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Eu Não Sou Seu Negro | Crítica | I Am Not Your Negro, 2016, EUA

Eu Não Sou Seu Negro é um importante documentário sobre a vida e a morte dos principais ativistas negros dos Estados Unidos pelos olhos de um grande amigo deles.

Eu Não Sou Seu Negro (I Am Not Your Negro, 2016)

Elenco: Samuel L. Jackson | Roteiro: James Baldwin, Raoul Peck | Baseado em: Remember This House (James Baldwin) | Direção: Raoul Peck | Duração: 96 minutos

Pode ser que eu, um homem branco de classe média que nunca foi abordado na rua por causa da cor da minha pele, não seja o mais indicado para falar da importância do documentário Eu Não Sou Seu Negro. Por outro lado, as palavras de James Baldwin ecoam na sala e na mente depois da sessão, exatamente a intenção do ativista social falecido em 1987. Apesar das reflexões do autor serem mais pertinentes à realidade do povo estadunidense, é impossível não se sentir mal com as cenas de violência direcionadas aos nossos semelhantes numa época que está distante apenas cronologicamente, e que infelizmente se aproxima cada vez mais de nós.

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De Palma | Crítica | De Palma, 2016, EUA

De Palma (2016)

Elenco: Brian De Palma | Direcão: Noah Baumbach (Frances Ha), Jake Paltrow

De Palma é essencial para qualquer amante de cinema, e ponto final!

10/10 - "tem um Tigre no cinema"

Existem poucas oportunidades de ouvir da própria boca dos mestres seus ensinamentos. Portanto, De Palma é um filme obrigatório para qualquer fã da sétima arte. São quase duas horas absorvendo palavras, curiosidades e histórias engraçadas desse diretor que começou como muitos nos anos 1960, tornando-se relevante nos 1970 e que ainda hoje é reconhecido. É um daqueles filmes referência, que deve ser revisitado pela experiência que o diretor nos passa cobrando tão pouco. É uma catarse e paixão cinéfila pura. Simples na execução e tão cheia do que dizer, o documentário é necessário para entender melhor Hollywood e o Cinema.

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Tropicália (2012, Brasil) [Crítica]

Com Caetano Veloso, Gilberto Gil, José Celso, Glauber Rocha, Hélio Oitica , Julio Medaglia, Sérgio Baptista, Arnaldo Dias Baptista, Rogério Duarte, Tom Zé, Gal Costa e Rita Lee. Dirigido por Marcelo Machado.

Não sou conhecedor do movimento tropicalista. Conheço seus principais expoentes, músicas e o período pelo qual o país passava. Mas se for me basear por esse filme, não deve ter sido uma experiência muito boa. A viagem visual que  Machado impõe na tela é interessante no começo, mas o jeito despojado e desconexo, com várias intervenções gráficas não tornam o filme interessante, e parecem que foram escolhidos apenas para que o filme tivesse o tamanho de um longa metragem. “Tropicália” vale tão somente pelas músicas e as pouquíssimas imagens de bastidores da época. No mais, é um dos piores filmes do ano, cansativo e um desfavor à música e ao cinema brasileiro.

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Soberano 2 – A Heroica Conquista do Mundial de 2005 (2012, Brasil) [Crítica]

Com Rogério Ceni, Lugano, Aloíso, Amoroso, Mineiro, Raí, Marco Aurélio Cunha, Milton Cruz e Juvenal Juvêncio. Dirigido por Maurício Arruda e Carlos Nader.

O subtítulo “a heroica conquista…” não é exagerado. E na memória do torcedor sãopaulino recente, esses foram dois jogos muito especiais. Depois de mais de 10 anos, voltávamos à Tóquio para honrar a camisa e aquele timaço de 1992 e 1993. Esse documentário é voltado exclusivamente para agradar o torcedor do São Paulo Futebol Clube, e ainda usa o espaço para provocar um time rival. Ainda assim, o filme é tecnicamente bem dirigido e editado, com alguns deslizes durante sua projeção. Com declarações de Lugano, Aloíso, Rogério Ceni, Amoroso, Mineiro, Raí, Marco Aurélio Cunha, Milton Cruz e do dispensável Juvenal Juvêncio, “Soberano 2” se torna parte do documental esportivo do futebol nacional. Para quem é tricolor paulista, obrigatório.

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Rock Brasília – A Era de Ouro (2011, Brasil) [Crítica]

Dirigido por Vladimir Carvalho (O Engenho de Zé Lins). Documentário sobre o cenário do rock nacional em Brasília, desde a criação do Aborto  Elétrico no início dos anos 1980, passando pela formação da Plebe Rude, do Capital Inicial e da Legião Urbana.

Para mim, é difícil críticar documentários. O tom é diferente, não há como falar de atuações. Eu, nascido em 1982, não acompanhei o cenário da época musicalmente falando. Me lembro do cenário econômico, com meus pais indo em três supermercados diferentes fazendo pesquisas para podermos economizar num país de superinflação, onde os preços mudavam de um dia para o outro. Isso é citado e faz parte do pensamento que moldou a mente de quem era jovem nos anos 1980. Leia mais

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