Postagens Etiquetadas ‘filmes de 2017’

O Círculo | Crítica | The Circle, 2017, EUA

O Círculo é o exemplo de uma boa ideia má executada por elementos que não se encaixam na própria história.

O Círculo (The Circle) 2017

Elenco: Emma Watson, Tom Hanks, John Boyega, Karen Gillan, Ellar Coltrane, Patton Oswalt, Glenne Headly, Bill Paxton | Roteiro: James Ponsoldt, Dave Eggers | Baseado em: O Círculo (Dave Eggers) | Direção: James Ponsoldt (O Espetacular Agora) | Duração: 110 minutos

Há uma famosa foto que Mark Zuckerberg aparece cobrindo a câmera e o microfone de seu laptop com fita isolante. É uma história velha mas que logo exigirá uma resposta definitiva: você desistiria completamente da sua privacidade em nome da segurança? Nos moldes de ficções científicas, O Círculo é um exagero das redes sociais como conhecemos hoje, um lugar onde não apenas somos incentivados em compartilhar nossas vidas, mas que isso será obrigatório e você será taxado de monstro se não fizer isso. A produção discute também se existe saída desse labirinto que criamos, mas ao apresentar soluções fáceis demais acaba perdendo a audiência.

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Ao Cair da Noite | Crítica | It Comes at Night, 2017, EUA

Ao Cair da Noite retrata o primeiro medo que todos nós tivemos e o transforma numa assustadora história que não se prende necessariamente à rótulos de gênero. 

Ao Cair da Noite (It Comes at Night) | Crítica

Elenco: Joel Edgerton, Christopher Abbott, Carmen Ejogo, Kelvin Harrison Jr., Riley Keough | Roteiro e direção: Trey Edward Shults (Krisha) | Duração: 91 minutos

Nota 10 - um Tigre no cinemaO seu primeiro medo, provavelmente, foi o medo do escuro: o nada, o vazio e a incerteza te envolveram e resultaram num choro, quebrado pela luz do seu quarto com seus pais correndo para você. Já crescido, Shults transformou esse medo primal em Ao Cair da Noite, um daqueles filmes que discutiremos se tratar de um suspense – por não sabermos exatamente o resultado da trama – ou um terror – porque as situações são aterrorizantes. Ao usar elementos como a câmera que fixa em pontos apenas iluminados com a luz de lanternas, o diretor nos joga num cenário de medo e tensão num lugar tão comum como é a casa da família dos protagonistas. E não se sentir seguro no próprio lar é verdadeiramente um dos maiores terrores que podemos passar.

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Baywatch: SOS Malibu | Crítica | Baywatch, 2017, EUA

Baywatch: SOS Malibu é uma daquelas experiências inesquecíveis que você vai ter no cinema. E infelizmente isso não é um elogio.

Baywatch (2017) Crítica

Elenco: Dwayne Johnson, Zac Efron, Alexandra Daddario, Kelly Rohrbach, Priyanka Chopra, Jon Bass, Ilfenesh Hadera, David Hasselhoff, Pamela Anderson | Argumento: Jay Scherick, David Ronn, Thomas Lennon, Robert Ben Garant | Roteiro: Damian Shannon, Mark Swift | Direção: Seth Gordon (Uma Ladra Sem Limites) | Duração: 116 minutos

Todo e qualquer filme deve ser visto sem preconceito – talvez Os Discursos de Nuremberg sejam uma exceção – e ninguém quer ter uma experiência ruim ao ir ao cinema. Mas às vezes abusam da nossa paciência, como é o caso de Baywatch: SOS Malibu, uma produção tão bagunçada que o melhor paralelo que podemos fazer é aquele trabalho escolar onde você chamou quatro ou cinco colegas e mandou cada um fazer uma parte, resultando numa criatura digna do laboratório do Dr Frankenstein: uma obra sem forma e horrenda. Os atos não conversam entre si e personagens apresentam personalidades diferentes entre uma parte e outra, tornando-se uma das experiências mais esquizofrênicas do cinema atual.

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A Múmia | Crítica | The Mummy, 2017, EUA

O primeiro passo dado no Dark Universe em A Múmia é confuso, pouco divertido e aposta mais na ação do que no terror que os inspirou.

A Múmia (The Mummy) 2017

Elenco: Tom Cruise, Sofia Boutella, Annabelle Wallis, Jake Johnson, Courtney B. Vance, Marwan Kenzari, Russell Crowe | Roteiro: David Koepp, Christopher McQuarrie, Dylan Kussman | Argumento: Alex Kurtzman, Jon Spaihts, Jenny Lumet | Direção: Alex Kurtzman (Bem Vindo à Vida) | Duração: 107 minutos | 3D: Irrelevante

Imagine um universo regido por deuses e monstros. Imagine um universo regido por boas histórias, com bons diretores, maturando com o tempo. É bom que você imagine porque não é isso que encontramos no remake de A Múmia, um dos filmes menos inspirados dos últimos tempos. Existe uma tentativa de fazer um universo coeso desde agora e o paralelo com o filmes de super-heróis não escapa da nossa mente com o Dark Universe chegando. Mas a primeira incursão é uma costura de clichês de outras aventuras, tem uma direção que não consegue manter o foco e um roteiro cheio de conveniências e ex-machinas. Não é um pontapé inicial certeiro, confirmando uma impressão de que houve correria para criar esse novo-velho mundo só depois que essa produção já tinha começado.

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Mulher-Maravilha | Crítica | Wonder Woman, 2017, EUA

Provando seu valor como protagonista Mulher-Maravilha é entretenimento mas também é uma história de causar inveja em muitos filmes chamados sérios.

Elenco: Gal Gadot, Chris Pine, Robin Wright, Danny Huston, David Thewlis, Connie Nielsen, Elena Anaya | Roteiro: Allan Heinberg | Direção: Patty Jenkins (Monster: Desejo Assassino) | Duração: 141 minutos | 3D: Relevante

Quem cresceu lendo todo o panteão da DC Comics tem todo o motivo para sair feliz da sessão de Mulher-Maravilha. E quem apenas acompanhou os filmes, em todas as encarnações anteriores do resto da Trindade, também. Esse não é um filme apenas importante para fãs; também, sem exageros, é para a história do cinema. Ter uma personagem tão popular e tão bem construída é uma inspiração para tantas garotas e mulheres que se encontram pouco representadas nessa indústria. Por trás da cenas de ação, bate um coração com um mensagem importante e que não deve ser ignorada, trazida através de uma personagem popular para que seja recebida mais facilmente.

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Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar | Crítica | Pirates of the Caribbean: Dead Men Tell No Tales, 2017, EUA

Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar resgata o clima da primeira aventura de Jack Sparrow. Digo, Capitão Jack Sparrow.

Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar (2017) Crítica

Elenco: Johnny Depp, Javier Bardem, Brenton Thwaites, Kaya Scodelario, Kevin McNally, Geoffrey Rush, Orlando Bloom | Roteiro: Jeff Nathanson | Direção: Joachim Rønning, Espen Sandberg (A Aventura Kon-Tiki) | Duração: 129 minutos | 3D: Relevante | Cena Extra

Depois de catorze anos desde a aventura original quando conhecemos o Pérola Negra, Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar trouxe de novo aquilo que fez sucesso em 2003. É um filme com elementos de terror, doses de comédia, um leve toque de romance embalados por uma aventura espirituosa e divertida. Depois de pouco mais de duas horas, podemos perceber as semelhanças das estruturas da história de Gore Verbinski e agora com Rønning e Sandberg. Apesar de ser um filme visualmente bem mais deslumbrante que os outros, a aventura peca por alguns personagens esquecíveis e essa previsibilidade dada ao percorrer um caminho parecido com a aventura original, salvo por alguns detalhes.

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O Rastro | Crítica | 2017, Brasil

O Rastro é o terror que busca inspiração num dos maiores terrores do brasileiro: depender do SUS.

O Rastro (2017) | Crítica

Elenco: Rafael Cardoso, Leandra Leal, Natália Guedes, Claudia Abreu, Felipe Camargo, Jonas Bloch, Domingos Montagner | Roteiro: André Pereira, Beatriz Manela | Direção: J. C. Feyer | Duração: 110 minutos

Feyer levou para as telas um filme de terror bem nos moldes clássicos, mas que faz mais sentido aos brasileiros. O Rastro é, em suma, o retrato da saúde pública daqui contada pela ótica do horror. Não é preciso viver exclusivamente do SUS para termos noção disso – talvez se perguntarmos para quem viva exclusivamente dele conseguiremos uma resposta clara: viver contando com o sistema único brasileiro é como um pesadelo. Deixando isso de lado, o diretor acaba por prejudicar a sua obra ao exagerar nos gritos e na trilha sonora que vem num rompante para reforçar o susto na plateia, além de contar com algumas suspensões de descrença, se destacando pelo plano de fundo.

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Alien: Covenant | Crítica | Alien: Covenant, 2017, EUA

Ainda que melhor desenvolvido que seu predecessor, Alien: Covenant é um passeio facilmente esquecido no universo Alien.

Alien: Covenant | Crítica

Elenco: Michael Fassbender, Katherine Waterston, Billy Crudup, Danny McBride, Demián Bichir, James Franco | Argumento: Jack Paglen, Michael Green | Roteiro: John Logan, Dante Harper | Direção: Ridley Scott (Prometheus) | Duração: 123 minutos

Entre querer ou não largar o universo que criou – com mudanças de nome, negando e confirmando a presença do xenoformo – Riddley Scott tem em Alien: Covenant um filme melhor amarrado que seu antecessor, e assim como a produção de 2012 não impressiona. É um filme que cai no mal de várias sequências que é não conseguir contar uma história por si só. É também um conto de origens e como a maioria deles há problemas com ritmo e também uma leve tendência a se perder na discussão apresentada com vários signos da criação quando pende para a ação.

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Corra! | Crítica | Get Out, 2017, EUA

Corra! é um interessante filme que critica uma sociedade que ainda vê os negros como material de trabalho forçado.

Corra! (Get Out) 2017

Elenco: Daniel Kaluuya, Allison Williams, Lil Rel Howery, Bradley Whitford, Caleb Landry Jones, Stephen Root, Catherine Keener | Roteiro e direção: Jordan Peele | Duração: 103 minutos

Nota 10 - um Tigre no cinemaConsiderando a situação e tensão que alguns casos de racismos que chamaram a atenção da mídia recentemente nos EUA, Corra! pode até ser considerado óbvio. Mas não se engane por isso, porque a necessidade de se fazer um filme com um obviedade dessas é que faz a situação ser preocupante – isso no mínimo – e até assustadora. Misturando elementos de suspense, comédia dark e até um pouco de ficção científica, Peele apresenta um retrato pessoal e intimista sobre como é ser negro hoje na nação mais poderosa do mundo. A história na tela faz isso de maneira direta e com pouca margem para interpretações, na esperança que dessa maneira a mensagem seja compreendida pela audiência.

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Guardiões da Galáxia Vol 2 | Crítica | Guardians of the Galaxy Vol. 2, 2017 EUA

Guardiões da Galáxia Vol. 2 continua divertido e cheio de ação, além de mostrar um leve amadurecimento na narrativa.

Guardiões da Galáxia Vol. 2 (Guardians of the Galaxy Vol. 2), 2017

Elenco: Chris Pratt, Zoe Saldana, Dave Bautista, Vin Diesel, Bradley Cooper, Michael Rooker, Karen Gillan, Pom Klementieff, Elizabeth Debicki, Chris Sullivan, Sean Gunn, Sylvester Stallone, Kurt Russell | Roteiro: James Gunn | Baseado em: Guardiões da Galáxia (Dan Abnett, Andy Lanning) | Direção: James Gunn (Guardiões da Galáxia) | Duração: 136 minutos | 3D: Relevante | Cenas extras

Há dois personagens em Guardiões da Galáxia Vol. 2 que usam, explicitamente e o admitem eventualmente, carapaças para esconder seus sentimentos. É parecido com que o James Gunn faz no segundo filme da franquia (e o décimo-quinto do UCM), com uma camada divertidíssima, épica e até descompromissada que representam a faceta de seus personagens que, no entanto, vivem dramas internos. A aventura então traz personagens já definidos e que aprendemos a gostar no filme anterior, explosões, piadas tanto visuais quanto no roteiro e uma leve sensação de amadurecimento, vinda tanto das páginas do roteiro do quanto do grupo. Isso sem transformar radicalmente qualquer um deles.

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Paixão Obsessiva | Crítica | Unforgettable, 2017, EUA

Paixão Obsessiva é um conjunto de obviedades que piora ao notarmos que existia um caminho bem mais interessante para a trama.

Paixão Obsessiva (Unforgettable), 2017

Elenco: Katherine Heigl, Rosario Dawson, Geoff Stults, Isabella Rice, Cheryl Ladd | Roteiro: Christina Hodson, David Leslie Johnson | Direção: Denise Di Novi | Duração: 100 minutos

Paixão Obsessiva se confunde na falta de compromisso, preferindo contar uma história com desenvolvimento e fechamento clichês, sendo que havia muito espaço para ousar. Ainda que toque em temas importantes e ainda em voga para dar voz às minorias – no caso, se levantando contra o machismo e o racismo – o desenvolvimento da história em si é tão comum que não exige do espectador nenhum tipo de questionamento da índole das personagens, mas é possível ver de longe outros resultados mais interessantes para trama, já que todos os elementos para isso estão ali, de bandeja para serem usadas pela diretora que faz um bom trabalho na cadeira. Mas não é uma qualidade refletida no roteiro.

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Vida | Crítica | Life, 2017, EUA

Vida homenageia tanto outra grande franquia do terror especial que acaba se perdendo e ficando sem alma.

Vida (Life) 2017

Elenco: Jake Gyllenhaal, Rebecca Ferguson, Ryan Reynolds, Hiroyuki Sanada, Ariyon Bakare, Olga Dihovichnaya | Roteiro: Rhett Reese, Paul Wernick | Direção: Daniel Espinosa (Protegendo o Inimigo) | Duração: 103 minutos

Imagine caminhar no calcanhar de gigantes, com comparações inevitáveis. Espinosa optou, mesmo com um orçamento e um elenco de peso em mãos, fazer uma grande homenagem ao gênero do terror espacial em Vida: nada de original, sem deixar de apontar essas influências, tanto clássicas quanto as mais modernas. Isso, em geral, deixa a produção com um ar de pouca personalidade, mas que ao menos tem momentos de tensão que serão suficientes para deixar o espectador atento e preso na história. E com pouquíssima ousadia, a história acaba valendo a pena mais para caçar as referências a entender a história em si.

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