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Kidnapping Freddy Heineken, 2015

Com Anthony Hopkins, Sam Worthington, Jim Sturgess, Ryan Kwanten, Jemima West, Thomas Cocquerel e Mark van Eeuwen. Roteirizado por William Brookfield, baseado no livro de Peter R. de Vries. Dirigido por Daniel Alfredson (A Menina Que Brincava Com Fogo).

4/10 - "tem um Tigre no cinema"Considerando que a indústria cinematográfica lança centenas de filmes no ano, e nem estou falando apenas de Hollywood, é mais do que comum nos depararmos com produções com um elenco de peso, mas que cairão no esquecimento rapidamente. Jogada de Mestre é um belo exemplo disso: traz um ator veterano, outro que fez um sucesso monstruoso no começo da década passada e que caiu no ostracismo, e um bom diretor que está fora do eixo das megaproduções, mas que não consegue passar do comum. Ao se estudar no futuro o ano de 2015, olharemos para trás só pra constar que esse é um ano com muitos desses exemplos esquecíveis.

Sinopse oficial

“Um grupo de sequestradores bola o seu plano mais ambicioso: sequestrar Freddy Heineken, empresário bilionário do ramo de cervejas. O filme acompanha passo a passo do incidente, desde a primeira ideia até o cativeiro, e finalmente à derrota dos sequestradores. A história, baseada em fatos, resultou no maior valor já pago pelo resgate de uma única pessoa.”

Sendo justos com Daniel Alfredson, é possível notar que seus os esforços como diretor são bem feitos. Ele conta sua história de maneira quase documental ao usar o efeito da câmera na mão – pela veracidade do caso –, e vai desenrolando a história do sequestro de Freddy Heineken (Hopkins) por meio das páginas do jornal, da TV e do rádio, o que reforça esse realismo. O diretor também usa uma fotografia mais granulada, um aspecto de razão mais fechado e uma série de contrastes visuais, sendo o mais importante uma conversa que Cor van Hout (Sturgess) tem com a esposa, onde a imagem de um céu azul e plano aberto contra outro fechado mostra a situação que os dois se encontram.

Outro elemento interessante é como Alfredson diferencia Willem Holleeder (Worthington), Cor van Hout e seus dois amigos em suas distintas personalidades. Os quatro se diferem pelos ternos que usam logo no começo da narrativa – que vem precedida por uma desnecessária conversa entre Heineken e seus captores. O roteiro também é hábil em justificar a violência dos personagens e a perspicácia deles em mostrar que aquele não é só um plano idiota, focando em detalhes como as luvas e as roupas novas.

Porém, com o encerramento do primeiro ato, percebemos que há muito estilo, mas pouco conteúdo. Na verdade, fica cada vez mais difícil defender a produção que fica arrastada, pouco interessante e com quase nenhum conflito. Ainda que baseado em fatos reais, o cinema pode se dar certas liberdades, e se o que aconteceu no cativeiro foi só o que vemos durante o segundo e no começo do terceiro ato, fica bem claro que a história foi muito esticada para caber no quesito longa-metragem.

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Ainda sobram bons momentos, como a conversa de van Hout tem com Heineken sem o intermediário de máscaras, um plongé quando o empresário e acha que as coisas estão perdidas para ele e seu motorista, um singelo flashback onde uma decisão é tomada, e alguns momentos da música do compositor Lucas Vidal. Mas por contar uma história de maneira bem simples e desinteressante, Jogada de Mestre constará no rol dos menores filmes de crime, que alguns ficaram surpresos pelas caras que tem, e seguido pelos fatídicos comentários sobre o desconhecimento da participação de Sir Philip Anthony Hopkins.

Veja o trailer de Jogada de Mestre

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