Postagens Etiquetadas ‘filmes de 2017’

Annabelle 2: A Criação do Mal | Crítica | Annabelle: Creation, 2017, EUA

Annabelle 2: A Criação do Mal é um filme muito melhor que o anterior, mesmo que use alguns clichês

Annabelle 2: A Criação do Mal | Crítica

Elenco: Stephanie Sigman, Talitha Bateman, Lulu Wilson, Samara Lee, Anthony LaPaglia, Miranda Otto | Roteiro: Gary Dauberman | Direção: David F. Sandberg (Quando as Luzes se Apagam) | Duração: 109 minutos | Cena Extra

Antologias de terror são bem comuns na história do cinema e a tentativa de fazer uma nova com o universo Invocação do Mal é compreensível. E Annabelle 2: A Criação do Mal se sai melhor em todos os aspectos da primeira prequela da boneca do mal que conhecemos em 2013 e se mantém no nível de qualidade dos outros filmes dos Warrens. Com um roteiro mais sólido dentro daquele universo e uma direção mais interessante da apresentada no anterior, o filme consegue criar aqueles momentos de tensão que ao mesmo tempo fazem querer olhar e não olhar para a tela, junto de uma reação física de prender a respiração e ficar bem quieto na cadeira enquanto se prepara para o próximo susto, mesmo que o diretor use alguns clichês para fazer isso.

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O Castelo de Vidro | Crítica | The Glass Castle, 2017, EUA

O Castelo de Vidro é uma história inspiradora, mas que deixa um gosto de já termos visto isso antes.

O Castelo de Vidro | Crítica

Elenco: Brie Larson, Woody Harrelson, Max Greenfield, Sarah Snook, Ella Anderson, Chandler Head, Naomi Watts | Roteiro: Destin Daniel Cretton, Andrew Lanham, Marti Noxon | Baseado em: O Castelo de Vidro (Jeannette Walls, Editora Globo) | Direção: Destin Daniel Cretton (Temporário 12) | Duração: 127 minutos


É certo que Hollywood faz coisas muito divertidas, mas também é certo que a grande indústria do cinema se apropria de tudo que pode espremer, mesmo que, no fechar das cortinas, parece muito tudo igual. Apesar de ser uma história bonita e emocionante O Castelo de Vidro é o que chamamos pejorativamente de indie de boutique. No filme, a protagonista vive uma juventude de aventuras, percebe que os extremos são exagerados e no final encontra ou descobre o equilíbrio. O que não é, por si só, um demérito. Mas num mundo onde noventa por cento das produções são adaptação (o caso aqui) ou remakes, buscar um pouco de originalidade não faria mal a ninguém. Leia mais

Uma Família Feliz | Crítica | Happy Family, 2017, Alemanha

Pode ser que a protagonista manteve sua alma, mas Uma Família Feliz nunca teve uma para apreciarmos.

Uma Família Feliz (2017) Crítica

Elenco: Emily Watson, Jason Isaacs, Nick Frost, Jessica Brown Findlay, Celia Imrie, Catherine Tate, Ethan Rouse, Jessica McDonald | Roteiro: David Safier, Catharina Junk, Benedikt Niemann, Kirstie Falkous, Jens Benecke, Matthias Parchettka | Baseado em: Happy Family (David Safier) | Direção: Holger Tappe | Duração: 96 minutos

O pior de uma animação que já sai do estúdio com cara de ser muito parecida com outra que envolve vampiros e mais monstros é ser sem graça. Uma Família Feliz é claramente pensada para os mais novos por sua inocência e lições de moral, mas falha miseravelmente no quesito comédia ao modernizar personagens clássicos inserindo tons de filmes de super-heróis e fazendo piadas com arrotos e flatulências. Mesmo que intenção fosse de fazer o entretenimento o mais raso e direto possível, a produção falha pela falta de dinâmica, conclusões que vem de lugar nenhum e um roteiro pessimamente desenvolvido.

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Dunkirk | Crítica | Dunkirk, 2017, EUA

Dunkirk é um dos melhores trabalhos de Christopher Nolan, um filme de guerra onde se derrama alma e técnica.

Dunkirk (2017) Crítica

Elenco: Fionn Whitehead, Tom Glynn-Carney, Jack Lowden, Harry Styles, Aneurin Barnard, James D’Arcy, Barry Keoghan, Kenneth Branagh, Cillian Murphy, Mark Rylance, Tom Hardy | Roteiro e direção: Christopher Nolan (Interestelar) | Duração: 106 minutos

Nota 10 - um Tigre no cinemaO resgate das tropas inglesas na Operação Dínamo não é o momento mais lembrado da Segunda Guerra Mundial, mas não menos digno de homenagem para Christopher Nolan, como mostra em Dunkirk. Ao escolher focar não apenas nos combates, mas no drama humano, sem dar destaque demais para algum personagem em especial, a produção é uma homenagem ao espírito de união que resgatou mais 300 mil soldados ao invés da glorificação da guerra. O roteiro dosa combates aéreos, dramas pessoais e medos por meio dos personagens que servem de arquétipos para contar aqueles dias de maneira mais direta. Com poucos diálogos e bastante ação, a produção de Nolan traz o horror que é estar tão perto e ao mesmo tão longe de casa, num inferno que parece não haver escapatória.

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O Estranho Que Nós Amamos | Crítica | The Beguiled, 2017, EUA

Sophia Copolla muda o ponto de vista original de O Estranho Que Nós Amamos para entregar uma mensagem poderosa, mesmo que seja óbvia.

O Estranho Que Nós Amamos (The Beguiled) 2017

Elenco: Colin Farrell, Nicole Kidman, Kirsten Dunst, Elle Fanning, Angourie Rice, Oona Laurence, Emma Howard, Addison Riecke | Roteiro: Sofia Coppola | Baseado em: A Painted Devil (Thomas P. Cullinan) | Direção: Sofia Coppola (Encontros e Desencontros) | Duração: 94 minutos

Quando alguém perguntar porque precisamos de mais mulheres dirigindo e roteirizando, apresente O Estranho Que Nós Amamos para essa pessoa. Nessa produção, Sofia Coppola que muda o ponto de vista da primeira adaptação de 1971 para expor os problemas que mulheres podem passar pelo simples fato de serem mulheres, além de ser uma produção estaticamente bela. Em todos os momentos da projeção, Coppola mostra com as posições da câmera, montagem e fotografia que estudou muito para ser uma excelente diretora – principalmente sabendo quanto é cobrada pro ser filha de quem é.  Felizmente, a produção também tem alma e não apenas uma roupagem bonita.

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O Filme da Minha Vida | Crítica | 2017, Brasil

O Filme da Minha Vida é um recorte dessa nossa jornada pelo mundo, com bons e maus momentos – assim como a própria vida.

O Filme da Minha Vida | Crítica

Elenco: Johnny Massaro, Vincent Cassel, Bruna Linzmeyer, Selton Mello, Ondina Clais, Bia Arantes, Martha Nowill, Erika Januza, Miwa Yanagizawa, Rolando Boldrin | Roteiro: Selton Mello, Marcelo Vindicatto | Baseado em: O Filme da Minha Vida (Antonio Skármeta) | Direção: Selton Mello (Feliz Natal)

Filmes sobre amadurecimento existem aos montes e nem sempre é fácil encontrar um caminho para destaca-los. Em O Filme da Minha Vida o diretor Selton Mello está no auge na função e  o caminho que ele escolheu é tornar o filme mais poético, com um protagonista apaixonado por livros, dotado de lirismo, envolvendo drama e um pouco de espaço para romance – e com algumas piadas para quebrar a sensação de melancolia que permeia toda a narrativa. Apesar da beleza visual e plástica do filme se destacar, o roteiro conta com ótimos momentos e viradas que dão vontade de rever logo depois para perceber as pistas deixadas pelo roteirista/diretor em cenas que podemos pensar estar perdidas, mas que são amarradas tranquilamente na conclusão.

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Planeta dos Macacos: A Guerra | Crítica | War for the Planet of the Apes, 2017, EUA

No fechar das cortinas Planeta dos Macacos: A Guerra encontra a sua merecida maturidade.

Planeta Macacos: A Guerra (War for the Planet of the Apes) | Review

Elenco: Andy Serkis, Woody Harrelson, Steve Zahn, Amiah Miller, Toby Kebbell | Roteiro: Mark Bomback, Matt Reeves | Baseado em: Planeta dos Macacos (Pierre Boulle) | Direção: Matt Reeves (Planeta dos Macacos: O Confronto) | Duração: 140 minutos | 3D: Relevante

Planeta dos Macacos sempre foi uma grande metáfora, seja no livro de Pierre Boulle, a versão de 1968 ou reboot de 2011. E Planeta dos Macacos: A Guerra entra no rol das trilogias não devem ser separadas para ser degustada. Tirando a roupagem da ficção científica e analisando com mais atenção, esse é mais uma história que tenta explicar a razão do ódio contra uma raça inteira, sendo que esses alvos nunca foram responsáveis ou culpados de nada – esse peso recaí nos ombros do outro lado. Sem receio de fechar a história de maneira messiânica, a nova produção de Matt Reeves é a mais séria e madura dos três filmes ao mostrar os horrores da guerra e como ela muda as pessoas.

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Em Ritmo de Fuga | Crítica | Baby Driver, 2017, EUA

Em Ritmo de Fuga é o filme mais maduro de Edgar Wright e ainda equilibra ação, drama e comédia.

Em Ritmo de Fuga (Baby Driver) | Crítica

Elenco: Ansel Elgort, Kevin Spacey, Lily James, Eiza González, Jon Hamm, Jamie Foxx, Jon Bernthal, Flea, Sky Ferreira | Roteiro e direção: Edgar Wright (Scott Pilgrim Contra o Mundo) | Duração: 113 minutos

A palavra que mais ecoava na mente depois da sessão de Em Ritmo de Fuga era sincronia. Logo ao lado, maturidade. E, só para entrar numa explicação mais simples e de adjetivos, cool. São três palavras que remetem ao cuidado do filme, à evolução cinematográfica alcançada por Edgar Wright e o espírito da produção. Inspirado por outros clássicos de perseguição e roubos, e quem viu muitos desses filmes percebe as homenagens, o diretor traz um filme que coloca de pé a audiência ao equilibrar ação, drama e comédia – encontrando até mesmo espaço para breves momentos doces –, mesmo que em algumas partes a trama seja um tanto óbvia.

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De Canção em Canção | Crítica | Song to Song, 2017, EUA

De Canção em Canção traz novamente a assinatura visual tão conhecida de Malick que ainda leva o público para uma experiência muito intimista.

De Canção em Canção (Song To Song) Crítica

Elenco: Michael Fassbender, Ryan Gosling, Rooney Mara, Natalie Portman | Roteiro e direção: Terrence Malick (O Novo Mundo) | Duração: 129 minutos

Pode ser fácil dizer como um filme de Terrence Malick começa – nessa estética que vem desde de Árvore da Vida (Tree of Life, 2011)  -, mas tal facilidade é inversamente proporcional dizer como termina. De Canção em Canção é ao mesmo tempo o ápice da sua assinatura e visão cinematográfica como é o momento de colocar tudo que fez nos últimos seis anos em perspectiva. É verdade também que a maneira de criar do diretor/roteirista – que chega a sequer dar um roteiro para atores e atrizes – é um desafio para quem escolhe participar dessa aventura, usando ao máximo seu poder de interpretação e improvisação com apenas algumas dicas vindas do diretor. No entanto, falta para Malick um desafio próprio: o de saber se ele consegue contar uma história como antigamente, estruturada de maneira tradicional.

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Carros 3 | Crítica | Cars 3, 2017, EUA

Carros 3 consegue, finalmente, sair do marasmo que vinha dos filmes anteriores.

Carros 3 (Cars 3) Crítica

Elenco: Owen Wilson, Cristela Alonzo, Chris Cooper, Armie Hammer, Bonnie Hunt, Larry the Cable Guy, Nathan Fillion, Kerry Washington, Lea DeLaria | Roteiro: Kiel Murray, Bob Peterson, Mike Rich | Direção: Brian Fee | Duração: 109 minutos

É verdade que muitas franquias continuam existindo apenas para vender produtos licenciados, e a franquia Carros é um dos melhores exemplos disso. Por isso é satisfatório ver que em Carros 3 a Disney/Pixar não seguiu o caminho de outros universos cinematográficos já bem estabelecidos, principalmente os infantis, e se preocupou em contar uma história um pouco mais profunda que a de seus concorrentes que também chegam na segunda ou terceira continuações. Essa é uma produção que tem o melhor dos dois mundos, pois consegue agradar tanto quem começou a acompanhar as aventuras dos moradores de Radiator Springs em 2006 como quem só vai começar agora.

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Homem-Aranha: De Volta Ao Lar | Crítica | Spider-Man: Homecoming, 2017, EUA

Homem-Aranha: De Volta ao Lar é o filme mais divertido do Universo Cinemático Marvel e a segunda melhor adaptação do amigão da vizinhança.

Homem-Aranha: De Volta ao Lar (2017) Crítica

Elenco: Tom Holland, Michael Keaton, Jon Favreau, Zendaya, Donald Glover, Tyne Daly, Marisa Tomei, Robert Downey Jr. | Roteiro: Jonathan Goldstein, John Francis Daley, Jon Watts, Christopher Ford, Chris McKenna, Erik Sommers | Direção: Jon Watts (Clown) | Duração: 133 minutes | Cena Extra

O melhor jeito de definir o novo filme do cabeça-de-teia vem do seu subtítulo. Homem-Aranha: De Volta Ao Lar é tão reconfortante quanto estar de volta para o lugar que você chama de casa depois de uma longa viagem. Por mais experiências que elas tenham lhe dado, é no seu aconchego que você merece estar. É um sentimento que a Marvel Studio se comprometeu para satisfazer os fãs do personagem, e eles se sentirão recompensados.  Entre ação e aventura, há um personagem relativamente novo para o Universo Cinemático Marvel, mas ao mesmo tempo familiar para quem o acompanha há algum tempo – sem se esquecer daqueles que aprenderam a gostar desse mundo de heróis lá em 2008.

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Meu Malvado Favorito 3 | Crítica | Despicable Me 3, 2017, EUA

Meu Malvado Favorito 3 já se tornou uma franquia mais preocupada em merchandising do que em contar uma boa história.

Meu Malvado Favorito 3 (2017) Crítica

Elenco: Steve Carell, Kristen Wiig, Trey Parker, Miranda Cosgrove, Dana Gaier, Nev Scharrel | Roteiro: Cinco Paul, Ken Daurio | Direção: Pierre Coffin , Kyle Balda (Minions) | Duração: 90 minutos

Mesmo levando em conta o público-alvo de Meu Malvado Favorito 3, já está bem claro que a franquia vai pelos passos de outros filmes infantis com diretores preferindo entregar uma produção visualmente interessante sem se preocupar com a história que estão contando. Depois de alguns minutos de projeção já é possível notar que os roteiristas tinham um história principal bem curta e começaram a inflar a narrativa com outros elementos para terminar com um filme de noventa minutos. O rastro que a nova aventura deixa é a sensação de que  poderia ser divida em três ou quatro episódios de uma série para TV ou streaming e resolveria a questão do ritmo.

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O Círculo | Crítica | The Circle, 2017, EUA

O Círculo é o exemplo de uma boa ideia má executada por elementos que não se encaixam na própria história.

O Círculo (The Circle) 2017

Elenco: Emma Watson, Tom Hanks, John Boyega, Karen Gillan, Ellar Coltrane, Patton Oswalt, Glenne Headly, Bill Paxton | Roteiro: James Ponsoldt, Dave Eggers | Baseado em: O Círculo (Dave Eggers) | Direção: James Ponsoldt (O Espetacular Agora) | Duração: 110 minutos

Há uma famosa foto que Mark Zuckerberg aparece cobrindo a câmera e o microfone de seu laptop com fita isolante. É uma história velha mas que logo exigirá uma resposta definitiva: você desistiria completamente da sua privacidade em nome da segurança? Nos moldes de ficções científicas, O Círculo é um exagero das redes sociais como conhecemos hoje, um lugar onde não apenas somos incentivados em compartilhar nossas vidas, mas que isso será obrigatório e você será taxado de monstro se não fizer isso. A produção discute também se existe saída desse labirinto que criamos, mas ao apresentar soluções fáceis demais acaba perdendo a audiência.

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Ao Cair da Noite | Crítica | It Comes at Night, 2017, EUA

Ao Cair da Noite retrata o primeiro medo que todos nós tivemos e o transforma numa assustadora história que não se prende necessariamente à rótulos de gênero.

Ao Cair da Noite (It Comes at Night) | Crítica

Elenco: Joel Edgerton, Christopher Abbott, Carmen Ejogo, Kelvin Harrison Jr., Riley Keough | Roteiro e direção: Trey Edward Shults (Krisha) | Duração: 91 minutos

Nota 10 - um Tigre no cinemaO seu primeiro medo, provavelmente, foi o medo do escuro: o nada, o vazio e a incerteza te envolveram e resultaram num choro, quebrado pela luz do seu quarto com seus pais correndo para você. Já crescido, Shults transformou esse medo primal em Ao Cair da Noite, um daqueles filmes que discutiremos se tratar de um suspense – por não sabermos exatamente o resultado da trama – ou um terror – porque as situações são aterrorizantes. Ao usar elementos como a câmera que fixa em pontos apenas iluminados com a luz de lanternas, o diretor nos joga num cenário de medo e tensão num lugar tão comum como é a casa da família dos protagonistas. E não se sentir seguro no próprio lar é verdadeiramente um dos maiores terrores que podemos passar.

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Baywatch: SOS Malibu | Crítica | Baywatch, 2017, EUA

Baywatch: SOS Malibu é uma daquelas experiências inesquecíveis que você vai ter no cinema. E infelizmente isso não é um elogio.

Baywatch (2017) Crítica

Elenco: Dwayne Johnson, Zac Efron, Alexandra Daddario, Kelly Rohrbach, Priyanka Chopra, Jon Bass, Ilfenesh Hadera, David Hasselhoff, Pamela Anderson | Argumento: Jay Scherick, David Ronn, Thomas Lennon, Robert Ben Garant | Roteiro: Damian Shannon, Mark Swift | Direção: Seth Gordon (Uma Ladra Sem Limites) | Duração: 116 minutos

Todo e qualquer filme deve ser visto sem preconceito – talvez Os Discursos de Nuremberg sejam uma exceção – e ninguém quer ter uma experiência ruim ao ir ao cinema. Mas às vezes abusam da nossa paciência, como é o caso de Baywatch: SOS Malibu, uma produção tão bagunçada que o melhor paralelo que podemos fazer é aquele trabalho escolar onde você chamou quatro ou cinco colegas e mandou cada um fazer uma parte, resultando numa criatura digna do laboratório do Dr Frankenstein: uma obra sem forma e horrenda. Os atos não conversam entre si e personagens apresentam personalidades diferentes entre uma parte e outra, tornando-se uma das experiências mais esquizofrênicas do cinema atual.

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A Múmia | Crítica | The Mummy, 2017, EUA

O primeiro passo dado no Dark Universe em A Múmia é confuso, pouco divertido e aposta mais na ação do que no terror que os inspirou.

A Múmia (The Mummy) 2017

Elenco: Tom Cruise, Sofia Boutella, Annabelle Wallis, Jake Johnson, Courtney B. Vance, Marwan Kenzari, Russell Crowe | Roteiro: David Koepp, Christopher McQuarrie, Dylan Kussman | Argumento: Alex Kurtzman, Jon Spaihts, Jenny Lumet | Direção: Alex Kurtzman (Bem Vindo à Vida) | Duração: 107 minutos | 3D: Irrelevante

Imagine um universo regido por deuses e monstros. Imagine um universo regido por boas histórias, com bons diretores, maturando com o tempo. É bom que você imagine porque não é isso que encontramos no remake de A Múmia, um dos filmes menos inspirados dos últimos tempos. Existe uma tentativa de fazer um universo coeso desde agora e o paralelo com o filmes de super-heróis não escapa da nossa mente com o Dark Universe chegando. Mas a primeira incursão é uma costura de clichês de outras aventuras, tem uma direção que não consegue manter o foco e um roteiro cheio de conveniências e ex-machinas. Não é um pontapé inicial certeiro, confirmando uma impressão de que houve correria para criar esse novo-velho mundo só depois que essa produção já tinha começado.

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Mulher-Maravilha | Crítica | Wonder Woman, 2017, EUA

Provando seu valor como protagonista Mulher-Maravilha é entretenimento mas também é uma história de causar inveja em muitos filmes chamados sérios.

Elenco: Gal Gadot, Chris Pine, Robin Wright, Danny Huston, David Thewlis, Connie Nielsen, Elena Anaya | Roteiro: Allan Heinberg | Direção: Patty Jenkins (Monster: Desejo Assassino) | Duração: 141 minutos | 3D: Relevante

Quem cresceu lendo todo o panteão da DC Comics tem todo o motivo para sair feliz da sessão de Mulher-Maravilha. E quem apenas acompanhou os filmes, em todas as encarnações anteriores do resto da Trindade, também. Esse não é um filme apenas importante para fãs; também, sem exageros, é para a história do cinema. Ter uma personagem tão popular e tão bem construída é uma inspiração para tantas garotas e mulheres que se encontram pouco representadas nessa indústria. Por trás da cenas de ação, bate um coração com um mensagem importante e que não deve ser ignorada, trazida através de uma personagem popular para que seja recebida mais facilmente.

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Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar | Crítica | Pirates of the Caribbean: Dead Men Tell No Tales, 2017, EUA

Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar resgata o clima da primeira aventura de Jack Sparrow. Digo, Capitão Jack Sparrow.

Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar (2017) Crítica

Elenco: Johnny Depp, Javier Bardem, Brenton Thwaites, Kaya Scodelario, Kevin McNally, Geoffrey Rush, Orlando Bloom | Roteiro: Jeff Nathanson | Direção: Joachim Rønning, Espen Sandberg (A Aventura Kon-Tiki) | Duração: 129 minutos | 3D: Relevante | Cena Extra

Depois de catorze anos desde a aventura original quando conhecemos o Pérola Negra, Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar trouxe de novo aquilo que fez sucesso em 2003. É um filme com elementos de terror, doses de comédia, um leve toque de romance embalados por uma aventura espirituosa e divertida. Depois de pouco mais de duas horas, podemos perceber as semelhanças das estruturas da história de Gore Verbinski e agora com Rønning e Sandberg. Apesar de ser um filme visualmente bem mais deslumbrante que os outros, a aventura peca por alguns personagens esquecíveis e essa previsibilidade dada ao percorrer um caminho parecido com a aventura original, salvo por alguns detalhes.

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