Arquivo para a Categoria ‘Romance’

O Espaço Entre Nós | Crítica | The Space Between Us, 2017, EUA

O Espaço Entre Nós é um romance típico que tenta se diferenciar ao usar o tema da colonização do planeta vermelho como plano de fundo.

O Espaço Entre Nós (2017) | Crítica

Elenco: Gary Oldman, Asa Butterfield, Carla Gugino, Britt Robertson | Argumento: Stewart Schill, Richard Barton Lewis, Allan Loeb | Roteiro: Peter Chelsom (Escrito nas Estrelas) | Duração: 121 minutos

Apenas para reforçar, a boa ficção científica fala do futuro como uma crítica ao presente, algo que passa bem longe de O Espaço Entre Nós. Ao preferir se concentrar na relação entre dois jovens distantes, a produção se perde ao não abrir o leque da grande dificuldade que um humano teria se tivesse pouco contato com a própria raça. Além de ser piegas, não existe muita dificuldade na jornada do protagonista, com uma conveniência atrás da outra, e pouco se importa no desenvolvimento de seus personagens. A escolha de fazer um romance adolescente ao invés de um filme questionador é o grande problema do filme, ainda mais quando percebemos que havia espaço para os dois temas.

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A Bela e a Fera | Crítica | Beauty and the Beast, 2017, EUA

A adaptação da versão animada de A Bela e a Fera para o live action é tão deslumbrante quanto o original.

A Bela e a Fera (2017)

Elenco: Emma Watson, Dan Stevens, Luke Evans, Kevin Kline, Josh Gad, Ewan McGregor, Stanley Tucci, Audra McDonald, Gugu Mbatha-Raw, Ian McKellen, Emma Thompson | Roteiro: Stephen Chbosky, Evan Spiliotopoulos | Baseado em: A Bela e Fera – Disney e A Bela e Fera (Jeanne-Marie Leprince de Beaumont) | Direção: Bill Condon (A Saga Crepúsculo: Amanhecer) | Duração: 129 minutos

Percebendo que seria impossível desassociar um evento de outro, a versão com atores e atrizes de A Bela e a Fera abraça a nostalgia ao manter músicas e personagens, mas usa o tempo maior de projeção, cerca de 30 minutos a mais que o original, para expandir a história que já conhecemos. Entre se arrepiar com as músicas que fizeram o desenho de 1991 se tornar amado e algumas poucas atualizações, entre figuras e músicas, a produção marca pelo deslumbre visual, figuras de fácil identificação e temas universalmente conhecidos, a nova versão é tão boa quanto a clássica e está pronta para encontrar novos apreciadores.

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La La Land: Cantando Estações | Crítica | La La Land, 2016, EUA

La La Land: Cantando Estações é como a vida – uma mistura de amor e coração partido.

La La Land: Cantando Estações (2016)

Elenco: Ryan Gosling, Emma Stone, John Legend, Rosemarie DeWitt, J. K. Simmons | Roteiro e direção: Damien Chazelle (Whiplash: Em Busca da Perfeição) | Duração: 128 minutos

Nota 10 - um Tigre no cinemaSão tantos sentimentos que se passam depois de uma sessão de La La Land: Cantando Estações que é difícil expressar todos. Fica até uma ponta de medo de ser injusto e deixar algo de fora. O filme pode ser apreciado como homenagem ao cinema, um drama romântico, um musical, uma comédia ou ainda tudo isso – sem perder o equilíbrio entre um gênero e outro. Os personagens nos cativam, as situações nos arrebatam e os detalhes nos fascinam, sendo impossível dissociar um elemento do outro. E esses elos formam uma corrente que nos aperta tão forte que saímos marcados dela, com vontade de sorrir e chorar nessa mistura de sonho e realidade.

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Passageiros | Crítica | Passengers, 2016, EUA

Passageiros é uma versão de Titanic no espaço e deixa a ficção científica em segundo plano em favor de um romance eticamente questionável.

Passageiros (2016)

Elenco: Jennifer Lawrence, Chris Pratt, Michael Sheen, Laurence Fishburne, Andy García | Roteiro: Jon Spaihts (Doutor Estranho) | Direção: Morten Tyldum (O Jogo da Imitação) | Duração: 116 minutos | 3D: Relevante

4/10 - "tem um Tigre no cinema"A ideia de colonizar o espaço é tema de inúmeras ficções científicas há pelo menos um século, cada autor com sua peculiaridade. Porém Passageiros deixa o discurso da procura da humanidade, ou o que nos faz humanos, de lado para apostar num romance genérico, igual a qualquer outro filme do gênero com a diferença de se passar no espaço. Embalado por efeitos especiais extremamente bem feitos, apesar do 3D sem imperceptível, fica a impressão de que Tyldum foi contratado para um projeto que serve para destacar uma das atrizes mais bem pagas da indústria num filme praticamente seu, mostrando o lado ruim de tratar o cinema apenas como entretenimento, se importando mais com a forma do que com o conteúdo.

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Desculpe o Transtorno | Crítica | Brasil, 2016

Desculpe o Transtorno (2016)

Elenco: Gregorio Duvivier, Clarice Falcão, Dani Calabresa, Marcos Caruso, Rafael Infante, Daniel Duncan, Zezé Polessa | Argumento: Pedro Carvalhaes | Roteiro: Tatiana Maciel, Célio Porto | Direção: Tomas Portella (Operações Especiais)

Desculpe o Transtorno é agradável e consegue tirar risadas, ainda que trabalhe com estereótipos e clichês.

6/10 - "tem um Tigre no cinema"Antes de assistir Desculpe o Transtorno paira a dúvida para qual lado o filme pende mais. Depois de entender que é uma comédia romântica, não é de se espantar que ele siga mais para o lado do romance. Porém, não é um demasiadamente açucarado e há muitos momentos engraçados. E apesar de ter um desfecho previsível, o caminho que Tatiana Maciel e Célio Porto tomam tem percalços pouco comuns na narrativa da comédia nacional – inclusive com a liberdade de alguns palavrões –, não traz nada de novo, reforça alguns estereótipos da rixa São Paulo e Rio de Janeiro, mas é suficientemente leve para agradar quem já não aguenta mais piadas com gente gritando.

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Um Namorado Para Minha Mulher | Crítica | 2016, Brasil

Um Namorado Para Minha Mulher (2016)

Elenco: Ingrid Guimarães, Caco Ciocler, Domingos Montagner, Marcos Veras, Paulo Vilhena, Miá Mello | Roteiro: Lusa Silvestre, Julia Rezende | Baseado em: Un novio para mi mujer (Juan Taratuto) | Direção: Julia Rezende

Um Namorado Para Minha Mulher não consegue escapar dos inúmeros clichês da comédia romântica, mas é engraçado.

6/10 - "tem um Tigre no cinema"Está cada vez mais difícil encontrar bons exemplos na comédia nacional, apesar dos números me contradizerem. Não é de se espantar então que Julia Resende tenha buscado inspiração no cinema argentino para Um Namorado Para Minha Mulher. Seja pela inspiração ou não, a produção da diretora consegue tirar sarro da situação nada usual para um casal. Homens irão identificar amigos em tela – é interessante ver do lado de fora algo que talvez não percebamos –, as mulheres irão se divertir com as bobagens que nós fazemos e, no final, as risadas serão de ambos. O que é bem mais do que outras ditas comédias do nosso cenário podem dizer.

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De Onde Eu Te Vejo | Crítica | 2016

De Onde Eu Te Vejo (2016)

Com Denise Fraga, Domingos Montagner, Manoela Aliperti, Marisa Orth, Juca de Oliveira e Fúlvio Stefanini. Roteirizado por Leonardo Moreira e Rafael Gomes. Dirigido por Luiz Villaça.

Passeando entre o romance, a comédia e o drama, De Onde Eu Te Vejo se destaca dentro do gênero nas produções nacionais.
8/10 - "tem um Tigre no cinema"O cinema brasileiro foi maltratado por causa da gana das produtoras em enfiar goela abaixo comédias estúpidas e romances açucarados. De Onde Eu Te Vejo foge da maioria desses clichês, mesmo usando dos elementos citados. É uma comédia, assim como é um romance, tanto quanto um drama. Essa mistura permeia a narrativa com equilíbrio, sem deixar que um aspecto fique mais à frente de outro, além de ser tecnicamente impecável. Mesmo com alguns problemas – poucos, é verdade – é uma história bonita, leve, agradável de ser assistida e que pode fazer você se reconectar com quem ama de verdade, mesmo numa metrópole como São Paulo.

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Cidades de Papel | Crítica | Paper Towns, 2015, EUA

Paper Town, 2015

Com Nat Wolff, Cara Delevingne, Justice Smith, Ben Starling, Halston Sage. Roteirizado por Scott Neustadter e Michael H. Weber, baseado no romance de John Green. Dirigido por Jake Schreier.

3/10 - "tem um Tigre no cinema"A cada década aparece um filme que tenta representar a geração anterior, sintetizando suas aflições, medos e esperanças. E vamos percebendo, a medida que envelhecemos, que todos somos muito parecidos. Cidades de Papel lida com isso do mesmo jeito que você viu um outra dezena de filmes – passando por Os Goonies (The Goonies, 1985) até Show de Vizinha (The Girl Next Door, 2004) – mas de maneira menos eficiente: estão ali o grupo de amigos, a aventura que é o amadurecer e a coragem que é necessária para enfrentar esses desafios, porém o plano que impulsiona esses personagens só funciona forçadamente pela necessidade que o roteiro cria para si mesmo, chegando ao cúmulo de ter que apelar para diversos ex-machinas para funcionar, além de ser tecnicamente pouco ousado.

Sinopse oficial

Cidades de Papel é uma adaptação do livro de John Green sobre os adolescentes Quentin e sua enigmática vizinha Margo. Margo gostava tanto de mistérios que se tornou um. Margo conduz Quentin a uma noite inteira de aventuras em sua cidade natal e desaparece repentinamente, deixando pistas complicadas para Quentin decifrar. Nessa busca, Quentin e seus sagazes amigos se veem em uma aventura das mais empolgantes, repleta de humor e comoção. Afinal, a fim de encontrar Margo, Quentin se vê obrigado a buscar uma compreensão mais profunda do que são amizade e amor verdadeiros.”

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A Incrível História de Adaline | Crítica | The Age of Adaline, 2015, EUA

The Age of Adaline, 2015

Com Blake Lively, Michiel Huisman, Kathy Baker, Amanda Crew, Harrison Ford e Ellen Burstyn. Roteirizado por J. Mills Goodloe e Salvador Paskowitz. Dirigido por Lee Toland Krieger (Celeste e James Para Sempre).

5/10 - "tem um Tigre no cinema"Existem algumas questões que impedem de levarmos certas histórias a sério. Por exemplo, A Incrível História de Adaline tem elementos fantasiosos que impõe ao espectador acreditar em coisas quase mágicas, ao mesmo tempo em que joga pela narração uma ficção científica para justificar o que vemos. É uma história fofa, por assim dizer, com personagens lindos e maravilhosos, todos de bom coração e que não vão ofender ninguém. A série de coincidências só funciona se o espectador aceitar esses elementos. Em geral, o conto de fadas não é suficiente, ainda que a produção ache um caminho nos belíssimos quesitos técnicos que, de alguma maneira, ficaram impregnados no espectador.

 

Sinopse oficial

Tendo, por milagre, permanecido com 27 anos de idade por quase oito décadas, Adaline Bowman (Blake Lively) teve uma existência solitária, nunca permitindo a si mesma aproximar-se de alguém que pudesse revelar seu segredo. Mas o acaso colocou em seu caminho o carismático filantropo Ellis Jones (Michiel Huisman), que reacende sua paixão pela vida e pelo romance. Quando seu segredo pode ser exposto durante um final de semana na companhia dos pais dele (Harrison Ford e Kathy Baker), Adaline toma uma decisão que mudará sua vida para sempre.”

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Cinderela | Crítica | Cinderella, 2015, Reino Unido-EUA

Cinderella, 2015

Com Lily James, Cate Blanchett, Richard Madden, Stellan Skarsgård, Holliday Grainger, Derek Jacobi, Ben Chaplin, Sophie McShera, Hayley Atwell e Helena Bonham Carter. Roteirizado por Chris Weitz, baseado na obra de Charles Perrault e dos Irmãos Grimm. Dirigido por Kenneth Branagh (Operação Sombra: Jack Ryan).

5/10 - "tem um Tigre no cinema"Você sairá vislumbrando da sessão de Cinderela. Além disso, é um filme sincero, correto e extremamente bem feito, desde o figurino, passando pela fotografia e efeitos especiais e práticos. Mas não vai muito além disso. A inspiração do clássico desenho de 1950 está em vários elementos do filme, não sendo propriamente um remake, e vai à contramão de dar um ar sombrio, como algumas produções tem feito. É a mesma história, têm os mesmo conflitos, o mesmo tudo, com apenas uma ligeira diferença no trato da protagonista e o príncipe. Por isso, será lembrado mais pelo design de produção do que pela história em si.

Sinopse oficial

“Um filme live-action inspirado no clássico conto de fadas, Cinderela dá vida às eternas imagens da obra de arte de animação de 1950 da Disney com seus personagens reais em um espetáculo deslumbrante para uma geração inteiramente nova.”

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A Culpa é das Estrelas | Crítica | The Fault in Our Stars, 2014, EUA

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Com Shailene Woodley, Ansel Elgort, Nat Wolff, Laura Dern, Sam Trammell e Willem Dafoe. Roteirizado por Scott Neustadter e Michael H. Weber. Baseado no romance de John Green. Dirigido por Josh Boone.

8/10 - "tem um Tigre no cinema"Provavelmente você já viu uma centena de filmes românticos, um mais água que açúcar que o outro. E se você for homem, é mais provável ainda que o esquema “garoto conhece garota/garoto perde garota/garoto reconquista garota” não seja o seu estilo. Mas eis que A Culpa é das Estrelas vem para jogar para cima, pelo menos ligeiramente, esses conceitos. A história doce, romântica e triste é um paralelo da a vida em si. Como diz a protagonista, existe um pequeno infinito entre dias, mesmo que esses sejam contados. Surpreendentemente emocionante, é um filme para casais sim, mas com uma carga emocional que fará muita gente grande – inclusive homens – chorar.

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Ela | Crítica | Her, 2014, EUA

Her, 2014

Com Joaquin Phoenix, Amy Adams, Rooney Mara, Olivia Wilde, Chris Pratt e Scarlett Johansson. Escrito e dirigido por Spike Jonze (Onde Vivem os Monstros)

10/10 - "tem um Tigre no cinema"Spike Jonze lança um desafio em “Ela”. O amor poderia evoluir junto com a racionalidade humana, a ponto de se relacionar com uma máquina ser socialmente aceitável? A simplicidade do nome do filme e a modernização do ato de amar são elementos importantes nessa deliciosa produção. Porém, o diretor entrega algo bem mais profundo. Existem paralelos a serem definidos e destrinchados. É um tanto difícil, mas assim é o amor, que deve ser mais aceito do que entendido.

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