Arquivo para a Categoria ‘Documentário’

Human Flow: Não Existe Lar se Não Há Para Onde Ir | Crítica | Human Flow, 2017, Alemanha

Human Flow: Não Existe Lar se Não Há Para Onde Ir é um triste retrato da nossa época e traz uma mensagem importante para essa geração e as próximas.

Human Flow | Crítica

Roteiro: Ai Weiwei, Chin-chin Yap, Heino Deckert | Direção: Ai Weiwei | Duração: 140 minutos

Nota 10 - um Tigre no cinemaArte é entretenimento, mas também serve para nos questionarmos. Human FlowNão Existe Lar se Não Há Para Onde Ir está na segunda categoria, uma peça contundente para os nossos tempos; além disso, um retrato deles. Aliás é um retrato da humanidade, onde muitos preferem virar a cara e ignorar os gritos de desespero de pessoas que deixam sua pátria não por opção, mas por não ter uma. Durante mais de duas horas, Ai Weiwei nos torna testemunhas de gente como a gente que está passando por situações que, provavelmente, conhecemos só pelas notícias. Não que o filme também seja um recorte, mas o diretor usa o poder do cinema para entendermos um pouco melhor o que se passa.

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Uma Verdade Mais Inconveniente | Crítica | An Inconvenient Sequel: Truth to Power, 2017, EUA

Apesar de tocar num problema verdadeiro, Uma Verdade Mais Inconveniente serve mais para enaltecer a figura de Al Gore.

Uma Verdade Mais Inconveniente

Elenco: Al Gore | Direção: Bonni Cohen, Jon Shenk

Preciso ser bem claro quanto a isso: aquecimento global é uma coisa real e nós, a raça humana, somos responsáveis. Dito isso, Uma Verdade Mais Inconveniente é importante por escancarar essa realidade, mas provavelmente não será assistido por nenhum negacionista. É sim um filme feito para quem já acredita e é militante da causa – mas o que realmente prejudica a produção, cinematograficamente falando, é o grande foco em Al Gore. O problema do documentário não é ser alarmista ou panfletário, pois a situação exige, mas sim mostrar que o ex-vice-presidente e ex-senador quase como o único político no mundo livre que vê o grande problema é faz alguma coisa.

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Eu Não Sou Seu Negro | Crítica | I Am Not Your Negro, 2016, EUA

Eu Não Sou Seu Negro é um importante documentário sobre a vida e a morte dos principais ativistas negros dos Estados Unidos pelos olhos de um grande amigo deles.

Eu Não Sou Seu Negro (I Am Not Your Negro, 2016)

Elenco: Samuel L. Jackson | Roteiro: James Baldwin, Raoul Peck | Baseado em: Remember This House (James Baldwin) | Direção: Raoul Peck | Duração: 96 minutos

Pode ser que eu, um homem branco de classe média que nunca foi abordado na rua por causa da cor da minha pele, não seja o mais indicado para falar da importância do documentário Eu Não Sou Seu Negro. Por outro lado, as palavras de James Baldwin ecoam na sala e na mente depois da sessão, exatamente a intenção do ativista social falecido em 1987. Apesar das reflexões do autor serem mais pertinentes à realidade do povo estadunidense, é impossível não se sentir mal com as cenas de violência direcionadas aos nossos semelhantes numa época que está distante apenas cronologicamente, e que infelizmente se aproxima cada vez mais de nós.

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De Palma | Crítica | De Palma, 2016, EUA

De Palma (2016)

Elenco: Brian De Palma | Direcão: Noah Baumbach (Frances Ha), Jake Paltrow

De Palma é essencial para qualquer amante de cinema, e ponto final!

10/10 - "tem um Tigre no cinema"

Existem poucas oportunidades de ouvir da própria boca dos mestres seus ensinamentos. Portanto, De Palma é um filme obrigatório para qualquer fã da sétima arte. São quase duas horas absorvendo palavras, curiosidades e histórias engraçadas desse diretor que começou como muitos nos anos 1960, tornando-se relevante nos 1970 e que ainda hoje é reconhecido. É um daqueles filmes referência, que deve ser revisitado pela experiência que o diretor nos passa cobrando tão pouco. É uma catarse e paixão cinéfila pura. Simples na execução e tão cheia do que dizer, o documentário é necessário para entender melhor Hollywood e o Cinema.

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Tropicália (2012, Brasil) [Crítica]

Com Caetano Veloso, Gilberto Gil, José Celso, Glauber Rocha, Hélio Oitica , Julio Medaglia, Sérgio Baptista, Arnaldo Dias Baptista, Rogério Duarte, Tom Zé, Gal Costa e Rita Lee. Dirigido por Marcelo Machado.

Não sou conhecedor do movimento tropicalista. Conheço seus principais expoentes, músicas e o período pelo qual o país passava. Mas se for me basear por esse filme, não deve ter sido uma experiência muito boa. A viagem visual que  Machado impõe na tela é interessante no começo, mas o jeito despojado e desconexo, com várias intervenções gráficas não tornam o filme interessante, e parecem que foram escolhidos apenas para que o filme tivesse o tamanho de um longa metragem. “Tropicália” vale tão somente pelas músicas e as pouquíssimas imagens de bastidores da época. No mais, é um dos piores filmes do ano, cansativo e um desfavor à música e ao cinema brasileiro.

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Soberano 2 – A Heroica Conquista do Mundial de 2005 | Crítica | 2012, Brasil

Soberano 2 não é exagerado quando diz no seu subtítulo “a heróica conquista”. Esse é um filme que homenageia um dos melhores elencos que o tricolor paulista já teve.

Soberano 2

Com Rogério Ceni, Lugano, Aloíso, Amoroso, Mineiro, Raí, Marco Aurélio Cunha, Milton Cruz e Juvenal Juvêncio. Dirigido por Maurício Arruda e Carlos Nader.

O subtítulo “a heroica conquista…” não é exagerado. E na memória do torcedor sãopaulino recente, esses foram dois jogos muito especiais. Depois de mais de 10 anos, voltávamos à Tóquio para honrar a camisa e aquele timaço de 1992 e 1993. Esse documentário é voltado exclusivamente para agradar o torcedor do São Paulo Futebol Clube, e ainda usa o espaço para provocar um time rival. Ainda assim, o filme é tecnicamente bem dirigido e editado, com alguns deslizes durante sua projeção. Com declarações de Lugano, Aloíso, Rogério Ceni, Amoroso, Mineiro, Raí, Marco Aurélio Cunha, Milton Cruz e do dispensável Juvenal Juvêncio, “Soberano 2” se torna parte do documental esportivo do futebol nacional. Para quem é tricolor paulista, obrigatório.

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Rock Brasília – A Era de Ouro (2011, Brasil) [Crítica]

Dirigido por Vladimir Carvalho (O Engenho de Zé Lins). Documentário sobre o cenário do rock nacional em Brasília, desde a criação do Aborto  Elétrico no início dos anos 1980, passando pela formação da Plebe Rude, do Capital Inicial e da Legião Urbana.

Para mim, é difícil críticar documentários. O tom é diferente, não há como falar de atuações. Eu, nascido em 1982, não acompanhei o cenário da época musicalmente falando. Me lembro do cenário econômico, com meus pais indo em três supermercados diferentes fazendo pesquisas para podermos economizar num país de superinflação, onde os preços mudavam de um dia para o outro. Isso é citado e faz parte do pensamento que moldou a mente de quem era jovem nos anos 1980. Leia mais

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