Postagens Etiquetadas ‘guerra’

Human Flow: Não Existe Lar se Não Há Para Onde Ir | Crítica | Human Flow, 2017, Alemanha

Human Flow: Não Existe Lar se Não Há Para Onde Ir é um triste retrato da nossa época e traz uma mensagem importante para essa geração e as próximas.

Human Flow | Crítica

Roteiro: Ai Weiwei, Chin-chin Yap, Heino Deckert | Direção: Ai Weiwei | Duração: 140 minutos

Nota 10 - um Tigre no cinemaArte é entretenimento, mas também serve para nos questionarmos. Human FlowNão Existe Lar se Não Há Para Onde Ir está na segunda categoria, uma peça contundente para os nossos tempos; além disso, um retrato deles. Aliás é um retrato da humanidade, onde muitos preferem virar a cara e ignorar os gritos de desespero de pessoas que deixam sua pátria não por opção, mas por não ter uma. Durante mais de duas horas, Ai Weiwei nos torna testemunhas de gente como a gente que está passando por situações que, provavelmente, conhecemos só pelas notícias. Não que o filme também seja um recorte, mas o diretor usa o poder do cinema para entendermos um pouco melhor o que se passa.

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Decisão de Risco | Crítica | Eye in the Sky (2016) EUA

Divisão de Risco (2016)

Com Helen Mirren, Aaron Paul, Alan Rickman, Barkhad Abdi, Jeremy Northam, Iain Glen, Phoebe Fox. Roteirizado por Guy Hibbert. Dirigido por Gavin Hood (Ender’s Game: O Jogo do Exterminador).

Apresentando um cenário atualíssimo, Decisão de Risco é um filme tenso e mostra que a guerra só tem graça quando ela é de mentira.

9/10 - "tem um Tigre no cinema"

É muito difícil que uma produção belicosa não caiar na armadilha de ser uma ode à guerra. Decisão de Risco é, à primeira vista, um retrato de como os conflitos são travados atualmente com drones e câmeras móveis de vigilância. Porém, fala também de pessoas e como elas são postas à prova de decisões morais, em posições diferentes, longe fisicamente do conflito, e como, mesmo assim, sofrem por isso. É uma discussão sobre os atos cíclicos da guerra, de como decisões difíceis são tomadas, enquanto nós da audiência sofremos com a tensão imposta pelo diretor, enquanto não podemos fazer mais que comemorar a pequenas vitórias.

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Rambo: Programado Para Matar | TigreCast #96 | Podcast

Podcast sobre Rambo: Programado para Matar, filme de 1982, dirigido por Ted Kotcheff e com o nosso querido Sylvester Stallone. Ouve aí!

Rambo | Tigrecast 96 | Podcast

Hunting? We ain’t huntin’ him, he’s huntin’ us!” – Preston

Tudo tem um começo. Se hoje os filmes de ação e os heróis de ação são populares muito se deve a Rambo: Programado Para Matar (First Blood, 1982), filme dirigido por Ted Kotcheff e com o nosso querido Sylvester Stallone interpretando o primeiro dos brucutus.

Tiago Lira, o Tigre (@otigre1982), Marcelo Zagnoli (@marcelozagnoli) e Rodrigo Cliff (Plano 9) conversam sobre o ano de 1982 no cinema e da carreira de Kotcheff e como o roteiro chegou às suas mãos. Também discutimos sobre guerras, do filho pródigo e da influência da contracultura. Além disso, discutimos questões gerais do filme – inclusive quem poderia ter aceito o papel além do Sly -, da fotografia de Andrew Laszlo, e como o legado deixado por esse ótimo filme apagou a mensagem original nesse que antes de ser um filme de ação, é um profundo drama.

E, como sempre, spoilers liberados!

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Trovão Tropical | TigreCast #92 | Podcast

Tropão Tropical | Podcast

Everybody knows you never go full retard” – Kirk Lazarus

Pois é, ouvintes. Nem só de anos 1970 vive o cinema, e por isso vamos conversar sobre a sátira cômica de Trovão Tropical (Tropic Thunder), filme de 2008 dirigido e estrelado por Ben Stiller, e que conta no elenco com Robert Downey Jr., Jack Black, Jay Baruchel, Brandon T. Jackson e com loucas participações de Nick Nolte, Matthew McConaughey e Tom Cruise.

Nesse podcast de hoje Tiago Lira, o Tigre (@otigre1982), Marcelo Zagnoli (@marcelozagnoli) e Matheus Des (@matheusdes) conversam sobre a década de 2000 e a influência do 11 de setembro no cinema, metalinguagem, da versatilidade de Ben Stiller, das controvérsias do filme e como Hollywood é escancarada enquanto descobrimos que a produção vai além de uma comédia cheia de palavrões e do politicamente incorreto.

E atenção: há spoilers do começo ao fim!

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Glória Feita de Sangue | TigreCast #68 | Podcast

Voltamos mais uma vez para a carreira de um dos melhores diretores que o cinema já teve: Stanley Kubrick em Glória Feita de Sangue (Paths of Glory, 1957).

Glória Feita de Sangue | TigreCast #68

Patriotism is the last refuge of a scoundrel – Samuel Johnson (1709-1784)
Em 1914, cem anos atrás, começou a Primeira Guerra Mundial. E com essa lembrança, voltamos mais uma vez para a carreira de um dos melhores diretores que o cinema já teve: Stanley Kubrick. Tiago Lira, o Tigre (@otigre1982), Marcelo Zagnoli (@marcelozagnoli), e a convidada Joyce Pais (do Cinemascope | @joycepais) falam da relação com Kirk Douglas, a busca da perfeição de Kubrick, a censura que o filme passou e o viés anti-guerra de Glória Feita de Sangue (Paths of Glory, 1957).

Spoilers liberados!

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Ato de Coragem (Act of Valor, 2012, EUA) [Crítica]

Não vá procurando outra coisa que seja glorificação das situações de guerra, porque é isso que acontece em Ato de Coragem.

Com Roselyn Sánchez, Nestor Serrano, Emilio Rivera e “U.S. Navy SEALs”. Roteirizado por Kurt Johnstad (300). Dirigido por Mike McCoy e Scott Waugh.

Se você gosta de jogos de tiro em primeira pessoa estilo “Call of Duty” e “Battlefield” esse é um filme que pode chamar a sua atenção. O filme usa do visual de intels que estamos acostumados, e em várias cenas vemos a visão dos personagens em primeira pessoa. E para dar mais realismo na produção, o diretor contratou para atuar verdadeiros Fuzileiros Navais (também conhecidos como Marines). E, dizem os produtores, as munições usadas eram todas reais. Mas são poucos os pontos que fazem “Ato de Coragem” se destacar. O excesso de narrações off, personagens que não criam carisma e uma história bem abaixo de qualquer um dos jogos das franquias citadas não conseguem sustentar o filme, que é ruim para mediano, e só um pouco divertido. Mas seria hipocrisia minha dizer que não gostei de certas decisões do diretor, já que o estilo belicoso me agrada.

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