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Alice Através do Espelho | Crítica | Alice Through the Looking Glass (2016) EUA

Alice Através do Espelho (2016)

Com Johnny Depp, Anne Hathaway, Mia Wasikowska, Rhys Ifans, Helena Bonham Carter, Sacha Baron Cohen, Alan Rickman, Stephen Fry, Michael Sheen e Timothy Spall. Roteirizado por Linda Woolverton, baseado nos personagens de Lewis Carroll. Dirigido por James Bobin (Muppets 2: Procurados e Amados)

Sem graça e sem alma, Alice Através do Espelho é o pior da indústria cinematográfica: um entretenimento belo e vazio.

3/10 - "tem um Tigre no cinema"Se a primeira adaptação do universo de Lewis Caroll nas mãos de Tim Burton era uma aventura passageira, a continuação é menos que um reflexo do primeiro. Alice Através do Espelho peca por se concentrar demais no vislumbre visual que é – tanto que a sinopse dada no canal oficial do Youtube da Disney destaca mais as partes técnicas – sem ter o cuidado de criar uma história no mínimo cativante. Pelo contrário, é uma narrativa óbvia demais, que mal serve para divertir o espectador ou até mesmo crianças. É o retrato extremo dos blockbusters, feito na esperança de arrancar algum dinheiro da plateia incauta.

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A Colina Escarlate | Crítica | Crimson Peak, 2015, EUA

Crimson Peak, 2015

Com Mia Wasikowska, Jessica Chastain, Tom Hiddleston, Jim Beaver, Charlie Hunnam. Roteirizado por Guillermo del Toro e Matthew Robbins. Dirigido por Guillermo del Toro (Círculo de Fogo).

9/10 - "tem um Tigre no cinema"Num mundo justo, Guillermo del Toro poderia fazer todos os projetos que abraça. A Colina Escarlate mostra um diretor maduro e versátil. Homenageando o terror, o mexicano trouxe um dos melhores filmes do gênero dos últimos anos, conseguindo misturar sustos eficazes e tensão numa história que não é sobre fantasmas e sim com fantasmas. Ainda que o espectador não leve muito tempo para entender o que está acontecendo, o diretor ainda consegue nos dar algumas surpresas. Nesse filme tão simbolicamente sangrento, o espectador encontrará medo, sentirá calafrios e participará de uma aventura. Apesar de parecer elementos demais, del Toro tem competência para equilibrá-los e assim contar uma interessante história, ainda que tenha alguns clichês do gênero.

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Hércules | Crítica | Hercules, 2014, EUA

Hercules, 2014

Com Dwayne Johnson, John Hurt, Rufus Sewell, Ian McShane, Ingrid Bolsø Berdal, Aksel Hennie, Reece Ritchie, Rebecca Ferguso, Joseph Fiennes, Peter Mullan e Irina Shayk. Roteirizado por Ryan J. Condal, Evan Spiliotopoulos, baseado nos quadrinhos de Steve Moore e Admira Wijaya. Dirigido por Brett Ratner (X-Men: O Confronto Final).

7/10 - "tem um Tigre no cinema"O novo Hércules entrega uma reinvenção que despe a capa mítica, mas mantém o espírito de guerreiro do personagem, e tira o medo de contar novamente histórias que passaram nas mãos de outros diretores e roteiristas. Ação desenfreada, momentos marcantes e violência – apesar de não explícita – trazem uma experiência divertida e consegue, pelo menos parcialmente, dar profundidade a um personagem que é uma montanha de músculos.

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Malévola | Crítica | Maleficent, 2014, EUA

Maleficent, 2014

Com Angelina Jolie, Sharlto Copley, Elle Fanning, Sam Riley, Imelda Staunton, Juno Temple e Lesley Manville. Roteirizado por Linda Woolverton, baseado nos contos de Charles Perrault e dos irmãos Grimm. Dirigido por Robert Stromberg.

5/10 - "tem um Tigre no cinema"Inversão de papéis, escalas de cinza e revisitas aos clássicos: não há nada de errado. Afinal, não há limites para a ficção. Personagens odiosos ali podem ser bondosos aqui, e vice versa. É um exercício de imaginação interessante que pelo menos, tenta trazer alguma coisa de original, mesmo que calcado em alguma coisa do passado. Essa é uma produção que vem na cola de outros personagens que tiveram esse tratamento – Alice, João e Maria, João e o Pé de Feijão, por exemplo – para brincar com elementos que por mais de meia década são familiares para muita gente. Infelizmente, o tom feminista e muito válido não é suficiente para alavancar Malévola. O plot é desinteressante e previsível demais, mas deve agradar pelo menos as crianças. Com uma direção perdida, ainda que relativamente eficiente por ser tratar de uma estreia, temos um potencial enormemente desperdiçado.

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O Hobbit: A Desolação de Smaug | Crítica | The Hobbit: The Desolation of Smaug, 2013, EUA

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Com Ian McKellen, Martin Freeman, Richard Armitage, Benedict Cumberbatch, Evangeline Lilly, Lee Pace, Luke Evans, Ken Stott, James Nesbitt e Orlando Bloom. Roteirizado por Peter Jackson, Fran Walsh, Philippa Boyens e Guillermo del Toro, baseado na obra JRR Tolkien. Dirigido por Peter Jackson.

9/10 - "tem um Tigre no cinema"Quando saí da sessão de “O Hobbit: Uma Aventura Inesperada” (The Hobbit: An Unexpected Journey, 2012) disse não haver problemas de ritmo. É justo dizer que isso se mantém na segunda parte da trilogia. Ainda assim, é um filme muito longo. Jackson – que continuo tendo fé – ainda se apresenta como um megalomaníaco que não quer que nada saia na sala de edição. Superando ligeiramente o primeiro filme, a produção se sustenta no carisma dos personagens, em ser baseado num maravilhoso trabalho de Tolkien e na ação que dessa vez não demora a acontecer, por mais que poderiam ser cortados pelo menos vinte minutos de projeção em favor do dinamismo.

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Dezesseis Luas (Beautiful Creatures, 2013, EUA) [Crítica]

Com Alden Ehrenreich, Alice Englert, Jeremy Irons, Viola Davis, Emmy Rossum, Thomas Mann e Emma Thompson. Roteirizado por Richard LaGravenese, baseado no romance de Kami Garcia e Margaret Stohl. Dirigido por Richard LaGravenese (PS: Eu te Amo).

5/10 - "tem um Tigre no cinema"Me pergunto qual é a necessidade de obras se afirmarem como novo isso, ou o novo aquilo. Fora questões mercadológicas, a história funcionar por si só deveria ser chamariz suficiente. E isso quer dizer que “Dezesseis Luas” tem algo de original? Só se você contar a inversão de papeis, onde a mulher aparece forte e controladora, e seu par romântico ser um rapaz submisso. Basicamente, é um filme mediano que tem pontos divertidos e mistura bons e maus efeitos especiais. Mas o que faz cair a nota para o patamar mediano é o seu final covarde.

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Branca de Neve e o Caçador (Snow White and the Huntsman, 2012, EUA) [Crítica]

Com Kristen Stewart, Charlize Theron, Chris Hemsworth, Sam Claflin,  Ian McShane, Bob Hoskins e Toby Jones. Roteirizado por Evan Daugherty, John Lee Hancock e Hossein Amini (Drive). Dirigido por Rupert Sanders.

4/10 - "tem um Tigre no cinema"Chegando ao final do filme, disse para mim mesmo que gostei da versão moderna do clássico dos Irmãos Grimm[bb]. Mas analisando algumas horas depois, cheguei à conclusão do que me fez gostar mais da história foram os elementos que já foram usados em tantos outros filmes épicos e de aventura, principalmente em “O Senhor dos Aneis[bb]” e “As Crônicas de Nárnia[bb]“. O bom elenco é desperdiçado pela pouca presença na tela, a motivação da vilã é confusa e a atriz principal não tem carisma nenhuma. Pecando em aspectos técnicos, como no excesso de slow-motions, e pontos da narrativa, “Branca de Neve e o Caçador[bb]” é um filme que por muito pouco não escapa da borda de ser um bom entretenimento. Além disso… preciso apontar o óbvio que Kristen Stewart[bb] não tem nada de mais bela que Charlize Theron[bb]?

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A Invenção de Hugo Cabret (Hugo, 2011, EUA) [Crítica]

Com Ben Kingsley, Asa Butterfield, Chloë Grace Moretz, Sacha Baron Cohen, Emily Mortimer, Jude Law e Christopher Lee. Escrito por  John Logan (Rango), baseado no livro de Brian Selznick. Dirigido por Martin Scorsese (O Aviador).

A expectativa era grande. “Hugo” é uma grande homenagem ao cinema. Ver na tela Georges Méliès, suas criações e ideias serem apresentadas para um novo público é emocionante para qualquer cinéfilo. E nesse clima nostálgico, o grande diretor Scorsese nos leva para a Paris do começo dos anos 1930 numa tentativa de fazer um filme infantil.  Tem momentos comoventes, mas o roteiro é tão previsível e com poucos momentos marcantes que essa reverência ao cinema clássico se sobrepõe à história do personagem principal, enquanto o ideal seria encontrar um equilíbrio. Com personagens paralelos e alívios cômicos que parecem fora de lugar, “Hugo” não deve ficar muito tempo na memória dos espectadores. É um filme que será lembrado mais pela sua perfeição visual e técnica, com seu encantador 3D na sua profundidade de campo do que outros filmes que souberam explorar mais o emocional. Ganhou os Oscar de “Melhor Fotografia”, “Melhor Direção de Arte”, “Melhores Efeitos Especiais”, “Melhor Edição de Som” e “Melhor Mixagem”.

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