Arquivo para a Categoria ‘Suspense’

Mãe! | Crítica | Mother!, 2017, EUA

Mãe! É um passeio entre loucura e genialidade e o trabalho mais pessoal do diretor.

Mãe! (Mother!) | Review

Elenco: Jennifer Lawrence, Javier Bardem, Ed Harris, Michelle Pfeiffer, Domhnall Gleeson, Kristen Wiig | Roteiro e direção: Darren Aronofsky (Noé) | Duração: 121 minutos

Nota 10 - um Tigre no cinemaAssim como outros grandes diretores, Aronofsky tem uma assinatura tanto estética quanto temática, algo que ele leva ao extremo em Mãe! Falando sobre como ambições podem levar à obsessão e consequentemente à queda, elementos comuns em sua filmografia, esse é o trabalho mais pessoal do diretor, que dessa vez assina o roteiro sozinho. É uma produção tanto inspirada quanto insana, onde criação e destruição andam de mãos dadas numa história contada por meio de fantasia e muitos toques de terror, onde a beleza e a performance elevam-se ao máximo. No fim, é uma daquelas experiências que é impossível sair indiferente – e isso vai muito além de gostar ou não do que acabamos de assistir.

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O Homem nas Trevas | Crítica | Don’t Breath (2016) EUA

O Homem nas Trevas (2016)

Elenco: Jane Levy, Dylan Minnette, Daniel Zovatto, Stephen Lang | Roteiro: Fede Alvarez, Rodo Sayagues | Direção: Fede Alvarez (A Morte do Demônio)

O Homem nas Trevas tem momentos de tensão e é bem dirigido, mas desmorona perto da conclusão.

6/10 - "tem um Tigre no cinema"Fede Alvarez é um diretor competente, mas isso não salva o roteiro de O Homem nas Trevas. Tocando de leve na decadência da cidade de Detroit e os horrores da Guerra, o diretor perde a oportunidade de fazer uma crítica mais contundente a esses temas com uma resolução cretina do personagem título e antagonista do trio de amigos ladrões. São boas ideias, inclusive com um plot twist interessante. Porém, falta ritmo, falta equilíbrio nos personagens e nas soluções que nos são apresentadas. Pelo menos, a experiência não é terrivelmente irritante quanto seu filme anterior, o que podemos considerar uma evolução.

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Boa Noite, Mamãe | Crítica | Ich seh, Ich seh (2015) Áustria

Boa Noite, Mamãe (2015)

Com Susanne Wuest, Elias Schwarz e Lukas Schwarz. Roteirizado e dirigido por Veronika Franz e Severin Fiala.

Boa Noite, Mamãe subverte alguns clássicos do terror num filme extremamente perturbante, fugindo dos sustos fáceis.

8/10 - "tem um Tigre no cinema"Existem elementos no terror que já são clichês enormes e que devem ser descartados ou subvertidos. E os austríacos Veronika Franz e Severin Fiala escolheram sabiamente a segunda opção. Em Boa Noite, Mamãe há uma plantação – quase uma floresta –, uma casa isolada, lugares escuros, crianças perturbadas e o conhecido possuído. Que serve, porém, apenas de referência para situar o espectador. Todos esses elementos são colocados de modo pouco usual, com seu terror aberto e à luz do dia, com exceção de seu desfecho, indo no caminho inverso do susto fácil de aumentar o som da trilha sonora. É uma maneira diferente de fazer terror, mais sutil e não menos perturbante.

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Homem Irracional | Crítica | Irrational Man, 2015, EUA

Irrational Man, 2015

Com Emma Stone, Parker Posey e Joaquin Phoenix. Escrito e dirigido por Woody Allen (Tudo o que Você Sempre Quis Saber Sobre Sexo*)

7/10 - "tem um Tigre no cinema"É difícil esperar que um diretor que produz um filme por ano apresente sempre um bom trabalho seguido do outro. Em Homem Irracional Woody Allen traz um filme mediano, longe de suas grandes produções, porém mais interessantes que seus dois trabalhos anteriores de 2014 e 2013. Brincando com a filosofia, Allen tem bons momentos e continua dirigindo muito bem os atores que trabalham com ele. Mesmo que esse seja um dos trabalhos menores do diretor, ainda diverte e fica acima da média de muitas produções do ano.

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Entre Nós | Crítica | 2014, Brasil

Entre Nós, 2014

Com Caio Blat, Carolina Dieckmann, Maria Ribeiro, Paulo Vilhena, Julio Andrade, Martha Nowill e Lee Taylor. Roteirizado por Paulo Morelli. Dirigido por Paulo Morelli e Pedro Morelli.

10/10 - "tem um Tigre no cinema"Fugindo de uma visão maniqueísta ou parcial, Paulo e Pedro Morelli – pai e filho – criam um universo riquíssimo em Entre Nós. O filme é um misto de suspense e nostalgia que prende a atenção e emociona, e é dotado de uma doçura dos laços de amizade, e como eles podem ser quebrados. A qualidade do drama brasileiro atual se confirma nessa produção que, apesar de tão pessoal, tem um aura espontânea e verdadeira, mas sem deixar de lado os sentimentos do público.

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Uma Noite de Crime | Crítica | The Purge, 2013, EUA

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Com Ethan Hawke, Lena Headey, Max Burkholder, Adelaide Kane, Edwin Hodge, e Rhys Wakefield. Roteirizado e Dirigido por James DeMonaco.

6/10 - "tem um Tigre no cinema"A sociedade distópica é um bom exercício de imaginação. Até onde a raça humana pode ir, levando à superfície o que tem de mais torpe pode funcionar como reflexão. “Uma Noite de Crime” faz o retrato da sociedade que foi tomada pelo medo por causa da violência, numa crítica à limpeza étnica, à guerra e à indústria de armas. Não é um trabalho fraco. Mas poderia ser um thriller mais denso, que se perde na conclusão ao sucumbir aos velhos clichês de sustos baratos e violência.

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Segredos de Sangue (Stoker, 2013, EUA) [Crítica]

"Stoker", 2013

Com, Mia Wasikowska, Matthew Goode, Nicole Kidman, Dermot Mulroney, e Jacki Weaver. Roteirizado por Wentworth Miller. Dirigido por Park Chan-wook (Oldboy).

9/10 - "tem um Tigre no cinema"Palmas às primeiras vezes, por mais abstrato e nebuloso que isso possa soar. O roteirista de primeira viagem Wentworth Miller – para muitos, o eterno Michael Scofield da série de TV Prison Break (2005-2009)  – se uniu com o diretor Park Chan-Wook, de Oldboy (Oldboy,  2003), no seu primeiro trabalho em solo americano; e que trabalho! Chan-Wook não é nenhum novato, e o fato dele ter acreditado no roteiro que estava escrito desde 2010 – quando Miller usou o pseudônimo de Ted Foulke – deu muito crédito ao estreante. Com uma história cativante, sombria e misteriosa, “Segredos de Sangue” se destaca no gênero, quase salvando um semestre que foi bem fraco para os fãs do estilo.

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A Casa Silenciosa (Silent House, 2012, EUA) [Crítica]

Com Elizabeth Olsen, Adam Trese, Eric Sheffer Stevens e Julia Taylor Ross. Roteirizado por Laura Lau, baseado no roteiro de Oscar Estevez. Dirigido por Chris Kentis e Laura Lau (Mar Aberto).

“Baseado em fatos reais” e remake de um filme uruguaio (“La Casa Muda“, 2010) ,”A Casa Silenciosa” é um produzido em plano sequencia e em tempo real (ou assim deveria ser). Também é um filme vendido ao estilo horror, e usa constantemente o recurso de câmera na mão para aumentar o realismo, aproximando dos estilos mockumentaries, apesar de não ser. E existe uma certa subversão no roteiro que deve agradar os apreciadores do estilo. Infelizmente, a experiência ao visitar essa casa foi um tanto decepcionante. Com um roteiro preguiçoso, atuações péssimas dos envolvidos e símbolos falhos, “A Casa Silenciosa” deve ficar só no esquecimento.

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Os Olhos sem Rosto (Les Yeux sans Visage, 1960, França-Itália) [Crítica]

Com Pierre Brasseur, Alida Valli, Juliette Mayniel e Edith Scob. Escrito por Pierre Boileau, Thomas Narcejac, Jean Redon e Claude Sautet. Baseado no romance de Georges Franju. Dirigido por Georges Franju. A obssessão de um cirurgião plástico não conhece limites para reparar o mal que fez à filha. Christiane (Edith) sofreu um acidente de carro, causado pelo pai, e teve o rosto desconfigurado.  Agora o Prof. Genessier (Brasseur) vai fazer o que for preciso para dar uma vida normal a filha, custe as vidas que custar.

Um filme de terror com mais de 50 anos não pode perder o carisma. Mas também é preciso que espectador se coloque no lugar da plateia daquela época e não julgue a película com os olhos dos séculos XX e XXI. E você vai sentir isso se assistiu “A Pele que Habito“. Os temas tem uma certa semelhança. Inclusive a primeira cena em que vemos o Prof Genessier claramente inspirou Almodóvar na apresentação do Dr Roberto. Ambos se dirigem à audiência sobre transplantes de rosto, cada um à sua época. Mas as motivações de Genesserier são diferentes. Ele quer fazer o bem e ajudar a sua filha. Mas como qualquer médico insano, não mostra nenhum remorso pelas cobaias. As humanas tem que morrer, e as animais são constantemente operados e vivendo engaiolados.

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Pânico 4 (Scr4m, 2011, EUA) [Crítica]

Com Neve Campbell, Courteney Cox, David Arquette, Emma Roberts e Hayden Panettiere. Escrito por Kevin Williamson (Pânico). Dirigido por Wes Craven (A Hora do Pesadelo). 15 anos depois do filme original, Sidney Prescott (Neve) volta para Woodsboro afim de divulgar seu livro de memórias. Logo que ela chega, um outro Ghostface começa uma nova série de assassinatos. Sidney, Gale (Courtney) e Dewey (Arquette) se unem de novo, junto com uma nova geração, para impedir o criminoso.

“Nova década. Novas regras”. Com essa frase nos posterês de divulgação, Pânico 4 é uma mistura de reboot com remake. A volta da turma original, desde o elenco que sobreviveu no primeiro filme, passando pelo roteirista Kevin Williamson e pelo diretor Wes Craven, o filme usa da metalinguagem logo no começo e mostra quase uma reencenação da primeira morte de “Pânico”. Resumindo, é melhor que “Pânico 3”. Talvez até a melhor continuação. Mas o maior erro do roteiro é seguir quase a mesma linha do seu original, apesar do ser bem escrito e Wes Craven ainda ter jeito para dirigir. Quero dizer, Sidney é a eterna vítima? No 3º filme ela conseguiu reagir, causando uma reação para que o assassino ficasse nervoso e pisasse na bola. Gale resolve dar uma de vaca pretensiosa para ter qualquer história? Dewey pelo menos está mais sério. O elenco fora do trio principal não me causou muita simpatia. Talvez  Kirby Reed (Panettiere) por ser uma pouco mais viva do que as outras.

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A Pele que habito (La piel que habito, 2011, Espanha) [Crítica]

Com Antonio Banderas, Elena Anaya and Jan Cornet. Escrito por Pedro Almodóvar (roteiro), baseado no romance de Thierry Jonquet. Dirigido por Pedro Almodóvar (Fale com Ela). Depois de perder a mulher em um acidente de carro, um médico fica obcecado em criar a pele perfeita.

Almodóvar não escapa de um certo estigma. Quando penso em seus filmes, sempre me vem à cabeça sexo junto com algum tipo de perversão ou situações não-ortodoxas. É exatamente isso que você vai encontrar nesse filme de horror. Pegue o que você conhece do diretor e veja como ele constrói a psiquê do Dr. Roberto (Banderas). Leia mais

Ilha do Medo (Shutter Island, 2010, EUA) [Crítica]

Com Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Ben Kingsley e Max von Sydow. Escrito por Laeta Kalogridis (Alexandre), baseado numa história de Dennis Lehane. Dirigido por Martin Scorsese (Taxi Driver). Dois agentes federais dos EUA (“Marshals”) vão até Shutter Island, uma ilha que trata de criminosos insanos. Lá eles investigam o desaparecimento de uma paciente deste lugar, que dizem ser impossível sair de lá com vida.

Scorsese fazendo um filme noir não poderia dar errado. Ilha do Medo é um daqueles filmes de suspense que não te enrolam e te colocam na angústia do personagem logo de cara. Leia mais

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