Arquivo para a Categoria ‘Policial’

Caça aos Gângsteres (Gangster Squad, 2013, EUA) [Crítica]

"Gangster Squad", 2013

Com Josh Brolin, Ryan Gosling, Sean Penn, Nick Nolte, Emma Stone, Anthony Mackie, Giovanni Ribisi, Michael Peña e Robert Patrick. Roteirizado por Will Beall. Baseado no livro de Paul Lieberman. Dirigido por Ruben Fleischer (Zumbilândia).

6/10 - "tem um Tigre no cinema"Ao sair da sessão de “Caça aos Gângsteres” o sentimento é dúbio. Por uma lado, temos um filme bem produzido, com um elenco gigante de qualidade, e com momentos espirituosos e engraçados. Por outro lado, temos personagens caricatos, quase beirando o cartunesco, e uma história mediana. Com o elenco que tem e com o diretor de um filme ótimo (Zumbilândia, de 2009), poderia ser um grande filme, mas se perdeu por exagerar e tentar ao dar um ar aos para personagens que não tinha razão de serem assim.

Leia mais

O Homem da Máfia (Killing Them Softly, 2012, EUA) [Crítica]

Com  Brad Pitt, Richard Jenkins, James Gandolfini, Ray Liotta, Scoot McNairy, Ben Mendelsohn e Sam Shepard. Baseado no romance de  George V Higgins. Escrito e dirigido por Andrew Dominik (O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford).

O mundo da máfia está cheio de seres desprezíveis e detestáveis. E Andrew Dominik mostra isso com primor na sua terceira empreitada no cinema com “O Homem da Máfia”, ao nos contar uma história cheia de violência, torpor e tridimensionalidade dos personagens. Existe também uma crítica ao período de transição entre o fim da presidência Bush e a eleição de Obama, mas também à política em geral, e até mesmo à história oficial e amplamente conhecida. O filme é um primor aos olhos, passando pelas atuações, direção, e decisões de câmeras e fotografia, e até a falta de trilha sonora nos trazem uma imperdível produção.

Leia mais

Os Infratores (Lawless, 2012, EUA) [Crítica]

Com Tom Hardy, Guy Pearce, Gary Oldman, Jessica Chastain, Mia Wasikowska e Shia LaBeouf. Roteirizado por Nick Cave (A Proposta), baseado no romance de Matt Bondurant. Dirigido por John Hillcoat (A Estrada).

Um filme que reúne no elenco dois atores que participaram de grandes franquias recentes do cinema (Batman de Nolan e Transformers), e outro ator muito conhecido no meio cinematográfico, que também esteve envolvido em um blockbuster recente (Prometheus) é um grande chamariz para uma produção. O filme de gângsteres “Os Infratores” trata do período da chamada “Lei Seca” nos EUA, que aconteceu no começo dos anos 1930. Hillcoat conta a história de três irmãos que eram lendas dessa época, baseado seu filme em fatos (supostamente) reais e num livro. O filme mescla boas e más atuações e um direção coesa. E o grande trunfo do filme de Hillcoat é mostrar a mudança que os EUA passam, representada pelo irmão mais novo, encarnando o “progresso”, e de seus dois irmãos, que representam a maneira antiga de se fazer negócio.

Leia mais

Selvagens (Savages, 2012, EUA) [Crítica]

Com Taylor Kitsch, Blake Lively, Aaron Taylor-Johnson, John Travolta, Benicio del Toro e Salma Hayek. Roteirizado por Shane Salerno, Don Winslow e Oliver Stone, baseado no livro de Don Winslow. Dirigido por Oliver Stone (Platoon).

Oliver Stone volta à tela grande com um filme violento, baseado num livro que não li, e que mostra um mundo de contrastes, permeado por drogas e violência, mas também cheio de amor (uma versão deturpada dele na verdade). A história policial não envolve nenhum tipo de santo. O roteiro escrito à seis mãos tem personagens quase detestáveis, tendo ao menos um momento que os torna humanos. A violência gráfica empregada no filme pode chocar alguns, mas é bem colocada para mostrar a crueldade da máfia mexicana. No fim das contas, “Selvagens” tem uma história interessante, mas com erros de percalço, e com atuações que vão de ótimas, passando por caricatas e terminando com sofríveis. Mas apresenta um Stone que ainda tem vontade fazer cinema.

Leia mais

Protegendo o Inimigo (Safe House, 2012, EUA) [Crítica]

Com Denzel Washington, Ryan Reynolds, Vera Farmiga e Brendan Gleeson. Roteiro de David Guggenheim. Dirigido por Daniel Espinosa.

Eu poderia resumir “Protegendo o Inimigo” com a frase clássica “been there, done that“. O filme se sustenta na atuação mister de Denzel Washington, no (pouco) carisma de Ryan Reinolds e na única cena de perseguição na Cidade do Cabo. Os problemas são comuns nesses filmes de ação. É verdade que não se pode fugir muito no gênero da reciclagem de ideias e situações que já vimos em outros filmes. Mas enquanto outras produções como a Trilogia Bourne tem um drama complexo de base, “Protegendo o Inimigo” tem um drama bem mais raso e que nem sequer criamos empatia com os personagens.

Leia mais

Cães de Aluguel (Reservoir Dogs, 1992, EUA) [Crítica]

Com Harvey Keitel, Tim Roth, Chris Penn, Steve Buscemi, Lawrence Tierney e Michael Madsen. Escrito e dirigido por Quentin Tarantino (Kill Bill).

“Cães de Aluguel” é um filme cheio de ótimos momentos, que não são prejudicados pela falta de linearidade. Quentin Tarantino nos mostra a história desse jeito para que criemos empatia com os personagens. Apesar de criminosos, os cinco senhores das cores estão na jornada do herói, e se fossem mostrados como um bando que planejava roubar jóias, e que na figura do Sr Golde não tinha muito valor para com a vida humana, não seriam os personagens marcantes que são. A introdução mostrando o conhecimento de cultura pop nos mostra que esses criminosos não pensam apenas no que vão fazer. Filosofar sobre esses assuntos é uma quebra do perfil normalmente atribuído à um ladrão em outros filmes de crime, onde a cena introdutória é a revisão do plano de ação. E isso tudo para servir a díspar cena seguinte, com um dos personagens que acabamos de conhecer ensanguentado e chorando desesperadamente pelo medo de morrer.

Leia mais

O Segredo dos seus olhos (El secreto de sus ojos, 2009, Argentina) [Crítica]

Com Ricardo Darín, Soledad Villamil e Guillermo Francella. Escrito por Eduardo Sacheri e dirigido por Juan José Campanella (O Filho da Noiva). Depois de alguns anos de exílio, o detetive Benjamín Esposito volta para sua cidade natal. Aposentado, ele começa a escrever um livro sobre um caso que investigou nos anos 1970, e que ficou mal-resolvido.

O filme se passa em dois momentos diferentes: 1974 e 1999. Benjamín Espósito (Dárin) é um agente federal que volta para a capital e começa a escrever um romance sobre um caso que investigou que terminou mal-resolvido, que envolvia um estupro seguido de assassinato. Ele pede opinião da juíza e amiga Irene (Soledad) porque ela também participou da investigação, e que mexeu muito com ambos. O roteiro é adaptado de um livro, mas o bom é que do próprio roteirista. Dotado de um direção belíssima, esse filme te leva pelo caminho da investigação, do romance e das paixões dos personagens. Além da maestria do roteiro, a cenografia (que vai vem entre os anos 1970 e 1990) e a maquiagem (que tanto envelhece e rejuvenesce os atores) entram no conjunto para elevar mais a qualidade da película. O filme conta com uns cortes fade-in e fade-out pretos, que parecem que vão encerrar o filme. Isso quebra um pouco o ritmo do filme, mas é o único porém. Se o cinema argentino for tão bom assim, o caminho é ver mais. Pra te dar mais um motivo pra assistir, ele ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2010.

Volte para a HOME

Para cima