Postagens Etiquetadas ‘Marion Cotillard’

Assassin’s Creed | Crítica | Assassin’s Creed, 2016, EUA

Infelizmente, Assassin’s Creed não rompe a barreira da qualidade do mundo dos games para o cinema. E esse não é o único problema da produção.

Assassin’s Creed (2016)

Elenco: Michael Fassbender, Marion Cotillard, Jeremy Irons, Brendan Gleeson, Charlotte Rampling, Michael K. Williams | Roteiro: Michael Lesslie, Adam Cooper, Bill Collage | Baseado em: Assassin’s Creed (Ubisoft) | Direção: Justin Kurzel (Macbeth: Ambição e Glória) | Duração: 116 minutos

4/10 - "tem um Tigre no cinema"A intenção dos produtores de Assassin’s Creed fica bem clara na transposição do famoso game para o cinema: aproveitar um das mais franquias mais famosas do mundo para fazer a sua própria. E quando se pensa exclusivamente nesse sentido mercadológico o resultado é medíocre. Para a crítica pouco importa se a transposição de uma mídia para outra é fiel – e em muitos elementos não é –, mas pegar uma ideia para espremê-la na intenção de tirar algum lucro só funcionaria com bons elementos. E existem poucos nessa narrativa que se não está cansando a audiência, esta pouco se importando com o desenvolvimento e motivação dos personagens.

Leia mais

É Apenas o Fim do Mundo | Crítica | Juste la fin du monde, 2016, Canadá-França

É Apenas o Fim do Mundo (2016)

Elenco: Gaspard Ulliel, Léa Seydoux, Vincent Cassel, Marion Cotillard, Nathalie Baye | Roteiro: Xavier Dolan | Baseado em: Juste la fin du monde (Jean-Luc Lagarce) | Direção: Xavier Dolan (Mommy)

Xavier Dolan descarta uma boa história por esquecer que está fazendo cinema em É Apenas o Fim do Mundo.

4/10 - "tem um Tigre no cinema"Podemos enxergar no cerne de É Apenas o Fim do Mundo um discurso interessante. Adaptado de uma peça teatral, portanto fora da originalidade do diretor, é a história do filho pródigo e suas consequências da volta para casa. Apesar da sensibilidade inerente ao tema, o desenvolvimento da narrativa não funciona. Dolan não entendeu que estava tratando de cinema e não de teatro, e a passagem de uma arte para outra, pelo menos nas mãos do canadense, é cheia de problemas que passam pela montagem, diálogos, dinamismo e até na direção de personagens. A pessoalidade da trama é totalmente apagada por esses motivos, frustrando o drama proposto.

Leia mais

Macbeth: Ambição e Guerra | Crítica | Macbeth (2015) Reino Unido-França-Estados Unidos

MacBeth, 2015
Com Michael Fassbender, Marion Cotillard, Paddy Considine, Sean Harris, Jack Reynor, Elizabeth Debicki, David Thewlis. Roteirizado por Jacob Koskoff, Michael Lesslie, Todd Louiso, baseado na obra de William Shakespeare. Dirigido por Justin Kurzel.

A segunda melhor história já escrita na humanidade ganha nova versão cinematográfica que leva todo o ritmo do material original.
10/10 - "tem um Tigre no cinema"Uma das coisas que aprendi no storytelling é que William Shakespeare foi o último dos originais. Todas as histórias são remakes, reimaginações ou misturas das mitologias clássicas ou do autor inglês. Macbeth: Ambição e Guerra chama a atenção porque o diretor Justin Kurzel emprega um clima lento, porém reflexivo, mas extremamente visual. É provável que o público em geral estranhe a passagem quase literal de papel para filme. O diretor, porém, dosa esse problema na duração, trazendo uma das mais belas produções do ano.

Leia mais

O Pequeno Príncipe | Crítica | Le Petit Prince, 2015, França

Le Petit Prince, 2015

Com André Dussollier, Florence Foresti, Vincent Cassel, Marion Cotillard, Guillaume Gallienne, Laurent Lafitte, Vincent Lindon. Dublado por Marcos Caruso, Larissa Manoela, Priscila Amorim, Mattheus Caliano. Roteirizado por Irena Brignull, Bob Persichetti, baseado na obra de Antoine de Saint-Exupéry. Dirigido por Mark Osborne (Kung-Fu Panda).

10/10 - "tem um Tigre no cinema"A melhor coisa da nova versão de O Pequeno Príncipe é que o diretor Mark Osborne e os roteiristas Irena Brignull e Bob Persichetti fogem do clichê de contar de novo a história que já conhecemos. A produção é, no cerne, uma homenagem à obra de Antoine de Saint-Exupéry, mas consegue ir além ao contar como podemos relacionar essa história simples e singela com a nossa própria vida, o crescer e as perdas que encaramos no caminho, mas sem esquecer aquele passado alegre e colorido dos tempos de criança. Some isso a uma fantástica animação 3D que se mistura com stop-motion, e você terá uma das melhores experiências cinematográficas desse ano.

Leia mais

A Origem | TigreCast #64 | Podcast

A Origem | TigreCast #65

Se existiu um filme que fechou a década de 2000 com chave de ouro, esse foi A Origem (Inception, 2010, Dir Christopher Nolan). Hoje, Tiago Lira, o Tigre (@otigre1982), Marcelo Zagnoli (@marcelozagnoli) e Matheus Des (@matheusdes) discutem como Nolan é um diretor autoral ainda que trabalhe em Hollywood, as várias camadas do filme, a música de Hans Zimmer e a escolha do elenco nesse filme que fala sobre filmes.

E, de quebra, a discussão que todos temos: o pião caiu ou não?

Atenção: Spoilers liberados!

Leia mais

Reproduzir

Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rises, 2012, EUA) [Crítica]

Com Christian Bale, Gary Oldman, Tom Hardy, Anne Hathaway, Marion Cotillard e Morgan Freeman. Roteirizado por Christopher Nolan, Jonathan Nolan e David S. Goyer. Dirigido por Christopher Nolan.

“In Nolan We Trust”. Essa frase foi muito usada na internet para mensurar como estávamos confiantes na conclusão da Trilogia Batman nas mãos de Christopher e Jonathan Nolan e David S. Goyer. Depois de sete anos, chegamos a um belo fim. O filme não é perfeito, mas chega bem perto disso. Não é só um ótimo filme, mas também não deixa ponta soltas, e fecha a trilogia de um jeito que poucas séries desse tipo conseguiram. Todos os atores estão muito bem na produção e a música de Hans Zimmer também encontra seu ciclo. Alguns detalhes fazem que o filme não chegue no mesmo patamar do anterior, mas ele consegue ser um pouco melhor do que “Batman Begins” (de 2005). A única coisa triste é que não veremos mais toda essa gente envolvida para nos brindar com um novo filme.

Leia mais

Para cima