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Silêncio | Crítica | Silence, 2016, EUA-Japão

Silêncio é uma reflexão da ligação do humano com o divino e um dos melhores filmes de Martin Scorsese.

Silêncio (Silence, 2016)

Elenco: Andrew Garfield, Adam Driver, Ciarán Hinds, Liam Neeson, Tadanobu Asano, Issey Ogata, Yōsuke Kubozuka | Roteiro: Jay Cocks, Martin Scorsese | Baseado em: Silêncio (Shūsaku Endō) | Direção: Martin Scorsese (Taxi Driver) | Duração: 161 minutos

A obsessão de Martin Scorsese com a religião não é novidade: desde a culpa católica até a sua versão do Cristo, considerada profana por muitos, e visitando até a figura do Dalai Lama. E em Silêncio o diretor faz uma reflexão do humano em relação com o divino, da dureza do Criador, cheia de caminhos tortuosos e dolorosos. A virtude dos personagens é testada longamente, refletindo a extensão pouco usual de um filme de padrões comerciais. E assim como os protagonistas, é no silêncio que devemos refletir se existe alguma resposta, uma experiência que funciona tanto para aqueles que acreditam em alguma força divina quantos os que não.

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John Carter – Entre Dois Mundos (John Carter, 2012, EUA) [Crítica]

Com Taylor Kitsch, Lynn Collins, Samantha Morton, Mark Strong, Ciarán Hinds, Dominic West, James Purefoy, Bryan Cranston, Daryl Sabara e Willem Dafoe. Roteiro de Andrew Stanton, Mark Andrews e Michael Chabon, baseado no livro de Edgar Rice Burroughs. Dirigido por Andrew Stanton (Wall-E).

“John Carter – Entre Dois Mundos” é um filme de fantasia pura, mantendo os aspectos da época em que foi escrito. O planeta vermelho tem atmosfera e mantém uma temperatura agradável, tão diferente da nossa “chata” realidade. Esse mundo é povoado por dois clãs humanos e por criaturas de quatro braços que estão em guerra entre si. John (Kitsch) é levado para esse mundo por acidente, luta por necessidade, mas não quer escolher lados na batalha. Trazendo ótimos efeitos especiais (ao ponto de você acreditar nas figuras de quatro braços medindo 3,5m), e a música de Michael Giacchino (não inspirado como em “Up – Altas Aventuras”, mas marcante), o filme dura quase 2h20min nos divertindo e não cansando. Existem alguns pontos que rebaixam a produção, principalmente no tocante à tecnologia usada pelos dois povos humanos. No entanto, “John Carter” se sai muito bem dentro da própria proposta, e não merecia o fracasso retumbante que teve nos cinemas dos EUA.

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A Mulher de Preto (The Woman in Black, 2012, EUA) [Crítica]

Com Daniel Radcliffe, Ciarán Hinds, Janet McTeer, Sophie Stuckey e Liz White. Roteiro de Jane Goldman (X-Men: Primeira Classe), baseado no livro de Susan Hill. Dirigido por James Watkins (Eden Lake).

Existe uma relação de amor e ódio no cinema de terror. Há quem ache besteira pagar para ser assustado. Mas o princípio de qualquer filme é que você paga para ser enganado. “A Mulher de Preto” é um livro de 1982 e que já teve uma versão para TV em 1989. A história chamou a atenção de Jane Goldman, co-roteirista de “X-Men: Primeira Classe”. Mas não vi valer a pena a visita à casa de Eel Marsh. A história tem seus pontos de sustos, e aproveita bem o clima soturno do interior da Inglaterra do século XIX. Mas faltou um pouco mais de ousadia aos responsáveis. A principal é não  criar uma dúvida se existe uma histeria em massa, ou se é realmente uma presença maligna na pequena cidade. E temos que falar da escolha Radcliffe. Sim, ele merece se distanciar do bruxo que o fez famoso, mas poderiam forçar isso um pouco mais na maquiagem e cabelos do ex-Harry. E, quem sabe, colocá-lo num filme onde ele não precisasse pegar um trem.

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