Postagens Etiquetadas ‘Asa Butterfield’

O Espaço Entre Nós | Crítica | The Space Between Us, 2017, EUA

O Espaço Entre Nós é um romance típico que tenta se diferenciar ao usar o tema da colonização do planeta vermelho como plano de fundo.

O Espaço Entre Nós (2017) | Crítica

Elenco: Gary Oldman, Asa Butterfield, Carla Gugino, Britt Robertson | Argumento: Stewart Schill, Richard Barton Lewis, Allan Loeb | Roteiro: Peter Chelsom (Escrito nas Estrelas) | Duração: 121 minutos

Apenas para reforçar, a boa ficção científica fala do futuro como uma crítica ao presente, algo que passa bem longe de O Espaço Entre Nós. Ao preferir se concentrar na relação entre dois jovens distantes, a produção se perde ao não abrir o leque da grande dificuldade que um humano teria se tivesse pouco contato com a própria raça. Além de ser piegas, não existe muita dificuldade na jornada do protagonista, com uma conveniência atrás da outra, e pouco se importa no desenvolvimento de seus personagens. A escolha de fazer um romance adolescente ao invés de um filme questionador é o grande problema do filme, ainda mais quando percebemos que havia espaço para os dois temas.

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O Lar das Crianças Peculiares | Crítica | Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children, 2016, EUA

O Lar das Crianças Peculiares mistura diversão com o macabro no melhor estilo Tim Burton de ser.

O Lar das Crianças Peculiares (2016)

Elenco: Eva Green, Asa Butterfield, Chris O’Dowd, Allison Janney, Rupert Everett, Terence Stamp, Ella Purnell, Judi Dench, Samuel L. Jackson | Roteiro: Jane Goldman | Baseado em: O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares (Ransom Riggs) | Direção: Tim Burton (Batman)

8/10 - "tem um Tigre no cinema"Poucos sabem equilibrar o belo e o macabro como Tim Burton – na verdade, poucos se arriscam – e O Lar das Crianças Peculiares é uma produção que confirma isso. No seu melhor trabalho em anos, o diretor mistura doçura, aventura e terror de modo a nos colocar num mundo de fantasia com aquele choque de realidade por meio de elementos como a fotografia e o bom senso ao dosar CGI com efeitos práticos, dando assim naturalidade ao conto. Adaptações costumam ser alvo de ataques maiores, porém, falando estritamente sobre o filme, há pouco que o desabone. Os fãs do diretor encontraram a assinatura do seu universo e aqueles que são dos livros podem experimentar uma aventura diferente, mas como um vislumbre do original.

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Ender’s Game: O Jogo do Exterminador | Crítica | Ender’s Game, 2013, EUA

"Ender's Game", 2013

Com Harrison Ford, Asa Butterfield, Hailee Steinfeld, Viola Davis, Abigail Breslin e Ben Kingsley. Roteirizado por Gavin Hood, baseado na obra de Orson Scott Card. Dirigido por Gavin Hood (X-Men Origens: Wolverine).

9/10 - "tem um Tigre no cinema"“Jogos de Guerra”: simulações militares que preparam soldados para ações de combate na vida real. Como o nome diz, é um faz-de-conta, um treinamento. Num mundo dominado por adultos, usar crianças em simulações de guerra parece perversão e o ápice da covardia. Esse é o jogo delas: se adaptar ao mundo que os fez acreditarem que meninos e meninas sejam a solução para algo que os mais velhos não viram. A aventura de cunho militar, e de várias críticas ao sistema, vem também com bons momentos de aventura e ótimos efeitos especiais. Existe alguma coisa de errado, mas não se sabe exatamente o que. É essa pergunta que faz com que “Ender’s Game: o Jogo do Exterminador” seja cativante ao mesmo tempo em que é lento para os padrões de filme de ação. Contraditório, como as razões da guerra.

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A Invenção de Hugo Cabret (Hugo, 2011, EUA) [Crítica]

Com Ben Kingsley, Asa Butterfield, Chloë Grace Moretz, Sacha Baron Cohen, Emily Mortimer, Jude Law e Christopher Lee. Escrito por  John Logan (Rango), baseado no livro de Brian Selznick. Dirigido por Martin Scorsese (O Aviador).

A expectativa era grande. “Hugo” é uma grande homenagem ao cinema. Ver na tela Georges Méliès, suas criações e ideias serem apresentadas para um novo público é emocionante para qualquer cinéfilo. E nesse clima nostálgico, o grande diretor Scorsese nos leva para a Paris do começo dos anos 1930 numa tentativa de fazer um filme infantil.  Tem momentos comoventes, mas o roteiro é tão previsível e com poucos momentos marcantes que essa reverência ao cinema clássico se sobrepõe à história do personagem principal, enquanto o ideal seria encontrar um equilíbrio. Com personagens paralelos e alívios cômicos que parecem fora de lugar, “Hugo” não deve ficar muito tempo na memória dos espectadores. É um filme que será lembrado mais pela sua perfeição visual e técnica, com seu encantador 3D na sua profundidade de campo do que outros filmes que souberam explorar mais o emocional. Ganhou os Oscar de “Melhor Fotografia”, “Melhor Direção de Arte”, “Melhores Efeitos Especiais”, “Melhor Edição de Som” e “Melhor Mixagem”.

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