Postagens Etiquetadas ‘Mark Rylance’

Dunkirk | Crítica | Dunkirk, 2017, EUA

Dunkirk é um dos melhores trabalhos de Christopher Nolan, um filme de guerra onde se derrama alma e técnica.

Dunkirk (2017) Crítica

Elenco: Fionn Whitehead, Tom Glynn-Carney, Jack Lowden, Harry Styles, Aneurin Barnard, James D’Arcy, Barry Keoghan, Kenneth Branagh, Cillian Murphy, Mark Rylance, Tom Hardy | Roteiro e direção: Christopher Nolan (Interestelar) | Duração: 106 minutos

Nota 10 - um Tigre no cinemaO resgate das tropas inglesas na Operação Dínamo não é o momento mais lembrado da Segunda Guerra Mundial, mas não menos digno de homenagem para Christopher Nolan, como mostra em Dunkirk. Ao escolher focar não apenas nos combates, mas no drama humano, sem dar destaque demais para algum personagem em especial, a produção é uma homenagem ao espírito de união que resgatou mais 300 mil soldados ao invés da glorificação da guerra. O roteiro dosa combates aéreos, dramas pessoais e medos por meio dos personagens que servem de arquétipos para contar aqueles dias de maneira mais direta. Com poucos diálogos e bastante ação, a produção de Nolan traz o horror que é estar tão perto e ao mesmo tão longe de casa, num inferno que parece não haver escapatória.

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O Bom Gigante Amigo | Crítica | The BFG (2016) EUA

O Bom Gigante Amigo (2016)

Com Mark Rylance, Ruby Barnhill, Penelope Wilton, Jemaine Clement, Rebecca Hall, Rafe Spall, Bill Hader. Roteirizado por Melissa Mathison, baseado no romance de Roald Dahl. Dirigido por Steven Spielberg (Ponte dos Espiões).

Pensado para audiências muito infantis, O Bom Gigante Amigo tem belos momentos visuais, mas falha em contar uma história interessante.

4/10 - "tem um Tigre no cinema"A história de Roald Dahl provavelmente encantou muitas crianças, e talvez tenha ampliado seu alcance com a animação de 1989. E nessa época nostálgica que vivemos – olhe ao seu redor a quantidade de filmes que trazem clássicos da infância ou os homenageiam – parecia certeira a opção de Spielberg em trazer para o cinema O Bom Gigante Amigo. Porém, nem o diretor e nem a roteirista Melissa Mathison conseguem transformar o original em algo interessante durante a projeção, apostando no CGI e no belo visual. É um filme com um escopo pequeno, agradando apenas crianças muito novas – de dez anos, no máximo – mas que funcionaria melhor como um episódio curto para a televisão.

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Ponte dos Espiões | Crítica | Bridge of Spies, 2015, EUA

Bridge of Spies, 2015

Com Tom Hanks, Mark Rylance, Domenick Lombardozzi, Brian Hutchison, Victor Verhaeghe, Alan Alda, Amy Ryan e Austin Stowell. Roteirizado por Matt Charman, Ethan Coen e Joel Coen. Dirigido por Steven Spielberg (Lincoln).
8/10 - "tem um Tigre no cinema"Uma das magias da arte do cinema é ser universal, ainda que certos personagens e histórias não falem exatamente sobre nós. Quase sessenta anos nos separam dos eventos Ponte dos Espiões e da Guerra Fria. Milhares de quilômetros entre o nosso país e os envolvidos naquele conflito. Ainda assim, podemos achar paralelos e perceber que a história tende a se repetir. Vivemos num mundo de extremos, onde parece que se você não está do nosso lado é automaticamente tachado de uma dezena de termos depreciativos. Essas posições polarizadas deixam pouco espaço para o diálogo, criando uma cortina de ódio perigosa e talvez sem volta. Olhar o outro lado e perceber que estamos lidando com pessoas é a maior mensagem do novo filme de Spielberg, um dos maiores fãs da humanidade.

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O Franco-Atirador | Crítica | The Gunman, 2015, EUA-Espanha-França

Sean Penn e o grande elenco não salvam O Franco-Atirador, novo filme de Pierre Morel (de Busca Implacável).

The Gunman, 2015

Com Sean Penn, Javier Bardem, Idris Elba, Mark Rylance, Jasmine Trinca, Peter Franzén e Ray Winstone. Roteirizado por Don Macpherson, Pete Travis e Sean Penn, baseado no romance de Jean-Patrick Manchette. Dirigido por Pierre Morel (Busca Implacável).

3/10 - "tem um Tigre no cinema"Cinco anos não bastaram para Pierre Morel refletir sobre a sua carreira. Pelo menos é isso que se comprava com O Franco-Atirador, um filme que poderia ser estrelado por Liam Neeson (e ser mais um). Continuaria sendo mais um, claro, e nenhuma presença de outro ator adiantaria porque o que essa produção mais tem é um elenco de peso: dois atores vencedores de Oscar, e outro que muitos apostam como o futuro 007. Tanto talento desperdiçado em cenas de ação – empolgantes, é justo dizer – e que não acrescentam em nada em suas carreiras. É mais um exemplo do cinema pasteurizado, de fácil aceitação para o público de atenção mais dispersa, que tem de diferencial a parte de fora, uma camada bonita por causa dos artistas principais.

Sinopse oficial

Martin Terrier (Sean Penn), atirador em um grupo de mercenários, mata o Ministro de Minas do Congo. O tiro certeiro força o sniper a se esconder em outro país. Anos depois, de volta ao Congo, ele próprio se torna o alvo de um grupo de extermínio. Terrier começa então uma busca por vários países para tentar saber que personagem de seu passado colocou sua cabeça a prêmio. A suspeita recai sobre o negociador do grupo, Felix (Javier Bardem), que está casado com a ex-namorada de Terrier, Annie (Jasmine Trinca). ”

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