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Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força | Crítica | Star Wars: The Force Awakens (2015) EUA

Star Wars: The Force Awakens, 2015

Com Harrison Ford, Mark Hamill, Carrie Fisher, Adam Driver, Daisy Ridley, John Boyega, Oscar Isaac, Lupita Nyong’o, Andy Serkis, Domhnall Gleeson, Anthony Daniels, Peter Mayhew, Kenny Baker, Gwendoline Christie e Max von Sydow. Roteirizado por Lawrence Kasdan, J. J. Abrams e Michael Arndt. Dirigido por J. J. Abrams (Star Trek: Além da Escuridão).

Finalmente, essa geração tem um Star Wars para chamar de seu!

10/10 - "tem um Tigre no cinema"Star Wars não é apenas um filme: é um evento. Episódio VII – O Despertar da Força é Star Wars na sua definição mais pura. A nova história se passa em um futuro usado e empoeirado, têm personagens carismáticos, uma história interessante, lutas de sabre de luz com intenção – e não um sequência de danças coreografadas – e responde àquela pergunta que, no seu âmago, cada fã se fez um dia: onde os nossos queridos personagens estão agora. Além disso, a produção abre caminho para uma nova jornada respeitando suas origens e encontra alguns meios para conquistar o coração dos fãs. Essa sim é a história que gostaríamos e merecíamos ver – e que oportunidade é estarmos vivos para recebê-la!

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Tão Forte e Tão Perto (Extremely Loud and Incredibly Close, 2011, EUA) [Crítica]

Com Tom Hanks, Sandra Bullock, Thomas Horn, Max von Sydow, Viola Davis, John Goodman, Jeffrey Wright e Zoe Caldwell. Roteiro de Eric Roth (Forest Gump), baseado no livro de Jonathan Safran Foer. Dirigido por Stephen Daldry (Billy Eliot).

“Tão Forte e Tão Perto” é um filme que poderia ser muito melhor do que é. A presença de Hanks, Bullock e Sydow, do roteirista de “Forest Gump” e do diretor de “Billy Eliot” trouxeram peso para a história trágica de um garoto que perde o pai nos ataques de 11 de setembro e depois disso se arrisca numa aventura. Infelizmente, o roteiro raso, e o uso insistente e constante de narrações em off “for dummies” (explicam o que não precisa, e deixam de fazer quando precisa) estragam a experiência. E nem posso dizer a questão de ser insensível aos eventos (leiam a minha crítica de “Voo United 93“) ou pela perda de pessoas queridas, pois não sou imune à emoção de outros.

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Ilha do Medo (Shutter Island, 2010, EUA) [Crítica]

Com Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Ben Kingsley e Max von Sydow. Escrito por Laeta Kalogridis (Alexandre), baseado numa história de Dennis Lehane. Dirigido por Martin Scorsese (Taxi Driver). Dois agentes federais dos EUA (“Marshals”) vão até Shutter Island, uma ilha que trata de criminosos insanos. Lá eles investigam o desaparecimento de uma paciente deste lugar, que dizem ser impossível sair de lá com vida.

Scorsese fazendo um filme noir não poderia dar errado. Ilha do Medo é um daqueles filmes de suspense que não te enrolam e te colocam na angústia do personagem logo de cara. Leia mais

O Escafandro e a Borboleta (Le Scaphandre et le papillon, 2007, França) [Crítica]

Com Mathieu Amalric, Emmanuelle Seigner e Max von Sydow. Escrito por Ronald Harwood (O Pianista) e dirigido por Julian Schnabel (Antes que a noite caia). Filme biográfico baseado no livro de mesmo nome escrito por Jean-Dominique Bauby, que depois de acordar de um coma, só pode se comunicar por piscadas de seu olho esquerdo.

O diretor do filme e o de fotografia, Janusz Kaminski, nos mostram literalmente a visão de Jean-Dominique (Amalric) nos primeiros 40 minutos do filme, colocando a câmera na altura de sua cabeça, pendendo um pouco para o lado, embaçando a lente quando chora, e a escurecendo quando pisca. Esse olhar chega a ser claustrofóbico (como estar dentro de um escafandro) e até aterrorizante, em especial quando um médico costura o olho direito de Jean-Dominique; mas é alternada depois, quando o personagem aceita sua situação e decide não sentir pena dele mesmo: só aí nos é mostrado a condição física do personagem. Como uma borboleta, ele sai do casulo. No patamar de histórias de superação, esse filme/livro é obrigatório.

Várias vezes Jean-Dominique expressa a sua condição como se fosse submergido num escafandro antigo e pesado, onde não é possível se movimentar e só seguir com o olhar onde a força da água e do cabo te deixam ir. É injusto isso acontecer com qualquer um. Em uma cena em especial, Jean é cuidado por duas médicas terapeutas, as duas  lindas, e ele não muda seu jeito de ser: a primeira coisa que nota são como elas são bonitas, nota as pernas e os decotes delas. E também faz isso com a ex-mulher. Mesmo preso ao próprio corpo (a chamada “síndrome do encarceramento“) e se comunicando apenas com um olho, piscando uma vez para “sim” e duas para “não”, Dominique “ditou” um livro sílaba por sílaba dizendo o que se passa na sua cabeça e a visão que ele tem do mundo agora. A palavra “morte” é citada uma vez, para não aparecer de novo. Tristezas e dificuldades sim, mas com a força de vontade que poucos teriam. Genial, lindo e comovente são poucos os adjetivos para dar à esse filme. Não gosto de fazer comparações, mas “O Escafandro e a Borboleta” é tudo que “Dançando no Escuro” não é!

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