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Logan Lucky: Roubo em Família tem momentos divertidos, mas está longe de ser lembrado com destaque na carreira de Soderbergh

Logan Lucky: Roubo em Família | Crítica

Elenco: Channing Tatum, Adam Driver, Seth MacFarlane, Riley Keough, Katie Holmes, Katherine Waterston, Dwight Yoakam, Sebastian Stan, Hilary Swank, Daniel Craig | Roteiro: Rebecca Blunt | Direção: Steven Soderbergh (Onze Homens e um Segredo)

Depois de três filmes de roubos com ares de comédia e aventura, estava claro que em Logan Lucky: Roubo em Família Steven Soderbergh se encontrasse em território familiar. A questão é que esse é o menos soderberghriano de seus filmes, principalmente nos quesitos técnicos, com muitas câmeras fixas, mas que mantém a busca para compensar injustiças. O que não quer dizer que seja uma má experiência; apenas uma de menor interesse na já vasta filmografia do diretor. Porém, o filme ganha a atenção pelas atuações carismáticas, situações exageradas e um clima que parece uma piada no estilo “um manco, um maneta e dois rednecks entram num bar“.

Soderbergh quer que gostemos de Jimmy (Tatum) logo de cara: ele é um cara simples – mas não simplório – que faz questão de tratar a filha sem diferenças baseadas em gênero e a integrando à vida dele. Na doce cena de abertura, Jimmy pede ajuda de Sadie (Mackenzie) com o carro enquanto ouve a menina falar sobre seus planos para o concurso de beleza. Sem julgar ou podar, apenas ouvindo e incentivando. Esse personagem que não é o estereótipo do macho durão tem algo de clássico nele por não gostar muito de celulares e ainda ouvir músicas em CDs apesar do mundo ser dominado pelo streaming.

É curioso que a vida de Jimmy não seja das mais fáceis e ainda assim ele vê as coisas de uma maneira mais otimista. Diferente do irmão Clyde (Driver) que perdeu a mão e parte do antebraço e relaciona isso à maldição da família Lucky – e a graça do nome é essa. Uma lógica quebrada pela observação de Jimmy quanto à irmã, Millie (Keough), não afetada por nenhum grande problema. É até engraçado notar que a partir da perda de Clyde que as coisas começaram a dar certo, quase como se o pedaço ausente fosse um tipo de amuleto, como os pés de coelho (no caso, o único sem sorte foi o coelho, convenhamos).

Também é interessante o modo que Soderbergh conta a história pregressa dos irmãos. Por ser um filme com mais de duas horas, poderíamos esperar infinitos flashbacks. Ao contrário, o pé no crime de Jimmy e Clyde é explicado em algumas poucas linhas de diálogo, o que deixa tempo para nos concentrarmos na ação do plano de Jimmy e seu ousado roubo. Isso acontece também com Millie que se torna a piloto de fuga do esquema, ao contar, ocasionalmente para uma cliente de seu salão os caminhos que fez e o curto tempo que levou para levar a sobrinha para um ensaio.

No entanto, é exatamente na questão de duração que o filme encontra seu ponto fraco. Além de pular explicações como Clyde e Joe “Bang” (Craig) escaparam da prisão sem nunca nos mostrar um esquema do prédio que seja, ou detalhes do conhecimento técnico – algo que teríamos tempo para ver – fica complicado aceitar que já foi feita tanta coisa, entre planos sóbrios e outros nem tanto, que o segundo ato se arrasta, principalmente quando percebemos que falta uma hora ainda para terminar o filme.

Momentos como a apresentação do hino à bandeira dos EUA, a apresentação do piloto Dayton White (Stan) – que é mais um extra de luxo que outra coisa – confirmam isso. Do mesmo jeito a investigação do FBI que se dá depois de uma virada de roteiro (muito boa, por sinal) liderada pela agente Sarah Grayson (Swank) só serve para estender a narrativa além do necessário e manter a possibilidade de fazerem uma sequência, pois parece que tudo em Hollywood precisa ser uma franquia.

Outros momentos compensam, como a experiência de Soderbergh ao não usar trilha sonora constantemente e assim criar tensão, uma brincadeira com a demora do autor G.R.R. Martin em entregar suas obras e a questão da criação dos filhos e como a ausência de Jimmy poderia fazê-lo não ver a filha crescer – algo representado pela adultização de Saddie – e coisas simplesmente nonsense como a procura do homem urso na floresta.  Logan Lucky: Roubo em Família seria uma produção mais concisa se, em primeiro lugar, fosse mais curta e não se apresentasse como a próxima franquia do diretor. Seria melhor que Soderbergh deixasse a produção ser apenas o que é ao invés de tentar fazê-la parecer maior, como acontece com a filha de Jimmy.

Logan Lucky: Roubo em Família | Trailer

Logan Lucky: Roubo em Família | Pôster

Logan Lucky: Roubo em Família | Pôster nacional

Logan Lucky: Roubo em Família | Galeria

Logan Lucky: Roubo em Família |  Imagens (1)

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Logan Lucky: Roubo em Família | Imagens (12)

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Logan Lucky: Roubo em Família | Sinopse

Depois de ser demitido de seu emprego e encarando a possibilidade de ficar distante da filha que irá se mudar da cidade com a mãe, Jimmy bola um audacioso plano com seus irmãos que poedrá deixá-los milionários.

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