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O Bom Dinossauro (2015)

Com Raymond Ochoa, Jack Bright, Sam Elliott, Anna Paquin, A. J. Buckley, Jeffrey Wright, Frances McDormand e Steve Zahn. Roteirizado por Peter Sohn, Erick Benson, Meg LeFauve, Kelsey Mann e Bob Peterson. Dirigido por Peter Sohn.

A nova produção da Pixar grita “mamãe, eu quero ser Rei Leão”!
3/10 - "tem um Tigre no cinema"A Pixar sempre foi sinônimo de qualidade pelo menos em geral (com uma derrapada ou outra com a duologia Carros). Com O Bom Dinossauro a qualidade continua apenas no quesito técnico, pois é uma história arrastada, clichê e nem para as crianças irá servir por ser extremamente depressiva – alguns menores saíram inconsoláveis da sessão que estava. Quando os créditos começam a aparecer, fica a impressão clara que o filme é um daqueles videos reel para mostrar a qualidade do animador. É a empresa mostrando o que podem fazer animações 3D incrivelmente bem produzidas. Mas nesse caso, um tanto vazia.

E o filme tinha tudo para ser bom. Histórias de realidade alternativa dão um leque tão grande, tão cheio de possibilidades que é um tanto frustrante a história de uma família tradicional como a de Arlo (Ochoa). Os roteiristas poderiam pensar em tipos diferentes de evolução e não simplesmente a cópia da nossa sociedade. São cinco argumentistas e roteiristas para escrever uma coisa tão básica, sem imaginação e uma colcha de retalhos de outras histórias que é irritante. O problema não é o clichê, mas a incomoda obviedade de tudo.

A parte mais óbvia foi a brincadeira inicial do texto: essa é a tentativa da Pixar fazer o seu Rei Leão. É claro que histórias cem por cento originais não existem, mas não custava nada se esforçar um pouco mais para distanciar essas obras. E não é só a tragédia e o isolamento de Arlo. Até as ajudas e perigos que o pequeno Apatossauro tem vão gritar essas ligações: os três pterodátilos lembram o trio de hienas Shenzi, Banzai e Ed; os T-Rex fazem o papel – invertido, sejamos justos – de Timão e Pumba. Para dar uma alterada nessa relação, mas bem de leve, há o chefe dos T-Rex Butch (Elliott). Mas, se você pensar bem, o durão cheio de cicatrizes lembra um personagem muito parecido de Procurando Nemo.

Poderíamos até chamar de homenagens esses momentos, como é a cena western de Arlo, Spot (Bright) e os T-Rex correndo por pradarias cuidando de búfalos. Mas são tantas referências – para não dizer cópias – que sobre pouco espaço para novidades. Isso fica exclusivamente no campo da animação. É tudo tão perfeito – as marcas do machucado em Arlon, gotas caindo, a vegetação, a água – que o contraste com os personagens mais caricatos causam uma estranheza. Essa diferença gritante reforça a opinião de que essa produção é um grande portfólio da empresa para outros estúdios.

A história de superar o medo, de aprender com sofrimento e das amizades que vem dos lugares mais improváveis não foi o suficiente para destacar O Bom Dinossauro. Se não fosse pela curta duração de 100 minutos – até longo demais para uma criança – ele entraria naquela categoria do insuportável, esticando cada um dos seus óbvios momentos e pedindo cada vez mais que o fim chegue. A dureza das palavras não é para parecer insensível e tampouco a simplicidade da história serve de desculpa para não ser assim. Existem outras histórias infinitamente mais tocantes e que também são simples. É só saber procurar.

Sinopse oficial

E se o asteroide que mudou para sempre a vida na Terra não tivesse atingido o planeta e os dinossauros nunca tivessem sido extintos, como seria a relação entre dinossauros e humanos? A Disney·Pixar leva você para uma aventura nada jurássica, onde a dupla de amigos improváveis, Arlo e Spot, irá vivenciar uma historia de ação e humor.”

O Bom Dinossauro | Pôster nacional

O Bom Dinossauro | Arlo e Spot

O Bom Dinossauro

O Bom Dinossauro