria

Toni Erdmann é um daqueles filmes que não sabemos como apresentar, mas que mesmo assim nos conquistam.

Toni Erdmann | 2016

Elenco: Peter Simonischek, Sandra Hüller, Ingrid Bisu, Michael Wittenborn, Thomas Loibl, Trystan Pütter, Hadewych Minis, Lucy Russell, Vlad Ivanov, Victoria Cocias | Roteiro e direção: Maren Ade | Duração: 162 minutos

Nota 10 - um Tigre no cinemaToni Erdmann é como seu personagem título: gostamos, mas não sabemos muito bem o que fazer com ele. É um desafio apresenta-lo ao grande público, aos amigos ou familiares. É um pouco contraditório se expressar assim, mas a produção de Maren Ade é estranhamente boa, diferente do que estamos acostumados; e também estranhamente familiar e divertida. As situações que os personagens passam são extrapolações das que nós passamos nas relações familiares, elementos que a diretora usa para reforçar a mensagem do filme, que podem ser descritas como absurdas – o que não quer dizer que nelas não haja algum tipo de realidade.

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Jackie | Crítica | Jackie, 2016, EUA

Jackie é uma viagem nostálgica a um tempo onde as coisas pareciam mais simples, algo quebrado pela dura realidade.

Jackie (2016)

Elenco: Natalie Portman, Peter Sarsgaard, Greta Gerwig, Billy Crudup, John Hurt | Roteiro: Noah Oppenheim | Direção: Pablo Larraín (Neruda) | Duração: 99 minutos

O cinema tem uma função interessante ao marcar o que se passa na sociedade de maneira mais abrangente que outras artes. E se estamos numa era nostálgica é normal buscarmos exemplos de uma época melhor – mesmo que isso seja um ponto de vista. A relevância de falar de Jackie hoje é esse olhar para trás, algo quase mítico sobre alguém que por algum tempo viveu um conto de fadas. Considerando a visão polarizada presente não só nos EUA, revisitar alguém que parecia unanimidade, apesar de seus defeitos, pode ser reconfortante. E ao escolher o ponto de vista da esposa daquele que um dia foi o homem mais poderoso do planeta, Larraín narra a história de um ponto de vista mais humano.

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A Qualquer Custo | Crítica | Hell or High Water, 2016, EUA

A Qualquer Custo pode ser chamado de neo-western, onde o confronto entre o velho e o novo é tão forte quanto a maior das explosões.

A Qualquer Custo (Hell or High Water, 2016)

Elenco: Chris Pine, Jeff Bridges, Ben Foster, Gil Birmingham | Roteiro: Taylor Sheridan | Direção: David Mackenzie | Duração: 102 minutos

No fundo, A Qualquer Custo tem vários elementos narrativos de um western e é proposital. O cenário texano que mostra tanto a solidão quanto uma pretensa modernização é um choque de gerações – o velho e novo, o tradicional e o moderno –, uma situação que os protagonistas tentam fugir. Essa fuga das correntes do passado ao mesmo tempo lidando com problemas modernos, representando pelos bancos, tornam os personagens algo além do clássico bandidos e mocinhos do gênero influenciador de Mackenzie e Sheridan ao ponto de criarmos empatia mesmo com os fora da lei. Ou melhor, aos à margem da sociedade.

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Estrelas Além do Tempo | Crítica | Hidden Figures, 2016, EUA

Estrelas Além do Tempo é um tributo tardio às grandes figuras que foram escondidas por tempo demais e pelos motivos errados.

Estrelas Além do Tempo (2016)

 

Elenco: Taraji P. Henson, Octavia Spencer, Janelle Monáe, Kevin Costner, Kirsten Dunst, Jim Parsons | Roteiro: Theodore Melfi, Allison Schroeder | Baseado em: Hidden Figures (Margot Lee Shetterly) | Direção: Theodore Melfi (Um Santo Vizinho) | Duração: 127 minutos

A nossa sociedade tem um grande débito com os negros e com as mulheres e Estrelas Além do Tempo é uma produção que serve de tributo, ainda que estejamos distante de pagá-los propriamente. Ao mostrar que a luta pela igualdade vem de longe e que desde então já existia gente capacitada que poderia vir de qualquer parte da sociedade, a história real reforça a questão da oportunidade e quebra estereótipos do negro e da mulher que eram colocados em segundo plano por nada menos que preconceito. Servindo também de inspiração para uma nova geração que agora, por um meio de comunicação de massa, pode conhecer melhor o próprio passado e até ensinar quem é mais reticente em aceitar o óbvio: tudo é uma questão de dar oportunidade.

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Até o Último Homem | Crítica | Hacksaw Ridge, 2016, EUA-Austrália

Até o Último Homem passeia entre os clássicos filmes de guerra e reafirma a fé do diretor.

Até o Último Homem (2016)

Elenco: Andrew Garfield, Sam Worthington, Luke Bracey, Teresa Palmer, Hugo Weaving, Rachel Griffiths, Vince Vaughn | Roteiro: Andrew Knight, Robert Schenkkan | Direção: Mel Gibson (Coração Valente) | Duração: 139 minutos

Dependendo da sua visão de mundo, Até o Último Homem vai chamar atenção por motivos diferentes. Para quem é fã dos clássicos filmes de Guerra ou àqueles que buscam uma resposta espiritual no meio do caos, o diretor Mel Gibson, felizmente, consegue equilibrar esses motivos sem deixar que um se sobreponha ao outro – mas não tem receio em expressar a sua fé através da nova produção. Com três atos bem definidos, o diretor mostra o caminho de alguém contra a maré e o senso comum que não precisa ser aplicado necessariamente num viés religioso, o que é inspirador para qualquer um que acredite que pode fazer a diferença em seus próprios termos.

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La La Land: Cantando Estações | Crítica | La La Land, 2016, EUA

La La Land: Cantando Estações é como a vida – uma mistura de amor e coração partido.

La La Land: Cantando Estações (2016)

Elenco: Ryan Gosling, Emma Stone, John Legend, Rosemarie DeWitt, J. K. Simmons | Roteiro e direção: Damien Chazelle (Whiplash: Em Busca da Perfeição) | Duração: 128 minutos

Nota 10 - um Tigre no cinemaSão tantos sentimentos que se passam depois de uma sessão de La La Land: Cantando Estações que é difícil expressar todos. Fica até uma ponta de medo de ser injusto e deixar algo de fora. O filme pode ser apreciado como homenagem ao cinema, um drama romântico, um musical, uma comédia ou ainda tudo isso – sem perder o equilíbrio entre um gênero e outro. Os personagens nos cativam, as situações nos arrebatam e os detalhes nos fascinam, sendo impossível dissociar um elemento do outro. E esses elos formam uma corrente que nos aperta tão forte que saímos marcados dela, com vontade de sorrir e chorar nessa mistura de sonho e realidade.

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Passageiros | Crítica | Passengers, 2016, EUA

Passageiros é uma versão de Titanic no espaço e deixa a ficção científica em segundo plano em favor de um romance eticamente questionável.

Passageiros (2016)

Elenco: Jennifer Lawrence, Chris Pratt, Michael Sheen, Laurence Fishburne, Andy García | Roteiro: Jon Spaihts (Doutor Estranho) | Direção: Morten Tyldum (O Jogo da Imitação) | Duração: 116 minutos | 3D: Relevante

4/10 - "tem um Tigre no cinema"A ideia de colonizar o espaço é tema de inúmeras ficções científicas há pelo menos um século, cada autor com sua peculiaridade. Porém Passageiros deixa o discurso da procura da humanidade, ou o que nos faz humanos, de lado para apostar num romance genérico, igual a qualquer outro filme do gênero com a diferença de se passar no espaço. Embalado por efeitos especiais extremamente bem feitos, apesar do 3D ser imperceptível, fica a impressão de que Tyldum foi contratado para um projeto que serve para destacar uma das atrizes mais bem pagas da indústria num filme praticamente seu, mostrando o lado ruim de tratar o cinema apenas como entretenimento, se importando mais com a forma do que com o conteúdo.

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Moana: Um Mar de Aventuras | Crítica | Moana, 2016, EUA

Pensado para um público bem infantil, Moana: Um Mar de Aventuras é uma aventura colorida mas que aborda questões importantes.

Moana: Um Mar de Aventuras (2016)

Elenco: Auli’i Cravalho, Dwayne Johnson, Rachel House, Temuera Morrison, Jemaine Clement, Nicole Scherzinger, Alan Tudyk | Argumento: Ron Clements, John Musker, Chris Williams, Don Hall, Pamela Ribon, Aaron e Jordan Kandell | Roteiro: Jared Bush | Direção: Ron Clements, John Musker (Aladdin) | Duração: 107 minutos | 3D: Relevante

7,5 - "tem um Tigre no cinema"Moana: Um Mar de Aventuras tem a intenção e o foco de agradar mais as crianças por uma estrutura bem simples, mas que surpreende na conclusão, e pelas vários momentos de cantoria que podem desagradar quem não gosta do gênero musical. Portanto, é preciso encarar a nova aventura da Disney com esse propósito. É uma daquelas aventuras que pode ser assistida tanto de maneira descompromissada, mas que dentro de si carrega uma bela mensagem de variados protagonismos. Pode parecer que a questão da diversidade já foi abordada demais porque temos uma produção atrás da outra com mulheres à frente, mas é só levar em conta quantas vezes o contrário aconteceu para perceber que ainda existe um longo caminho para equilibrar as coisas.

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Capitão Fantástico | Crítica | Captain Fantastic, 2016, EUA

Por trás de uma cortina indie Capitão Fantástico é um filme sobre dor, alegrias e o encontro de equilíbrio

Capitão Fantástico (2016)

Elenco: Viggo Mortensen, Frank Langella, Kathryn Hahn, Steve Zahn, George MacKay | Roteiro e Direção: Matt Ross

10/10 - "tem um Tigre no cinema"Talvez o ar indie ou hipster das imagens de divulgação ou o trailer de Capitão Fantástico te afastem da produção. Porém, não se assuste com isso. Em primeiro lugar porque a produção foge dessas amarras de definição ao entregar uma história que vai além do belo visualmente, mas que conversa com nosso âmago. Não é apenas um filme sobre das belezas da natureza ou uma crítica às sociedades alternativas; é algo mais complexo sobre isso. Assim como outras produções já fizeram, é uma história sobre aprendizado e como o amor dos pais servem ou não para seus filhos e que existem casulos mesmo estando num lugar tão amplo e aberto quanto uma floresta.

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Rogue One: Uma História Star Wars | Crítica | Rogue One: A Star Wars Story, 2016, EUA

Rogue One: Uma História Star Wars (2016)

Elenco: Felicity Jones, Diego Luna, Ben Mendelsohn, Donnie Yen, Mads Mikkelsen, Alan Tudyk, Riz Ahmed, Jiang Wen, Forest Whitaker | Argumento: John Knoll, Gary Whitta | Roteiro: Chris Weitz, Tony Gilroy | Direção: Gareth Edwards (Godzilla)

Rogue One: Uma História Star Wars chega como a mais ousada produção do universo iniciado em 1977, equilibrando drama, ação e comédia.

9,5/10 - "tem um Tigre no cinema"É perigoso – e inadequado – simplificar uma produção, seja ela literária ou cinematográfica, em poucas palavras. Podemos começar com uma para chamar a atenção, como um resumo ou chamada. Então, Rogue One: Uma História Star Wars é ousado, mas antes de tudo é um filme de guerra. Para nos aprofundarmos mais, numa das funções da crítica, a produção é tanto um olhar para frente quanto uma homenagem aos fãs. E entendendo que a maioria dos apreciadores de Star Wars não são mais crianças, a produção aposta na mescla de uma história mais sombria e madura, porém sem deixar de lado o espírito aventureiro da saga da família Skywalker, fazendo um resumo do que é a mais famosa das óperas espaciais.

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A Chegada | Crítica | Arrival, 2016, EUA

A Chegada é um dos melhores exemplos da ficção científica mais séria e merece ser explorada mais de uma vez.

A Chegada (2016)

Elenco: Amy Adams, Jeremy Renner, Forest Whitaker, Michael Stuhlbarg, Tzi Ma | Roteiro: Eric Heisserer (Quando as Luzes se Apagam) | Baseado em: A História da sua vida (Ted Chiang) | Direção: Denis Villeneuve (Sicario: Terra de Ninguém)

10/10 - "tem um Tigre no cinema"A ficção científica mais nobre, aquela passa longe do kitsch, serve de reflexão para a humanidade. Ainda que seres alienígenas e naves espaciais sejam improváveis de existirem, pelo menos para uma grande parte do mundo, precisamos dissecar a mensagem que vem em forma de alegoria. A Chegada entra nesse seleto grupo. Não é preciso então louvar os efeitos técnicos da produção que tem muito mais a dizer além do simples fato de não estarmos sozinhos no universo. Villeneuve, acertando pela quinta vez seguida, usa de símbolos para falar sobre a maior das nossas ferramentas, subverte conceitos e faz um chamado importante para todos os povos desse planeta que habitamos.

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