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[TigreCast] #002 – Trilhas Sonoras do Oscar 2012

Bem-vindos à 2ª edição do TigreCast. Se você perdeu a transmissão pelo Portal São Paulo Digital, pode conferir aqui.

Nessa edição, meu convidado é o músico e Mestre em música Marcio Guedes (site), e falamos das Trilhas Sonoras indicadas ao Oscar 2012: “O Espião que Sabia Demais” (Alberto Iglesias); “Cavalo de Guerra” e “As Aventuras de Tintim” (John Williams), “A Invenção de Hugo Cabret” (Howard Shore”) e “O Artista” (Ludovic Bource).

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[Críticas dos filmes comentados]
Cavalo de Guerra
As Aventuras de Tintim
A Invenção de Hugo Cabret
O Artista

[Estreias da semana]
A Arte da Conquista
Além da Liberdade
Aqui é o meu Lugar | Crítica
Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge | Crítica
Beija-me Outra Vez
Juntos Para Sempre
O Ladrão de Luz

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[Críticas, comentários e voadoras no baço]
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A Separação (Jodái-e Náder az Simin, 2011, Irã) [Crítica]

Com Leila Hatami, Peyman Moaadi, Shahab Hosseini, Sareh Bayat e Sarina Farhadi. Roteiro e Direção de Asghar Farhadi.

Sempre tive dificuldades com o cinema iraniano: pela cultura e principalmente pela língua. E os (poucos) temas que vi anteriormente nunca me chamaram a  atenção para me fazer ir atrás de outros filmes. “A Separação” não muda essas questões, mas se sai agradavelmente bem ao tratar do tema do divórcio (tão comum para os ocidentais) na cultura patriarcal do Irã. A tradução literal do filme é “A Separação de Náder de Simin”, e todo o filme roda em volta desse fato, passando por momentos tristes, de dúvidas e tragédias. A discussão de até onde a decisão de duas pessoas pode afetar a vida de tantas outras se mistura com o papel do homem e da mulher no Irã moderno. E isso nos traz um história sensível e com vários pontos de vista sobre o que é justo. Uma bela obra, que ganhou o Oscar 2012 de melhor filme estrangeiro.

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Tão Forte e Tão Perto (Extremely Loud and Incredibly Close, 2011, EUA) [Crítica]

Com Tom Hanks, Sandra Bullock, Thomas Horn, Max von Sydow, Viola Davis, John Goodman, Jeffrey Wright e Zoe Caldwell. Roteiro de Eric Roth (Forest Gump), baseado no livro de Jonathan Safran Foer. Dirigido por Stephen Daldry (Billy Eliot).

“Tão Forte e Tão Perto” é um filme que poderia ser muito melhor do que é. A presença de Hanks, Bullock e Sydow, do roteirista de “Forest Gump” e do diretor de “Billy Eliot” trouxeram peso para a história trágica de um garoto que perde o pai nos ataques de 11 de setembro e depois disso se arrisca numa aventura. Infelizmente, o roteiro raso, e o uso insistente e constante de narrações em off “for dummies” (explicam o que não precisa, e deixam de fazer quando precisa) estragam a experiência. E nem posso dizer a questão de ser insensível aos eventos (leiam a minha crítica de “Voo United 93“) ou pela perda de pessoas queridas, pois não sou imune à emoção de outros.

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O Homem que Mudou o Jogo (Moneyball, 2011, EUA) [Crítica]

Com Brad Pitt, Jonah Hill e Philip Seymour Hoffman. Argumento de Stan Chervin. Roteiro de Steven Zaillian (A Lista de Schindler) e Aaron Sorkin (A Rede Social), baseado no livro de Michael Lewis. Dirigido por Bennett Miller (Capote).

Baseball nunca foi o esporte preferido dos brasileiros. Mas isso não deve ser impedimento para que vocês assistam à esse filme. Numa escolha muito inteligente, Zaillian, Sorkin e Miller produzem uma história interessante e envolvente, mesmo não entendendo os números, as posições e o sistema de pontuação do baseball. O drama envolvendo os Oakland A’s funciona por acompanharmos o ponto de vista do manager do time, Billy Beane (Pitt), sua angústia e paixão pelo esporte. E a decisão de não fazer um filme como se fosse um documentário, mas sim criar uma boa história (alternado com filmagens reais do time) constroem uma grata surpresa, e uma das melhores atuações de Brad Pitt.

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O Artista (The Artist, 2011, França) [Crítica]

Com Jean Dujardin, Bérénice Bejo, Uggie, John Goodman e James Cromwell. Escrito e dirigido por Michel Hazanavicius (Agente 117 – Uma Aventura no Cairo).

Não perca este filme de cinema. De verdade, é uma grande homenagem ao cinema. Todo o cuidado com para parecer que foi feito na época, a metalinguagem empregada enquanto vimos filmes dentro do filme e a coragem de fazê-lo mudo e comercial (porque filmes mudos em si não deixaram de ser produzidos), fazem de “O Artista” um dos melhores de 2011. A comédia romântica tem todos as boas peculiaridades de um grande filme, alternando momentos de riso, de doçura e de pequenos dramas, assim como é a vida.

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As Aventuras de Tintim (The Adventures of Tintin – The Secret of the Unicorn, 2011, EUA) [Crítica]

Com Jamie Bell, Andy Serkis, Daniel Craig, Nick Frost e Simon Pegg. Roteiro de Steven Moffat, Edgar Wright (Scott Pilgrim contra o Mundo) e Joe Cornish, baseado na obra de Hergé. Dirigido por Steven Spielberg (Os Caçadores da Arca Perdida).

Para quem cresceu assistindo ou lendo Tintim, esse foi um filme muito esperado. Com as várias declarações de que Spielberg estava tratando com muito carinho o filme e que Hergé confiava somente no diretor para levar o personagem às telas, a expectativa era grande. O filme ficou em pausa por muitos anos porque Spielberg queria manter certos traços característicos desses queridos personagens, algo que não seria possível em live action. A tecnologia veio, e Spielberg reuniu um bom time, com Peter Jackson como diretor da segunda unidade, além de Wright, roteirista de  “Scott Pilgrim contra o Mundo” e Moffat, responsável pelos seriados ingleses “Sherlock” e “Doctor Who”. Além de John Williams, claro. O time nos entrega um filme divertido, com boas cenas de ação e tecnologicamente impecável. Misturando algumas histórias bem conhecidas pelos fãs, “As Aventuras de Titim” mostra um Spielberg apaixonado e numa direção muito mais competente do que seu outro filme do ano, “Cavalo de Guerra”.

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Os Descendentes (The Descendents, 2011, EUA) [Crítica]

Com George Clooney, Shailene Woodley, Beau Bridges, Judy Greer, Matthew Lillard e Robert Forster Roteiro de Alexander Payne, Nat Faxon e Jim Rash, baseado no romance de Kaui Hart Hemmings. Dirigido por Alexander Payne (Sideways – Entre Umas e Outras).

É bem verdade que nomes te atraem para o cinema. Payne e Clooney já nos trouxeram bons filmes. E uma indicação ao Oscar é suficiente para chamar a atenção dos espectadores. Mas “Os Descendentes” promete muito e entrega pouco. Com um drama que se desenvolve numa direção estranha e com alguns momentos de comédia, que podem ser vistos nos trailers, o filme peca pela falta de carisma da grande maioria dos atores, excluindo o próprio Clooney (que praticamente leva o filme sozinho) e a jovem Shailene Woodley, que consegue expressar bem dramas da adolescência na tela, sem parecer forçada.

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Cavalo de Guerra (War Horse, 2011, EUA) [Crítica]

Com Jeremy Irvine, Emily Watson, Peter Mullan, David Thewlis, Benedict Cumberbatch, Tom Hiddleston, Eddie Marsan, Toby Kebbell e Niels Arestrup. Roteiro de Richard Curtis (Um Lugar Chamado Notting Hill) e Lee Hall (Orgulho e Preconceito), baseado no romance de Michael Morpurgo. Dirigido por Steven Spielberg (A Lista de Schindler).

Tenho que admitir: “Cavalo de Guerra”  não me chama a atenção pelo seu título. Mas foi para Spielberg o suficiente para que o colocasse em tela. Sem eu ter conhecimento nenhum do livro que o inspirou, essa história discute laços entre irmãos, não necessariamente de sangue, e o cavalo Joey é a linha comum que os une. Apesar do conto emocionante e muita humano, típico nos trabalhos do diretor, o filme peca por ser um tanto piegas e por ter personagens de caráter exagerados.

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Missão Madrinha de Casamento (Bridesmaid, 2011, EUA) [Crítica]

Com Kristen Wiig, Maya Rudolph, Rose Byrne, Melissa McCarthy, Wendi McLendon-Covey, Ellie Kemper, Chris O’Dowd e Jill Clayburgh. Escrito por Annie Mumolo e Kristen Wiig. Dirigido por Paul S. Feig.

Estava procurando boas comédias que foram lançadas esse ano. Perdi alguns filmes, e topei com esse que teve críticas boas e medianas. Com cenas engraçadas e situações que só mulheres passariam, a produção agrada. Mas sentimos falta  algumas coisas que dariam mais qualidade ao filme, isso por ser a estreia de Anni Mumolo e Kristen Wiig no roteiro, e de Paul S. Feig na direção.

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Rango (Rango, 2011, EUA) [Crítica]

Com Johnny Depp, Isla Fisher, Abigail Breslin, Alfred Molina, Bill Nighy e Ned Beatty. Escrito por John Logan (O Aviador), Gore Verbinski e James Ward Byrkit. Dirigido por Gore Verbinski (Piratas do Caribe).

Uma das melhoras coisas do entretenimento é ser surpreendido. Por vários motivos, não vi e mal sabia do que se tratava “Rango”. Devo ter visto um teaser trailer, e o perdi nos cinemas. E esse filme merece toda a sua atenção: foi feito com tanto carinho, numa riqueza de detalhes e homenagens, principalmente ao estilo western, que dificilmente deixará de agradar adultos e crianças. Distribuído pela Dreamworks em parceria com os efeitos especiais Industrial Light and Magic, o estúdio foge do estigma de ter apenas Shrek como grande personagem animado em seu currículo. Leia mais

Transformers: O Lado Oculto da Lua (Transformers: The Dark of The Moon, 2011, EUA) [Crítica]

Com Shia LaBeouf, Josh Duhamel, John Turturro, Tyrese Gibson, Rosie Huntington-Whiteley, Patrick Dempsey, Peter Cullen, Hugo Weaving, Leonard Nimoy e John Malkovich. Escrito por Ehren Kruger (Transformers: A Vingança dos Derrotados). Dirigido por Michael Bay (Armageddon).

Os Autobots, liderados por Optimus Prime (voz de Cullen), descobrem que os humanos já tiveram contato com a raça robótica de Cybertron, quando acharam uma nave que caiu no lado sombrio da Lua, o que ocasionou a Corrida Espacial. Lá está a nave de Sentinel Prime (Nimoy) com uma carga que poderia mudar o curso da Guerra. Os Autobots devem chegar lá antes de Megatron (Weaving) e seus Decepticons. Mais uma vez Sam Witwicky (LaBeouf) e toda a humanidade serão pegos no fogo cruzado.

Eu sou da opinião que devemos ver tantos filmes quanto forem possíveis no cinema. Mas o segundo filme da franquia, “Transformers: A Vingança dos Derrotados” (que Michael Bay disse ter começado a filmar no meio da greve dos roteiristas) foi tão ruim que me deixou receoso de ver a continuação no cinema. Mas “Transformes: O Lado Oculto da Lua” é melhor que seu antecessor… o que não quer dizer grandes coisas.

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Gigantes de Aço (Real Steel, 2011, EUA) [Crítica]

Com Hugh Jackman, Evangelyne Lilly e Dakota Goyo. Escrito por John Gatins, Dan Gilroy e Jeremy Leven (Don Juan DeMarco). Dirigido por Shawn Levy (Uma Noite no Museu).O filme é baseado num conto curto de Richard Matheson (Eu sou a Lenda). Num futuro próximo onde os humanos foram substituídos por robôs nas lutas de boxe, Charlie Kenton (Jackman) é um ex-pugilista que agora lutas pelos controles. Ele tem dívidas por lutas, e reencontra seu filho de 11 anos Max (Goyo), mas não tem a paciência nem a vontade de encarnar um pai. As coisas mudam de figura quando os dois acham um robô lutador de 2ª geração num ferro velho.

Um quase-conto-de-fadas robótico, Gigantes de Aço é um filme pra levar a família inteira. Se você é um daqueles pais chatos que vai ensinar a versão politicamente correta de “Atirei o pau no gato”, é um achado. A violência vai ser de mentira, já que a porrada vai sobrar só pros robôs de metal, que não gritam nem sangram. Hugh Jackman está bem no papel, apesar dos clichês “não-ligo-para-o-meu-filho” e “ligo-para-o-meu-filho”. Ele é um ator suficientemente bom para que eu não veja Wolverine ou Van Helsing na atuação. Mas quem rouba o papel é Dakota Goyo, que antes foi o pequeno Thor. Leia mais

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