Postagens Etiquetadas ‘Jon Spaihts’

A Múmia | Crítica | The Mummy, 2017, EUA

O primeiro passo dado no Dark Universe em A Múmia é confuso, pouco divertido e aposta mais na ação do que no terror que os inspirou.

A Múmia (The Mummy) 2017

Elenco: Tom Cruise, Sofia Boutella, Annabelle Wallis, Jake Johnson, Courtney B. Vance, Marwan Kenzari, Russell Crowe | Roteiro: David Koepp, Christopher McQuarrie, Dylan Kussman | Argumento: Alex Kurtzman, Jon Spaihts, Jenny Lumet | Direção: Alex Kurtzman (Bem Vindo à Vida) | Duração: 107 minutos | 3D: Irrelevante

Imagine um universo regido por deuses e monstros. Imagine um universo regido por boas histórias, com bons diretores, maturando com o tempo. É bom que você imagine porque não é isso que encontramos no remake de A Múmia, um dos filmes menos inspirados dos últimos tempos. Existe uma tentativa de fazer um universo coeso desde agora e o paralelo com o filmes de super-heróis não escapa da nossa mente com o Dark Universe chegando. Mas a primeira incursão é uma costura de clichês de outras aventuras, tem uma direção que não consegue manter o foco e um roteiro cheio de conveniências e ex-machinas. Não é um pontapé inicial certeiro, confirmando uma impressão de que houve correria para criar esse novo-velho mundo só depois que essa produção já tinha começado.

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Passageiros | Crítica | Passengers, 2016, EUA

Passageiros é uma versão de Titanic no espaço e deixa a ficção científica em segundo plano em favor de um romance eticamente questionável.

Passageiros (2016)

Elenco: Jennifer Lawrence, Chris Pratt, Michael Sheen, Laurence Fishburne, Andy García | Roteiro: Jon Spaihts (Doutor Estranho) | Direção: Morten Tyldum (O Jogo da Imitação) | Duração: 116 minutos | 3D: Relevante

4/10 - "tem um Tigre no cinema"A ideia de colonizar o espaço é tema de inúmeras ficções científicas há pelo menos um século, cada autor com sua peculiaridade. Porém Passageiros deixa o discurso da procura da humanidade, ou o que nos faz humanos, de lado para apostar num romance genérico, igual a qualquer outro filme do gênero com a diferença de se passar no espaço. Embalado por efeitos especiais extremamente bem feitos, apesar do 3D ser imperceptível, fica a impressão de que Tyldum foi contratado para um projeto que serve para destacar uma das atrizes mais bem pagas da indústria num filme praticamente seu, mostrando o lado ruim de tratar o cinema apenas como entretenimento, se importando mais com a forma do que com o conteúdo.

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Doutor Estranho | Crítica | Doctor Strange, 2016, EUA

Doutor Estranho abre a fase mística do Universo Cinemático Marvel apostando em efeitos especiais e no peso do elenco.

Doutor Estranho (2016)

Elenco: Benedict Cumberbatch, Chiwetel Ejiofor, Rachel McAdams, Benedict Wong, Michael Stuhlbarg, Benjamin Bratt, Scott Adkins, Mads Mikkelsen, Tilda Swinton | Roteiro: Scott Derrickson, C. Robert Cargill | Argumento: Jon Spaihts, Scott Derrickson, C. Robert Cargill | Baseado em: Doutor Estranho (Steve Ditko) | Direção: Scott Derrickson (A Entidade 2)

8/10 - "tem um Tigre no cinema"Mesmo que a Marvel Studios tenha investido em fórmulas que vão sendo repetidas a cada introdução de um personagem novo nos cinemas é preciso admitir que, de maneira geral, o estúdio tem entregado produções divertidas. Começando com uma fase científica, passando pela cósmica, Doutor Estranho entra de vez no mundo místico desse universo de super-seres. Visualmente impressionante, ainda que certos elementos já tenham sido usados em outras produções, o filme trabalha com pequenos paralelos do universo que participa e, apesar de ser um conto de origens, é dinâmico o suficiente para não cansar a audiência nas quase duas horas de projeção.

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Prometheus (Prometheus, 2012, EUA) [Crítica]

Com Charlize Theron, Michael Fassbender, Noomi Rapace, Idris Elba, Guy Pearce, Logan Marshall-Green, Sean Harris, Rafe Spall, Kate Dickie e Patrick Wilson. Roteiro de Jon Spaihts (A Hora de Escuridão) e Damon Lindelof. Dirigido por Ridely Scott (Alien – O Oitavo Passageiro).

O fardo era pesado. Ridley Scott revisitando o universo criado por ele em “Alien – O Oitavo Passageiro” (Alien, 1979) era um sonho para fãs de cinema e da ficção científica. O diretor nos entrega um bom filme. Ponto. A viagem que começa numa cena evocativa de “2001 – Uma Odisseia no Espaço”, mescla elementos diferentes, efeitos especiais impecáveis, assim como o design de som, e fazem nos primeiros minutos parecer que este será filme do ano. Mas os (vários) furos no roteiro e a unidimensionalidade de maioria dos personagens na tela faz que a experiência seja menos agradável. Porém, o voo alçado pela nave-título está longe de ser uma decepção.

Essa crítica é recheada de spoilers. Estejam avisados.

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