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Sono Mortal é tão fraco que não tem força nem para sair da cama.

Sono Mortal (Dead Awake) | Review

Elenco: Jocelin Donahue, Kate Bowman, Jesse Bradford, Jesse Borrego, Lori Petty, James Eckhouse, Mona Lee Fultz, Brea Grant, A.J. Gutierrez, Billy Blair | Roteiro: Jeffrey Reddick (Premonição) | Direção: Phillip Guzman | Duração: 99 minutos

Creio que não há melhor título para Sono Mortal, um filme que te leva para um caminho do sono durante seus intermináveis minutos. Jeffrey Reddick e Phillip Guzman, num misto de homenagem à um grande clássico do terror misturando-se com a realidade da paralisia do sono, entregam uma produção de tão baixa qualidade que parece um projeto saído do trabalho de conclusão do curso de cinema da faculdade. Não é só a questão dos atores e atrizes fracos: é a história que não empolga, linhas de diálogos sem poder, conveniências e decisões nada sensatas dos personagens. Além de querer assustar a plateia com sustos fáceis, com gritos e jogando coisas na nossa cara.

Reddick usa as gêmeas Kate e Beth (Donahue) para brincar de yin e yang, personagens tão ligadas ao ponto de sentir o que a outra sente. Logicamente isso só acontece quando o Beth deixou esse mundo. E há uma vantagem nisso: não precisamos mais sofrer duplamente com a atuação fraca da atriz. É injusto dizer que o problema está na profissional, porque todos os atores e atrizes, sem exceção, não criam empatia com o espectador – um ou dois é compreensível, mas fica claro no decorrer da história que Guzman não é só um diretor fraco de cenas; ele é um péssimo diretor de elenco.

Há uma honesta tentativa do diretor de separar as personalidades das irmãs por signos visuais. Beth é mais fechada na sua expressão corporal e tanto o corte quanto a mecha branca que se destaca nos cabelos pretos são partes interessantes da sua personalidade – a cor é um indicativo do medo. Kate é mais moderna, como podemos ver pelo coque que a jovem usa, expansiva e sociável. O que nem sempre é suficiente para diferenciar quando o que está acontecendo com qual personagem, o que é um alívio quando uma das irmãs deixa a narrativa.

É impossível não notar a homenagem – ou melhor dizendo, a cópia – de A Hora do Pesadelo. É uma coisa tão descarada que é possível perceber bem antes do filme acabar como se dará a solução, pois está tudo lá: um ser vingativo que só tem poder no mundo dos sonhos, a contaminação dos amigos e as tentativas falhas de combater o mal com a medicina. E apesar dos recortes de jornal no começo apontarem para a questão real do problema, a história não se preocupa em dizer que essa é uma história sobrenatural, algo visto pelos movimentos plongés da câmera de Guzman, mostrando que ele entendeu seus antecessores em alguns quesitos.

Se fosse um pouco mais curto, possivelmente a experiência não seria tão irritante. Mas começamos a nos perguntar, por exemplo, para que serviu a viagem para visitar o vlogger que diz ter descoberto como afastar a Bruxa Velha (Jones) – qualquer youtuber de verdade já teria contanto sua experiência em vídeo com o título “Trollei a Bruxa e olha o que aconteceu”. Ou por que Kate não olharia a pintura que Evan (Bradford) pinta com tanta obstinação. Não só isso, nos descolamos desses personagens pela estupidez coletiva, seja pela insensatez de dirigirem à noite quando estão há 48 horas acordados, na patética cena que o especialista em ciência do sono derruba no chão e o fato de Kate e Evan não levarem outra seringa consigo.

A não ser que a intenção fosse mostrar o filme para crianças e esperar que elas chorassem a cada grito da Bruxa, essa é a produção que falha em todos os sentidos. Além de óbvio, Sono Mortal não empolga, é terrivelmente produzido e atuado e comete o pior pecado dos filmes de terror: não assusta. Poderíamos deixar passar o fato de ser uma produção muito barata e com tons de cinema trash se pudéssemos nos divertir ou fazer parte da história de alguma maneira. Porém isso não é alcançado nem pela equipe, inclusive transparecendo uma falta de vontade de contar uma história boa, nem pelos personagens bidimensionais que, sinceramente, pouco nos importam se morrerão ou não.

Sono Mortal | Trailer

Sono Mortal | Pôster

Sono Mortal | Cartaz Brasil

Sono Mortal | Galeria

Sono Mortal | Imagens (1)

Créditos: Aristar Entertainment/A2 Filmes (Divulgação)

Sono Mortal | Imagens (2)

Créditos: Aristar Entertainment/A2 Filmes (Divulgação)

Sono Mortal | Imagens (3)

Créditos: Aristar Entertainment/A2 Filmes (Divulgação)

Sono Mortal | Imagens (4)

Créditos: Aristar Entertainment/A2 Filmes (Divulgação)

Sono Mortal | Imagens (5)

Créditos: Aristar Entertainment/A2 Filmes (Divulgação)

Sono Mortal | Imagens (6)

Créditos: Aristar Entertainment/A2 Filmes (Divulgação)

Sono Mortal | Sinopse

Depois da morte da irmã gêmea, Kate desconfia que o que levou Beth desse mundo não foi um problema causada pela paralisia do sono e sim um mal muito antigo.

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