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Com James McAvoy, Hugh Laurie, Bill Nighy e Jim Broadbent. Escrito por Peter Baynham (Börat) e Sarah Smith. Dubladores brasileiros:  Gustavo Pereira, Marco Ribeiro,  Julio Chaves, e Mauro Ramos. Dirigido por Sarah Smith. Na noite de Natal, a animação mostra como é possível Papai Noel entregar presentes para as 2 bilhões de crianças no planeta em apenas uma noite.

Um filme bem divertido, e que você deve levar seus filhos/sobrinhos, ou compartilhar com qualquer outra criança. É o melhor filme de Papai Noel desde “O Expresso Polar” (Polar Express, 2004). E, de certo modo, tem um ar daquelas animações stop motion do começo dos anos 1980: “Papai Noel está chegando” e “Rudolf: a rena do nariz vermelho”. Me parece que a animação é o melhor caminho para contar uma história de natal.

O mais interessante é a visão moderna que os autores dão ao filme. Eles mostram Papai Noel (Broadbent/Ramos) e sua família unindo a tradição da mágica com a tecnologia. E por isso existe um conflito, principalmente entre Vovô Noel (Nighy/Chaves) e seu neto Steve (Larie/Ribeiro) que é o mais provável na linha de sucessão: um dos motivos de Papai Noel existir sempre é pela sua linhagem, que vem desde de São Nicolau. E temos o nosso herói, Arthur (McAvoy/Pereira) o eterno esperançoso, crente que Papai Noel é a pessoa mais legal do mundo. Seus jeitos são exagerados, mas, por se tratar de uma animação, é aceitável. A aventura começa porque no meio dessa tecnologia toda um presente se perde. E por Arthur ter uma ligação muito forte com a magia do Natal, ele não consegue esquecer essa última criança, e vai entrar em situações mais doidas e embaraçosas possíveis para cumprir sua missão.

Esse filme vai ter trazer sorrisos. Vários, aliás, mesmo sendo um adulto. A pitada de humor inglês dos roteiristas cria várias gags visuais. Muito provavelmente isso acontece também no áudio original, mas vi a versão dublada. Apesar de alguns exageros, principalmente escapada milagrosa de 3 personagens na África, que pareceu vir do nada, a animação segue uma boa linha, e vai te fazer emocionar um pouco. Parece uma coisa que eles aprenderam com a Pixar: toda a animação tem que ter algo que os mais velhos se identifiquem para curtir mais com as crianças, sem fazer que o filme sejam 90 minutos de tormento para os pais. E tem um belo preciosismo. Por exemplo de acordo com o release “Quase todos os desenhos na parede de Arthur foram feitos pelos filhos do pessoal da produção e de seus amigos e parentes, e foram endereçados ao Papai Noel. O restante foi … desenhado pela própria equipe de produção” (trecho retirado da página da Sony Pictures do Brasil).

Não posso deixar de mencionar o 3D. É impressionante, no nível de “Enrolados” (Tanggled, 2010). Diferente de filmes que são convertidos, as animações já são pensadas em 3D. Confesso que em certa cena que um objeto é “atirado” contra os espectadores, dei uma leve desviada.

E quero agradecer à Sony Pictures do Brasil, que me convidou para a Cabine de Imprensa do filme. É o primeiro fruto de um blog despretencioso. Vamos ver o que mais me aguarda.

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