Postagens Etiquetadas ‘Martin Scorsese’

Silêncio | Crítica | Silence, 2016, EUA-Japão

Silêncio é uma reflexão da ligação do humano com o divino e um dos melhores filmes de Martin Scorsese.

Silêncio (Silence, 2016)

Elenco: Andrew Garfield, Adam Driver, Ciarán Hinds, Liam Neeson, Tadanobu Asano, Issey Ogata, Yōsuke Kubozuka | Roteiro: Jay Cocks, Martin Scorsese | Baseado em: Silêncio (Shūsaku Endō) | Direção: Martin Scorsese (Taxi Driver) | Duração: 161 minutos

A obsessão de Martin Scorsese com a religião não é novidade: desde a culpa católica até a sua versão do Cristo, considerada profana por muitos, e visitando até a figura do Dalai Lama. E em Silêncio o diretor faz uma reflexão do humano em relação com o divino, da dureza do Criador, cheia de caminhos tortuosos e dolorosos. A virtude dos personagens é testada longamente, refletindo a extensão pouco usual de um filme de padrões comerciais. E assim como os protagonistas, é no silêncio que devemos refletir se existe alguma resposta, uma experiência que funciona tanto para aqueles que acreditam em alguma força divina quantos os que não.

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Taxi Driver | TigreCast #101 | Podcast

Taxi Driver | TigreCast 101

Loneliness has followed me my whole life, everywhere. In bars, in cars, sidewalks, stores, everywhere. There’s no escape. I’m God’s lonely man. ” – Travis Bickle

Depois de algum tempo, voltamos aos anos 1970, aos filmes de vigilante e a Martin Scorsese para falar de seu primeiro filme hollywoodiano. Hoje é dia de discutirmos Taxi Driver (1976), a primeira colaboração do diretor com Robert De Niro, que ainda tem no elenco Jodie Foster, Cybill Shepherd, Peter Boyle e Harvey Keitel.

Tiago Lira, o Tigre (@otigre1982), Marcelo Zagnoli (@marcelozagnoli) e Matheus Des (@matheusdes) revisitam a carreira dos atores e atrizes, comentam porque a censura do filme é tão alta, a música de Bernard Herrmann e as cenas mais icônicas do filme desse filme que fala mais do que solidão, mas da patologia da solidão.

Como de costume: spoilers liberados!

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Os Bons Companheiros | TigreCast #86 | Podcast

Os Bons Companheiros | TugreCast #86 | Podcast

For as long as I can remember I always wanted to be a gangster” – Henry Hill

Um dos filmes citados no episódio anterior! Um pecado cinematográfico sanado! Tiago Lira, o Tigre (@otigre1982), e os convidados Cliff (Plano Nove) e Marcelo Paradella (Filmes e Games) vão para as ruas de Nova York para conversar sobre Os Bons Companheiros (Goodfellas, Dir Martin Scorsese, 1990), filme de máfia com Robert De Niro, Ray Liotta e Joe Pesci.

Voltamos aos anos 1990, falando de suas produções, e arranhamos a carreira de Scorsese. Falamos do elenco,do fascínio dos EUA com histórias da máfia,que vem desde antes dos anos 1930, e discutimos detalhes dessa violenta produção.

E não se esqueçam que os spoilers estão liberados!

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O Lobo de Wall Street | Crítica | The Wolf of Wall Street, 2014, EUA

The Wolf of Wall Street

Com Leonardo DiCaprio, Jonah Hill, Margot Robbie, Matthew McConaughey, Kyle Chandler, Rob Reiner, Jon Bernthal, Jon Favreau e Jean Dujardin. Roteirizado por Terence Winter, baseado no livro de Jordan Belfort. Dirigido por Martin Scorsese (A Invenção de Hugo Cabret).

7,5 - "tem um Tigre no cinema"Poucos são os diretores que, como Martin Scorsese, desenvolveriam uma trama com um personagem tão detestável ao ponto de torná-lo carismático. Pelo menos em parte. É um conflito para o espectador gostar de uma figura que fez tanta gente perder dinheiro e não se arrepende por isso. Ao deixar de lado a crítica e a moral, o diretor consegue manipular a audiência, além de nos fazer rir e muito com as loucuras do protagonista. Essa ambiguidade moral passa da tela para fora, e nos pega de surpresa. E essa discussão por si só vale a ida ao cinema.

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A Invenção de Hugo Cabret (Hugo, 2011, EUA) [Crítica]

Com Ben Kingsley, Asa Butterfield, Chloë Grace Moretz, Sacha Baron Cohen, Emily Mortimer, Jude Law e Christopher Lee. Escrito por  John Logan (Rango), baseado no livro de Brian Selznick. Dirigido por Martin Scorsese (O Aviador).

A expectativa era grande. “Hugo” é uma grande homenagem ao cinema. Ver na tela Georges Méliès, suas criações e ideias serem apresentadas para um novo público é emocionante para qualquer cinéfilo. E nesse clima nostálgico, o grande diretor Scorsese nos leva para a Paris do começo dos anos 1930 numa tentativa de fazer um filme infantil.  Tem momentos comoventes, mas o roteiro é tão previsível e com poucos momentos marcantes que essa reverência ao cinema clássico se sobrepõe à história do personagem principal, enquanto o ideal seria encontrar um equilíbrio. Com personagens paralelos e alívios cômicos que parecem fora de lugar, “Hugo” não deve ficar muito tempo na memória dos espectadores. É um filme que será lembrado mais pela sua perfeição visual e técnica, com seu encantador 3D na sua profundidade de campo do que outros filmes que souberam explorar mais o emocional. Ganhou os Oscar de “Melhor Fotografia”, “Melhor Direção de Arte”, “Melhores Efeitos Especiais”, “Melhor Edição de Som” e “Melhor Mixagem”.

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Ilha do Medo (Shutter Island, 2010, EUA) [Crítica]

Com Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Ben Kingsley e Max von Sydow. Escrito por Laeta Kalogridis (Alexandre), baseado numa história de Dennis Lehane. Dirigido por Martin Scorsese (Taxi Driver). Dois agentes federais dos EUA (“Marshals”) vão até Shutter Island, uma ilha que trata de criminosos insanos. Lá eles investigam o desaparecimento de uma paciente deste lugar, que dizem ser impossível sair de lá com vida.

Scorsese fazendo um filme noir não poderia dar errado. Ilha do Medo é um daqueles filmes de suspense que não te enrolam e te colocam na angústia do personagem logo de cara. Leia mais

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