Postagens Etiquetadas ‘Domingos Montagner’

O Rastro | Crítica | 2017, Brasil

O Rastro é o terror que busca inspiração num dos maiores terrores do brasileiro: depender do SUS.

O Rastro (2017) | Crítica

Elenco: Rafael Cardoso, Leandra Leal, Natália Guedes, Claudia Abreu, Felipe Camargo, Jonas Bloch, Domingos Montagner | Roteiro: André Pereira, Beatriz Manela | Direção: J. C. Feyer | Duração: 110 minutos

Feyer levou para as telas um filme de terror bem nos moldes clássicos, mas que faz mais sentido aos brasileiros. O Rastro é, em suma, o retrato da saúde pública daqui contada pela ótica do horror. Não é preciso viver exclusivamente do SUS para termos noção disso – talvez se perguntarmos para quem viva exclusivamente dele conseguiremos uma resposta clara: viver contando com o sistema único brasileiro é como um pesadelo. Deixando isso de lado, o diretor acaba por prejudicar a sua obra ao exagerar nos gritos e na trilha sonora que vem num rompante para reforçar o susto na plateia, além de contar com algumas suspensões de descrença, se destacando pelo plano de fundo.

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Um Namorado Para Minha Mulher | Crítica | 2016, Brasil

Um Namorado Para Minha Mulher (2016)

Elenco: Ingrid Guimarães, Caco Ciocler, Domingos Montagner, Marcos Veras, Paulo Vilhena, Miá Mello | Roteiro: Lusa Silvestre, Julia Rezende | Baseado em: Un novio para mi mujer (Juan Taratuto) | Direção: Julia Rezende

Um Namorado Para Minha Mulher não consegue escapar dos inúmeros clichês da comédia romântica, mas é engraçado.

6/10 - "tem um Tigre no cinema"Está cada vez mais difícil encontrar bons exemplos na comédia nacional, apesar dos números me contradizerem. Não é de se espantar então que Julia Resende tenha buscado inspiração no cinema argentino para Um Namorado Para Minha Mulher. Seja pela inspiração ou não, a produção da diretora consegue tirar sarro da situação nada usual para um casal. Homens irão identificar amigos em tela – é interessante ver do lado de fora algo que talvez não percebamos –, as mulheres irão se divertir com as bobagens que nós fazemos e, no final, as risadas serão de ambos. O que é bem mais do que outras ditas comédias do nosso cenário podem dizer.

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De Onde Eu Te Vejo | Crítica | 2016

De Onde Eu Te Vejo (2016)

Com Denise Fraga, Domingos Montagner, Manoela Aliperti, Marisa Orth, Juca de Oliveira e Fúlvio Stefanini. Roteirizado por Leonardo Moreira e Rafael Gomes. Dirigido por Luiz Villaça.

Passeando entre o romance, a comédia e o drama, De Onde Eu Te Vejo se destaca dentro do gênero nas produções nacionais.
8/10 - "tem um Tigre no cinema"O cinema brasileiro foi maltratado por causa da gana das produtoras em enfiar goela abaixo comédias estúpidas e romances açucarados. De Onde Eu Te Vejo foge da maioria desses clichês, mesmo usando dos elementos citados. É uma comédia, assim como é um romance, tanto quanto um drama. Essa mistura permeia a narrativa com equilíbrio, sem deixar que um aspecto fique mais à frente de outro, além de ser tecnicamente impecável. Mesmo com alguns problemas – poucos, é verdade – é uma história bonita, leve, agradável de ser assistida e que pode fazer você se reconectar com quem ama de verdade, mesmo numa metrópole como São Paulo.

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Gonzaga – De pai pra filho (2012, Brasil) [Crítica]

Com Júlio Andrade, Adélio Lima, Nanda Costa, Roberta Gualda, Claudio Joborandy e Domingos Montagner. Roteirizado por Patricia Andrade e Maria Hernandez. Dirigido por Breno Silveira (Dois Filhos de Francisco).

Enquanto assistia “Gonzaga – De pai pra filho” pensava muito no meu pai e nos meus avós. É impressionante quando uma cinebiografia te cativa tanto, mesmo que você não conheça muito bem os personagens. No meu caso, nem sou apreciador do baião, nem de seu representante maior que é Luiz Gonzaga, e nem mesmo de seu filho Gonzaginha. Mas Silveira, Andrade e Hernandez nos trazem um filme emocionante por ir além da imagem de “Rei do Baião”, e mostram um história de superação e redenção. Definitivamente, um dos melhores filmes do ano.

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