Arquivo para a Categoria ‘Comédia’

O Dobro ou Nada (Lay the Favorite, 2012, EUA) [Crítica]

"Lay the Favorite", 2012

Com Bruce Willis, Catherine Zeta-Jones, Rebecca Hall, Joshua Jackson, Vince Vaughn e Laura Prepon. Roteirizado por D.V. DeVincentis, baseado no livro de Beth Raymer. Dirigido por Stephen Frears (A Rainha).

3/10 - "tem um Tigre no cinema"Se você quer ver uma comédia leve e simplória, e que pode render algumas poucas risadas, assista “O Dobro ou Nada”. Se você estiver procurando um bom filme, a história é diferente. Mostrando que é um diretor que alternas altos e baixos, Frears adapta uma história baseada num livro de experiências reais durante arrastados 94 minutos. Personagens nada carismáticos, de índole duvidosa e até mesmo estúpidos sem um motivo claro fazem um péssimo conjunto da obra, e já mostram um dos candidatos à pior filme lançado no país em 2013.

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Meu Namorado é um Zumbi (Warm Bodies, 2013, Canadá) [Crítica]

"Warm Bodies", 2013

Com Nicholas Hoult, Teresa Palmer, Rob Corddry, Dave Franco, Analeigh Tipton, Cory Hardrict e John Malkovich. Roteirizado por Jonathan Levine, baseado no romance de Isaac Marion. Dirigido por Jonathan Levine (50/50).

7/10 - "tem um Tigre no cinema"Meu primeiro professor de cinema dizia que não existem mais histórias originais. Os temas greco-romanos, judaico-cristãos e Shakespeare são o compêndio do que ser humano consegue criar. Pois a formula de “Meu Namorado é um Zumbi” é a mesma base de Romeu e Julieta, um amor impossível, com o tema do momento que são zumbis. Começando de um jeito interessante, revisando o conceito de morto-vivo, o filme cai para romance formulaico.  Poderia ser muito melhor se assumisse o lado de paródia inicial ao invés de buscar agradar o público adolescente feminino, mas, surpreendentemente, é um filme é satisfatório.

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O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook, 2012, EUA) [Crítica]

"Silver Linings Playbook", 2012Com Bradley Cooper, Jennifer Lawrence, Robert De Niro, Jacki Weaver, Chris Tucker e Anupam Kher. Baseado no romance de Matthew Quick. Roteirizado e dirigido por David O Russell (O Vencedor).

7,5 - "tem um Tigre no cinema"O Lado Bom da Vida” seria um filme fraco se apenas tratasse do amor e da paixão como loucura. Apesar de a devoção do personagem principal pela esposa, o filme tenta mostrar um pouco de como pode ser a convivência com alguém que tenha transtorno bipolar. Mesmo se aprofundanado mais na romance do que no distúrbio, que seria uma opção dramaticamente interessante, o filme não é uma perda de tempo e assume seu papel de romance de um modo correto. Nesse ponto de vista, é uma história que começa de um jeito não usual, para terminar do jeito esperado. Mas o diretor consegue criar grande empatia com os personagens que nos faz querer esse final, por mais piegas que seja.

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Django Livre (Django Unchained, 2012, EUA) [Crítica]

"Django Unchained", 2012

Com Jamie Foxx, Christoph Waltz, Leonardo DiCaprio, Kerry Washington, Samuel L Jackson, Walton Goggins, Dennis Christopher, James Remar, Michael Parks e Don Johnson. Roteirizado e dirigido por Quentin Tarantino (Cães de Aluguel).
9/10 - "tem um Tigre no cinema"Na sua nova empreitada, Tarantino compõe mais um mosaico que mistura homenagem ao cinema e a História. “Django Livre” tem tudo o que estamos acostumados nos filmes do cineasta: violência e comédia desmedidas, ares de cultura pop, críticas e, principalmente, uma ótima história aliada à uma ótima direção. É mais do mesmo Tarantino, e podemos levantar as mãos e agradecer por isso.

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Os Penetras (Brasil, 2012) [Crítica]

Com Marcelo Adnet, Eduardo Sterblitch, Andrea Beltrão, Stepan Nercessian, Mariana Ximenes, Luis Gustavo, Luiz Carlos Miele e Susana Vieira. Roteirizado por Marcelo Vindicatto (Feliz Natal) e Andrucha Waddington. Dirigido por Andrucha Waddington (Eu, Tu, Eles)

“Os Penetras” é vendido como uma comédia. Se foi assim, devo ter entrado no filme errado. Nada, ou quase nada fará o espectador rir. Seria mais apropriado o termo chamado “dramédia”, mostrando que Vindicatto e Waddington se perderam no meio do caminho ao contar uma história de golpistas e fracassados. Faltou versatilidade desses cineastas advindos do drama (o primeiro com “Feliz Natal” e o outro de “Eu, Tu, Eles”). Existem pontos dignos de admiração na produção, e um deles é a direção. Mas tais pontos são subjugados por um roteiro fraco e extremamente previsível. Era de se esperar mais de atores que são conhecidos por fazer comédia. Ou pelo menos tentam fazê-lo.

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Moonrise Kingdom (Moonrise Kingdom, 2012, EUA) [Crítica]

Com Jared Gilman, Kara Hayward, Bruce Willis, Edward Norton, Bill Murray, Frances McDormand, Tilda Swinton, Jason Schwartzman, Harvey Keitel e Bob Balaban. Roterizado por Roman Coppola (Viagem a Darjeeling) e Wes Anderson. Dirigido por Wes Anderson (Os Excêntricos Tenenbaums).

Numa bucólica ilha da Nova Inglaterra, Wes Anderson nos dá um filme que é típico de sua filmografia. Retratando de um jeito muito doce o período de descobertas que acontecem na vida das crianças, o filme trata do imaginário, da aventura e do romance, sendo quase completo. Com atuações fantásticas, símbolos bem construídos e uma direção precisa, mas que pode incomodar alguns por ser “Wes Anderson” demais, “Moonrise Kingdom” é digno de atenção para todas as idades, e estará com certeza na lista de muitos dos melhores de 2012.

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Intocáveis (Intouchables, 2011, França) [Crítica]

Com François Cluzet, Omar Sy, Audrey Fleurot, Clotilde Mollet, Alba Gaïa Kraghede Bellugi, Cyril Mendy e Anne Le Ny. Roteirizado e dirigido por Olivier Nakache e Éric Toledano.

É interessante que o nome “Intocáveis” tenha um efeito totalmente oposto na audiência. Quero dizer, é impossível não ficarmos tocados pela história intimista, cheia de esperança e engraçada envolvendo um tetraplégico e seu nada convencional cuidador. Baseado (levemente, como podemos ver nos créditos finais) em uma história real, a dupla de roteiristas/diretores nos trazem um filme que não faz mal a ninguém e que, apesar de começar por causa de dramas pessoais, não se deixa levar por isso. Ao contrário, nos faz rir. E muito.

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Ted (Ted, 2012, EUA) [Crítica]

Com Mark Wahlberg, Mila Kunis, Seth MacFarlane, Joel McHale e Giovanni Ribisi. Roteirizado por Seth MacFarlane, Alec Sulkin e Wellesley Wild. Dirigido por Alec Sulkin e Wellesley Wild.

Já há muito tempo eu sou um fã de “Uma Família da Pesada” (Family Guy), série que retrata com um humor ácido, politicamente incorreto e violento o estilo de vida dos EUA, e que já foi acusado de plagiar os Simpsons. E pelos limites do cinema serem infinitamente maiores do que na TV, o diretor McFarlane vai além da zona de conforto que tinha, mas não extrapola. O filme conta com mais palavrões que um episódio da família Griffin, uso de drogas e até pequenas cenas de nudez… inclusive aparecendo uma nádega de um astro de Hollywood! Com homenagens, e dotado de um bom humor que não foge do politicamente incorreto, “Ted” é um filme divertidíssimo. Ainda que se perca um pouco com seus exageros, a história de amizade entre um adulto que não quer amadurecer e seu melhor amigo valem a visita.

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Um Divã Para Dois (Hope Springs, 2012, EUA) [Crítica]

Com Meryl Streep, Tomy Lee Jones, Steve Carell e Elisabeth Shue. Roteirizado por Vanessa Taylor. Dirigido por David Frankel (Marley e Eu).

É um fato que o mundo cinematográfico romântico é quase que exclusivamente dirigido aos jovens. Comédias românticas envolvem casais adolescentes, e até mesmo os filmes de ação tendem a criar pares com menos de 20 anos.  Mas “Um Divã Para Dois” vem para quebrar essa situação. O diretor David Frankel consegue tirar bastante substância do elenco principal, e cria um ambiente bem rico ao mostrar os lugares e as situação que o casal passa. É um filme muito leve, divertido e serve para mostrar ao mais jovens que nossos pais podem passar por situações constrangedoras. Mas sem exageros estilo American Pie. E num mundo onde o amor é tão surrado, precocemente sexualizado, e que as pessoas se juntam para fazer “test-drives, é bom assistir a um filme sobre segundas chances e perdão.

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Os Mercenários 2 (The Expendables 2, 2012, EUA) [Crítica]

Com Sylvester Stallone, Jason Statham, Jet Li, Dolph Lundgren, Chuck Norris, Jean-Claude Van Damme, Bruce Willis, Arnold Schwarzenegger, Terry Crews, Randy Couture, Liam Hemsworth, Charisma Carpenter e Nan Yu. Roteirizado por Richard Wenk (16 Quadras) e Sylvester Stallone (Rocky Balboa). Dirigido por Simon West (Con Air – A Rota da Fuga).

“O melhor filme do ano”. Oquei, é um exagero dizer isso de “Os Mercenários 2″. Mas é impossível conter a empolgação. O filme é cheio de clichês do gênero, tem várias brincadeiras visuais, frases de efeito novas e antigas, homenageando o estilo, e violência. Tiros, explosões não fazem faltam na projeção de aproximadamente 100 minutos. Sim, o filme tem furos no roteiro, personagens maniqueístas e peca nos efeitos especiais. Mas tem uma carga dramática muito maior que o primeiro filme, e também conta com um roteiro mais aprimorado. Ação e emoção fazem o filme ser uma ótima diversão, superando o primeiro da franquia.

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