Postagens Etiquetadas ‘filmes de 2017’

A Guerra dos Sexos | Crítica | Battle of the Sexes, 2017, EUA

Além de ser um ótimo filme, A Guerra dos Sexos levanta uma bandeira e por isso ganha mais importância.

A Guerra dos Sexos | Review

Elenco: Emma Stone, Steve Carell, Sarah Silverman, Bill Pullman, Alan Cumming, Elisabeth Shue, Austin Stowell, Eric Christian Olsen | Roteiro: Simon Beaufoy | Direção: Jonathan Dayton, Valerie Faris (Pequena Miss Sunshine)

Estamos numa época que algumas produções afirmam o óbvio. Se fosse uma passeata como a marcha para a ciência, Guerra dos Sexos levantaria uma placa dizendo não acreditar que em 2017 ainda é preciso pedir igualdade de gêneros e pelos direitos dos LGTBQI (desculpem se me engano no acrônimo). O filme de Jonathan Dayton e Valerie Faris pode ser visto importando mais pela sua mensagem do que o jeito que é feito, mas isso não impede a dupla de trazer um filme com momentos empolgantes, doces e divertidos enquanto escancarara uma faceta que nos parece muito comum, mesmo passadas quatro décadas.

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Logan Lucky: Roubo em Família | Crítica | Logan Lucky, 2017, EUA

Logan Lucky: Roubo em Família tem momentos divertidos, mas está longe de ser lembrado com destaque na carreira de Soderbergh

Logan Lucky: Roubo em Família | Crítica

Elenco: Channing Tatum, Adam Driver, Seth MacFarlane, Riley Keough, Katie Holmes, Katherine Waterston, Dwight Yoakam, Sebastian Stan, Hilary Swank, Daniel Craig | Roteiro: Rebecca Blunt | Direção: Steven Soderbergh (Onze Homens e um Segredo)

Depois de três filmes de roubos com ares de comédia e aventura, estava claro que em Logan Lucky: Roubo em Família Steven Soderbergh se encontrasse em território familiar. A questão é que esse é o menos soderberghriano de seus filmes, principalmente nos quesitos técnicos, com muitas câmeras fixas, mas que mantém a busca para compensar injustiças. O que não quer dizer que seja uma má experiência; apenas uma de menor interesse na já vasta filmografia do diretor. Porém, o filme ganha a atenção pelas atuações carismáticas, situações exageradas e um clima que parece uma piada no estilo “um manco, um maneta e dois rednecks entram num bar“.

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Detroit em Rebelião | Crítica | Detroit, 2017, EUA

Detroit em Rebelião revisita um retrato para entendermos que algumas coisas erradas no mundo não são novidades.

Detroit em Rebelião | Review

Elenco: John Boyega, Will Poulter, Algee Smith, Jason Mitchell, John Krasinski, Anthony Mackie | Roteiro: Mark Boal (Guerra ao Terror) | Direção: Kathryn Bigelow (A Hora Mais Escura)

O estudo da condição humana já é alvo de Kathryn Bigelow há algum tempo e Detroit em Rebelião é mais um exemplo disso. A diretora usa da atualidade de eventos recentes como os de Charlotsville e Ferguson para fazer uma ligação com os movimentos de direitos civis que vem desde os anos 1960 para apontar que a história de opressão aos negros nos EUA não é nenhuma novidade. É fácil apontar que esse seja um tema comum e até óbvio, mas os casos citados mostram que mesmo a obviedade não é suficiente para que eles sejam menos propícios a acontecer. E usar o cinema como meio para esse discurso serve para entregar a mensagem de maneira mais fácil.

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Blade Runner 2049 | Crítica | Blade Runner 2049, EUA, 2017

Sabendo que era impossível alcançar o inalcançável, Blade Runner 2049 é um misto de homenagem com procura do próprio caminho de Villeneuve.

Blade Runner 2049 | Review

Elenco: Ryan Gosling, Harrison Ford, Robin Wright, Dave Bautista, Ana de Armas, Sylvia Hoeks, Jared Leto | Roteiro: Hampton Fancher, Michael Green | Baseado em: Androides Sonham com Ovelhas Elétricas? (Philip K. Dick) e Blade Runner (Ridley Scott) | Direção: Denis Villeneuve (A Chegada) | Duração: 163 minutos

Entre fazer um trabalho autoral e refazer os gigantes passos do original, Dennis Villeuneve ficou no meio do caminho. Blade Runner 2049 procura sua própria originalidade sem esquecer de prestar homenagem ao universo iniciado em 1982 ao ampliar suas questões. Deixa-se de lado um pouco o visual neo-noir do primeiro para que seja possível passear entre outros cenários e situações e para que conheçamos um mundo expandido daquele que deixou saudade – e que sempre dissemos que não precisava de continuação. Isso continua sendo verdade, mas já que ela veio, por razões mercadológicas que sejam, foi bom que ela tenha caído nas mãos de um dos melhores diretores dessa geração.

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Sono Mortal | Crítica | Dead Awake, 2017, EUA

Sono Mortal é tão fraco que não tem força nem para sair da cama.

Sono Mortal (Dead Awake) | Review

Elenco: Jocelin Donahue, Kate Bowman, Jesse Bradford, Jesse Borrego, Lori Petty, James Eckhouse, Mona Lee Fultz, Brea Grant, A.J. Gutierrez, Billy Blair | Roteiro: Jeffrey Reddick (Premonição) | Direção: Phillip Guzman | Duração: 99 minutos

Creio que não há melhor título para Sono Mortal, um filme que te leva para um caminho do sono durante seus intermináveis minutos. Jeffrey Reddick e Phillip Guzman, num misto de homenagem à um grande clássico do terror misturando-se com a realidade da paralisia do sono, entregam uma produção de tão baixa qualidade que parece um projeto saído do trabalho de conclusão do curso de cinema da faculdade. Não é só a questão dos atores e atrizes fracos: é a história que não empolga, linhas de diálogos sem poder, conveniências e decisões nada sensatas dos personagens. Além de querer assustar a plateia com sustos fáceis, com gritos e jogando coisas na nossa cara.

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Kingsman: O Círculo Dourado | Crítica | Kingsman: The Golden Circle, 2017, EUA

Kingsman: O Círculo Dourado é uma daquelas produções que é embalada pelo bom nome do filme anterior, mas tem pouco conteúdo.

Kingsman: O Círculo Dourado (Kingsman: The Golden Circle | Review

Elenco: Colin Firth, Julianne Moore, Taron Egerton, Mark Strong, Halle Berry, Elton John, Channing Tatum, Jeff Bridges, Pedro Pascal | Roteiro: Jane Goldman, Matthew Vaughn | Direção: Matthew Vaughn (Kingsman: Serviço Secreto) | Duração: 141 minutos | 3D: Irrelevante

Convenhamos, era praticamente impossível superar a aventura anterior. Mas Kingsman: O Círculo Dourado por pouco não faz um desserviço ao seu predecessor. Apesar de dinâmico, cheio de boas coreografias e até divertido em alguns momentos, a produção exagera no conjunto: seja na duração, na repetição de piadas, das várias viradas de roteiro, no dispensável uso do 3D e até na trilha sonora. Apesar do primeiro filme extrapolar em muitos assuntos, havia um frescor que sabíamos que não seria igualado. Mas na continuação há muitas conveniências que são escondidas pelo ritmo frenético, revelando furos no roteiro e resultando numa verdadeira dor de cabeça.

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Esta é a Sua Morte: O Show | Crítica | This is Your Death, 2017, EUA

Esta é a Sua Morte: O Show trata de um tema sensível, mas é preciso se perguntar se uma abordagem dessas beira o perigoso.

Esta é a Sua Morte: O Show | Crítica

Elenco: Josh Duhamel, Famke Janssen, Giancarlo Esposito, Sarah Wayne Callies, Caitlin Fitzgerald | Roteiro: Kenny Yakkel, Noah Pink | Direção: Giancarlo Esposito | Duração: 104 minutos

Dizer apenas que o ódio intolerável está demolindo a nossa sociedade não parece ser mais suficiente para Esposito e eis a motivação para o desenvolvimento que aborda um tema delicado como suicídio de maneira tão pesada em Esta é a Sua Morte: O Show. Enquanto faz uma crítica já comum aos reality shows, o diretor tenta também decifrar o fascínio que espectadores tem desde muito tempo – apesar da explosão no fim dos anos 1990 e o começo dos anos 2000 – em presenciar uma realidade passivamente, como grandes voyeurs de uma sociedade que parece tão perdida ao ponto de preferir à vida dos outros em detrimento da própria.

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Mãe! | Crítica | Mother!, 2017, EUA

Mãe! É um passeio entre loucura e genialidade e o trabalho mais pessoal do diretor.

Mãe! (Mother!) | Review

Elenco: Jennifer Lawrence, Javier Bardem, Ed Harris, Michelle Pfeiffer, Domhnall Gleeson, Kristen Wiig | Roteiro e direção: Darren Aronofsky (Noé) | Duração: 121 minutos

Nota 10 - um Tigre no cinemaAssim como outros grandes diretores, Aronofsky tem uma assinatura tanto estética quanto temática, algo que ele leva ao extremo em Mãe! Falando sobre como ambições podem levar à obsessão e consequentemente à queda, elementos comuns em sua filmografia, esse é o trabalho mais pessoal do diretor, que dessa vez assina o roteiro sozinho. É uma produção tanto inspirada quanto insana, onde criação e destruição andam de mãos dadas numa história contada por meio de fantasia e muitos toques de terror, onde a beleza e a performance elevam-se ao máximo. No fim, é uma daquelas experiências que é impossível sair indiferente – e isso vai muito além de gostar ou não do que acabamos de assistir.

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Amityville: O Despertar | Crítica | Amityville: The Awakening

Amityville: O Despertar é uma produção apressada que não trata bem o seu público-alvo

Amityville: O Despertar (Amityville: The Awakening) | Review

Elenco: Bella Thorne, Cameron Monaghan, Jennifer Jason Leigh, Thomas Mann, Mckenna Grace, Jennifer Morrison, Kurtwood Smith | Roteiro e direção: Franck Khalfoun | Duração: 87 minutos

O problema não são os filmes de terror, nem os adolescentes público-alvo de Amityville: O Despertar. O problema está naqueles que não sabem como tratar ambos. Além de ser uma história que apela para sustos jogando coisas na sua cara (jump scares), o roteiro trata os jovens como desatentos demais para entender a história, confundindo rapidez com dinamismo. Ao fazer um filme curto e onde os personagens pulam em conclusões sem uma base para que cheguem nelas, os produtores do filme tratam aqueles a quem a obra se direciona como desatentos, nivelando por baixo uma audiência que procura diversão antes de tudo.

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As Duas Irenes | Crítica | Brasil, 2017

As Duas Irenes é um diferente tipo de aventura juvenil, um que não trata seus retratados com desdém.

As Duas Irenes | Review

Elenco: Priscila Bittencourt, Isabela Torres, Marco Ricca, Susana Ribeiro, Inês Peixoto, Teuda Bara, Maju Souza, Ana Reston | Roteiro e direção: Fabio Meira | Duração: 88 minutos

Um conto de aventura e de amadurecimento como As Duas Irenes poderia, à princípio, fazer parte de uma sessão vespertina na televisão.  Porém o mais interessante da produção é como ela subverte o clima dos ditos filmes para toda a família, apesar desses elementos. A produção é sim dotada de uma doçura, mas também traz um clima melancólico que não chega a ser sobrepor na trama, mas que está sempre presente na história das duas protagonistas e também nos coadjuvantes. É também uma história de amizade, dúvidas e confrontos que mimetiza o universo jovem como poucas obras tem a competência de fazer.

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Feito na América | Crítica | American Made, 2017, EUA

Doug Liman usa de piadas para falar de um assunto sério Feito na América e desse jeito serve tanto de veículo quanto de crítica.

Feito na América (American Made) | Review

Elenco: Tom Cruise, Sarah Wright, Domhnall Gleeson, Caleb Landry Jones, Alejandro Edda, Mauricio Mejía | Roteiro: Gary Spinelli | Direção: Doug Liman (No Limite do Amanhã) | Duração: 115 minutos

A abordagem cômica – e que funciona demais – em Feito na América é eficaz por dois motivos. Primeiro, porque é mais fácil abordar um assunto sério fazendo piada dele. Segundo, porque expõem a grande piada da Guerra às Drogas que acontece desde a década de 1970. De maneira despojada, mas sem esquecer do conteúdo, Liman conta os detalhes de uma história suja que não sai do lugar há quatro décadas, mostrando como tudo é uma questão de como você vende a sua imagem e de como fins tentam justificar os meios. O que também é uma grande piada – a não ser que você faça isso pelos mocinhos.

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Lino | Crítica | Brasil, 2017

Lino é uma animação feita para crianças muito pequenas e que mostra a qualidade do estúdio nacional que trouxe a obra.

Lino | Crítica

Elenco: Selton Mello, Dira Paes, Paolla Oliveira | Direção: Rafael Ribas | Duração: 93 min | 3D: Relevante

Antes de sair com duas pedras na mão da sala de cinema, lembre-se que Lino não foi feito para você que consegue ler esse texto. A animação nacional do estúdio Startanima é para crianças de, no máximo, cinco ou seis anos, que ainda estão formando sua linguagem e absorvendo conceitos básicos de interação. Os menores vão se divertir com cores, um personagem fofo e podem até rir com as situações que envolvem a dor física do personagem felino. Para quem é mais velho, é uma aventura óbvia e até preconceituosa em alguns momentos. No fim das contas, serve mais para mostrar a qualidade técnica do estúdio, como um portfólio, do que um exemplo bem feito de roteiro.

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It: A Coisa | Crítica | It, 2017, EUA

Apesar de apelar para sustos convencionais, It: A Coisa é competente quando se trata de dar medo.

It: A Coisa (It) | Review

Elenco: Bill Skarsgård, Jaeden Lieberher, Jeremy Ray Taylor, Sophia Lillis, Finn Wolfhard, Wyatt Oleff, Chosen Jacobs, Jack Dylan Grazer, Nicholas Hamilton, Jackson Robert Scott | Roteiro: Chase Palmer, Cary Fukunaga, Gary Dauberman | Baseado em: It: A Coisa (Stephen King) | Direção: Andy Muschietti (Mama) | Duração: 135 minutos

A primeira pergunta que provavelmente passa na sua mente é como alguém pode ter medo de palhaços. A resposta é o estranhamento no comum, a mesma coisa que sons de madeira se contraindo podem te acordar à noite. É nessa premissa que tanto a obra original de Stephen King quanto a adaptação cinematográfica de It: A Coisa se baseiam. Não é apenas para perturbar quem sofre de coulrofobia, o medo de palhaços, mas também assustar pela indiferença que os protagonistas passam. A versão de Muschietti tem bons momentos, estruturalmente falando é cativante e só peca por não deixar que a história assuste por si, apelando demais para scary jumps e músicas em crescendo.

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Polícia Federal: A Lei é Para Todos | Crítica | Brasil, 2017

Polícia Federal: A Lei é Para Todos toma partido no grande cenário da política nacional, mas não é esse o problema do filme.

Policia Federal: A Lei é Para Todos | Crítica

Elenco: Antônio Calloni, Flávia Alessandra, Bruce Gomlevsky, Ary Fontoura, Marcelo Serrado | Roteiro: Gustavo Lipsztein, Thomas Stavros | Baseado em: Polícia Federal: A Lei é Para Todos (Carlos Graieb, Ana Maria Santos) | Direção: Marcelo Antunez (Até Que a Sorte nos Separe 3) | Cena Extra

É clara e muito óbvia a intenção de Polícia Federal: A Lei é Para Todos. Estrear num sete de setembro, com um apoio financeiro não-divulgado, a produção toma um lado e serve de propaganda, pois provavelmente a estreia do filme na TV a cabo coincidirá com as próximas eleições. Dito isso e tirando esse peso dos ombros, podemos analisar o filme como o que não deixa de ser também: um thriller de polícia que estamos acostumados no cinema hollywoodiano. E nesse quesito o resultado é abaixo do mediano. O diretor faz um filme didático demais, constantemente apelando para explicações por meio de narrações, frases clichês e personagens caricatos, ainda que traga algum tipo de discussão.

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O Acampamento | Crítica | Killing Ground, 2017, Austrália

O Acampamento é um thriller tenso que homenageia um estilo, mas que consegue encontrar a sua própria dose de originalidade.

O Acampamento | Crítica

Elenco: Aaron Pedersen, Ian Meadows, Harriet Dyer, Aaron Glenane | Roteiro e Direção: Damien Power | Duração: 88 min

O Acampamento não tem a intenção de ser original ou inovador, mas sim uma homenagem a outros filmes onde pessoas que só querem paz e tranquilidade se encontram com gente perturbada. Mesmo tendo isso em mente, a produção australiana consegue, dentro desse universo estabelecido, trazer tensão e drama com cenários terríveis do tipo que deixam o espectador grudado na cadeira, num misto de querer e não querer tirar os olhos da tela. E mesmo usando elementos clássicos dos filmes do gênero, como a força da personagem feminina, Power, em contrapartida, introduz algumas subversões que dão um frescor à história. Em suma, o diretor/roteirista mostra que uma boa produção pode ser feita com pouco dinheiro e ainda nos manter interessados.

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Emoji: O Filme | Crítica | The Emoji Movie, 2017, EUA

Apesar de ser visualmente cativante, Emoji: O Filme erra no público-alvo e por ser uma grande propaganda disfarçada de filme.

Emoji: O Filme (The Emoji Movie) | Crítica

Elenco: T.J. Miller, James Corden, Anna Faris, Maya Rudolph, Steven Wright, Jennifer Coolidge, Patrick Stewart, Christina Aguilera, Sofía Vergara | Roteiro: Tony Leondis, Eric Siegel, Mike White | Direção: Tony Leondis | Duração: 86 minutos | Cena Extra

Emoji: O Filme não é apenas uma ideia tola de ser executada; também há dois outros grandes problemas. O primeiro é errar o foco, pois o diretor mira nos adolescentes e pelas mudanças e adaptações que devem fazer para serem aceitos numa sociedade, mas é um roteiro tão infantil que dificilmente agradará os mais velhos – e, consequentemente, não se torna interessante para as crianças mais novas. Em segundo é por ser uma grande, enorme e massiva propaganda. Assim como já fizeram Google e Facebook anteriormente, as empresas de tecnologia dos aplicativos mais famosos resolveram investir na tela que ainda não tinham penetração: a do cinema.

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Como Nossos Pais | Crítica | Brasil, 2017

Como Nossos Pais é uma carta aberta ao cotidiano e como as relações entre família funcionam e a típica cobrança inumana da mulher na nossa sociedade.

Como Nossos Pais | Crítica

Elenco: Maria Ribeiro, Clarisse Abujamra, Paulo Vilhena, Felipe Rocha, Jorge Mautner, Herson Capri, Sophia Valverde, Annalara Prates, Cazé Peçanha | Roteiro: Laís Bodanzky, Luiz Bolognesi | Direção: Laís Bodanzky (Bicho de Sete Cabeças) | Duração: 102 minutos

Há um drama um tanto novelesco envolvendo a trama de Como Nossos Pais. Mas é interessante em contrapartida por parecer algo que poderia ser tirado do cotidiano da maioria de nós. Lidando com temas de maternidade, casamento, sexo e relações fraternas, é bem fácil nos identificarmos, pelo menos em algum ponto, com a narrativa da protagonista ou dos coadjuvantes. O filme levanta questionamentos importantes que ecoam na nossa atualidade, mas tem problemas de desenvolvimento no quesito filme – algumas dessas questões são mais ou menos relevantes, o que acaba comprometendo o resultado desse trabalho menos provocativo e mais direto que outros trabalhos da diretora.

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Atômica | Crítica | Atomic Blonde, 2017, EUA

Atômica pode ser um filme divertido, mas não se aprofunda nos personagens e consegue ser confuso em muitos momentos.

Atômica  | Crítica (Atomic Blonde)

Elenco: Charlize Theron, James McAvoy, Eddie Marsan, John Goodman, Toby Jones, James Faulkner, Sofia Boutella, Bill Skarsgård, Barbara Sukowa | Roteiro: Kurt Johnstad | Baseado em: Atômica: A Cidade Mais Fria (Antony Johnston, Sam Hart, DarkSide Books) | Direção: David Leitch (John Wick: De Volta ao Jogo) | Duração: 101 minutos

Por ser a arte que mais envolve os sentidos, é fácil se perder nas imagens e nos sons do cinema, algo que é percebido em Atômica, primeiro trabalho de Leitch. Primando pela ação e diversão, que com certeza levam à audiência no teto, o filme é uma daquelas experiências narcóticas que te levam por um caminho saudosista – indicado pela trilha sonora – sem se aprofundar em dramas ou desenvolvimento de personagens. Apesar disso, o filme tem um estilo visualmente interessante, nota-se a qualidade da direção e traz uma nova personagem de ação para bater de frente com outros clássicos e mais recentes.

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