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Atividade Paranormal: Dimensão Fantasma | Crítica | Paranormal Activity: The Ghost Dimension, 2015

Paranormal Activity: The Ghost Dimension, 2015

Com Chris J. Murray, Brit Shaw, Ivy George, Dan Gill, Olivia Taylor Dudley, Don McManus e Michael Krawic. Roteirizado por Jason Pagan, Andrew Deutschman, Adam Robitel, Gavin Heffernan, Brantley Aufill e Jason Pagan. Dirigido por Gregory Plotkin.

2/10 - "tem um Tigre no cinema"Se você levar em conta que o inferno é a repetição, Atividade Paranormal: Dimensão Fantasma é um filme que cumpre sua missão de imersão da audiência. O que é inacreditável é que os seis roteiristas e argumentistas da produção tenham entregado um roteiro sem história nenhuma, o que se reflete na curta sinopse oficial. O declínio da série já era bem claro no filme anterior e parecia impossível ficar pior. Pois conseguiram. O quinto filme enterra uma produção que começou interessantíssima, mas claramente não souberam quando parar.

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A Forca | Crítica | The Gallows, 2015, EUA

The Gallows, 2015

Com Reese Mishler, Pfeifer Brown, Ryan Shoos, Cassidy Gifford. Escrito e dirigido por Travis Cluff e Chris Lofing.

2/10 - "tem um Tigre no cinema"Existem obras que, por mais que haja esforço, tanto dos realizadores quanto da plateia, pouco tem a se dizer. A Forca vem no aparente fim do estilo mockumentary/found-footage, e mostra porque o estilo precisa desesperadamente de, no mínimo, um descanso. Ou ainda, pode ser hora de deixar as câmeras tremidas para trás e investir novamente em histórias autorais. Apesar de não ser o pior exemplo, somos apresentados à só mais um filme com a falsa sensação de real, que não é o pior do estilo, mas também está muito longe de ser um dos melhores – o que, infelizmente, diz muito sobre esse tipo de filme.

Sinopse oficial

Vinte anos após um acidente que causou a morte de Charlie, durante uma peça de teatro estudantil, alunos da mesma escola da pequena cidade resolvem ressuscitar a produção em uma tentativa infeliz de honrar o aniversário da tragédia – mas vão descobrir que algumas coisas do passado devem ser deixadas em paz.”

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Poder Sem Limites (Chronicle, 2012, EUA) [Crítica]

Com Dane DeHaan, Michael B. Jordan, Michael Kelly e Alex Russell. Roteiro de Max Landis. Argumento de Max Landis e Josh Trank. Dirigido por Josh Trank.

O estilo mockumentary parece não cansar o público, e “Poder Sem Limites” é um bom exemplo do estilo, pelo menos em parte. O filme lida com questões da adolescência como amizades, popularidade, festas, bullying e superpoderes… oras, nem todos os questionamentos precisam ser reais. Os motivos para os personagens estarem usando câmeras todo tempo é plausível na maior parte do tempo, e o diretor consegue dar um ritmo de filme, classicamente falando, com os planos-sequencia típicos do mockumentary alternando com cortes de 2 a 4 segundos. Isso acontece porque temos outra personagem usando uma câmera para um blog, e que qualquer celular filma. Mas isso levanta certas dúvidas, onde a montagem poderia ter sido melhor explorada para dar mais veracidade ao filme, que é o ponto dos filmes found footage.

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Atividade Paranormal 3 (Paranormal Activity 3, 2011, EUA) [Crítica]

Com Chloe Csengery, Jessica Tyler Brown, Lauren Bittner e Christopher Nicholas Smith. Escrito por Christopher B. Landon. Dirigido por Ariel Schulman e Henry Joost. “Prequel” de Atividade Paranormal e Atividade Paranormal 2, o filme conta a história de como as irmãs Katie e Kristie tiveram contato com a entidade demoníaca que esteve presente nos dois primeiros filmes. A história é contada através de fitas VHS filmadas no fim dos anos 1980.

ATENÇÃO: Seguem alguns spoilers de AP e AP2.

Fiquei um tempo sem falar dessa película porque achei que a experiência que tive vendo foi prejudicada pela bagunça da sala, com muito papo e brincadeiras dos expectadores da pré-estreia. Numa análise mais fria, AP3 continuou abaixo dos seus antecessores. O mesmo problema do 2º filme acontece aqui: a falta de ritmo. E se no primeiro e em parte do segundo você não acredita ser plausível alguém segurar uma câmera a cada momento, vai achar a mesma coisa coisa nesse cenário, pelo menos no começo do filme. Apesar de eu acreditar que é possível você se deslocar com uma câmera pequena, que é caso de AP e AP2, não me entra na cabeça a situação dos primeiros momentos do filme que o personagem Dennis (Smith) vai até o quarto das enteadas com uma câmera profissional de vídeo S-VHS daquelas antigas, grandes e pesadas para filmar o que está acontecendo. A partir daí, é plausível: usar tripés e um ventilador adaptado é crível. Agora é ficar atento às coisas que acontecem. Os sustos mais previsíveis, aqueles que se joga alguma coisa na sua cara, são poucos e nem são o que você espera. Desses você deve rir depois. Existe pelo menos um susto bem galhofa no filme. Quando chegar a cena, você vai entender e vai pensar a mesma coisa que eu: “não acredito que eles vão fazer isso”. Pois é, fizeram.

Outra coisa que me incomoda profundamente em AP3 é que ele foi feito apenas como caça-níqueis, que nem o final refeito do original. As primeiras entrevistas logo depois de AP2 davam certo que seria uma sequência direta dos fatos, mostrando o destino de Katie e do bebê Hunter, nos apresentando uma entidade poderosíssima e sua real intenção. Mas alguém resolveu pedir essa “prequel” para poder arrecadar mais e fazer um futuro AP4. Por isso o filme perde ritmo e se torna arrastado. Seria muito melhor se Atividade Paranormal 3 fosse um flashback totalizando uns 25 minutos, mostrando pouco a pouco os fatos, para seguir a linha de raciocínio original. Para quem é fã da franquia, como eu sou, agora é esperar a sequência. E que dessa vez seja uma sequência mesmo, e não outra historinha contando a trajetória do demônio. Tenho que admitir que o filme está bem melhor produzido e dirigido. Verba a mais faz uma grande diferença mesmo. A tensão vai te acompanhar por mais da metade do filme e vai fazer seu coração bater mais rápido nos momentos finais. E, ao chegarmos no final, temos o mesmo problema que citei no começo: como acreditar que se pode andar ou correr com um câmera pesada na mão. Meu último porém fica pelo aspecto ratio do filme. Não tenho certeza, mas acho que as câmeras VHS antigas, mesmo as profissionais, tem formato 4×3 (1.33:1). As fitas pareciam estar em 16×9, que é o formato das TVs widescreen atuais. Mas posso estar enganado. Preciso da ajuda de um especialista.

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