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Dirigido por Vladimir Carvalho (O Engenho de Zé Lins). Documentário sobre o cenário do rock nacional em Brasília, desde a criação do Aborto  Elétrico no início dos anos 1980, passando pela formação da Plebe Rude, do Capital Inicial e da Legião Urbana.

Para mim, é difícil críticar documentários. O tom é diferente, não há como falar de atuações. Eu, nascido em 1982, não acompanhei o cenário da época musicalmente falando. Me lembro do cenário econômico, com meus pais indo em três supermercados diferentes fazendo pesquisas para podermos economizar num país de superinflação, onde os preços mudavam de um dia para o outro. Isso é citado e faz parte do pensamento que moldou a mente de quem era jovem nos anos 1980. O documentário mostra entrevista recentes com Paulo Bonfá, Dado Villa-Lobos, Dinho Ouro Preto, Fê e Flávio Lemos e Philippe Seabra. Mas você sente que o melhor é quando entra Renato Russo em antigas entrevistas. E é isso o que falta: imagens de arquivo. Não sei se existem poucas, ou se Vladimir decidiu essa abordagem, fazendo os músicas falarem mais em frente à câmera. Isso somado à falta de mais trechos de músicas deixou a película sonolenta em certas partes. Teve uma ou outra coisa descabida. Por exemplo, uma animação que misturava uma situação com música do Capital. Parece que foi corrido demais, e então inserida na narrativa. E, como apontou a minha esposa, o desenho mostrou Yves Passarali como guitarrista do Capital, coisa que só ia acontecer anos depois

Enfim, valeu a pena ver alguns momentos em tela grande. Algumas coisas são arrepiantes nela, como o último show da Legião na cidade, em que deu quase tudo errado, e o show do Capital na Esplanada dos Ministérios, esse mais recente. Valerá pelo fator histórico.

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