Arquivo para a Categoria ‘Fantasia’

Hércules | Crítica | Hercules, 2014, EUA

Hercules, 2014

Com Dwayne Johnson, John Hurt, Rufus Sewell, Ian McShane, Ingrid Bolsø Berdal, Aksel Hennie, Reece Ritchie, Rebecca Ferguso, Joseph Fiennes, Peter Mullan e Irina Shayk. Roteirizado por Ryan J. Condal, Evan Spiliotopoulos, baseado nos quadrinhos de Steve Moore e Admira Wijaya. Dirigido por Brett Ratner (X-Men: O Confronto Final).

7/10 - "tem um Tigre no cinema"O novo Hércules entrega uma reinvenção que despe a capa mítica, mas mantém o espírito de guerreiro do personagem, e tira o medo de contar novamente histórias que passaram nas mãos de outros diretores e roteiristas. Ação desenfreada, momentos marcantes e violência – apesar de não explícita – trazem uma experiência divertida e consegue, pelo menos parcialmente, dar profundidade a um personagem que é uma montanha de músculos.

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Malévola | Crítica | Maleficent, 2014, EUA

Maleficent, 2014

Com Angelina Jolie, Sharlto Copley, Elle Fanning, Sam Riley, Imelda Staunton, Juno Temple e Lesley Manville. Roteirizado por Linda Woolverton, baseado nos contos de Charles Perrault e dos irmãos Grimm. Dirigido por Robert Stromberg.

5/10 - "tem um Tigre no cinema"Inversão de papéis, escalas de cinza e revisitas aos clássicos: não há nada de errado. Afinal, não há limites para a ficção. Personagens odiosos ali podem ser bondosos aqui, e vice versa. É um exercício de imaginação interessante que pelo menos, tenta trazer alguma coisa de original, mesmo que calcado em alguma coisa do passado. Essa é uma produção que vem na cola de outros personagens que tiveram esse tratamento – Alice, João e Maria, João e o Pé de Feijão, por exemplo – para brincar com elementos que por mais de meia década são familiares para muita gente. Infelizmente, o tom feminista e muito válido não é suficiente para alavancar Malévola. O plot é desinteressante e previsível demais, mas deve agradar pelo menos as crianças. Com uma direção perdida, ainda que relativamente eficiente por ser tratar de uma estreia, temos um potencial enormemente desperdiçado.

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O Hobbit: A Desolação de Smaug | Crítica | The Hobbit: The Desolation of Smaug, 2013, EUA

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Com Ian McKellen, Martin Freeman, Richard Armitage, Benedict Cumberbatch, Evangeline Lilly, Lee Pace, Luke Evans, Ken Stott, James Nesbitt e Orlando Bloom. Roteirizado por Peter Jackson, Fran Walsh, Philippa Boyens e Guillermo del Toro, baseado na obra JRR Tolkien. Dirigido por Peter Jackson.

9/10 - "tem um Tigre no cinema"Quando saí da sessão de “O Hobbit: Uma Aventura Inesperada” (The Hobbit: An Unexpected Journey, 2012) disse não haver problemas de ritmo. É justo dizer que isso se mantém na segunda parte da trilogia. Ainda assim, é um filme muito longo. Jackson – que continuo tendo fé – ainda se apresenta como um megalomaníaco que não quer que nada saia na sala de edição. Superando ligeiramente o primeiro filme, a produção se sustenta no carisma dos personagens, em ser baseado num maravilhoso trabalho de Tolkien e na ação que dessa vez não demora a acontecer, por mais que poderiam ser cortados pelo menos vinte minutos de projeção em favor do dinamismo.

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Dezesseis Luas (Beautiful Creatures, 2013, EUA) [Crítica]

Com Alden Ehrenreich, Alice Englert, Jeremy Irons, Viola Davis, Emmy Rossum, Thomas Mann e Emma Thompson. Roteirizado por Richard LaGravenese, baseado no romance de Kami Garcia e Margaret Stohl. Dirigido por Richard LaGravenese (PS: Eu te Amo).

5/10 - "tem um Tigre no cinema"Me pergunto qual é a necessidade de obras se afirmarem como novo isso, ou o novo aquilo. Fora questões mercadológicas, a história funcionar por si só deveria ser chamariz suficiente. E isso quer dizer que “Dezesseis Luas” tem algo de original? Só se você contar a inversão de papeis, onde a mulher aparece forte e controladora, e seu par romântico ser um rapaz submisso. Basicamente, é um filme mediano que tem pontos divertidos e mistura bons e maus efeitos especiais. Mas o que faz cair a nota para o patamar mediano é o seu final covarde.

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Branca de Neve e o Caçador (Snow White and the Huntsman, 2012, EUA) [Crítica]

Com Kristen Stewart, Charlize Theron, Chris Hemsworth, Sam Claflin,  Ian McShane, Bob Hoskins e Toby Jones. Roteirizado por Evan Daugherty, John Lee Hancock e Hossein Amini (Drive). Dirigido por Rupert Sanders.

Chegando ao final do filme, disse para mim mesmo que gostei da versão moderna do clássico dos Irmãos Grimm[bb]. Mas analisando algumas horas depois, cheguei à conclusão do que me fez gostar mais da história foram os elementos que já foram usados em tantos outros filmes épicos e de aventura, principalmente em “O Senhor dos Aneis[bb]” e “As Crônicas de Nárnia[bb]“. O bom elenco é desperdiçado pela pouca presença na tela, a motivação da vilã é confusa e a atriz principal não tem carisma nenhuma. Pecando em aspectos técnicos, como no excesso de slow-motions, e pontos da narrativa, “Branca de Neve e o Caçador[bb]” é um filme que por muito pouco não escapa da borda de ser um bom entretenimento. Além disso… preciso apontar o óbvio que Kristen Stewart[bb] não tem nada de mais bela que Charlize Theron[bb]?

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A Invenção de Hugo Cabret (Hugo, 2011, EUA) [Crítica]

Com Ben Kingsley, Asa Butterfield, Chloë Grace Moretz, Sacha Baron Cohen, Emily Mortimer, Jude Law e Christopher Lee. Escrito por  John Logan (Rango), baseado no livro de Brian Selznick. Dirigido por Martin Scorsese (O Aviador).

A expectativa era grande. “Hugo” é uma grande homenagem ao cinema. Ver na tela Georges Méliès, suas criações e ideias serem apresentadas para um novo público é emocionante para qualquer cinéfilo. E nesse clima nostálgico, o grande diretor Scorsese nos leva para a Paris do começo dos anos 1930 numa tentativa de fazer um filme infantil.  Tem momentos comoventes, mas o roteiro é tão previsível e com poucos momentos marcantes que essa reverência ao cinema clássico se sobrepõe à história do personagem principal, enquanto o ideal seria encontrar um equilíbrio. Com personagens paralelos e alívios cômicos que parecem fora de lugar, “Hugo” não deve ficar muito tempo na memória dos espectadores. É um filme que será lembrado mais pela sua perfeição visual e técnica, com seu encantador 3D na sua profundidade de campo do que outros filmes que souberam explorar mais o emocional. Ganhou os Oscar de “Melhor Fotografia”, “Melhor Direção de Arte”, “Melhores Efeitos Especiais”, “Melhor Edição de Som” e “Melhor Mixagem”.

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