Arquivo para a Categoria ‘Ficção Científica’

Oblivion (Oblivion, 2013, EUA) [Crítica]

"Oblivion", 2013

Com Tom Cruise, Olga Kurylenko, Andrea Riseborough, Morgan Freeman, Melissa Leo e Nikolaj Coster-Waldau. Roteirizado por Joseph Kosinski, William Monahan, Karl Gajdusek e Michael Arndt, baseado nos quadrinhos de Joseph Kosinski e Arvid Nelson. Dirigido por Kosinski (Tron: O Legado).

6/10 - "tem um Tigre no cinema"A condição humana já foi objeto de estudos várias vezes na ficção científica. A revisitação do tema em “Oblivion” – adaptada de uma história em quadrinhos – faz um serviço mediano. O roteiro tem problemas de percalço por causa do quadrilátero de roteiristas. E apesar do protagonista ser um tanto canastrão, é muito fácil de acreditarmos no que ele faz em tela. Também existem decisões erradas na direção de Kosinski e na trilha sonora. É um filme que tinha potencial, mas não usou dele, e se vê claramente que existia um enorme potencial.

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Prometheus (Prometheus, 2012, EUA) [Crítica]

Com Charlize Theron, Michael Fassbender, Noomi Rapace, Idris Elba, Guy Pearce, Logan Marshall-Green, Sean Harris, Rafe Spall, Kate Dickie e Patrick Wilson. Roteiro de Jon Spaihts (A Hora de Escuridão) e Damon Lindelof. Dirigido por Ridely Scott (Alien – O Oitavo Passageiro).

O fardo era pesado. Ridley Scott revisitando o universo criado por ele em “Alien – O Oitavo Passageiro” (Alien, 1979) era um sonho para fãs de cinema e da ficção científica. O diretor nos entrega um bom filme. Ponto. A viagem que começa numa cena evocativa de “2001 – Uma Odisseia no Espaço”, mescla elementos diferentes, efeitos especiais impecáveis, assim como o design de som, e fazem nos primeiros minutos parecer que este será filme do ano. Mas os (vários) furos no roteiro e a unidimensionalidade de maioria dos personagens na tela faz que a experiência seja menos agradável. Porém, o voo alçado pela nave-título está longe de ser uma decepção.

Essa crítica é recheada de spoilers. Estejam avisados.

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Homens de Preto 3 (Men in Black 3, 2012, EUA) [Crítica]

Com Will Smith, Tommy Lee Jones, Josh Brolin, Jemaine Clement, Michael Stuhlbarg, Alice Eve e Emma Thompson. Roteirizado por Etan Cohen (Trovão Tropical), David Koepp (Missão Impossível), Jeff Nathanson (Prenda-me se for capaz) e Michael Soccio. Dirigido por Barry Sonnenfeld (Homens de Preto)

Os dez anos que separaram “Homens de Preto 3″ de seu antecessor fizeram bem para a franquia e para esquecermos um filme… bem, esquecível. Parece até que essa é a continuação direta do original. O filme abraça mais o mundo da ficção científica com um dos poucos temas que faltava abordar, aliando-se com uma boa história com doses de ação, momentos tocantes e pequenas homenagens que vão desde o visual, diálogos e até os sons. A história não supera a da primeiro filme da franquia, conta com alguns furos, mas é divertido, merecendo alguns minutos a mais para fechar a produção com menos correria.

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John Carter – Entre Dois Mundos (John Carter, 2012, EUA) [Crítica]

Com Taylor Kitsch, Lynn Collins, Samantha Morton, Mark Strong, Ciarán Hinds, Dominic West, James Purefoy, Bryan Cranston, Daryl Sabara e Willem Dafoe. Roteiro de Andrew Stanton, Mark Andrews e Michael Chabon, baseado no livro de Edgar Rice Burroughs. Dirigido por Andrew Stanton (Wall-E).

“John Carter – Entre Dois Mundos” é um filme de fantasia pura, mantendo os aspectos da época em que foi escrito. O planeta vermelho tem atmosfera e mantém uma temperatura agradável, tão diferente da nossa “chata” realidade. Esse mundo é povoado por dois clãs humanos e por criaturas de quatro braços que estão em guerra entre si. John (Kitsch) é levado para esse mundo por acidente, luta por necessidade, mas não quer escolher lados na batalha. Trazendo ótimos efeitos especiais (ao ponto de você acreditar nas figuras de quatro braços medindo 3,5m), e a música de Michael Giacchino (não inspirado como em “Up – Altas Aventuras”, mas marcante), o filme dura quase 2h20min nos divertindo e não cansando. Existem alguns pontos que rebaixam a produção, principalmente no tocante à tecnologia usada pelos dois povos humanos. No entanto, “John Carter” se sai muito bem dentro da própria proposta, e não merecia o fracasso retumbante que teve nos cinemas dos EUA.

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Poder Sem Limites (Chronicle, 2012, EUA) [Crítica]

Com Dane DeHaan, Michael B. Jordan, Michael Kelly e Alex Russell. Roteiro de Max Landis. Argumento de Max Landis e Josh Trank. Dirigido por Josh Trank.

O estilo mockumentary parece não cansar o público, e “Poder Sem Limites” é um bom exemplo do estilo, pelo menos em parte. O filme lida com questões da adolescência como amizades, popularidade, festas, bullying e superpoderes… oras, nem todos os questionamentos precisam ser reais. Os motivos para os personagens estarem usando câmeras todo tempo é plausível na maior parte do tempo, e o diretor consegue dar um ritmo de filme, classicamente falando, com os planos-sequencia típicos do mockumentary alternando com cortes de 2 a 4 segundos. Isso acontece porque temos outra personagem usando uma câmera para um blog, e que qualquer celular filma. Mas isso levanta certas dúvidas, onde a montagem poderia ter sido melhor explorada para dar mais veracidade ao filme, que é o ponto dos filmes found footage.

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Super 8 (Super 8, 2011, EUA) [Crítica]

Com Joel Courtney, Elle Fanning, Kyle Chandler, Ron Eldard e Riley Griffiths. Escrito e Dirigido por J.J. Abrams (Star Trek).

Certos filmes mexem conosco pela nostalgia. “Super 8″ é um dos filmes mais divertidos e pueris do ano. Os pais deveriam levar os filhos para ver filmes assim. E não como eu fiz, obrigando meu pai a ver tantos enlatados da Xuxa. Hoje, me arrependo muito. Mas J.J. Abrams nos deu uma visão da sua infância, que também remeteu à minha, homenageando “Os Goonies”, “ET”, e “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”.

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Cowboys e Aliens (Cowboys & Aliens, 2011, EUA) [Crítica]

 

Com  Daniel Craig, Olivia Wilde, Harrison Ford, Sam Rockwell e Clancy Brown. Escirto por Damon Lindelof, Alex Kurtzman, Roberto Orci, Mark Fergus e Hawk Ostby. Baseados nos quadrinhos da Dark Horse, de Scott Mitchell Rosenberg. Dirigido por Jon Favreau (Homem de Ferro).

“Cowboys e Aliens” é, acima de tudo, um filme com diversão garantida. Bem diferente dos filmes que dizem que temos que “desligar o cérebro”, a ação e a situação totalmente maluca que nos é proposta não vai te entregar uma história tola, mas com alguns clichês. Com um roteiro escrito por cinco pessoas, é de se esperar o pior. Isso prejudicou um tanto a projeção. Um pouco mais de cuidado e a produção deslancharia. Mas existem outros detalhes que vale a pena citar. Leia mais

Fuga do Século XXIII (Logan’s Run, 1976, EUA) [Crítica]

Com Michael York, Richard Jordan, Jenny Agutter, Peter Ustinov e Farrah Fawcett. Escrito por David Zelag Goodman. Baseado no livro de William F. Nolan e George Clayton Johnson. Dirigido por Michael Anderson. Numa sociedade sobrevivente de uma grande guerra, os humanos vivem apenas para o prazer, deixando o trabalho pesado para máquinas. Mas isso tem um preço: todos devem morrer aos 30 anos.

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O Preço do Amanhã (In Time, 2011, EUA) [Crítica]

Com Justin Timberlake, Amanda Seyfried, Cillian Murphy e Olivia Wilde. Escrito e dirigido por Andrew Niccol (Gattaca – A Experiência Genética). A história se passa em 2161, numa sociedade onde alterações genéticas fazem que toda a população pare de envelhecer ao completar 25 anos. Mas a partir daí você tem só mais um ano de vida. Se quiser viver mais, tem que comprar mais tempo, que é a moeda para tudo nessa sociedade: desde o café, passando por transportes e jogos. Nesse cenário os pobres vivem pouco e isolados em guetos, enquanto os milionários podem ser imortais. É nesse mundo que Will Salas (Timberlake), um jovem de 28 anos, que recebe um século de um milionário que não quer mais viver. E começa a ser perseguido por causa disso.

Uma ideia dessas tem potencial, por mais que seja uma nova visão do clássico “Fuga do Século XXIII” (Logan’s Run, de 1976) é interessante ver que a história não tem aqueles dizeres “baseado no livro/conto/história de…”. Leia mais

Gigantes de Aço (Real Steel, 2011, EUA) [Crítica]

Com Hugh Jackman, Evangelyne Lilly e Dakota Goyo. Escrito por John Gatins, Dan Gilroy e Jeremy Leven (Don Juan DeMarco). Dirigido por Shawn Levy (Uma Noite no Museu).O filme é baseado num conto curto de Richard Matheson (Eu sou a Lenda). Num futuro próximo onde os humanos foram substituídos por robôs nas lutas de boxe, Charlie Kenton (Jackman) é um ex-pugilista que agora lutas pelos controles. Ele tem dívidas por lutas, e reencontra seu filho de 11 anos Max (Goyo), mas não tem a paciência nem a vontade de encarnar um pai. As coisas mudam de figura quando os dois acham um robô lutador de 2ª geração num ferro velho.

Um quase-conto-de-fadas robótico, Gigantes de Aço é um filme pra levar a família inteira. Se você é um daqueles pais chatos que vai ensinar a versão politicamente correta de “Atirei o pau no gato”, é um achado. A violência vai ser de mentira, já que a porrada vai sobrar só pros robôs de metal, que não gritam nem sangram. Hugh Jackman está bem no papel, apesar dos clichês “não-ligo-para-o-meu-filho” e “ligo-para-o-meu-filho”. Ele é um ator suficientemente bom para que eu não veja Wolverine ou Van Helsing na atuação. Mas quem rouba o papel é Dakota Goyo, que antes foi o pequeno Thor. Leia mais

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