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Com Selton Mello, Paulo José e Larissa Manoela. Escrito por Selton Mello e Marcelo Vindicato (Feliz Natal). Dirigido por Selton Mello (Feliz Natal). A história das pessoas do circo mambembe “Esperança” passando pelo interior do país. Com seu jeito simples de atrair o público, o circo passa por dificuldades. O palhaço Benjamim/Pangaré (Mello) passa por uma crise ele próprio.

Como é bom ser surpreendido. Sentia que esse filme seria bom, mas superou todas as minhas expectativas. “O Palhaço” passeia pela comédia, pelo drama e pelo estilo road movie, e em nenhum momento perde o foco por isso. A simplicidade do roteiro te conduz por cenários e situações tão simples quanto. E as intenções de Benja também o são, transformadas em um desejo por um “RG, CPF e comprovante de residência”. Além de um idealizado ventilador. Enquanto a trama vai evoluindo nas dúvidas de Benja, vemos também o carinho de seu pai, o palhaço Puro Sangue (José) tem com o filho. Por ser um homem com uma certa idade, ele presa muito a presença do filho, e a vê como suficiente. Por isso ele tolera a companhia de uma mulher mais nova, mesmo sabendo que ela o trai e até rouba da féria do circo. Nada disso importa enquanto ele estiver em companhia do filho.Os personagens secundários são shows à parte. Mesmo sendo atores menos conhecidos, a atuação deles não é menor. As pequenas situações que eles passam formam uma colcha de retalhos que não é diferente de qualquer família ligadas por laços de sangue. E o os outros personagens que eles encontram no meu do caminho, atores mais experientes, mas que ficam pouco tempo em cena, vai te encher de riso. São situações insólitas, mas ao mesmo tempo bem possíveis de acontecer. Mas o destaque fica com a pequena Guilhermina (Larissa), filha de um casal do circo. A pequena passa aquela inocência à estrutura do filme, fazendo as cenas brilharem com a sua presença.

O diretor de arte dessa peça é Claudio Amaral Peixoto. Me causou uma pequena dúvida de quando o filme se passa, pois vi uma placa com três letras, ao invés de duas, como a maioria que aparece no filme, mas pode ter sido no período de transição. Mesmo assim, ele conseguiu passar para cenário sua peculiaridade: a precariedade do picadeiro, a posição em que os ventiladores aparecem, e até mesmo objetos que parecem ventiladores. A música do acordeon, trilha sonora original de Plínio Profeta, dá um ar não só correto, como se espera, mas marcante e emocionante.

Um filme tão belo, tão simples que via te fazer rir e emocionar com todos os personagens. Vai torcer por eles, e criar antipatia só por um, já que todo drama precisa de um elemento vilanesco. Minha mulher me perguntou logo depois da projeção o que tinha achado do filme… Resumindo, O Palhaço não é só um dos melhores filmes, nacionais ou não, do ano. É um dos melhores filmes que já vi na vida!

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