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Estreando no blog a seção “Críticas Curtas” (#CC), onde vou postar pequenos comentários de filmes que vi, e que não estão mais nos cinemas. Espero que gostem. Pena que a primeira postagem é um bomba. E atenção que o texto contem SPOILERS. Mas, pensem desse jeito: eu vou poupar vocês de uma hora e meia de sofrimento.

“A Centopeia Humana 2” parecia um filme interessante nos primeiros minutos: a fotografia preto-e-branco evocativa de filmes de terror antigos, a homenagem ao gênero com traços de “Psicose” (“Psycho”, 1960) na relação problemática de mãe e filho, e a bizarra escolha do personagem em forma de pêra Martin (Laurence R. Harvey). Mas acaba por aí.

A mesma fotografia que elogiei no começo se torna cansativa por não ter granulação nenhuma, e mostra que o diretor Tom Six fugiu das aulas de cinema. Os furos do roteiro são irritantes, principalmente no que diz respeito ao trabalho de Martin. Ele é o único empregado da empresa? Parece, pois ninguém liga para o fato de pessoas sumirem, e ter uma criança abandonada e chorando num carro por mais de um dia; ou como uma pessoa que tem 1,50m, com problemas mentais e que pesa 80kg consegue arrastar uma outra pessoa com quase 2m de altura pra dentro de uma van. E quando passamos da metade do filme, percebe-se que ele não vai se sustentar. Não existe um roteiro que preencha as lacunas enquanto os minutos vão se esgotando. A opção da fotografia P&B parece servir para diminuir a violência gráfica do filme (diferente do primeiro, onde ela é mais sugerida), mas vai tudo por água abaixo numa cena escatológica. E, para finalizar, o que o diretor dá de justificativa para esses furos todos? “Era tudo um sonho”! Sim, a saída mais covarde para um naufrágio retumbante. Era tudo a #$%&¨@ de UM SONHO!

“A Centopeia Humana 2” não é o pior filme que já vi na minha vida, posto que ainda é ocupado por “Filha das Sombras” (“First Born”, 2007), mas ocupa com honras o 2º lugar!

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