Arquivo para a Categoria ‘Drama’

A Caça (Jagten, 2013, Dinamarca) [Crítica]

"Jagten", 2013Com Mads Mikkelsen, Susse Wold, Thomas Bo Larsen, Lars Ranthe, Anne Louise Hassing, Bjarne Henriksen, Annika Wedderkopp, Lasse Fogelstrøm e Alexandra Rapaport. Roteirizado por Tobias Lindholm e Thomas Vinterberg. Dirigido por Thomas Vinterberg.

10/10 - "tem um Tigre no cinema"Ficamos acostumados com denúncias, e é normal qualquer portal ou jornal impresso estampar os dizeres que alguma pessoa foi acusada de cometer um crime. Pode ser apenas o começo da investigação, mas a simples citação é passível de marcar para sempre. Seja verdade ou não, essa é basicamente a proposta de “A Caça”. A discussão envolve verdades e mentiras, como a vida pode virar vertiginosamente por causa de algumas palavras, e sobre um estigma que não será apagado facilmente, se é que um dia será.

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A Busca (2013, Brasil) [Crítica]

"A Busca", 2013

Com Wagner Moura, Lima Duarte, Mariana Lima e Brás Antunes. Roteirizado por Elena Soarez. Dirigido por Luciano Moura.

5/10 - "tem um Tigre no cinema"Anteriormente chamado “A Cadeira do Pai”, Lucas Moura dá ao seu filme um título um tanto genérico que pode ser encaixado em várias propostas. E é isso mesmo que acontece, pois passamos pelo drama de Theo (Moura) e da esposa, Branca (Lima) que está se separando do marido quando o filho Pedro (Antunes) desaparece no dia do seu aniversário, para depois virar um road movie com elementos, digamos, mágicos.

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Killer Joe – Matador de Aluguel (Killer Joe, 2012, EUA) [Crítica]

"Killer Joe", 2012

Com Matthew McConaughey, Emile Hirsch, Juno Temple, Gina Gershon e Thomas Haden Church. Roteirizado por Tracy Letts (Possuídos), baseado na própria peça de teatro. Dirigido por William Friedkin (O Exorcista).

10/10 - "tem um Tigre no cinema"Não é sempre que vemos um filme violento, com doses de sarcasmo e humor negro como “Killer Joe”. Friedkin juntou um excelente elenco, e conseguiu dar profundidade à esses personagens detestáveis, e que são a antítese da família unida. Com uma história intrigante, cheia de momentos tensos e deprimentes, mas altamente justificáveis, é ótimo vermos que o famoso diretor de “O Exorcista” (The Exorcist, 1973) acerta o caminho mais uma vez depois de tanto tempo.

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Hitchcock (Hitchcock, 2012, EUA) [Crítica]

"Hitchcock", 2012

Com Anthony Hopkins, Helen Mirren, Scarlett Johansson, Toni Collette, Danny Huston, Jessica Biel, James D’Arcy, Michael Stuhlbarg, Ralph Macchio, Geoffrey Shurlock, Michael Wincott, Richard Portnow , Wallace Langham, Richard Chassler, Josh Yeo e Paul Schackman. Roteirizado por John J McLaughlin, baseado no livro de Stephen Rebello. Dirigido por Sacha Gervasi.

9/10 - "tem um Tigre no cinema"“O Mestre do Suspense”, um  excelente diretor, um visionário, um admirador de loiras, e, por fim, um homem. Cheio de defeitos e virtudes, Alfred Hitchcock é referência em qualquer discussão sobre cinema. A cinebiografia ” Hitchcock”, baseada num livro que não li, consegue traduzir vários aspectos da personalidade do cineasta, passando por suas paixões e obsessões. É apenas um pedaço da vida desse homem, e de como aqueles à sua volta também contribuíram com esse sucesso.

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Dezesseis Luas (Beautiful Creatures, 2013, EUA) [Crítica]

Com Alden Ehrenreich, Alice Englert, Jeremy Irons, Viola Davis, Emmy Rossum, Thomas Mann e Emma Thompson. Roteirizado por Richard LaGravenese, baseado no romance de Kami Garcia e Margaret Stohl. Dirigido por Richard LaGravenese (PS: Eu te Amo).

5/10 - "tem um Tigre no cinema"Me pergunto qual é a necessidade de obras se afirmarem como “novo isso”, ou o “novo aquilo”. Fora questões mercadológicas, a história funcionar por si só deveria ser chamariz suficiente. E isso quer dizer que “Dezesseis Luas” tem algo de original? Só se você contar a inversão de papeis, onde a mulher aparece como forte e controladora, e seu par romântico ser um rapaz submisso. Basicamente, é um filme mediano que tem pontos divertidos e mistura bons e maus efeitos especiais. Mas o que faz cair a nota para o patamar mediano é o seu final covarde.

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A Hora Mais Escura (Zero Dark Thirty, 2012, EUA) [Crítica]

"Zero Dark Thirty", 2012

Com Jessica Chastain, Jason Clarke, Joel Edgerton, Mark Strong, Jennifer Ehle, Kyle Chandler e James Gandolfini. Roteirizado por Mark Boal. Dirigido por Kathryn Bigelow (Guerra ao Terror).

9/10 - "tem um Tigre no cinema"Acredito que nos apaixonamos pelos detalhes. Não nos interessamos por todos os assuntos do mundo, mas quando gostamos de algo, queremos apenas saber além do superficial. É por isso que vários cinéfilos apreciam os extras quando compram ou alugam filmes, ou quando gostamos de um livro e queremos saber mais do autor, seu processo criativo, e o que mais escreveu. E quando Osama bin Laden foi morto, queríamos saber como foi, se era verdade ou não. Mais uma vez trazendo um drama de guerra recente, a diretora Kathryn Bigelow, de “Guerra ao Terror” (The Hurt Locker, 2010), mostra um filme com várias qualidades: intensidade, drama e questionamentos fazem parte de uma direção competente dessa história que tantos ansiavam por conhecer e discutir.

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Caça aos Gângsteres (Gangster Squad, 2013, EUA) [Crítica]

"Gangster Squad", 2013

Com Josh Brolin, Ryan Gosling, Sean Penn, Nick Nolte, Emma Stone, Anthony Mackie, Giovanni Ribisi, Michael Peña e Robert Patrick. Roteirizado por Will Beall. Baseado no livro de Paul Lieberman. Dirigido por Ruben Fleischer (Zumbilândia).

6/10 - "tem um Tigre no cinema"Ao sair da sessão de “Caça aos Gângsteres” o sentimento é dúbio. Por uma lado, temos um filme bem produzido, com um elenco gigante de qualidade, e com momentos espirituosos e engraçados. Por outro lado, temos personagens caricatos, quase beirando o cartunesco, e uma história mediana. Com o elenco que tem e com o diretor de um filme ótimo (Zumbilândia, de 2009), poderia ser um grande filme, mas se perdeu por exagerar e tentar ao dar um ar aos para personagens que não tinha razão de serem assim.

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Os Miseráveis (Les Misérables, 2012, Reino Unido) [Crítica]

"Lés Miserables", 2012

Com  Hugh Jackman, Russell Crowe, Anne Hathaway, Amanda Seyfried, Eddie Redmayne, Helena Bonham Carter e Sacha Baron Cohen. Roteirizado por  William Nicholson, Alain Boublil, Claude-Michel Schönberg e Herbert Kretzmer, baseados na montagem da Broadway e no romance de Victor Hugo. Dirigido por Tom Hooper (O Discurso do Rei).

9/10 - "tem um Tigre no cinema"O que acontece ao vermos injustiças costuma ser asco, se você não é nenhum sociopata. E a belíssima história escrita por Victor Hugo em 1862 mostra o estado de pessoas miseráveis e destroçadas, tanto em espírito quanto na sua pobreza financeira. Mas com grande esperança, o autor também compreendia que o espírito humano é capaz de enormes feitos. E o diretor Tom Hooper consegue passar essa emoção durante vários momentos de “Os Miseráveis”. Mesmo transportando a versão musical da Broadway para o cinema, o que pode afastar um público que não é apreciador de um gênero que vai ser cantado do início ao fim, é impossível não se apaixonar e se emocionar com os temas entoados. A história universal de dor, esperança e redenção foram muito bem construídos na nova versão para os cinemas da história e que, apesar de alguns pouco erros, deve emocionar quem assiste.

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O Mestre (The Master, 2012, EUA) [Crítica]

"The Master", 2012

 

Com Joaquin Phoenix, Philip Seymour Hoffman, Amy Adams, Ambyr Childers, Jesse Plemons, Rami Malek e Laura Dern. Roteirizado e dirigido por Paul Thomas Anderson.

10/10 - "tem um Tigre no cinema"A Guerra acabou, e a paz chegou. Mas será que para todos? O diretor Paul Thomas Anderson traz um filme triste e em certos pontos cruel, mas com questionamentos válidos. Tratando de personagens perdidos, desagradáveis e dominadores, o diretor e roteirista faz um desenho da própria natureza humana. Tratar se a história tem ou não relação com certa religião fica em segundo plano. O importante é entendermos quem são essas pessoas, como elas amam e sofrem.

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Lincoln (Lincoln, 2012, EUA) [Crítica]

"Lincoln", 2012

Com Daniel Day-Lewis, Sally Field, David Strathairn, Joseph Gordon-Levitt, James Spader, Gulliver McGrath, Hal Holbrook e Tommy Lee Jones. Roteirizado por Tony Kushner, baseado no livro de Doris Kearns Goodwin. Dirigido por Steven Spielberg (As Aventuras de Tintim).

8/10 - "tem um Tigre no cinema"Um personagem conhecido, ícone para muitos e que rompeu as fronteiras de seu país. Qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento cultural sabe da existência de Abraham Lincoln, o 16º presidente dos EUA. Spielberg escolheu não fazer uma cinebiografia da vida dessa figura histórica, mas apenas do último ano de sua vida, em 1865. Por mais questionável que seja, o diretor faz um trabalho típico de sua filmografia, apelando para o lado mais humano do presidente. Vemos mais uma vez sinceridade no olhar de Spielberg, que quis mostrar na tela do cinema o seu lado mais patriótico. E não há nada de errado nisso, apesar de deixar essa obra menos universal.

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