Arquivo para a Categoria ‘Terror’

Amityville: O Despertar | Crítica | Amityville: The Awakening

Amityville: O Despertar é uma produção apressada que não trata bem o seu público-alvo

Amityville: O Despertar (Amityville: The Awakening) | Review

Elenco: Bella Thorne, Cameron Monaghan, Jennifer Jason Leigh, Thomas Mann, Mckenna Grace, Jennifer Morrison, Kurtwood Smith | Roteiro e direção: Franck Khalfoun | Duração: 87 minutos

O problema não são os filmes de terror, nem os adolescentes público-alvo de Amityville: O Despertar. O problema está naqueles que não sabem como tratar ambos. Além de ser uma história que apela para sustos jogando coisas na sua cara (jump scares), o roteiro trata os jovens como desatentos demais para entender a história, confundindo rapidez com dinamismo. Ao fazer um filme curto e onde os personagens pulam em conclusões sem uma base para que cheguem nelas, os produtores do filme tratam aqueles a quem a obra se direciona como desatentos, nivelando por baixo uma audiência que procura diversão antes de tudo.

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It: A Coisa | Crítica | It, 2017, EUA

Apesar de apelar para sustos convencionais, It: A Coisa é competente quando se trata de dar medo.

It: A Coisa (It) | Review

Elenco: Bill Skarsgård, Jaeden Lieberher, Jeremy Ray Taylor, Sophia Lillis, Finn Wolfhard, Wyatt Oleff, Chosen Jacobs, Jack Dylan Grazer, Nicholas Hamilton, Jackson Robert Scott | Roteiro: Chase Palmer, Cary Fukunaga, Gary Dauberman | Baseado em: It: A Coisa (Stephen King) | Direção: Andy Muschietti (Mama) | Duração: 135 minutos

A primeira pergunta que provavelmente passa na sua mente é como alguém pode ter medo de palhaços. A resposta é o estranhamento no comum, a mesma coisa que sons de madeira se contraindo podem te acordar à noite. É nessa premissa que tanto a obra original de Stephen King quanto a adaptação cinematográfica de It: A Coisa se baseiam. Não é apenas para perturbar quem sofre de coulrofobia, o medo de palhaços, mas também assustar pela indiferença que os protagonistas passam. A versão de Muschietti tem bons momentos, estruturalmente falando é cativante e só peca por não deixar que a história assuste por si, apelando demais para scary jumps e músicas em crescendo.

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Annabelle 2: A Criação do Mal | Crítica | Annabelle: Creation, 2017, EUA

Annabelle 2: A Criação do Mal é um filme muito melhor que o anterior, mesmo que use alguns clichês

Annabelle 2: A Criação do Mal | Crítica

Elenco: Stephanie Sigman, Talitha Bateman, Lulu Wilson, Samara Lee, Anthony LaPaglia, Miranda Otto | Roteiro: Gary Dauberman | Direção: David F. Sandberg (Quando as Luzes se Apagam) | Duração: 109 minutos | Cena Extra

Antologias de terror são bem comuns na história do cinema e a tentativa de fazer uma nova com o universo Invocação do Mal é compreensível. E Annabelle 2: A Criação do Mal se sai melhor em todos os aspectos da primeira prequela da boneca do mal que conhecemos em 2013 e se mantém no nível de qualidade dos outros filmes dos Warrens. Com um roteiro mais sólido dentro daquele universo e uma direção mais interessante da apresentada no anterior, o filme consegue criar aqueles momentos de tensão que ao mesmo tempo fazem querer olhar e não olhar para a tela, junto de uma reação física de prender a respiração e ficar bem quieto na cadeira enquanto se prepara para o próximo susto, mesmo que o diretor use alguns clichês para fazer isso.

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Ao Cair da Noite | Crítica | It Comes at Night, 2017, EUA

Ao Cair da Noite retrata o primeiro medo que todos nós tivemos e o transforma numa assustadora história que não se prende necessariamente à rótulos de gênero.

Ao Cair da Noite (It Comes at Night) | Crítica

Elenco: Joel Edgerton, Christopher Abbott, Carmen Ejogo, Kelvin Harrison Jr., Riley Keough | Roteiro e direção: Trey Edward Shults (Krisha) | Duração: 91 minutos

Nota 10 - um Tigre no cinemaO seu primeiro medo, provavelmente, foi o medo do escuro: o nada, o vazio e a incerteza te envolveram e resultaram num choro, quebrado pela luz do seu quarto com seus pais correndo para você. Já crescido, Shults transformou esse medo primal em Ao Cair da Noite, um daqueles filmes que discutiremos se tratar de um suspense – por não sabermos exatamente o resultado da trama – ou um terror – porque as situações são aterrorizantes. Ao usar elementos como a câmera que fixa em pontos apenas iluminados com a luz de lanternas, o diretor nos joga num cenário de medo e tensão num lugar tão comum como é a casa da família dos protagonistas. E não se sentir seguro no próprio lar é verdadeiramente um dos maiores terrores que podemos passar.

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A Múmia | Crítica | The Mummy, 2017, EUA

O primeiro passo dado no Dark Universe em A Múmia é confuso, pouco divertido e aposta mais na ação do que no terror que os inspirou.

A Múmia (The Mummy) 2017

Elenco: Tom Cruise, Sofia Boutella, Annabelle Wallis, Jake Johnson, Courtney B. Vance, Marwan Kenzari, Russell Crowe | Roteiro: David Koepp, Christopher McQuarrie, Dylan Kussman | Argumento: Alex Kurtzman, Jon Spaihts, Jenny Lumet | Direção: Alex Kurtzman (Bem Vindo à Vida) | Duração: 107 minutos | 3D: Irrelevante

Imagine um universo regido por deuses e monstros. Imagine um universo regido por boas histórias, com bons diretores, maturando com o tempo. É bom que você imagine porque não é isso que encontramos no remake de A Múmia, um dos filmes menos inspirados dos últimos tempos. Existe uma tentativa de fazer um universo coeso desde agora e o paralelo com o filmes de super-heróis não escapa da nossa mente com o Dark Universe chegando. Mas a primeira incursão é uma costura de clichês de outras aventuras, tem uma direção que não consegue manter o foco e um roteiro cheio de conveniências e ex-machinas. Não é um pontapé inicial certeiro, confirmando uma impressão de que houve correria para criar esse novo-velho mundo só depois que essa produção já tinha começado.

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O Rastro | Crítica | 2017, Brasil

O Rastro é o terror que busca inspiração num dos maiores terrores do brasileiro: depender do SUS.

O Rastro (2017) | Crítica

Elenco: Rafael Cardoso, Leandra Leal, Natália Guedes, Claudia Abreu, Felipe Camargo, Jonas Bloch, Domingos Montagner | Roteiro: André Pereira, Beatriz Manela | Direção: J. C. Feyer | Duração: 110 minutos

Feyer levou para as telas um filme de terror bem nos moldes clássicos, mas que faz mais sentido aos brasileiros. O Rastro é, em suma, o retrato da saúde pública daqui contada pela ótica do horror. Não é preciso viver exclusivamente do SUS para termos noção disso – talvez se perguntarmos para quem viva exclusivamente dele conseguiremos uma resposta clara: viver contando com o sistema único brasileiro é como um pesadelo. Deixando isso de lado, o diretor acaba por prejudicar a sua obra ao exagerar nos gritos e na trilha sonora que vem num rompante para reforçar o susto na plateia, além de contar com algumas suspensões de descrença, se destacando pelo plano de fundo.

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Alien: Covenant | Crítica | Alien: Covenant, 2017, EUA

Ainda que melhor desenvolvido que seu predecessor, Alien: Covenant é um passeio facilmente esquecido no universo Alien.

Alien: Covenant | Crítica

Elenco: Michael Fassbender, Katherine Waterston, Billy Crudup, Danny McBride, Demián Bichir, James Franco | Argumento: Jack Paglen, Michael Green | Roteiro: John Logan, Dante Harper | Direção: Ridley Scott (Prometheus) | Duração: 123 minutos

Entre querer ou não largar o universo que criou – com mudanças de nome, negando e confirmando a presença do xenoformo – Riddley Scott tem em Alien: Covenant um filme melhor amarrado que seu antecessor, e assim como a produção de 2012 não impressiona. É um filme que cai no mal de várias sequências que é não conseguir contar uma história por si só. É também um conto de origens e como a maioria deles há problemas com ritmo e também uma leve tendência a se perder na discussão apresentada com vários signos da criação quando pende para a ação.

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Vida | Crítica | Life, 2017, EUA

Vida homenageia tanto outra grande franquia do terror especial que acaba se perdendo e ficando sem alma.

Vida (Life) 2017

Elenco: Jake Gyllenhaal, Rebecca Ferguson, Ryan Reynolds, Hiroyuki Sanada, Ariyon Bakare, Olga Dihovichnaya | Roteiro: Rhett Reese, Paul Wernick | Direção: Daniel Espinosa (Protegendo o Inimigo) | Duração: 103 minutos

Imagine caminhar no calcanhar de gigantes, com comparações inevitáveis. Espinosa optou, mesmo com um orçamento e um elenco de peso em mãos, fazer uma grande homenagem ao gênero do terror espacial em Vida: nada de original, sem deixar de apontar essas influências, tanto clássicas quanto as mais modernas. Isso, em geral, deixa a produção com um ar de pouca personalidade, mas que ao menos tem momentos de tensão que serão suficientes para deixar o espectador atento e preso na história. E com pouquíssima ousadia, a história acaba valendo a pena mais para caçar as referências a entender a história em si.

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Fragmentado | Crítica | Split, 2017, EUA

Fragmentado mistura gêneros assim como seu protagonista mistura personagens, isso sem perder em nenhum momento a tensão, além do ser a ressurreição de M. Night Shyamalan.

Fragmentado (2017)

Elenco: James McAvoy, Anya Taylor-Joy, Betty Buckley, Haley Lu Richardson, Jessica Sula | Roteiro e Direção: M. Night Shyamalan (A Visita) | Duração: 117 minutos | Cena Extra

Quando um filme é tão tenso que você não consegue tirar os olhos da tela é ao mesmo tempo tão cheio de camadas, você deve parar para analisar além da superfície. Fragmentado não é só o retorno de M. Night Shyamalan ao posto de bom diretor; é também uma experiência que precisa ser compartilhada. Com poucos momentos para nos escondermos, e o diretor nos permite isso apenas nos flashbacks de uma personagem, a produção não se perde ao misturar gêneros – melhor seria dizer que eles emergem, assim como as múltiplas personalidades do protagonista. Mais uma vez sabendo como carregar a narrativa, o diretor nos leva para caminhos sombrios e desesperadores e consegue que sejamos partícipes de cada momento de horror e do desconhecido.

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O Chamado 3 | Crítica | Rings, 2017, EUA

O Chamado 3 é uma produção que deixa a franquia onde Samara estava em sua aparição anterior: no fundo do poço.

 O Chamado 3 (2017)

Elenco: Matilda Lutz, Alex Roe, Johnny Galecki, Vincent D’Onofrio, Aimee Teegarden, Bonnie Morgan | Roteiro: David Loucka, Jacob Aaron Estes, Akiva Goldsman | Baseado em: Ringu (Kôji Suzuki) | Direção: F. Javier Gutiérrez | Duração: 117 minutos

Seja Samara conhecida pelo remake de 2002 ou pela Sadako do original japonês, é fato que a personagem de úmidos cabelos compridos e pele murcha azulada faz parte do imaginário dos filmes de terror. E em O Chamado 3 tudo isso é colocado por água abaixo – e peço perdão pelo trocadilho. O roteiro é de uma previsibilidade monstruosa, as atuações são péssimas e os momentos-chave que deveriam assustar a plateia causam riso, o que destrói a experiência por completo. Mesmo que a intenção fosse fazer um filme descompromissado, nada justifica a falta de cuidado em quase todos os sentidos dessa desastrosa produção.

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Ouija: Origem do Mal | Crítica | Ouija: Origin of Evil, 2016, EUA

Ouija: Origem do Mal (2016)

Elenco: Henry Thomas, Annalise Basso, Elizabeth Reaser, Lulu Wilson, Parker Mack, Kate Siegel, Alexis G. Zall | Roteiro: Mike Flanagan, Jeff Howard | Direção: Mike Flanagan (O Sono da Morte)

Ouija: Origem do Mal homenageia grandes clássicos do terror e é o mais comum da carreira de Mike Flanangan

6/10 - "tem um Tigre no cinema"Para alguém tão prolífico como Mike Flanangan, não é de se espantar que trabalhos menores aparecessem mais cedo do que tarde. Na sua terceira produção em 2016 – anteriormente Hush: A Morte Ouve e Sono da MorteOuija: Origem do Mal é o filme mais comum do diretor. Com o peso de Michael Bay como produtor, Flanagan é contratado para dirigir e escrever apenas para estimular a venda de um jogo de tabuleiro. Essa abordagem mais comercial diminui o filme com seus sustos telegrafados e pouca sutileza. O que ajuda a produção é a atuação da mais jovem das atrizes, primazia pela estética, fotografia e figurinos. Porém, fica a sensação desta ser a mistura de outros melhores exemplos do gênero numa produção parcialmente eficiente.

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Kubo e as Cordas Mágicas | Crítica | Kubo and the Two Strings, 2016, EUA

Kubo e as Cordas Mágicas (2016)

Elenco: Charlize Theron, Art Parkinson, Ralph Fiennes, Rooney Mara, George Takei, Matthew McConaughey | Argumento: Shannon Tindle, Marc Haimes | Roteiro: Marc Haimes, Chris Butler | Direção: Travis Knight

Kubo e as Cordas Mágicas é um belíssimo filme que peca por ser comum demais, ainda que emocione em muitos pontos.

6/10 - "tem um Tigre no cinema"Por dentro da animação impecável de Kubo e as Cordas Mágicas bate um coração melancólico. É uma daquelas produções feita para as crianças que estão transitando de uma fase da vida para a outra, onde a percepção do mundo e de vida e morte já estão mais claras. Entre cenários e personagens fantásticos, encontramos um mundo rico em aventura e desafios, mas também cheio de dúvidas e perigos. Porém, ela é óbvia em alguns de seus mistérios, o que frustra a audiência mais madura, ainda que equilibre os elementos de aventura e sensibilidade. Não é apenas uma reflexão descompromissada e apoiada pela qualidade técnica, mas precisava ser menos comum.

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