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Com Kurt Russel e Richard Masur. Escrito por Bill Lancaster e dirigido por John Carpenter (Halloween). Baseado num livro de John W. Campbell, Jr. (Who Goes There?). Na imensidão branca da Antártida m grupo americano de pesquisas encontra dois membros noruegueses de outro grupo tentando matar um Huskie que corre pelo gelo. Os dois são mortos pelo perigo que representavam. Ao verificar o campo de pesquisa norueguês, os americanos descobrem que alguma coisa foi retirada do gelo; algo que estava congelado por mais de 50 mil anos.

Quando estava assistindo, percebi que esse é um daqueles filmes de que se fala muito, mas nunca vi inteiro. Acho que foi bom, pois vi sem grandes referências. 29 anos se passaram, e o filme me surpreendeu. Em partes, pelo menos. A história é crível, e Kurt Russel continua o badass de sempre. Apesar da instalação ser grande, ninguém pode ir muito longe. Esse isolamento se soma à peculiaridade da “coisa”, fazendo a tensão e a desconfiança crescer exponencialmente. Em quem confiar, a não ser em si mesmo? Mas aí reside a primeira falha do filme. O perigo é constante e palpável, a ponto de se desconfiar da própria sombra. A regra básica, repetida uma vez atrás da outra, é “ninguém se separa do grupo”. Que adianta falar isso se duas cenas depois o grupo se separa? É um grupo idiota, mas sem isso a desconfiança não cresceria.

Com a fantástica trilha sonora de Ennio Moricone (que, entre outras trilhas, escreveu para A Trilogia dos Dólares) é eterna. E diria que supera o roteiro do filme, apesar de não dar pra separar as duas coisas.

E, infelizmente, o filme peca em seus cinco minutos finas: nos efeitos especiais, o design total da criatura e a (rápida) solução encontrada. Isso me passou uma expectativa de que viria alguma coisa depois dos créditos.

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