Postagens Etiquetadas ‘cinema nacional’

As Duas Irenes | Crítica | Brasil, 2017

As Duas Irenes é um diferente tipo de aventura juvenil, um que não trata seus retratados com desdém.

As Duas Irenes | Review

Elenco: Priscila Bittencourt, Isabela Torres, Marco Ricca, Susana Ribeiro, Inês Peixoto, Teuda Bara, Maju Souza, Ana Reston | Roteiro e direção: Fabio Meira | Duração: 88 minutos

Um conto de aventura e de amadurecimento como As Duas Irenes poderia, à princípio, fazer parte de uma sessão vespertina na televisão.  Porém o mais interessante da produção é como ela subverte o clima dos ditos filmes para toda a família, apesar desses elementos. A produção é sim dotada de uma doçura, mas também traz um clima melancólico que não chega a ser sobrepor na trama, mas que está sempre presente na história das duas protagonistas e também nos coadjuvantes. É também uma história de amizade, dúvidas e confrontos que mimetiza o universo jovem como poucas obras tem a competência de fazer.

Leia mais

Como Nossos Pais | Crítica | Brasil, 2017

Como Nossos Pais é uma carta aberta ao cotidiano e como as relações entre família funcionam e a típica cobrança inumana da mulher na nossa sociedade.

Como Nossos Pais | Crítica

Elenco: Maria Ribeiro, Clarisse Abujamra, Paulo Vilhena, Felipe Rocha, Jorge Mautner, Herson Capri, Sophia Valverde, Annalara Prates, Cazé Peçanha | Roteiro: Laís Bodanzky, Luiz Bolognesi | Direção: Laís Bodanzky (Bicho de Sete Cabeças) | Duração: 102 minutos

Há um drama um tanto novelesco envolvendo a trama de Como Nossos Pais. Mas é interessante em contrapartida por parecer algo que poderia ser tirado do cotidiano da maioria de nós. Lidando com temas de maternidade, casamento, sexo e relações fraternas, é bem fácil nos identificarmos, pelo menos em algum ponto, com a narrativa da protagonista ou dos coadjuvantes. O filme levanta questionamentos importantes que ecoam na nossa atualidade, mas tem problemas de desenvolvimento no quesito filme – algumas dessas questões são mais ou menos relevantes, o que acaba comprometendo o resultado desse trabalho menos provocativo e mais direto que outros trabalhos da diretora.

Leia mais

O Rastro | Crítica | 2017, Brasil

O Rastro é o terror que busca inspiração num dos maiores terrores do brasileiro: depender do SUS.

O Rastro (2017) | Crítica

Elenco: Rafael Cardoso, Leandra Leal, Natália Guedes, Claudia Abreu, Felipe Camargo, Jonas Bloch, Domingos Montagner | Roteiro: André Pereira, Beatriz Manela | Direção: J. C. Feyer | Duração: 110 minutos

Feyer levou para as telas um filme de terror bem nos moldes clássicos, mas que faz mais sentido aos brasileiros. O Rastro é, em suma, o retrato da saúde pública daqui contada pela ótica do horror. Não é preciso viver exclusivamente do SUS para termos noção disso – talvez se perguntarmos para quem viva exclusivamente dele conseguiremos uma resposta clara: viver contando com o sistema único brasileiro é como um pesadelo. Deixando isso de lado, o diretor acaba por prejudicar a sua obra ao exagerar nos gritos e na trilha sonora que vem num rompante para reforçar o susto na plateia, além de contar com algumas suspensões de descrença, se destacando pelo plano de fundo.

Leia mais

Aquarius | Crítica | Brasil, 2016

Aquarius é uma batalha contra vários tipos de opressão, e só peca pela falta de dinamismo.

Aquarius (2016)

Elenco: Sonia Braga, Maeve Jinkings, Irandhir Santos, Humberto Carrão | Roteiro e Direção: Kleber Mendonça Filho (O Som ao Redor)

9/10 - "tem um Tigre no cinema"Uma coisa é impossível de se negar: Kléber Mendonça Filho arriscou muito em Aquarius. Assim como em O Som ao Redor, a nova produção é um recorte de uma vida, dessa vez se concentrando em apenas uma história. Durante a longa projeção de 140 minutos há risos, dramas e uma contemplação nem sempre necessária. Se a mensagem fosse menos relevante e se a protagonista fosse menos interessante, a falta de dinâmica enterraria o filme. Do mesmo jeito que a vida, é difícil acompanhar toda a narrativa da última resistente do prédio, e apenas faltou um equilíbrio por parte de Mendonça ao usar o tempo como elemento, ainda que ele seja um ótimo diretor.

Leia mais

O Som ao Redor | TigreCast #139 | Podcast

Podcast sobre o nacional O Som ao Redor, filme de Kleber Mendonça Filho. Ouve aí!

O Som ao Redor | TigreCast #139

Passeando entre o drama e o suspense, e porque não dizer um pouco de comédia, um diretor pouco conhecido mostrou com irreverência o nossos suburbanos. Vamos voltar para 2013 para falar de um dos melhores filmes do nosso cinema: O Som ao Redor.

Aqui é Tiago Lira (@otigre1982), Matheus Des (@matheusdes) e Thiago Damasceno. E bem-vindos de novo ao TigreCast!

Leia mais

Reproduzir

De Onde Eu Te Vejo | Crítica | 2016

De Onde Eu Te Vejo (2016)

Com Denise Fraga, Domingos Montagner, Manoela Aliperti, Marisa Orth, Juca de Oliveira e Fúlvio Stefanini. Roteirizado por Leonardo Moreira e Rafael Gomes. Dirigido por Luiz Villaça.

Passeando entre o romance, a comédia e o drama, De Onde Eu Te Vejo se destaca dentro do gênero nas produções nacionais.
8/10 - "tem um Tigre no cinema"O cinema brasileiro foi maltratado por causa da gana das produtoras em enfiar goela abaixo comédias estúpidas e romances açucarados. De Onde Eu Te Vejo foge da maioria desses clichês, mesmo usando dos elementos citados. É uma comédia, assim como é um romance, tanto quanto um drama. Essa mistura permeia a narrativa com equilíbrio, sem deixar que um aspecto fique mais à frente de outro, além de ser tecnicamente impecável. Mesmo com alguns problemas – poucos, é verdade – é uma história bonita, leve, agradável de ser assistida e que pode fazer você se reconectar com quem ama de verdade, mesmo numa metrópole como São Paulo.

Leia mais

Mundo Cão | Crítica | (2016) Brasil

Mundo Cão (2016)

Com Babu Santana, Adriana Esteves, Lázaro Ramos, Milhem Cortaz, Thainá Duarte e Vini Carvalho. Roteirizado por Marcos Jorge e Lusa Silvestre. Dirigido por Marcos Jorge (Estômago).

Equilibrando temas da comédia e dos filmes policiais, Mundo Cão é uma agradável surpresa.

6/10 - "tem um Tigre no cinema"É preciso reforçar a mensagem de que o cinema brasileiro tem qualidade, se soubermos onde olhar. Mundo Cão é um filme divertido em vários momentos e se esforça em surpreender em outros sem apelar para ex-machinas ou soluções fantásticas. Seus personagens são críveis e conversam com a enorme parcela da população do país – você reconhecerá familiares, vizinhos e, provavelmente, a si mesmo nas desventuras do protagonista. Vale também porque o gênero é pouco explorado no cenário nacional.

Leia mais

O Último Cine Drive-In | Crítica | Brasil, 2015

Ultimo Cine Drive-In, 2015

Com Breno Nina, Othon Bastos, Rita Assemany, Chico Sant’anna, Fernanda Rocha, André Deca, Rosanna Viegas, Vinícius Ferreira. Roteirizado por Iberê Carvalho e Zepedro Gollo. Dirigido por Iberê Carvalho.

10/10 - "tem um Tigre no cinema"Cada vez mais o cinema dramático nacional tem trazido bons exemplos para nós. Esqueçam as comédias simples, iguais e pasteurizadas: O Último Cine Drive-In é uma lição sobre e o que é o cinema. E não é apenas isso. Apesar da homenagem à sétima arte ser bem clara, e a primeira camada da história, Iberê Carvalho escancara um retrato social na sede do poder legislativo, e ainda acha espaço para contar uma história de pais e filhos durante a jornada de seus personagens. Fugindo de clichês e trabalhando com pitadas de aventura e comédia, essa é uma produção digna de ser lembrada por qualquer espectador, mas em especial pelos brasileiros.

Leia mais

Meus Dois Amores | Crítica | Brasil, 2015

Meus Dois Amores é uma comédia simples e tão surreal quanto o pôster indica. Não é o melhor exemplo brasileiro do gênero no , mas é um bom exemplo dele.

Meus Dois Amores, 2015

Com Caio Blat, Maria Flor, Alexandre Borges, Lima Duarte, Vera Holtz, Fabiana Karla, Guilherme Weber, Milton Gonçalves, Ana Lúcia Torre e Julio Adrião. Roteirizado por José Carvalho, baseado na obra de Guimarães Rosa. Dirigido por Luiz Henrique Rios.

7/10 - "tem um Tigre no cinema"A comédia nacional vive um péssimo momento, com filmes que vem atrelado a quadros sem graça da TV, ou baseando suas piadas em estereótipos e preconceitos. Por isso é uma enorme satisfação ver gente saindo desse caminho. Em Meus Dois Amores o universo simples assim como seu povo não é tratado como chacota. O retrato dessas pessoas num universo quase fantástico e críticas às instituições religiosas é uma produção leve, divertida e tão surreal quanto um homem ter o coração dividido entre uma mulher e uma mula.

Sinopse oficial

Manuel (Blat), um vaqueiro esperto e valentão, vende um cavalo bichado ao matador Targino (Borges), que o jura de morte e promete desonrar sua noiva Das Dô (Flor). Manuel aceita o desafio, mas recorre ao feiticeiro Toniquinho (Adrião) para fechar seu corpo.

 

Leia mais

Para cima