Arquivo para a Categoria ‘Suspense’

A Casa Silenciosa (Silent House, 2012, EUA) [Crítica]

Com Elizabeth Olsen, Adam Trese, Eric Sheffer Stevens e Julia Taylor Ross. Roteirizado por Laura Lau, baseado no roteiro de Oscar Estevez. Dirigido por Chris Kentis e Laura Lau (Mar Aberto).

“Baseado em fatos reais” e remake de um filme uruguaio (“La Casa Muda“, 2010) ,”A Casa Silenciosa” é um produzido em plano sequencia e em tempo real (ou assim deveria ser). Também é um filme vendido ao estilo horror, e usa constantemente o recurso de câmera na mão para aumentar o realismo, aproximando dos estilos mockumentaries, apesar de não ser. E existe uma certa subversão no roteiro que deve agradar os apreciadores do estilo. Infelizmente, a experiência ao visitar essa casa foi um tanto decepcionante. Com um roteiro preguiçoso, atuações péssimas dos envolvidos e símbolos falhos, “A Casa Silenciosa” deve ficar só no esquecimento.

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Os Olhos sem Rosto (Les Yeux sans Visage, 1960, França-Itália) [Crítica]

Com Pierre Brasseur, Alida Valli, Juliette Mayniel e Edith Scob. Escrito por Pierre Boileau, Thomas Narcejac, Jean Redon e Claude Sautet. Baseado no romance de Georges Franju. Dirigido por Georges Franju. A obssessão de um cirurgião plástico não conhece limites para reparar o mal que fez à filha. Christiane (Edith) sofreu um acidente de carro, causado pelo pai, e teve o rosto desconfigurado.  Agora o Prof. Genessier (Brasseur) vai fazer o que for preciso para dar uma vida normal a filha, custe as vidas que custar.

Um filme de terror com mais de 50 anos não pode perder o carisma. Mas também é preciso que espectador se coloque no lugar da plateia daquela época e não julgue a película com os olhos dos séculos XX e XXI. E você vai sentir isso se assistiu “A Pele que Habito“. Os temas tem uma certa semelhança. Inclusive a primeira cena em que vemos o Prof Genessier claramente inspirou Almodóvar na apresentação do Dr Roberto. Ambos se dirigem à audiência sobre transplantes de rosto, cada um à sua época. Mas as motivações de Genesserier são diferentes. Ele quer fazer o bem e ajudar a sua filha. Mas como qualquer médico insano, não mostra nenhum remorso pelas cobaias. As humanas tem que morrer, e as animais são constantemente operados e vivendo engaiolados.

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Pânico 4 (Scr4m, 2011, EUA) [Crítica]

Com Neve Campbell, Courteney Cox, David Arquette, Emma Roberts e Hayden Panettiere. Escrito por Kevin Williamson (Pânico). Dirigido por Wes Craven (A Hora do Pesadelo). 15 anos depois do filme original, Sidney Prescott (Neve) volta para Woodsboro afim de divulgar seu livro de memórias. Logo que ela chega, um outro Ghostface começa uma nova série de assassinatos. Sidney, Gale (Courtney) e Dewey (Arquette) se unem de novo, junto com uma nova geração, para impedir o criminoso.

“Nova década. Novas regras”. Com essa frase nos posterês de divulgação, Pânico 4 é uma mistura de reboot com remake. A volta da turma original, desde o elenco que sobreviveu no primeiro filme, passando pelo roteirista Kevin Williamson e pelo diretor Wes Craven, o filme usa da metalinguagem logo no começo e mostra quase uma reencenação da primeira morte de “Pânico”. Resumindo, é melhor que “Pânico 3″. Talvez até a melhor continuação. Mas o maior erro do roteiro é seguir quase a mesma linha do seu original, apesar do ser bem escrito e Wes Craven ainda ter jeito para dirigir. Quero dizer, Sidney é a eterna vítima? No 3º filme ela conseguiu reagir, causando uma reação para que o assassino ficasse nervoso e pisasse na bola. Gale resolve dar uma de vaca pretensiosa para ter qualquer história? Dewey pelo menos está mais sério. O elenco fora do trio principal não me causou muita simpatia. Talvez  Kirby Reed (Panettiere) por ser uma pouco mais viva do que as outras.

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A Pele que habito (La piel que habito, 2011, Espanha) [Crítica]

Com Antonio Banderas, Elena Anaya and Jan Cornet. Escrito por Pedro Almodóvar (roteiro), baseado no romance de Thierry Jonquet. Dirigido por Pedro Almodóvar (Fale com Ela). Depois de perder a mulher em um acidente de carro, um médico fica obcecado em criar a pele perfeita.

Almodóvar não escapa de um certo estigma. Quando penso em seus filmes, sempre me vem à cabeça sexo junto com algum tipo de perversão ou situações não-ortodoxas. É exatamente isso que você vai encontrar nesse filme de horror. Pegue o que você conhece do diretor e veja como ele constrói a psiquê do Dr. Roberto (Banderas). Leia mais

Ilha do Medo (Shutter Island, 2010, EUA) [Crítica]

Com Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Ben Kingsley e Max von Sydow. Escrito por Laeta Kalogridis (Alexandre), baseado numa história de Dennis Lehane. Dirigido por Martin Scorsese (Taxi Driver). Dois agentes federais dos EUA (“Marshals”) vão até Shutter Island, uma ilha que trata de criminosos insanos. Lá eles investigam o desaparecimento de uma paciente deste lugar, que dizem ser impossível sair de lá com vida.

Scorsese fazendo um filme noir não poderia dar errado. Ilha do Medo é um daqueles filmes de suspense que não te enrolam e te colocam na angústia do personagem logo de cara. Leia mais

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