Postagens Etiquetadas ‘Filmes de 2016’

Sete Minutos Depois da Meia Noite | Crítica | A Monster Calls, 2016, Espanha-EUA-Reino Unido

Sete Minutos Depois da Meia Noite é uma experiência dura de ser encarada e exatamente por isso que é tão importante ser vivida.

Sete Minutos Depois da Meia Noite (2016)

Elenco: Sigourney Weaver, Felicity Jones, Toby Kebbell, Lewis MacDougall, Liam Neeson | Roteiro: Patrick Ness | Baseado em: A Monster Calls (Patrick Ness) | Direção: J. A. Bayona (O Impossível) | Duração: 108 minutos

10/10 - "tem um Tigre no cinema"Como seres humanos, às vezes gostamos de pensar que somos de algum jeito especiais: o povo escolhido, a nação abençoada por Deus, os melhores do mundo. Essas são, no entanto, fugas da falibilidade da vida. Buscamos nos esconder em coisas como a arte de coisas que não há escapatória, até das mais naturais como a morte.  Sete Minutos Depois da Meia Noite coloca essa fuga em termos simbólicos, representado por um gigante que a passos largos se aproxima de você cada vez mais, algo tão grande que eventualmente não poderemos sequer desviar os olhos, numa trama profunda e melancólica que é tão forte quanto os braços do personagem que sai da terra para fazer que encaremos a nossa própria complexidade de frente.

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Passageiros | Crítica | Passengers, 2016, EUA

Passageiros é uma versão de Titanic no espaço e deixa a ficção científica em segundo plano em favor de um romance eticamente questionável.

Passageiros (2016)

Elenco: Jennifer Lawrence, Chris Pratt, Michael Sheen, Laurence Fishburne, Andy García | Roteiro: Jon Spaihts (Doutor Estranho) | Direção: Morten Tyldum (O Jogo da Imitação) | Duração: 116 minutos | 3D: Relevante

4/10 - "tem um Tigre no cinema"A ideia de colonizar o espaço é tema de inúmeras ficções científicas há pelo menos um século, cada autor com sua peculiaridade. Porém Passageiros deixa o discurso da procura da humanidade, ou o que nos faz humanos, de lado para apostar num romance genérico, igual a qualquer outro filme do gênero com a diferença de se passar no espaço. Embalado por efeitos especiais extremamente bem feitos, apesar do 3D ser imperceptível, fica a impressão de que Tyldum foi contratado para um projeto que serve para destacar uma das atrizes mais bem pagas da indústria num filme praticamente seu, mostrando o lado ruim de tratar o cinema apenas como entretenimento, se importando mais com a forma do que com o conteúdo.

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Moana: Um Mar de Aventuras | Crítica | Moana, 2016, EUA

Pensado para um público bem infantil, Moana: Um Mar de Aventuras é uma aventura colorida mas que aborda questões importantes.

Moana: Um Mar de Aventuras (2016)

Elenco: Auli’i Cravalho, Dwayne Johnson, Rachel House, Temuera Morrison, Jemaine Clement, Nicole Scherzinger, Alan Tudyk | Argumento: Ron Clements, John Musker, Chris Williams, Don Hall, Pamela Ribon, Aaron e Jordan Kandell | Roteiro: Jared Bush | Direção: Ron Clements, John Musker (Aladdin) | Duração: 107 minutos | 3D: Relevante

7,5 - "tem um Tigre no cinema"Moana: Um Mar de Aventuras tem a intenção e o foco de agradar mais as crianças por uma estrutura bem simples, mas que surpreende na conclusão, e pelas vários momentos de cantoria que podem desagradar quem não gosta do gênero musical. Portanto, é preciso encarar a nova aventura da Disney com esse propósito. É uma daquelas aventuras que pode ser assistida tanto de maneira descompromissada, mas que dentro de si carrega uma bela mensagem de variados protagonismos. Pode parecer que a questão da diversidade já foi abordada demais porque temos uma produção atrás da outra com mulheres à frente, mas é só levar em conta quantas vezes o contrário aconteceu para perceber que ainda existe um longo caminho para equilibrar as coisas.

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Top 11 | Os Piores e os Melhores Filmes de 2016

Eis a nossa lista com os Piores e os Melhores Filmes de 2016!

Os Piores e os Melhores Filmes de 2016

As listas podem ser simplificadoras, mas é até satisfatório criá-las. Nessa época de passagem do ano é comum termos retrospectivas e lembranças. Então vale a pena ver o que esse ano nos trouxe também no mundo dos cinemas.

E por que onze o invés de dez? Porque sempre fica aquela ponta de querer colocar uma menção honrosa, aquele filme que merece fazer parte das lembranças, mas que ficou para trás por causa de espaço.

Lembrando que essa é uma lista dos lançamentos comerciais nos cinemas brasileiros em 2016! E você pode ver os filmes lançados aqui nesse ano na lista que fiz no Letterboxd.

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Invasão Zumbi | Crítica | Busanhaeng, 2016, Coreia do Sul

Invasão Zumbi é um bom filme de horror que mistura tensão e crítica social, mesmo que não acrescente nada de novo ao gênero.

Invasão Zumbi (2016)

Elenco: Gong Yoo, Ma Dong-seok, Jung Yu-mi, Kim Su-an, Kim Eui-sung, Choi Woo-shik, Ahn So-hee | Roteiro e direção: Yeon Sang-ho

8/10 - "tem um Tigre no cinema"O que faz cada história ser original dentro de um universo que já contou todas as histórias? É preciso mesclar e adaptar elementos, de maneira que cause alguma surpresa ao espectador. Ou simplesmente contar uma boa história que traga reflexão. Invasão Zumbi é o segundo caso. Os elementos, tanto de terror como de ficção científica, já foram abordadas em outras situações e até de maneiras parecidas. O que Sang-ho Yeon faz, no papel de diretor e roteirista, é confinar os protagonistas junto da a plateia durante duas horas numa tensão que prende a atenção pelos movimentos de câmera e a sensação de claustrofobia. O resultado é um eficiente horror que reflete aquele que parece inerente ao ser humano.

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Capitão Fantástico | Crítica | Captain Fantastic, 2016, EUA

Por trás de uma cortina indie Capitão Fantástico é um filme sobre dor, alegrias e o encontro de equilíbrio

Capitão Fantástico (2016)

Elenco: Viggo Mortensen, Frank Langella, Kathryn Hahn, Steve Zahn, George MacKay | Roteiro e Direção: Matt Ross

10/10 - "tem um Tigre no cinema"Talvez o ar indie ou hipster das imagens de divulgação ou o trailer de Capitão Fantástico te afastem da produção. Porém, não se assuste com isso. Em primeiro lugar porque a produção foge dessas amarras de definição ao entregar uma história que vai além do belo visualmente, mas que conversa com nosso âmago. Não é apenas um filme sobre das belezas da natureza ou uma crítica às sociedades alternativas; é algo mais complexo sobre isso. Assim como outras produções já fizeram, é uma história sobre aprendizado e como o amor dos pais servem ou não para seus filhos e que existem casulos mesmo estando num lugar tão amplo e aberto quanto uma floresta.

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Rogue One: Uma História Star Wars | Crítica | Rogue One: A Star Wars Story, 2016, EUA

Rogue One: Uma História Star Wars (2016)

Elenco: Felicity Jones, Diego Luna, Ben Mendelsohn, Donnie Yen, Mads Mikkelsen, Alan Tudyk, Riz Ahmed, Jiang Wen, Forest Whitaker | Argumento: John Knoll, Gary Whitta | Roteiro: Chris Weitz, Tony Gilroy | Direção: Gareth Edwards (Godzilla)

Rogue One: Uma História Star Wars chega como a mais ousada produção do universo iniciado em 1977, equilibrando drama, ação e comédia.

9,5/10 - "tem um Tigre no cinema"É perigoso – e inadequado – simplificar uma produção, seja ela literária ou cinematográfica, em poucas palavras. Podemos começar com uma para chamar a atenção, como um resumo ou chamada. Então, Rogue One: Uma História Star Wars é ousado, mas antes de tudo é um filme de guerra. Para nos aprofundarmos mais, numa das funções da crítica, a produção é tanto um olhar para frente quanto uma homenagem aos fãs. E entendendo que a maioria dos apreciadores de Star Wars não são mais crianças, a produção aposta na mescla de uma história mais sombria e madura, porém sem deixar de lado o espírito aventureiro da saga da família Skywalker, fazendo um resumo do que é a mais famosa das óperas espaciais.

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A Última Ressaca do Ano | Crítica | Office Christmas Party, 2016, EUA

A Última Ressaca do Ano (2016)

Elenco: Jason Bateman, Olivia Munn, T. J. Miller, Jillian Bell, Courtney B. Vance, Kate McKinnon, Jennifer Aniston | Roteiro: Justin Malen, Laura Solon, Dan Mazer | Argumento: Jon Lucas, Scott Moore, Timothy Dowling, Guymon Casady | Direção: Will Speck, Josh Gordon

A Última Ressaca do Ano funcionaria se fosse um curta metragem ou um daqueles especiais de fim de ano.

4/10 - "tem um Tigre no cinema"A Última Ressaca do Ano é um filme que lembra aqueles quadros de festas da televisão que reúne alguns nomes conhecidos – outros nem tanto – numa descompromissada diversão para encerrar o ano em alto astral. E se fosse isso, um programa curto com trinta minutos ou mesmo uma hora, funcionaria melhor. O que acontece é que não há muito história para analisar e o resultado final é esticado para quase cem minutos, mais comerciais, que servem para preencher um horário na sala de cinema. O resultado é um filme com algumas risadas, mas não o suficiente para sair mais leve do que quando entramos.

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O Filho Eterno | Crítica | 2016, Brasil

O Filho Eterno é um bom drama que traz consigo os aprendizados que temos pelo amor ou pela dor.

O Filho Eterno (2016)

Elenco: Marcos Veras, Débora Falabella, Pedro Vinícius, Uyara Torrente, Zeca Cenovicz, Augusto Madeira | Roteiro: Leonardo Levis | Baseado em: O Filho Eterno (Cristovão Tezza) | Direção: Paulo Machline (Trinta)

7,5 - "tem um Tigre no cinema"Se existe uma grande lição que a vida te dá é que nossos planos são uma ilusão. Sempre acreditamos que não vai acontecer conosco, até que acontece e, em desespero, procuramos culpados ao invés de entendimento. O Filho Eterno é um drama que conta com esse peso de termos de encarar a vida com todas essas surpresas e como aprendemos pelo amor ou pela dor. É uma produção nacional fora dos padrões que somos saturados na comédia nacional ao abordar a Síndrome de Down que assim como muitos outros problemas – incluindo os sociais – preferimos fingir não estar lá, além de mostrar uma mensagem sobre inclusão.

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Sully: O Herói do Rio Hudson | Crítica | Sully, 2016, EUA

Sully: O Herói do Rio Hudson é mais uma produção ufanista de Clint Eastwood e com alguns pontos positivos.

Sully: O Herói do Rio Hudson (2016)

Elenco: Tom Hanks, Aaron Eckhart, Laura Linney | Roteiro: Todd Komarnicki | Baseado em: Highest Duty: My Search for What Really Matters (de Chesley Sullenberger e Jeffrey Zaslow) | Direção: Clint Eastwood (Sniper Americano)

7/10 - "tem um Tigre no cinema"Clint Eastwood dirige mais um filme de Clint Eastwood. A redundância não é exagerada pois Sully: O Herói do Rio Hudson é feito por um estadunidense para os estadunidenses – o que em si não é um problema. A questão é que o diretor não se decide se quer fazer um filme narrativo ou um documentário. Se não fosse essa aura que envolve o filme e outras escolhas de montagem que não permitem que a história vá para frente, a produção se sairia melhor. Por outro lado, é uma homenagem às pessoas que manejam pequenos ou grandes atos no seu dia-a-dia e às diferenças que elas fazem nas vidas das pessoas à sua volta.

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De Palma | Crítica | De Palma, 2016, EUA

De Palma (2016)

Elenco: Brian De Palma | Direcão: Noah Baumbach (Frances Ha), Jake Paltrow

De Palma é essencial para qualquer amante de cinema, e ponto final!

10/10 - "tem um Tigre no cinema"

Existem poucas oportunidades de ouvir da própria boca dos mestres seus ensinamentos. Portanto, De Palma é um filme obrigatório para qualquer fã da sétima arte. São quase duas horas absorvendo palavras, curiosidades e histórias engraçadas desse diretor que começou como muitos nos anos 1960, tornando-se relevante nos 1970 e que ainda hoje é reconhecido. É um daqueles filmes referência, que deve ser revisitado pela experiência que o diretor nos passa cobrando tão pouco. É uma catarse e paixão cinéfila pura. Simples na execução e tão cheia do que dizer, o documentário é necessário para entender melhor Hollywood e o Cinema.

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Rainha de Katwe | Crítica | Queen of Katwe, 2016, EUA

Rainha de Katwe é uma contagiante história de superação e uma importante produção para a representatividade negra e feminina.

Rainha de Katwe (2016)

Elenco: David Oyelowo, Lupita Nyong’o, Madina Nalwanga | Roteiro: William Wheeler | Baseado em: The Queen of Katwe: A Story of Life, Chess, and One Extraordinary Girl’s Dream of Becoming a Grandmaster (Tim Crothers) | Direção: Mira Nair

9/10 - "tem um Tigre no cinema"Há uma alegria contagiante em Rainha de Katwe. Ao invés de se perder no melodrama, a diretora Mira Nair prefere contar a força de um povo num filme onde a crítica social anda de mãos dadas com o entretenimento do cinema. As cenas que se passam na favela de Katwe são duras e muitas vezes tristes, mas o lugar não é usado como muleta narrativa. Os acontecimentos dali tem a função de nos tirarem do lugar de conforto, uma realidade que a maioria de nós não vive. O cinema torna-se então uma plataforma para uma cultura pouco explorada em produções ocidentais, quebrando paradigmas hollywoodianos com um elenco majoritariamente negro e com uma mulher na direção para sair do marasmo tão conhecido por nós.

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Elis | Crítica | 2016, Brasil

Elis é uma cinebiografia que homenageia uma das maiores vozes da MPB sem esconder seus defeitos.

Elis (2016)

Elenco: Andréia Horta, Gustavo Machado, Caco Ciocler, Lucio Mauro Filho, Julio Andrade, Zécarlos Machado, Rodrigo Pandolfo, Icaro Silva, César Troncoso, Isabel Wilker, Bruce Gomlevsky | Roteiro: Luiz Bolognesi, Vera Egito, Hugo Prata | Direção: Hugo Prata

7,5 - "tem um Tigre no cinema"Quantos menos adjetivos para descrever uma obra, melhor. Então é mais que justo dizer que Elis é um grito. Hugo Prata grita Elis em todos os cantos do seu filme, tão forte quanto a voz característica da musa da Música Popular Brasileira. O filme é uma ode de paixão à uma cantora que foi querida por tantos, mas sem deixar de lado as imperfeições de seus rastros na sua curta passagem de trinta e seis anos nesse planeta. É uma daquelas obras pensadas tanto para apresentar detalhes da vida para aqueles que não a conheciam bem e para quem já é fã da artista.

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Jack Reacher: Sem Retorno | Crítica | Jack Reacher: Never Go Back, 2016, EUA

Jack Reacher: Sem Retorno continua equilibrando ação e humor, mas falha ao apelar para o sentimentalismo barato.

Jack Reacher: Sem Retorno (2016)

Elenco: Tom Cruise, Cobie Smulders, Danika Yarosh, Austin Hébert, Patrick Heusinger, Aldis Hodge, Holt McCallany e Robert Catrini | Roteiro: Richard Wenk, Edward Zwick, Marshall Herskovitz | Baseado em: Jack Reacher: Sem Retorno (Lee Child) | Direção: Edward Zwick (O Último Samurai).

5/10 - "tem um Tigre no cinema"É extremamente difícil fazer filmes de ação, e já há algum tempo. Fugir de clichês, personagens estereotipados é um grande desafio para qualquer um que entre nessa jogada. Jack Reacher: Sem Retorno sofre desse mal. Se na aventura anterior o personagem era colocado em situações impossíveis, compensadas por boas cenas de ação e homenageando o estilo, a continuação parece sem propósito exatamente por esse motivo. A história de 2013 fazia sentido porque outros personagens e filmes fizeram que o ex-major existisse, mas a continuação serve apenas para referenciar o próprio personagem. E ao incluir uma trama de cunho pessoal, a aventura apela para o piegas. Ainda é divertido, mas claramente sem lugar para se destacar.

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A Chegada | Crítica | Arrival, 2016, EUA

A Chegada é um dos melhores exemplos da ficção científica mais séria e merece ser explorada mais de uma vez.

A Chegada (2016)

Elenco: Amy Adams, Jeremy Renner, Forest Whitaker, Michael Stuhlbarg, Tzi Ma | Roteiro: Eric Heisserer (Quando as Luzes se Apagam) | Baseado em: A História da sua vida (Ted Chiang) | Direção: Denis Villeneuve (Sicario: Terra de Ninguém)

10/10 - "tem um Tigre no cinema"A ficção científica mais nobre, aquela passa longe do kitsch, serve de reflexão para a humanidade. Ainda que seres alienígenas e naves espaciais sejam improváveis de existirem, pelo menos para uma grande parte do mundo, precisamos dissecar a mensagem que vem em forma de alegoria. A Chegada entra nesse seleto grupo. Não é preciso então louvar os efeitos técnicos da produção que tem muito mais a dizer além do simples fato de não estarmos sozinhos no universo. Villeneuve, acertando pela quinta vez seguida, usa de símbolos para falar sobre a maior das nossas ferramentas, subverte conceitos e faz um chamado importante para todos os povos desse planeta que habitamos.

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É Apenas o Fim do Mundo | Crítica | Juste la fin du monde, 2016, Canadá-França

É Apenas o Fim do Mundo (2016)

Elenco: Gaspard Ulliel, Léa Seydoux, Vincent Cassel, Marion Cotillard, Nathalie Baye | Roteiro: Xavier Dolan | Baseado em: Juste la fin du monde (Jean-Luc Lagarce) | Direção: Xavier Dolan (Mommy)

Xavier Dolan descarta uma boa história por esquecer que está fazendo cinema em É Apenas o Fim do Mundo.

4/10 - "tem um Tigre no cinema"Podemos enxergar no cerne de É Apenas o Fim do Mundo um discurso interessante. Adaptado de uma peça teatral, portanto fora da originalidade do diretor, é a história do filho pródigo e suas consequências da volta para casa. Apesar da sensibilidade inerente ao tema, o desenvolvimento da narrativa não funciona. Dolan não entendeu que estava tratando de cinema e não de teatro, e a passagem de uma arte para outra, pelo menos nas mãos do canadense, é cheia de problemas que passam pela montagem, diálogos, dinamismo e até na direção de personagens. A pessoalidade da trama é totalmente apagada por esses motivos, frustrando o drama proposto.

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Animais Fantásticos e Onde Habitam | Crítica | Fantastic Beasts and Where to Find Them, 2016, Reino Unido

Animais Fantásticos e Onde Habitam é uma história bem simples, com momentos divertidos e que tenta agradar uma nova geração para o universo de J.K. Rowling.

Animais Fantásticos e Onde Habitam (2016)

Elenco: Eddie Redmayne, Katherine Waterston, Dan Fogler, Alison Sudol, Ezra Miller, Samantha Morton, Jon Voight, Carmen Ejogo, Colin Farrell | Roteiro: J. K. Rowling | Baseado em: Fantastic Beasts and Where to Find Them (J. K. Rowling) | Direção: David Yates (A Lenda de Tarzan)

6/10 - "tem um Tigre no cinema"Existem dois pontos positivos em Animais Fantásticos e Onde Habitam: em primeiro lugar, é um filme bem divertido. E em segundo, contém-se em si mesmo (quase), sem a necessidade extrema de uma continuação – ainda que saibamos que ela irá acontecer. Rowling e Yates revisitam o Mundo Bruxo™ com uma mistura de saudosismo com um olhar para frente. Os fãs de Harry Potter e companhia se sentirão bem ao revisitar o universo iniciado pela autora em 1997, mas precisarão entender que esse filme não foi feito para quem cresceu com o bruxo. A proposta é de alcançar um público hoje infanto-juvenil, numa produção que tem o espírito pueril da primeira aventura de Potter. O que torna a produção muito simples em geral.

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Snowden: Herói ou Traidor | Crítica | Snowden, 2016, EUA

Snowden: Herói ou Traidor (2016)

Elenco: Joseph Gordon-Levitt, Shailene Woodley, Melissa Leo, Tom Wilkinson, Zachary Quinto, Rhys Ifans, Nicolas Cage | Roteiro: Oliver Stone, Kieran Fitzgerald | Baseado em: The Snowden Files (Luke Harding) e Time of the Octopus (Anatoly Kucherena) | Direção: Oliver Stone (Selvagens)

 

Em Snowden: Herói ou Traidor deixa a sutileza de lado para se posicionar sobre a figura de um dos homens mais controversos da América.

7,5 - "tem um Tigre no cinema"Falta sutileza no trabalho de Oliver Stone, mas ele sempre foi assim. Para o diretor Snowden: Herói ou Traidor representa o tempo que vivemos, e que mais trabalhos assim são necessários. A cinebiografia é a admiração de Stone à controversa figura e o posicionamento do diretor sobre a política de seu país, sem se preocupar em poupar lados, assim como seu protagonista, desagradando tanto Democratas quanto Republicanos. O nova-iorquino está numa missão de mostrar as coisas que acreditam ser o mal do país, representado por líderes, agências obscuras e a própria inanição de seus compatriotas. Se parecer um exagero Stone ser tão direto nas suas obras é porque ele crê que o momento pede um tratamento de choque, levado por meio da sétima arte.

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