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Um filme como Extraordinário é importante para os dias de hoje, principalmente pela mensagem passada às crianças.

Extraordinário | Crítica

Elenco: Julia Roberts, Owen Wilson, Jacob Tremblay, Mandy Patinkin, Daveed Diggs | Roteiro: Jack Thorne, Steve Conrad, Stephen Chbosky | Baseado em: Extraordinário (R.J. Palacio) | Direção: Stephen Chbosky (As Vantagens de Ser Invisível) | Duração: 113 minutos

Extraordinário é um bom adjetivo para essa história, mas ele poderia vir acompanhado de outros, mesmo que eles não o contenham por completo: simples, forte e necessário são os que melhor se encaixam. Claramente direcionado para os mais jovens, a história dessa criança que é incomum apenas por causa do exterior tem a intenção de criar uma discussão, uma ponte até, entre pais e filhos e a importância de entender e aceitar as diferenças. E apesar de ser uma produção que tem como público-alvo crianças, a trama também abraça adolescentes e os mais velhos, principalmente pais e mães que sabem como é difícil colocar alguém nesse mundo.

O mais importante de dizer sobre Auggie (Trembley) é que ele é uma criança como outra qualquer, cheio de alegrias e sonhos. E como qualquer criança comum, seus devaneios o transportam dessa realidade que ele é alvo de olhares constantes por causa de sua deformidade para uma em que ele é o centro das atenções por outras razões. De novo, muitas crianças já tiveram o sonho de serem astronautas, mas para ele a fantasia ganha novos traços: ao colocar aquele capacete, ele não apenas viaja para dentro de si, mas também se esconde do mundo.

Por isso podemos tratar a ida de Auggie para a escola na primeira vez na sua vida como uma grande aventura. Ele mesmo diz estar aterrorizado – e, num retrospecto, é um sentimento que a maioria de nós teve na vida. E, como qualquer aventura, há um antagonista, companheiros que irão ajudar nosso herói na jornada, traições, e momentos divertidos, mas também os desafiadores, principalmente pela questão do nosso protagonista ser como é. Então temas como bullying, amizade e preconceito vão tomar a narrativa, mas quando aplicados com essa estrutura mais básica são mastigadas para que os mais jovens compreendam a mensagem com mais facilidade.

E para entendermos melhor a vida de Auggie, que aqui representa um universo dos temas relacionados no parágrafo anterior, o roteiro também toma tempo para conhecermos melhor esses outros astros que rodeiam o sol que é o protagonista – aliás, há uma piada sobre isso no roteiro, que só funciona em inglês. É um desafio e compreendemos como Auggie teve privilégios para poder fazer suas cirurgias plásticas, mas o principal ingrediente para que o jovem se sinta mais seguro é o amor dos pais e da irmã. Há uma subtrama envolvendo Via (Vidovic) que sente falta da atenção dos pais e cria uma outra revolta, mas ela é madura o suficiente para que isso não respingue em Auggie – ou tenta, pelo menos.

Os outros astros desse universo são Nate (Wilson) e Isabel (Roberts), pais de Auggie, Jack (Jupe), que se torna o melhor amigo do protagonista e Miranda (Russel), amiga de Via, que viu o jovem crescer. Cada um deles passa por uma série de desafios, quase como se a história deles fossem missões paralelas num jogo de videogame, cada um tendo que enfrentar algo dentro de si, sendo esse algo interno o próprio antagonista de si. Essas pequenas histórias poderiam inchar a narrativa, mas na verdade elas falam de percepções e de como podemos enfrentar algumas dificuldades e como podemos encontrar redenção ao examinarmos a nós mesmos, perguntando o que fizemos para machucar o próximo.

Isso não quer dizer que o diretor deixa Auggie em segundo plano. Assim como conhecemos melhor o nosso universo, astronomicamente falando, entendemos melhor o protagonista quando conhecemos o dele. Do começo ao fim do filme, Chbosky cria um personagem tão cativante e, vindo das páginas de Palacio, tão cheio de amor que qualquer problema que o personagem é compartilhado conosco –  nos revoltamos com a injustiças feitas a ele. É verdade que um adulto compreenda isso de maneira mais fácil, mas o que o filme faz para nós já crescidos é dar uma missão para que possamos fazer a vida de todos agradável e, pelo menos uma vez na nossa existência, digna de aplausos.

Talvez seja preciso algum tempo para os mais novos absorverem as mensagens de amor e tolerância em Extraordinário – mas todo aprendizado profundo é assim. Podemos agradecer que essa não é uma daquelas produções que mira num alvo e acerta em outro; podemos até dizer que o carinho e o amor que saem das páginas do livro e do roteiro inundam a sala de cinema, preenchendo cada espaço dos corações de quem assiste. Isso, à princípio, pode parecer melodramático demais. O que não acontece aqui, pois o filme é cheio de significado, como um bom remédio que você pode compartilhar sem moderação.

Extraordinário | Trailer

Extraordinário | Pôster

Extraordinário | Cartaz nacional

Extraordinário | Galeria

Extraordinário | Imagens (1)

Créditos: Lionsgate/Paris Filmes (Divulgação)

Extraordinário | Imagens (2)

Créditos: Lionsgate/Paris Filmes (Divulgação)

Extraordinário | Imagens (3)

Créditos: Lionsgate/Paris Filmes (Divulgação)

Extraordinário | Imagens (4)

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Extraordinário | Imagens (10)

Créditos: Lionsgate/Paris Filmes (Divulgação)

Extraordinário | Sinopse

A vida de Auggie não é fácil. Nascido com uma deformidade facial, o jovem teve que passar por várias cirurgias para parecer mais normal. Mas nada disso o preparou para enfrentar esse novo desafio: o de finalmente ir à escola. Nessa aventura, ele terá companheiros e desafios, como muitos dos heróis que conhecemos de outras histórias.

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