Postagens Etiquetadas ‘Ben Kingsley’

Mogli – O Menino Lobo | Crítica | The Jungle Book,2016, EUA

A nova roupagem de Mogli – O Menino Lobo é um deslumbre visual e não se esquece de suas raízes.

Mogli - O Menino Lobo (2016)

Com Neel Sethi, Bill Murray, Ben Kingsley, Idris Elba, Lupita Nyong’o, Scarlett Johansson, Giancarlo Esposito, Christopher Walken. Roteirizado por Justin Marks, baseado na obra de Rudyard Kipling. Dirigido por Jon Favreau (Homem de Ferro).

8/10 - "tem um Tigre no cinema"A história de menino criado por lobos é um tanto universal, vide Rômulo e Remo. E depois de tanto tempo da clássica animação de 1967 – e vamos fazer de conta que o filme de 1994 não existiu – Mogli – O Menino Lobo está de volta mais deslumbrante do que nunca, numa narrativa leve e rápida. Vindo na esteira de outros clássicos animados que foram adaptados ao live action, esse é a primeira produção do estilo que se destaca depois das duas últimas tentativas da Disney. E mantém o espírito infantil com alguns elementos mais sombrios, nem tão pensada para as crianças e nem tão pesada para que elas não possam curtir.

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A Travessia | Crítica | The Walk, 2015, EUA

Em A Travessia Robert Zemeckis mostra sua melhor forma na técnica 3D, sem deixar de lado contar uma boa história. Leia a crítica!

A Travessia

Com Joseph Gordon-Levitt, Ben Kingsley, Charlotte Le Bon, James Badge Dale. Roteirizado por Robert Zemeckis e  Christopher Browne, baseado no livro de Philippe Petit. Dirigido por Robert Zemeckis (De Volta Para o Futuro).

8/10 - "tem um Tigre no cinema"Temas como dominar o próprio medo, sempre ir à frente e desafiar-se são bem comuns em todo o tipo de narrativa. Robert Zemeckis é competente ao contar essa história misturando fatos e poesia, além de prender a audiência por um fio, até mesmo para aqueles que já conhecem a história desse audacioso equilibrista. Embalado por qualidades técnicas como a montagem, o uso funcional do 3D e a fotografia, A Travessia é uma divertida produção que pode tanto ser apreciada por suas qualidades narrativas e visuais – algo que o documentário deixa para a nossa imaginação – quanto por sua mensagem de superação.

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Uma Noite no Museu 3: O Segredo da Tumba | Crítica | Night at the Museum: Secret of the Tomb, 2015, EUA

Uma Noite no Museu 3: O Segredo da Tumba é a parte mais fraca da trilogia, mas é a última oportunidade de ver Robin Williams na tela.

Night at the Museum: Secret of the Tomb, 2015

Com Ben Stiller, Robin Williams, Owen Wilson, Steve Coogan, Ricky Gervais, Dan Stevens, Rebel Wilson, Skyler Gisondo, Rami Malek, Patrick Gallagher, Mizuo Peck e Ben Kingsley. Roteirizado por Mark Friedman, David Guion e Michael Handelman. Dirigido por Shawn Levy (Os Estagiários).

5/10 - "tem um Tigre no cinema"A cada minuto que se passava durante a projeção de Uma Noite no Museu 3: O Segredo da Tumba eu me perguntava onde estava aquele espírito e aquela graça tão presentes nos dois primeiros filmes. Cinco anos separam uma obra da outra, e ainda que o filme tenha alguns bons momentos, Shawn Levy fecha a trilogia com a sensação nítida que falta alguma coisa, mostrando que nem sempre o tempo faz bem.

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Êxodo: Deuses e Reis | Crítica | Exodus: Gods and Kings, 2014, EUA

Em Êxodo, a história de Moisés ganha um novo épico nas mãos de Ridley Scott, diretor de Blade Runner, Alien e Prometheus.

Exodus: Gods and Kings, 2014

Com Christian Bale, Joel Edgerton, John Turturro, Aaron Paul, Ben Mendelsohn, Sigourney Weaver, Ben Kingsley e Issac Andrews. Roteirizado por Adam Cooper, Bill Collage, Jeffrey Caine, Steven Zaillian. Dirigido por Ridley Scott (Prometheus).

8/10 - "tem um Tigre no cinema"Falar de religião é sempre um terreno espinhoso, ainda mais quando o assunto é o considerado líder de uma nação, tanto por judeus quanto muçulmanos. Recontando uma história muito conhecida, e que têm nos calcanhares outras grandes adaptações cinematográficas, Êxodo: Deuses e Reis é uma aula de cinema que traz os mesmos desafios ligados ao filme de outra figura bíblica, lançada alguns meses atrás. Ridley Scott trouxe uma grande e magnífica produção, como foi a era de ouro dos faraós, e não tem receio de imaginar uma história clássica, dando tons de alegoria, como alguns creem ser, e não esquecendo de elementos primordiais da fonte original.

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Ender’s Game: O Jogo do Exterminador | Crítica | Ender’s Game, 2013, EUA

Ender’s Game: O Jogo do Exterminador mistura bons momentos de aventura, ótimos efeitos especiais e várias críticas ao sistema vigente.

Ender's

Com Harrison Ford, Asa Butterfield, Hailee Steinfeld, Viola Davis, Abigail Breslin e Ben Kingsley. Roteirizado por Gavin Hood, baseado na obra de Orson Scott Card. Dirigido por Gavin Hood (X-Men Origens: Wolverine).

9/10 - "tem um Tigre no cinema"“Jogos de Guerra”: simulações militares que preparam soldados para ações de combate na vida real. Como o nome diz, é um faz-de-conta, um treinamento. Num mundo dominado por adultos, usar crianças em simulações de guerra parece perversão e o ápice da covardia. Esse é o jogo delas: se adaptar ao mundo que os fez acreditarem que meninos e meninas sejam a solução para algo que os mais velhos não viram. A aventura de cunho militar, e de várias críticas ao sistema, vem também com bons momentos de aventura e ótimos efeitos especiais. Existe alguma coisa de errado, mas não se sabe exatamente o que. É essa pergunta que faz com que “Ender’s Game: o Jogo do Exterminador” seja cativante ao mesmo tempo em que é lento para os padrões de filme de ação. Contraditório, como as razões da guerra.

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A Invenção de Hugo Cabret (Hugo, 2011, EUA) [Crítica]

Com Ben Kingsley, Asa Butterfield, Chloë Grace Moretz, Sacha Baron Cohen, Emily Mortimer, Jude Law e Christopher Lee. Escrito por  John Logan (Rango), baseado no livro de Brian Selznick. Dirigido por Martin Scorsese (O Aviador).

A expectativa era grande. “Hugo” é uma grande homenagem ao cinema. Ver na tela Georges Méliès, suas criações e ideias serem apresentadas para um novo público é emocionante para qualquer cinéfilo. E nesse clima nostálgico, o grande diretor Scorsese nos leva para a Paris do começo dos anos 1930 numa tentativa de fazer um filme infantil.  Tem momentos comoventes, mas o roteiro é tão previsível e com poucos momentos marcantes que essa reverência ao cinema clássico se sobrepõe à história do personagem principal, enquanto o ideal seria encontrar um equilíbrio. Com personagens paralelos e alívios cômicos que parecem fora de lugar, “Hugo” não deve ficar muito tempo na memória dos espectadores. É um filme que será lembrado mais pela sua perfeição visual e técnica, com seu encantador 3D na sua profundidade de campo do que outros filmes que souberam explorar mais o emocional. Ganhou os Oscar de “Melhor Fotografia”, “Melhor Direção de Arte”, “Melhores Efeitos Especiais”, “Melhor Edição de Som” e “Melhor Mixagem”.

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Casa de Areia e Névoa | Crítica | House of Sand and Fog, 2003

Casa de Areia e Névoa é um filme sobre os mais variados tipos de perdas.

Casa de Areia e Névoa

Com Jennifer Connelly, Ben Kingsley, Shohreh Aghdashloo e Ron Eldard. Escrito por Shawn Lawrence Otto e Vadim Perelman. Baseado no romance de mesmo nome de Andre Dubus III. Dirigido por Vadim Perelman. Ex-alcoólatra e abandonada pelo marido, Kathy Nicollo (Jennifer) perde a casa que era de seu pai por falta de pagamento de impostos. A casa vai à leilão e é comprada pelo imigrante Massoud Amir Behrani (Kingsley), um ex-coronel do exército iraniano, para para poder dar uma vida melhor à família que trouxe com ele do Irã. A partir disso, segue o drama de quem tem mais direitos sobre a propriedade.

É muito difícil ver um diretor/escritor acertar logo da primeira vez. E Vadim Perelman fez isso nessa fantástica e melancólica película. Trabalhando com Roger Deakis, Diretor de Fotografia que deve ter feito todos os filmes dos Irmão Cohen (mas ficou bem apagado em “O Preço do Amanhã“) e em “Um Sonho de Liberdade”, os produtores deram um tom bem mais triste às passagens de tempo e ao clima. A névoa que cobre a cidade é um agente participante, escondendo os personagens quando estão com medo ou sofrendo. E com a trilha sonora de James Horner, um dos poucos músicos que fogem do mais do mesmo, as cenas criam vida verdadeiramente. Não sou especialista em Direção de Fotografia ou música, mas foi o que senti.

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Ilha do Medo (Shutter Island, 2010, EUA) [Crítica]

Com Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Ben Kingsley e Max von Sydow. Escrito por Laeta Kalogridis (Alexandre), baseado numa história de Dennis Lehane. Dirigido por Martin Scorsese (Taxi Driver). Dois agentes federais dos EUA (“Marshals”) vão até Shutter Island, uma ilha que trata de criminosos insanos. Lá eles investigam o desaparecimento de uma paciente deste lugar, que dizem ser impossível sair de lá com vida.

Scorsese fazendo um filme noir não poderia dar errado. Ilha do Medo é um daqueles filmes de suspense que não te enrolam e te colocam na angústia do personagem logo de cara. Leia mais

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