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Cinquenta Tons Mais Escuros | Crítica | Fifty Shades Darker, 2017, EUA

Cinquenta Tons Mais Escuros entra em autofagia, repetindo os próprios clichês e diminuindo mais ainda a figura da protagonista e de outras mulheres.

Cinquenta Tons Mais Escuros (Fifty Shades Darker) | 2017

Elenco: Dakota Johnson, Jamie Dornan, Kim Basinger, Luke Grimes, Eloise Mumford, Max Martini, Eric Johnson, Rita Ora, Victor Rasuk | Roteiro: Niall Leonard | Baseado em: Cinquenta Tons Mais Escuros (E.L. James) | Direção: James Foley | Duração: 118 minutos

Estamos na segunda história e Cinquenta Tons Mais Escuros se mostra apenas como um adendo da aventura erótica do anterior com palavras a mais. Se na primeira vez havia um ar de novidade ao trazer ao grande público (sugeridas) cenas de sexo e sadomasoquismo, a continuação é um grande engodo que tenta parecer séria ao tratar temas delicados e polêmicos, mas causa risos involuntários. Junte isso com a baixa qualidade de atuação da dupla de protagonistas, um diretor que parece ter se esquecido do significado da palavra dirigir e um roteiro que é apenas mais um romance disfarçado de moderno e temos uma das maiores enganações do ano.

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A Criada | Crítica | Ah-ga-ssi, 2016, Coreia do Sul

A Criada nos hipnotiza, seduz e prende para entendermos o que há além do drama erótico.

A Criada (2016)

Elenco: Kim Min-hee, Ha Jung-woo, Cho Jin-woong, Kim Tae-ri | Roteiro: Park Chan-wook, Chung Seo-kyung | Baseado em: Fingersmith (Sarah Waters) | Direção: Park Chan-wook (Segredos de Sangue) | Duração: 144 minutos

É cada vez mais difícil ser surpreendido e felizmente A Criada faz isso com o espectador. O drama erótico de Park Chan-wook é um daqueles filmes que quanto menos você souber antes de entrar na sala de cinema, melhor. Você é então levado junto com os personagens entre descobertas, excitações e até mesmo um pouco de risadas. Mostrando que sabe como fazer cinema, o diretor nos puxa por um caminho e, diferente de tantas outras produções, é bem mais difícil de ver as cordas enquanto somos manipulados e somos levados a acreditar nas coisas que estão na primeira camada de entendimento enquanto somos deslumbrados e atraídos pelo visual e pela carga sensual da história.

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