Arquivo para a Categoria ‘thriller’

Armas na Mesa | Crítica | Miss Sloane, 2016, EUA

Armas na Mesa é um discurso importante sobre o custo de seguir seus princípios e até onde estamos dispostos a ir por eles.

Armas na Mesa (Miss Sloane) 2016

Elenco: Jessica Chastain, Mark Strong, Gugu Mbatha-Raw, Michael Stuhlbarg, Alison Pill, Jake Lacy, John Lithgow, Sam Waterston | Roteiro: Jonathan Perera | Direção: John Madden | Duração: 132 minutos

Seja lá qual for a sua posição sobre o porte de armas, Armas na Mesa é um filme muito interessante, ainda que advogue para um dos lados. Mais uma posição – e não uma propaganda, considerando que os contrários não tem renda que o outro lado tem – é uma história sobre estratégias, jogo sujo e entra em detalhes sórdidos de ditos bastiões da justiça. Tocando em pontos sensíveis – massacres perpetrados por atiradores, a visão quase sagrada da Constituição dos Estados Unidos, dinheiro – a produção segue um caminho fictício para dar voz a uma crescente opinião pública e irá agradar mais os defensores do desarmamento. Para os que não são, pode servir para abrir discussões sobre o assunto.

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12 Horas Para Sobreviver: O Ano da Eleição | Crítica | The Purge: Election Year, 2016, EUA

12 Horas Para Sobreviver – O Ano da Eleição (2016)

Elenco: Frank Grillo, Elizabeth Mitchell, Mykelti Williamson, Joseph Julian Soria, Betty Gabrie, Kyle Secor | Roteiro e Direção: James DeMonaco (Uma Noite de Crime)

12 Horas Para Sobreviver: O Ano da Eleição é uma repetição dos filmes anteriores, narrativa e tecnicamente, e o mais político da trilogia distópica.

5/10 - "tem um Tigre no cinema"Já é a terceira vez que o diretor James DeMonaco crítica o governo do seu país na maneira que trata a população mais pobre. 12 Horas Para Sobreviver: O Ano da Eleição (por questões mercadológicas o título mudou aqui no Brasil, mas esse é o terceiro capítulo da série Uma Noite de Crime, iniciada em 2013) é o filme mais político dessa distopia que leva o pior dos EUA ao extremo. Apesar disso, DeMonaco não evolui na narrativa, continuando apelando para sustos fáceis, inúmeras conveniências e sem acrescentar nada à sua mensagem, ainda que a intenção seja repetir para fixar.

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O Homem nas Trevas | Crítica | Don’t Breath (2016) EUA

O Homem nas Trevas (2016)

Elenco: Jane Levy, Dylan Minnette, Daniel Zovatto, Stephen Lang | Roteiro: Fede Alvarez, Rodo Sayagues | Direção: Fede Alvarez (A Morte do Demônio)

O Homem nas Trevas tem momentos de tensão e é bem dirigido, mas desmorona perto da conclusão.

6/10 - "tem um Tigre no cinema"Fede Alvarez é um diretor competente, mas isso não salva o roteiro de O Homem nas Trevas. Tocando de leve na decadência da cidade de Detroit e os horrores da Guerra, o diretor perde a oportunidade de fazer uma crítica mais contundente a esses temas com uma resolução cretina do personagem título e antagonista do trio de amigos ladrões. São boas ideias, inclusive com um plot twist interessante. Porém, falta ritmo, falta equilíbrio nos personagens e nas soluções que nos são apresentadas. Pelo menos, a experiência não é terrivelmente irritante quanto seu filme anterior, o que podemos considerar uma evolução.

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Jogo do Dinheiro | Crítica | Money Monster (2016) EUA

Jogo do Dinheiro (2006)

Com George Clooney, Julia Roberts, Jack O’Connell, Dominic West, Caitriona Balfe, Giancarlo Esposito. Roteirizado por Alan Di Fiore, Jim Kouf, Jamie Linden. Dirigido por Jodie Foster.

Em Jogo do Dinheiro a diretora Jodie Foster dá as rédeas da trama às mulheres, enquanto explica como é sujo o mundo financeiro.

10/10 - "tem um Tigre no cinema"Você é um fracassado: é isso que a mídia quer te fazer acreditar e que tudo se resolveria com roupas de marca ou a compra de um carro. Dizem os economistas que 99% de nós nadam entre tubarões. Em Jogo do Dinheiro a diretora Jodie Foster nos mostra uma nação inescrupulosa, midiática, imediatista e iludida. Além do óbvio contexto socioeconômico, ela nada entre seus próprios predadores, numa Hollywood que dá poucas chances às mulheres na direção e em papeis de destaque. Então ela subverte contextos, alguns poderiam até dizer exageradamente, mas se você pensar o quanto papeis femininos foram relegados a secretárias bonitas, é justificado.

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Profissão de Risco | Crítica | The Bag Man, 2014, EUA-Bahamas

The Bag Man, 2014

Com John Cusack, Rebecca Da Costa, Robert De Niro, Crispin Glover e Dominic Purcell. Roteirizado por David Grovic e Paul Conway. Baseado na história de Marie-Louise von Franz. Dirigido por David Grovic.

2/10 - "tem um Tigre no cinema"A jornada é importante, sem dúvida. Mas de que adianta se o pouco aprendido for destruído no fim? Pois isso que Profissão de Risco faz ao homenagear o esquecido estilo noir, que tem momentos interessantes. Mas tudo se perde no terceiro ato e no desnecessário epílogo, parecendo uma exigência insana do estúdio ou de um produtor. Seja lá de quem for a culpa, transformou a produção num dos filmes mais sem propósito dos últimos tempos.

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Uma Noite de Crime | Crítica | The Purge, 2013, EUA

Noite_de_Crime-post

Com Ethan Hawke, Lena Headey, Max Burkholder, Adelaide Kane, Edwin Hodge, e Rhys Wakefield. Roteirizado e Dirigido por James DeMonaco.

6/10 - "tem um Tigre no cinema"A sociedade distópica é um bom exercício de imaginação. Até onde a raça humana pode ir, levando à superfície o que tem de mais torpe pode funcionar como reflexão. “Uma Noite de Crime” faz o retrato da sociedade que foi tomada pelo medo por causa da violência, numa crítica à limpeza étnica, à guerra e à indústria de armas. Não é um trabalho fraco. Mas poderia ser um thriller mais denso, que se perde na conclusão ao sucumbir aos velhos clichês de sustos baratos e violência.

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Aposta Máxima (Runner, Runner, 2013, EUA) [Crítica]

"Runner, Runner", 2013

Com Justin Timberlake, Gemma Arterton, Anthony Mackie e Ben Affleck. Roteirizado por Brian Koppelman e David Levien. Dirigido por Brad Furman.

4/10 - "tem um Tigre no cinema"Eis um filme que é a prova máxima, com o perdão do trocadilho, de que conhecimento formal não faz uma grande obra. “Aposta Máxima” conta com uma boa direção, e com outros elementos em cena – a chamada mise en scène – dignos de uma boa produção. A escalação dos atores é interessante, tendo um recém ganhador do Oscar e um ícone da música pop. Porém, isso não é suficiente para compensar a história desinteressante do filme. Raso e efêmero são adjetivos que o descrevem. Pela própria falta de esforço, ficará na memória por pouco tempo. E tampouco merece o título de thriller.

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Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rises, 2012, EUA) [Crítica]

Com Christian Bale, Gary Oldman, Tom Hardy, Anne Hathaway, Marion Cotillard e Morgan Freeman. Roteirizado por Christopher Nolan, Jonathan Nolan e David S. Goyer. Dirigido por Christopher Nolan.

“In Nolan We Trust”. Essa frase foi muito usada na internet para mensurar como estávamos confiantes na conclusão da Trilogia Batman nas mãos de Christopher e Jonathan Nolan e David S. Goyer. Depois de sete anos, chegamos a um belo fim. O filme não é perfeito, mas chega bem perto disso. Não é só um ótimo filme, mas também não deixa ponta soltas, e fecha a trilogia de um jeito que poucas séries desse tipo conseguiram. Todos os atores estão muito bem na produção e a música de Hans Zimmer também encontra seu ciclo. Alguns detalhes fazem que o filme não chegue no mesmo patamar do anterior, mas ele consegue ser um pouco melhor do que “Batman Begins” (de 2005). A única coisa triste é que não veremos mais toda essa gente envolvida para nos brindar com um novo filme.

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Missão: Impossível – Protocolo Fantasma (Mission: Impossible – Ghost Protocol, 2011, EUA) [Crítica]

Com Tom Cruise, Jeremy Renner, Simon Pegg e Paula Patton. Escrito por André Nemec e Josh Appelbaum. Dirigido por Brad Bird (Ratatouille)

Poucos filmes conseguem ter fôlego numa terceira continuação. Esse é o caso deste Missão: Impossível. Bird, um diretor vindo de animações, mas já com uma visão de ação, porque dirigiu antes “Gigante de Ferro” e “Os Incríveis”, faz de “M:I – PF” um filme com incríveis cenas de ação, com um roteiro que funciona praticamente sozinho (não dependendo necessariamente de conhecimento dos filmes anteriores), e mostrando Tom Cruise ainda em forma. Esse são alguns motivos que fazem esse novo capítulo a melhor continuação da saga, e um dos melhores filmes do ano.

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Sem Limites (Limitless, 2011, EUA) [Crítica]

Com Bradley Cooper, Abbie Cornish e Robert De Niro. Escrito por Leslie Dixon, baseado no livro de Alan Glynn. Dirigido por Neil Burger (O Ilusionista).

“Sem Limites” é um filme competente dentro de sua proposta. É inteligente e divertido até certo ponto. Com jogadas interessantes de câmeras, luzes e cores, o filme consegue chamar a atenção, mas não torna o filme um primor. Leia mais

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