Arquivo para a Categoria ‘Comédia’

Despedida em Grande Estilo | Crítica | Going in Style, 2017, EUA

O remake de Despedida em Grande Estilo é uma diversão leve e engraçada que consegue encontrar também um tom melancólico.

Despedida em Grand Estilo (Going in Style) 2017

Elenco: Morgan Freeman, Michael Caine, Alan Arkin, Matt Dillon, Christopher Lloyd, John Ortiz | Roteiro: Theodore Melfi (Estrelas Além do Tempo) | Baseado em: Despedida em Grande Estilo (Martin Brest, 1979) | Direção: Zach Braff (Lições em Família) | Duração: 96 minutos

A intenção de Despedida em Grande Estilo é fazer a audiência se sentir bem, assim como qualquer um daqueles clássicos que reprisam várias vezes na TV (chamados de “Sessão da Tarde”). Ao mesmo tempo, há uma tristeza inerente sobre como os idosos são tratados – isso, em especial, pode pegar os brasileiros com os rumos atuais de algumas decisões políticas. Assim, a produção não tem grandes pretensões além de ser divertido e um tanto leve, mesmo que use alguns elementos sérios para isso, contando com a ajuda do trio de protagonistas que de tão soltos parecem estar interpretando a si mesmos.

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Um Homem Chamado Ove | Crítica | En man som heter Ove, 2015, Suécia

Um Homem Chamado Ove ganha pela simpatia dos personagens, mas sobram poucas diferenças do que já vimos em outras comédias dramáticas.

Um Homem Chamado Ove (2015)

Elenco: Rolf Lassgård, Bahar Pars, Filip Berg, Ida Engvoll | Roteiro: Hannes Holm | Baseado em: Um Homem Chamado Ove (Fredrik Backman) | Direção: Hannes Holm | Duração: 118 minutos

Você já viu essa história antes: o idoso rabugento e chato que se incomoda com qualquer coisa. Assim é Um Homem Chamado Ove que realmente não trás nada de novo ao gênero da comédia dramática. Mas há risadas garantidas com a personalidade do protagonista, seu jeito de viver e suas lembranças. O diretor Hannes Holm sabe como manipular a plateia, o que não é algo ruim, deixando aquela linha para ser puxada na hora certa e assim emocionar os mais sensíveis. E se por quase duas horas um filme de comédia misturado com drama faz rir e chorar, a tarefa foi cumprida.

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Toni Erdmann | Crítica | Toni Erdmann, 2016, Alemanha-Áustria

Toni Erdmann é um daqueles filmes que não sabemos como apresentar, mas que mesmo assim nos conquistam.

Toni Erdmann | 2016

Elenco: Peter Simonischek, Sandra Hüller, Ingrid Bisu, Michael Wittenborn, Thomas Loibl, Trystan Pütter, Hadewych Minis, Lucy Russell, Vlad Ivanov, Victoria Cocias | Roteiro e direção: Maren Ade | Duração: 162 minutos

Nota 10 - um Tigre no cinemaToni Erdmann é como seu personagem título: gostamos, mas não sabemos muito bem o que fazer com ele. É um desafio apresenta-lo ao grande público, aos amigos ou familiares. É um pouco contraditório se expressar assim, mas a produção de Maren Ade é estranhamente boa, diferente do que estamos acostumados; e também estranhamente familiar e divertida. As situações que os personagens passam são extrapolações das que nós passamos nas relações familiares, elementos que a diretora usa para reforçar a mensagem do filme, que podem ser descritas como absurdas – o que não quer dizer que nelas não haja algum tipo de realidade.

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A Última Ressaca do Ano | Crítica | Office Christmas Party, 2016, EUA

A Última Ressaca do Ano (2016)

Elenco: Jason Bateman, Olivia Munn, T. J. Miller, Jillian Bell, Courtney B. Vance, Kate McKinnon, Jennifer Aniston | Roteiro: Justin Malen, Laura Solon, Dan Mazer | Argumento: Jon Lucas, Scott Moore, Timothy Dowling, Guymon Casady | Direção: Will Speck, Josh Gordon

A Última Ressaca do Ano funcionaria se fosse um curta metragem ou um daqueles especiais de fim de ano.

4/10 - "tem um Tigre no cinema"A Última Ressaca do Ano é um filme que lembra aqueles quadros de festas da televisão que reúne alguns nomes conhecidos – outros nem tanto – numa descompromissada diversão para encerrar o ano em alto astral. E se fosse isso, um programa curto com trinta minutos ou mesmo uma hora, funcionaria melhor. O que acontece é que não há muito história para analisar e o resultado final é esticado para quase cem minutos, mais comerciais, que servem para preencher um horário na sala de cinema. O resultado é um filme com algumas risadas, mas não o suficiente para sair mais leve do que quando entramos.

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É Fada! | Crítica | Brasil, 2016

É Fada! (2016)

Elenco: Kéfera Buchmann, Klara Castanho, Mariana Santos, Carla Daniel, Clara Tiezzi, Christian Monassa, Bruna Griphão, Junior Vieira | Roteiro: Fernando Ceylão, Bárbara Duvivier, Sylvio Gonçalves | Inspirado em: Uma fada veio me visitar (Thalita Rebouças) | Direção: Cris D’Amato (S.O.S.: Mulheres ao Mar)

Do Youtube para o Cinema, É Fada mostra talento de Kéfera como atriz. E só.

2/10 - "tem um Tigre no cinema"Uma abordagem bem comum é a exploração de nichos, e o de Youtubers indo ao cinema é apenas mais um deles. Ainda é cedo para dizer, mas se É Fada é o exemplo de material cinematográfico que os produtores têm na manga, serão muitas experiências frustradas. Fazendo um apelo para os fãs de uma estrela que tem nove milhões de inscritos – e com vídeos que conseguem até três milhões de visualizações – faltou cuidado com todos os quesitos, passando pelo roteiro, direção, fotografia e outros quesitos técnicos. É um dos piores tipos de caça-níqueis. Mas não é culpa da dupla principal, o destaque do filme.

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O Bebê de Bridget Jones | Crítica | Bridget Jones’s Baby, 2016, Reino Unido

O Bebê de Bridget Jones (2016)

Elenco: Renée Zellweger, Colin Firth, Patrick Dempsey, Jim Broadbent, Gemma Jones, Ed Sheeran, Emma Thompson | Roteiro: Helen Fielding, Dan Mazer, Emma Thompson | Direção: Sharon Maguire

O Bebê de Bridget Jones é uma comédia que não apela para o exagero e traz de volta uma das personagens mais queridas do cinema.

8/10 - "tem um Tigre no cinema"Assistir O Bebê de Bridget Jones é como visitar uma velha amiga – e doze anos é tempo demais. Uma amiga que te faz chorar de tanto rir, que te traz boas lembranças e que te faz sentir confortável em estar perto. Apesar de suas inseguranças, devaneios e até loucuras. E assim é o retorno de Sharon Maguire à personagem que iniciou sua não tão bem sucedida carreira. Atualizada, o filme ainda é Bridget: há comédia, empoderamento, diversão e uma identificação, tanto para mulheres quanto para homens que chegaram aos trinta, estão perto deles, ou já passaram ligeiramente dessa idade.

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Desculpe o Transtorno | Crítica | Brasil, 2016

Desculpe o Transtorno (2016)

Elenco: Gregorio Duvivier, Clarice Falcão, Dani Calabresa, Marcos Caruso, Rafael Infante, Daniel Duncan, Zezé Polessa | Argumento: Pedro Carvalhaes | Roteiro: Tatiana Maciel, Célio Porto | Direção: Tomas Portella (Operações Especiais)

Desculpe o Transtorno é agradável e consegue tirar risadas, ainda que trabalhe com estereótipos e clichês.

6/10 - "tem um Tigre no cinema"Antes de assistir Desculpe o Transtorno paira a dúvida para qual lado o filme pende mais. Depois de entender que é uma comédia romântica, não é de se espantar que ele siga mais para o lado do romance. Porém, não é um demasiadamente açucarado e há muitos momentos engraçados. E apesar de ter um desfecho previsível, o caminho que Tatiana Maciel e Célio Porto tomam tem percalços pouco comuns na narrativa da comédia nacional – inclusive com a liberdade de alguns palavrões –, não traz nada de novo, reforça alguns estereótipos da rixa São Paulo e Rio de Janeiro, mas é suficientemente leve para agradar quem já não aguenta mais piadas com gente gritando.

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Cães de Guerra | Crítica | War Dogs (2016) EUA

Cães de Guerra (2016)

Elenco: Jonah Hill, Miles Teller, Ana de Armas, Bradley Cooper | Roteiro: Stephen Chin, Todd Phillips, Jason Smilovic | Baseado em: Arms and the Dudes (Guy Lawson) | Direção: Todd Phillips (Se Beber, Não Case! – Parte III)

Cães de Guerra faz graça com um assunto muito sério. E exatamente por isso que é tão divertido.

9/10 - "tem um Tigre no cinema"É um momento propenso para se falar de armas nos EUA e quando você conta uma história dessas por meio de humor, parece ser mais fácil encarar os fatos. Cães de Guerra é assim. Extremamente divertido, um tanto insano, mas lida com um assunto seríssimo. Dinheiro, poder, armas, sexo, drogas, rock n roll: está tudo misturado e bem equilibrado na narrativa baseada num artigo jornalístico. Essa capacidade de transformar algo tão pesado em comédia é tarefa para poucos. Seria mais fácil a mensagem direta e, provavelmente, uma abordagem dramática também funcionaria. Mas essa é uma história tão improvável que a escolha de conta-la entre risadas marca melhor.

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Um Namorado Para Minha Mulher | Crítica | 2016, Brasil

Um Namorado Para Minha Mulher (2016)

Elenco: Ingrid Guimarães, Caco Ciocler, Domingos Montagner, Marcos Veras, Paulo Vilhena, Miá Mello | Roteiro: Lusa Silvestre, Julia Rezende | Baseado em: Un novio para mi mujer (Juan Taratuto) | Direção: Julia Rezende

Um Namorado Para Minha Mulher não consegue escapar dos inúmeros clichês da comédia romântica, mas é engraçado.

6/10 - "tem um Tigre no cinema"Está cada vez mais difícil encontrar bons exemplos na comédia nacional, apesar dos números me contradizerem. Não é de se espantar então que Julia Resende tenha buscado inspiração no cinema argentino para Um Namorado Para Minha Mulher. Seja pela inspiração ou não, a produção da diretora consegue tirar sarro da situação nada usual para um casal. Homens irão identificar amigos em tela – é interessante ver do lado de fora algo que talvez não percebamos –, as mulheres irão se divertir com as bobagens que nós fazemos e, no final, as risadas serão de ambos. O que é bem mais do que outras ditas comédias do nosso cenário podem dizer.

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Perfeita é a Mãe | Crítica | Bad Moms (2016) EUA

Perfeita é a Mãe (2016)

Elenco: Mila Kunis, Kristen Bell, Kathryn Hahn, Annie Mumolo, Jada Pinkett Smith, Christina Applegate | Roteiro e Direção: Jon Lucas, Scott Moore

Engraçado em vários momentos, Perfeita é a Mãe é uma boa comédia mas que peca muito na atuação da  trio principal.

6/10 - "tem um Tigre no cinema"O grande destaque de Perfeita é a Mãe é o protagonismo feminino, mesmo que o filme em si não tenha sido escrito nem dirigido por nenhuma. Ainda que tenha sido produzido por Suzanne Todd e Mark Kamine, fica no ar como seria a abordagem se fosse houvesse mulheres escrevendo ao invés de Jon Lucas e Scott Moore. Mesmo com a inevitável comparação com Se Beber, Não Case (The Hangover, 2009) – e suas continuações – a nova produção diverte em vários momentos, ainda que a atuação das protagonistas deixe a desejar. Além de ser uma produção até reflexiva sobre o que é ser mãe, mas sem ir demasiadamente ao drama disso em favor do gênero do filme.

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Dois Caras Legais | Crítica | The Nice Guys (2016) EUA

Dois Caras Legais (2016)

Com Russell Crowe, Ryan Gosling, Angourie Rice, Matt Bomer, Margaret Qualley, Keith David e Kim Basinger. Roteirizado por Shane Black e Anthony Bagarozzi. Dirigido por Shane Black (Homem de Ferro 3).

Dois Caras Legais é engraçado, subverte um tema muito conhecido e ainda consegue ser socialmente relevante.

9/10 - "tem um Tigre no cinema"Poucos filmes conseguem misturar uma série de gêneros, e quando a comédia é o tema principal, parece mais difícil não apelar para o pastelão. Pois Dois Caras Legais é umas das melhores comédias do ano, incorporando temas nonsense e outros vindos do cinema noir, subverte o tira bom e tira mau, e ainda consegue encaixar um drama familiar sem ficar expondo isso a todo o momento. Há também um tema eco-político que, na brincadeira, faz uma crítica ao capitalismo e à indústria automobilística americana. Ritmo, piadas e a canastrice são pontos altos da produção que veio para revitalizar o estilo buddy cop.

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Florence: Quem é Essa Mulher? | Crítica | Florence Foster Jenkins (2006) Reino Unido – França

Florence: Quem é Essa Mulher? (2016)

Com Meryl Streep, Hugh Grant, Simon Helberg, Nina Arianda e Rebecca Ferguson. Roteirizado por Nicholas Martin. Dirigido por Stephen Frears (Philomena).

Florence: Quem é Essa Mulher? fala sobre a realização de sonhos e é uma belo filme que eleva o espírito de quem assiste.

7/10 - "tem um Tigre no cinema"O showbiz sempre foi uma bajulação, e Florence: Quem é Essa Mulher? também mostra essa pintura. Mas essa é apenas um parte do retrato dessa socialite que não era só apaixonada pela música, mas vivia por ela. A nova produção de Stephen Frears é um retrato sensível e belo de uma pessoa que cantava com o coração, ainda que suas cordas vocais não refletissem tanto amor. O diretor consegue prever a reação da plateia nos momentos de comédia, ora rindo com ela e ora a criticando. Quase como um conto de fadas, a história da pior cantora lírica do mundo fala também sobre superação e como podemos encontrar belezas nos lugares mais improváveis.

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